anuncie aqui
Notícias recentes
Prazo para transferir, atualizar ou emitir título de eleitor termina hoje

Prazo para transferir, atualizar ou emitir título de eleitor termina hoje

access_time09/05/2018 09:42

Os eleitores podem transferir, atualizar ou emitir o título eleitoral até esta quarta-feira (9) para

Duas pessoas são detidas com quase 100 kg de peixe perto de barragem de usina em MT

Duas pessoas são detidas com quase 100 kg de peixe perto de barragem de usina em MT

access_time14/05/2018 08:39

Uma operação apreendeu quase 100 kg de pescado irregular no Rio Teles Pires, perto da barragem da us

Anitta atinge 'maioridade' para fazer propaganda de cerveja

Anitta atinge 'maioridade' para fazer propaganda de cerveja

access_time14/05/2018 07:52

Logo após completar 25 anos, a cantora Anitta alcançou a "maioridade" para poder fechar contrato com

POLÍTICA

Putin nega que míssil que derrubou avião na Ucrânia fosse russo

access_time25/05/2018 13:46

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (25) que o míssil que derrubou o voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia não era russo. A declaração é feita horas após Holanda e Austrália acusarem o Kremlin de envolvimento na tragédia que custou a vida de 298 pessoas, a maioria delas holandesas e australianas. "Não, certamente não", disse Putin durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, ao responder à pergunta do moderador do debate sobre se o míssil que derrubou o avião era russo, de acordo com a Efe. Os governos de Holanda e Austrália responsabilizaram formalmente a Rússia de "participar" da destruição do avião depois que o grupo internacional que investiga a tragédia informou na quinta-feira que o míssil utilizado pertencia a uma unidade militar russa. "Existem muitas versões, incluindo a versão de um míssil do Exército ucraniano, de um avião [ucraniano]. Mas não há nada [no relatório dos investigadores] que nos transmita confiança nas suas conclusões. Nem haverá sem a nossa plena participação na investigação", ressaltou o governante, ao lamentar que os investigadores não atendam aos argumentos da Rússia. A Equipe Conjunta de Investigação (JIT, em inglês), formada depois do desastre, revelou na quinta-feira (24) que o sistema de mísseis aéreos que derrubou o avião malaio pertencia a uma unidade militar russa, que o transferiu de Kursk (Rússia) até Donetsk (Ucrânia) um mês antes do ataque a esse território controlado por separatistas pró-Rússia. O Ministério da Defesa russo respondeu que o míssil que derrubou o avião malaio foi lançado de território controlado pelos militares ucranianos e acusou os investigadores de desprezarem os depoimentos das testemunhas do acidente. A pasta também acusou a equipe de investigação "de basear as suas conclusões em imagens (tiradas) das redes sociais e manipuladas com recursos gráficos por computador". A alta representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, pediu nesta sexta-feira para que a Rússia assuma a responsabilidade na destruição da aeronave. Apelo internacional Mais cedo, os Estados Unidos pediram nesta terça-feira para que o governo russo "reconheça o seu papel" na destruição do avião da Malaysia Airlines. "É o momento da Rússia reconhecer o seu papel na demolição do MH17 e cessar a sua monstruosa campanha de desinformação. Exigimos que a Rússia responda os pedidos legítimos de Austrália e Holanda", declarou em comunicado a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert. Em outro comunicado, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também fez um pedido à Rússia para que "aceite a responsabilidade e coopere". "A derrubada do MH17 foi uma tragédia mundial e os responsáveis devem prestar contas", completou.

Temer aciona forças federais para liberar estradas e diz que 'minoria radical' não cumpriu acordo

access_time25/05/2018 13:36

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (25), em pronunciamento no Palácio do Planalto, que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhonheiros em greve. Temer optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma "avaliação de segurança" no país, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta (24). Segundo a assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem Exército, Marinha, Aeronáutica, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal (PRF). O governo informou que já entrou em contato com governadores, para que as polícias militares também sejam utilizadas na operação para desbloquear rodovias estaduais. Em razão da paralisação, faltam alimentos em supermercados e combustível em postos de gasolina. O transporte coletivo em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos. "Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo." Temer disse que tomou a decisão para evitar desabastecimento generalizado para a população. "Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado", afirmou Temer. O governo vai publicar um decreto na tarde desta sexta-feira para autorizar o acionamento das forças federais. Apesar do decreto ainda não ter sido publicado, as Forças Armadas já estão mobilizadas, segundo o governo, mas vão esperar a publicação para iniciar os trabalhos. Ainda de acordo com a assessoria, as rodovias devem ser totalmente liberadas. Com isso, caminhoneiros manifestantes não poderão ficar nem no acostamento. Os militares vão poder entrar em caminhões, se for o caso, para retirá-los da via. Os caminhões poderão ser apreendidos e os motoristas, presos. O governo informou que já entrou em contato com governadores, para que as polícias militares também sejam utilizadas na operação para desbloquear rodovias estaduais. Segundo o governo, a prioridade do desbloqueio é garantir abastecimento de combustível em seis aeroportos e duas termelétricas. Entre os aeroportos, estão Brasília, Recife, Congonhas, Confins e Porto Alegre. 'Minoria radical' Temer disse que o governo atendeu aos pedidos dos caminhoneiros, mas, segundo ele, uma "minoria radical" não quis cumprir o acordo. “Atendemos 12 reivindicações prioritárias dos caminhoneiros, que se comprometeram a encerrar a paralisação imediatamente. Esse foi o compromisso conjunto. Esse deveria ter sido o resultado do diálogo”, disse o presidente. “Muitos caminhoneiros, aliás, estão fazendo sua parte, mas infelizmente uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedido que muitos caminhoneiros levem adiante o seu desejo de atender a população e fazer o seu trabalho”, completou.

Irlanda vota em referendo para abrandar lei do aborto

access_time25/05/2018 13:35

Os centros de votações na República da Irlanda abriram, nesta sexta-feira, para que os eleitores escolham em um referendo sobre a reforma da lei do aborto, uma das mais restritivas da Europa. Das 6h (hora local) às 21h (hora local), pouco mais de três milhões de pessoas poderão participar da consulta convocada pelo governo do partido democrata-cristão Fine Gael, com o objetivo de amenizar a legislação vigente. O eleitorado deve dizer "sim" ou "não" ao fim da chamada "oitava emenda", incluída em 1983 na Constituição, e que garante igualmente o direito à vida do "não nascido" e da mãe. De acordo com esta disposição, a lei do aborto promulgada em 2013, a primeira da história da Irlanda, permite apenas a interrupção da gravidez em circunstâncias excepcionais, como quando a vida da mãe está em perigo, que inclui a ameaça de suicídio, mas não contempla casos de incesto, estupro ou malformação do feto. Também prevê penas de prisão de até 14 anos para a mulheres que abortem e para profissionais que a procuram com base em normas estabelecidas. Se a "oitava emenda" desaparecer, o governo do Fine Gael, no poder desde 2011, redigirá uma nova legislação permitir o aborto em todas as circunstâncias durante as primeiras 12 semanas de gravidez e, em casos excepcionais, até 24 semanas. O Executivo, juntamente com os principais partidos da oposição, grupos de direitos humanos e maioria dos coletivos médicos, pediu o "sim" neste referendo, o sexto realizado sobre este tema em 35 anos. No lado oposto, a Igreja Católica e os grupos pró-vida se opõem à reforma da lei, dizendo que ela abrirá as portas para o "aborto sob demanda" e o fim das gestações de fetos com deficiências físicas ou mentais. As últimas pesquisas indicam que a maioria do eleitorado votará a favor da reforma da lei, embora sua vantagem tenha sido reduzida no último mês.

Coreia do Norte se diz disposta a dialogar com EUA "a qualquer momento"

access_time25/05/2018 06:52

A Coreia do Norte disse nesta sexta-feira estar ainda disposta a dialogar com os Estados Unidos a qualquer momento, em resposta ao surpreendente cancelamento do encontro entre os dois países, que foi anunciado pelo presidente americano, Donald Trump. "Expressamos nossa disposição em nos sentar frente a frente com os EUA e resolver assuntos a qualquer momento e de qualquer forma", disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Kim Kye-gwan, em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias "KCNA". Esta foi a primeira reação de Pyongyang ao anúncio feito por Trump, na quinta-feira, de cancelar a reunião com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prevista para 12 de junho, em Cingapura, devido ao que classificou como "hostilidade" por parte do governo do país asiático. O vice-ministro indicou que o líder norte-coreano fez todos os esforços para preparar a cúpula histórica entre os dois países depois de décadas de hostilidades. "A decisão unilateral dos EUA de cancelar as conversas nos faz reconsiderar se todos os esforços e o caminho que tomamos é realmente correto ou não", afirmou o vice-ministro na nota. Apesar de tudo isso, Kim ainda defende em tom conciliador que a Coreia do Norte se mantém aberta a falar com os EUA. "O nosso compromisso de fazer tudo o que possamos pelo bem da paz e pela estabilidade do mundo e da península da Coreia se mantém sem mudanças, estamos abertos a oferecer tempo e uma oportunidade aos EUA", afirmou Kim em comunicado. O vice-ministro de Relações Exteriores falou, além disso, sobre a hostilidade citada por Trump na carta dirigida a Kim. "É somente uma reação violenta em resposta à proposta de desnuclearização unilateral defendida pelos EUA", disse. O presidente dos EUA, no entanto, se referia a declarações divulgadas ontem, nas quais a vice-ministra de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe San-hui, acusava o vice-presidente americano, Mike Pence, de ter feito afirmações "ignorantes" e "tontas" em uma entrevista.

Trump cancela reunião com líder norte-coreano Kim Jong Un

access_time24/05/2018 10:34

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou nesta quinta-feira a reunião que teria com o líder norte-coreano, Kim Jong Un in, no dia 12 de junho, em Cingapura. “Eu estava muito ansioso para estar lá com você”, disse Trump em carta a Kim divulgada pela Casa Branca. “Infelizmente, com base na raiva tremenda e na aberta hostilidade exibida em sua declaração mais recente, sinto que é inapropriado, neste momento, realizar esta reunião há muito planejada”.

Lei restringe trânsito de caminhões e carretas no perímetro urbano em Matupá

access_time24/05/2018 09:26

Matupá conta agora com o Decreto N° 2656 de 17 de Abril de 2018 da Prefeitura Municipal, o qual disciplina o tráfego de veículos de cargas pesadas no perímetro urbano e estabelece normas para operações de cargas e descargas no município para conhecimento e fiscalização. Desde então a Polícia Militar vem trabalhando constantemente com fiscalizações no intuito de levar a conscientização dos condutores de caminhões e veículos pesados, de grandes portes, que ficam estacionados por diversas ruas dos bairros dentro da cidade. Segundo o Tenente Herbe Rodrigues Comandante da Polícia Militar de Matupá o objetivo é divulgar o decreto e prevenir várias situações como estragos no asfalto, calçadas e meio-fios, impedir a passagem de outros veículos que muitas vezes acabam tendo a sua saída trancada pelos caminhões e principalmente evitar acidentes. Inúmeras placas avisando a proibição da trafegabilidade dos caminhões foram instaladas por todos os bairros, desde os pontos mais estratégicos como no centro e nas entradas da cidade como também em locais mais afastados e isolados, tudo para garantir a tranquilidade e segurança no trânsito do nosso município.

Trump diz que saberá na semana que vem se cúpula com Coreia do Norte ocorrerá

access_time23/05/2018 16:43

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que saberá na semana que vem se sua cúpula com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ocorrerá no dia 12 de junho em Cingapura, como combinado, aumentando as dúvidas sobre os planos para o encontro inédito. Assessores da Casa Branca estão se preparando para viajar a Cingapura neste final de semana para uma reunião crucial com autoridades norte-coreanas para debater a agenda e a logística da cúpula, disseram funcionários dos EUA sob condição de anonimato. A delegação, que inclui o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Joseph Hagin, e a vice-conselheira de Segurança Nacional, Mira Ricardel, está sendo enviada apesar de Trump ter dito na terça-feira que existe uma “chance substancial” de a cúpula ser cancelada devido ao receio de que Pyongyang não esteja preparada para abdicar de seu arsenal nuclear.    Indagado nesta quarta-feira se a cúpula ocorrerá, Trump respondeu aos repórteres: “Pode muito bem acontecer. Seja lá o que for, saberemos na semana que vem a respeito de Cingapura. E se formos, acho que será ótimo para a Coreia do Norte”.    Mas acrescentou: “Veremos”.    Trump não disse, porém, se existe a expectativa de as conversas preparatórias entre autoridades de Washington e Pyongyang nos próximos dias esclarecerem a situação.    O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta quarta-feira que os EUA estão preparados para abandonar as negociações nucleares com a Coreia do Norte se a cúpula tomar a direção errada.    Pompeo disse estar “muito esperançoso” com a realização do encontro, mas que em última instância a decisão cabe a Kim.    Trump pôs a cúpula em dúvida durante conversas com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que foi a Washington fazer um apelo para que não deixe escapar uma oportunidade rara com a reclusa Coreia do Norte.    Não ficou claro se Trump está de fato desistindo da reunião ou se se trata de uma estratégia para persuadir Pyongyang a negociar depois de décadas de tensão na península coreana e de antagonismo com Washington por causa de seu programa de armas nucleares.    A Casa Branca foi pega de guarda baixa na semana passada quando, em uma mudança de tom abrupta, a Coreia do Norte criticou os exercícios de combate entre a Coreia do Sul e os EUA e ameaçou descartar a cúpula se for forçada a realizar um “abandono nuclear unilateral”.    Um adiamento ou fracasso da cúpula representaria um grande golpe ao que apoiadores do presidente norte-americano esperam ser a maior conquista diplomática de sua Presidência.    Pompeo insistiu que o governo Trump está “enxergando claramente” o que enfrenta com a Coreia do Norte, que tem um histórico de fazer promessas e recuar em negociações internacionais.    (Por James Oliphant, Patricia Zengerle e Lesley Wroughton; reportagem adicional de Matt Spetalnick e John Walcott)

Prefeito é suspeito de fazer licitação 10 dias depois de inauguração de obra para simular legalidade

access_time23/05/2018 09:19

O prefeito de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, Asiel Bezerra de Araújo (MDB), foi denunciado à Justiça, nesta terça-feira (22), pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suposta contratação de empresa sem licitação. Depois da obra executada, foi feita uma licitação para supostamente fingir lisura e legalidade no processo. De acordo com assessoria da prefeitura, o prefeito está afastado por questões de saúde e não vai se pronunciar sobre o assunto. Na denúncia consta que, 10 após dias a inauguração do prédio, a prefeitura abriu processo licitatório na tentativa de legalizar uma obra que já havia sido executada. O MPE suspeita ainda que haja desvio de recursos no pagamento da obra. Segundo a denúncia, os serviços teriam sido orçados no valor de R$ 68.138,89, mas, ao final, foram pagos R$ 90.828,49. “Tais fatos somente reforçam as fraudes praticadas pelos agentes públicos na contratação dos serviços de adequação do prédio em que funcionaria o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso”, diz a denúncia. Além do prefeito, outros agentes públicos foram denunciados, como o secretário de Cidade na época, Waldiney Trujilo, o secretário de Finanças, Nilton Marques Machado, o presidente da comissão de licitação, Celço Ferreira dos Santos, outros integrantes da comissão: Carlos Paes de Mello e Miraldo Gomes de Souza, e o representante da empresa A da Cruz Serviços, José Amilton da Cruz. Esse grupo já responde a outro processo por fraude. A reportagem ainda não conseguiu localizar as defesas dos citados.

Currículo de candidato indicado a primeiro-ministro da Itália é questionado

access_time23/05/2018 09:07

O currículo do jurista Giuseppe Conte, que foi indicado para ocupar o cargo de premier da Itália pelo Movimento Cinco Estrelas e pela Liga Norte, gerou dúvidas no país depois que vários meios de comunicação informaram que o advogado não realizou alguns cursos que figuram no documento, segundo a Efe. Em seu CV, ele afirma ter “aprofundado seus estudos de Direito” em inúmeras universidades estrangeiras, entre elas a de Nova York, Cambridge, e Sorbonne (Paris), segundo a Rádio França Internacional. As dúvidas surgiram quando o correspondente em Roma do "The New York Times", Jason Horowitz, afirmou que nos registros da New York University (NYU) não aparece nenhuma pessoa com o nome de Conte que tenha estudado lá. No extenso currículo de dez páginas do professor de Direito proposto ao presidente, Sergio Mattarella, para ser o primeiro-ministro do país, aparece que entre 2008 e 2012 Conte realizou cursos de pelo menos um mês, a cada verão, em tal universidade. Horowitz afirmou que fontes da NYU explicaram que "uma pessoa com este nome não aparece nos registros como estudante ou professor externo" e acrescentaram que "é possível que tenha seguido algum programa de um ou dois dias, dos quais a universidade não conserva os registros". No currículo do professor também constam períodos de cerca de três meses de estudos na prestigiada Universidade de Yale e de Pittsburgh, nos Estados Unidos. As dúvidas sobre sua experiência foram crescendo e alguns veículos de imprensa apontam que a universidade de Viena, na qual Conte declara que realizou cursos de aperfeiçoamento sobre Direito Internacional, é na realidade uma escola de alemão. O jornal italiano "Il Messaggero" informou que recebeu a confirmação de que o jurista não estudou na "Duquesne University" de Pittsburgh e também não ensinou na Universidade de Malta, como figura em seu discutido currículo. O jurista italiano, de 54 anos, professor nas universidades de Florença e na privada Luiss de Roma, ainda não fez comentários a respeito. Após o nome de Conte ter sido apresentado ontem pelos dois partidos que querem governar, agora o presidente da República deverá avaliar e dar seu beneplácito, além de encarregar assim a formação de um Executivo. O Movimento Cinco Estrelas, através de seu porta-voz, Giulia Grillo, confirmou a candidatura de Conte, e assim também como o líder da ultradireitista Liga Norte, Matteo Salvini.

Sem condições, sistema de saúde de Gaza atende a feridos de guerra

access_time23/05/2018 08:56

O Exército de Israel informou que os protestos na Faixa de Gaza deixaram 114 palestinos mortos e que os "ataques terroristas" foram respondidos em legítima defesa. A Anistia Internacional considera que o grande número de feridos, principalmente nas extremidades inferiores, é semelhante ao que ocorre em períodos de guerra e não em protestos, pois há indícios de uso de rifles de atiradores de elite, que trabalham com munição de caça, que se expande e se espalha dentro do corpo. No último dia 14 foi registrado o maior número de mortes em Gaza desde a operação militar israelense de 2014: 2 mil palestinos morreram em 50 dias, um episódio de crise que fez os médicos aprenderem e planejarem formas de enfrentar emergências com certa capacidade. Os dados são confirmados pela Organização das Nações Unidas (ONU). O sistema de saúde público de Gaza, região isolada há 11 anos pelo bloqueio, sofre com a limitação de equipamentos, materiais e remédios por ser dependente do Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia, e devido às restrições israelenses. A energia elétrica, que só está habilitada por quatro ou seis horas por dia, e as deficiências de saneamento tornam a situação ainda mais delicada. Drama Muletas e pinos ensanguentados nas pernas, como os usados pelo jovem Wadie Ras, identificam os feridos nos protestos em hospitais de Gaza, onde centenas de pessoas se submetem a complexos tratamentos, a sequelas físicas de longa - ou perpétua - duração, em um sistema de saúde frágil. Diante da gravidade do ferimento produzido "por bala explosiva" do Exército israelense, Ras foi o primeiro a ser operado no Hospital Al-Shifa, no dia 14 de maio, quando mais de 60 palestinos morreram e 1.300 ficaram feridos na Grande Marcha do Retorno, agravada pela mudança da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém. "Muitos vão precisar de reabilitação ortopédica e depois de tratamentos reconstrutivos e físicos. Além de todo o impacto que representa para a pessoa que vai ter limitações de locomoção, existe o impacto econômico que isso terá na sociedade", advertiu Gabriel Salazar, coordenador de saúde do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Amputação O palestino Ali Mohammed Abu Hashem deu entrada em 13 de abril e precisou da amputação imediata da perna direita por ferimento de bala. Ele é uma das 26 pessoas que, até o momento, perderam alguma extremidade entre os mais de 3 mil feridos nos protestos, conforme dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza. "Depois de 27 dias de tratamento, a inflamação está controlada e o ferimento finalmente fechou. Espero que a situação melhore", disse Shifa, que divide um quarto no hospital com mais cinco feridos nos protestos. A alta precoce - o que significa enviar a pessoa para casa, em muitos casos, com recursos limitados e alto nível de pobreza -, aumenta o risco de infecção do paciente, que precisa, em média, de duas ou três cirurgias e, em casos mais complicados, de amputações. Marcha Os protestos conhecidos como a Grande Marcha do Retorno, promovidos por setores sociais e políticos para reivindicar o direito dos refugiados de voltarem para as suas cidades de origem, levaram um grande número de jovens apolíticos a manifestar frustração com a falta de oportunidades. Agora, esses mesmos jovens enfrentam meses ou semanas de tratamento, diante de um futuro incerto, que pode levar a uma falta de mobilidade temporária ou até permanente.

Há um mês da Copa da Rússia, Cuiabá ainda tem 9 obras do Mundial de 2014 inacabadas

access_time23/05/2018 06:45

Quase quatro anos se passaram desde a realização da Copa do Mundo no Brasil e, em Cuiabá, nove obras de mobilidade e infraestrutura projetadas para o Mundial seguem inacabadas e sem previsão de conclusão, tanto por lentidão na execução quanto por renegociações com as empresas responsáveis. Milhões já foram gastos, mas quem passa pelas principais avenidas da região metropolitana de Cuiabá percebe canteiros de obras sem atividade alguma, como é o caso da construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que já consumiu R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos e está parado desde dezembro de 2014. De lá para cá, nada mudou. O contrato firmado em 2012 para a realização da obra, que prometia melhorar a mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande, principalmente, prevendo o aumento na demanda durante a Copa, foi rescindido pelo governo após a deflagração da Operação Descarrilho pela Polícia Federal, em agosto de 2017, que apontou irregularidades na obra. Apenas 6 km dos 22 km dos trilhos do VLT foram concluídos. Uma nova licitação deverá ser lançada, segundo o governo do estado, e a obra, cujo orçamento inicial era de R$ 1,477 bilhão, deverá ter o valor para a conclusão recalculado. O modal ainda não tem prazo para ser finalizado. Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na região metropolitana. Eles foram comprados quando mal tinha iniciado a obra. Para a manutenção desses vagões e de outros materiais já comprados, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês. Obra do COT da UFMT, em registro feito no final de 2017: projeto segue sem data prevista para ser concluído (Foto: TVCA/Reprodução) Centros de treinamento As obras dos dois Centros Oficiais de Treinamento (COTs) que deveriam ter sido usados pelas seleções durante a Copa em Cuiabá também seguem sem prazo de conclusão. Em Cuiabá, o COT da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que está com 82% dos trabalhos executados, passa pelo processo de cura do concreto aplicado na pista de atletismo, que deverá ser toda emborrachada. Segundo o governo, a obra está orçada em R$ 17,2 milhões e o término da estrutura física está sendo tratado com a construtora responsável. Quando o contrato foi assinado, o valor original da obra era de R$ 15,8 milhões. Depois de pronto, a expectativa é de que o local tenha capacidade para acomodar 1,5 mil torcedores. Em Várzea Grande, o COT da Barra do Pari, que está com as obras paradas e tem apenas 69,2% dos serviços acabados. Orçado atualmente em R$ 31,7 milhões – dos quais R$ 21 milhões já foram pagos –, o COT está passando por um inventário sobre os serviços já executados, bem como os materiais que foram furtados, mal aplicados ou danificados. Quando foi licitada, a obra tinha custo previsto de R$ 25,5 milhões. O objetivo, de acordo com o Executivo, é fazer um levantamento do custo de reserviços para conclusão da obra e saber se a construtora, que até então responsável pelo projeto, irá retomar os trabalhos ou se o contrato será rescindido. O relatório final deve ser apresentado em agosto, porém, ainda não há data para a retomada e conclusão do projeto. Mesmo sem ter sido concluída, Arena Pantanal foi palco de jogos da Copa e segue sendo usada para a realização de eventos em Cuiabá (Foto: Secopa/Divulgação) Arena Pantanal O estádio que foi palco de quatro jogos da Copa do Mundo – além de uma série de partidas de futebol americano, do Campeonato Mato-grossense de Futebol e eventos artísticos-culturais diversos – já custou mais de R$ 500 milhões ao governo e segue sem prazo de conclusão. Quando o estádio começou a ser construído em maio de 2010, o custo inicial da obra era de R$ 395 milhões. A arena, que hoje é usada como sede de dois setores da Secretaria Estadual de Cidades (Secid) e da Escola Governador José Fragelli, possui três contratos de serviços, dos quais apenas um – referente aos assentos e mobiliário – foi concluído. O serviço prestado passa por testes de verificação de qualidade e o contrato, orçado em R$ 18,2 milhões, está sendo analisado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para possível acordo judicial com a empresa. Já o contrato das obras civis, estimado em R$ 453,2 milhões, está 98,4% executado. O contrato, porém, encontra-se judicializado e ainda não foi acordado com a empresa responsável quando serão executados os reserviços necessários e quando a obra será entregue. O estádio tem capacidade para 44 mil torcedores. O contrato firmado para a execução dos serviços de Tecnologia, Informação e Comunicação (TIC) da Arena Pantanal também anda a passos lentos. Orçado em R$ 110,8 milhões e com 92,1% dos serviços concluídos, o contrato é analisado pela PGE e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e discutido pelo governo com o consórcio responsável a fim de garantir o retorno do funcionamento do telão, das catracas e do som do estádio. Avenidas incompletas Prevista como uma via para desafogar o trânsito da Avenida Fernando Corrêa da Costa, na capital, por meio da ligação com a Avenida Brasília, a Via Parque do Barbado tem 76,2 % dos serviços executados. Segundo o governo, o trecho que liga as duas avenidas está praticamente finalizado, restando apenas a pavimentação da rotatória e o ligamento das avenidas Brasília e Archimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho). Esse serviços que devem ser realizados a partir de maio deste ano, com o fim do período de chuvas. A extensão total da nova avenida é de 1,6 km, e a obra está orçada em R$ 29,5 milhões. A previsão é de que a via seja concluída e entregue à população em outubro deste ano. A obra foi licitada pelo governo por R$ 23 milhões. Orçadas em R$ 26,7 milhões, as obras de readequação da Avenida 8 de Abril e do Córrego Mané Pinto, em Cuiabá, foram paralisadas há três meses pela construtora responsável, que culpou o período chuvoso. Inicialmente, o contrato tinha valor fixado em R$ 19,8 milhões. A empresa foi notificada para a retomada e conclusão dos trabalhos, que hoje encontram-se com 67,3% dos serviços executados, mas não atendeu às ordens do governo. A previsão, até então, era que a obra fosse finalizada até 31 de julho deste ano. O projeto prevê a urbanização do canal do córrego Manoel Pinto – com implantação do coletor tronco – e a construção de calçadas, cinco rotatórias e um pontilhão no trecho de extensão de 3,1 km. Já a Estrada do Moinho, também na capital, teve o contrato de R$ 23,3 milhões prorrogado até novembro deste ano e está com 70,3% da obra executada. Quando foi licitada, a obra tinha valor previsto de R$ 23,6 milhões, mas sofreu um aditivo que suprimiu R$ 385 mil do custo inicial. O governo apontou inconformidades no serviço já concluído, principalmente no pavimento, ao longo dos 4,4 km da obra e aguarda negociação para retomada dos trabalhos na via. Trincheira Jurumirim Com 97,84% de obra executada e orçada em R$ 50,5 milhões, os trabalhos na Trincheira Jurumirim encontram-se paralisados, e o contrato passa por negociações para retomada dos trabalhos, a fim de que sejam feitos reserviços e a conclusão da obra. Quando foi licitada, a obra era estimada em R$ 39,3 milhões. Ainda não há prazo para a finalização e entrega total da estrutura, que possui 960 metros de comprimento e já custou R$ 46 milhões aos cofres públicos. Aeroporto Marechal Rondon: reformas de setor de embarque e desembarque já foram concluídas (Foto: Gcom-MT) Aeroporto Marechal Rondon Apenas dois setores de obras do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, foram concluídos, referentes às áreas de embarque e desembarque doméstico e embarque internacional, restando ainda finalizar a reforma do setor C. Atualmente, cerca de 85% do projeto está concluído. Iniciada em dezembro de 2012, a obra completa do aeroporto foi inicialmente orçada em R$ 77,2 milhões, mas hoje tem valor estimado em R$ 85,1 milhões. O convênio com a Infraero já venceu, porém, a empresa tem prazo de até final deste mês para realizar alguns serviços apontados pela equipe de fiscalização do governo. Complexo Turístico da Salgadeira teve inauguração adiada, mas já foi concluído, segundo o governo (Foto: Gcom-MT) Obra concluída, mas não inaugurada Segundo o governo do estado, foi concluída, neste mês, a obra de revitalização do Complexo da Salgadeira, na MT-251, na capital. O ato de inauguração da obra, porém, ainda não foi agendado. A reforma foi iniciada em 2010, com valor inicial de R$ 6 milhões. Com custo total de R$ 12,6 milhões, a obra teve a inauguração adiada por, pelo menos, três vezes ao longo dos últimos dois meses. Quando inaugurado, o complexo terá restaurante, minimuseu, loja de souvenir, posto policial, miniauditório, área administrativa, playground, paisagismo e duas guaritas, além de mirantes, rampas e portas que permitem acesso de pessoas com deficiência.

Mais de 200 mil eleitores tiveram o título cancelado e não poderão votar nas próximas eleições

access_time22/05/2018 09:37

Mais de 200 mil eleitores tiveram o título cancelado e não poderão votar nas próximas eleições, segundo um balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta segunda-feira (21). O cancelamento pode ter ocorrido por diversos motivos, como: não ter votado por três eleições consecutivas, incluindo segundo turno, e não ter feito a revisão biométrica. Ao todo, 246.180 eleitores eleitores do estado deixarão de votar no próximo pleito. Outros 23.587 eleitores mato-grossenses estão com os títulos suspensos por decisão da Justiça. Cuiabá é o município com maior número de eleitores que não poderão votar nas eleições deste ano. Mais de 37 mil eleitores da capital tiveram o documento eleitoral cancelado, e mais 4 mil estão com o título suspenso. Já em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, os números de títulos cancelados ou suspensos são, respectivamente, 16.516 e 2741. O eleitor pendente com a Justiça Eleitoral pode regularizar a situação a partir de 04 de novembro, quando o cadastramento será retomado.

Vice-secretário norte-americano tem reuniões em Brasília

access_time22/05/2018 09:18

O vice-secretário de Estado norte-americano, John J. Sullivan, participa hoje (22) do lançamento do Fórum Permanente de Segurança Brasil-Estados Unidos, em Brasília. Número dois do Departamento de Estado, ele terá reuniões bilaterais com o o secretário-geral das Relações Exteriores, embaixador Marcos Galvão. A instabilidade política e econômica na Venezuela é tema da conversa. De acordo com comunicado divulgado pelo governo dos Estados Unidos, Sullivan deverá tratar com o Brasil da segurança e a crise humanitária na Venezuela. Segundo o texto, um dos tópicos de conversação será “o apoio regional à restauração da democracia na Venezuela”. As reuniões estão previstas para começar às 15h no Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. O Fórum de Segurança Brasil-Estados Unidos começou a ser discutido no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente norte-americano Barack Obama, em 2015. Mas as negociações não avançaram, depois de revelações de 2015 sobre o monitoramento das conversas telefônicas da presidente e altos funcionários do governo brasileiro, pela inteligência norte-americana.

Justiça alemã rejeita novo pedido de prisão contra Puigdemont

access_time22/05/2018 09:05

O Tribunal Superior do estado alemão de Schleswig-Holstein rejeitou nesta terça-feira (22) um pedido de prisão para o ex-presidente catalão Carles Puigdemont, enquanto aguarda uma decisão sobre sua eventual extradição para a Espanha. A Procuradoria de Schleswig-Holstein havia solicitado, pela segunda vez, em 9 de maio, a detenção provisória de Puigdemont, após receber "novas informações" do governo espanhol. Puigdemont foi destituído pelo governo de Madri depois da fracassada tentativa de declaração de independência em outubro passado e foi detido em março na Alemanha, onde aguarda uma decisão sobre sua extradição. O tribunal de Schleswig-Holstein considerou nesta terça-feira que "não aumentou o risco de fuga de Puigdemont" e disse que ele pode seguir em liberdade provisória enquanto aguarda seu julgamento. Puigdemont foi detido em razão de um mandado de detenção europeu emitido pela Espanha, que o acusa de desvio de dinheiro público e rebelião, punível com até 30 anos de prisão. Desde que deixou a Espanha em outubro, Puigdemont viveu na Bélgica, mas foi detido ao transitar pela Alemanha. Depois do mandato espanhol, o tribunal de Schleswig-Holstein rejeitou em 6 de abril a extradição de Puigdemont por rebelião e agora terá que decidir se o extraditará pela acusação de desvio de dinheiro público, menos grave. A Procuradoria de Schleswig-Holstein explicou nesta terça que as novas informações recebidas da Espanha contra Puigdemont incluem vídeos que mostram "atos de violência contra a polícia espanhola" por manifestantes pró-independência e que justificam a acusação de rebelião. O conceito de "rebelião" não existe como tal no direito alemão, mas está próximo do de "alta traição" inscrito no código penal alemão. No entanto, este último inclui o uso da violência.

Guerra comercial com China está “em suspenso” após acordo com EUA

access_time21/05/2018 07:29

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou neste domingo que o governo do presidente Donald Trump colocou “em suspenso” a imposição de tarifas à China, após dias de negociações entre as partes. Segundo ele, porém, Trump pode no futuro impor tarifas, caso Pequim não leve adiante suas promessas. “Conseguimos progresso muito significativo com a China nas negociações comerciais”, afirmou Mnuchin, durante entrevista à emissora Fox News. Segundo ele, foi fechado um marco, uma estrutura entre as partes, que incluirá uma redução “significativa” do déficit comercial americano com a potência asiática. “Há um acordo com a China para reduzir o déficit substancialmente”, enfatizou. Mnuchin citou alguns números específicos. Segundo ele, o governo americano deseja atingir uma alta de 35% a 40% em suas vendas no setor agrícola à China apenas neste ano. No setor de energia, ele disse que a intenção é que as compras chinesas dobrem no futuro próximo: “É possível haver alta de 50, 60 bilhões de dólares em compras de energia [da China] nos próximos três a cinco anos”. Ele também disse que o secretário de Comércio, Wilbur Ross, visitará em breve a China e tratará, entre outros temas, de buscar maior abertura no setor de tecnologia. A autoridade foi questionada pelo fato de que a China não teria aceitado a exigência de um corte de 200 bilhões de dólares no déficit comercial, sem se comprometer com metas específicas. Segundo Mnuchin, o governo não divulga suas metas, que variam a cada setor da economia. Mnuchin também foi perguntado sobre o caso da ZTE, uma empresa chinesa que sofreu sanções por ter desobedecido uma proibição americana de fazer negócios com a Coreia do Norte e o Irã. Segundo ele, Trump quer que o governo seja duro com a ZTE. Nesta semana, contudo, o presidente americano disse que esse caso deve ser visto no contexto mais amplo das negociações bilaterais. Mnuchin afirmou, porém, que qualquer mudança que possa ser feita na punição à ZTE levará em conta a proteção da tecnologia e dos empregos americanos. Na entrevista, o secretário do Tesouro tratou ainda das renegociações em andamento do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), que envolve EUA, Canadá e México. Segundo ele, Trump está mais preocupado em conseguir um bom acordo do que com prazos. Caso não seja possível votar o tratado reformulado logo, isso poderia ser feito pelo próximo Congresso, após as eleições legislativas americanas de novembro, comentou Mnuchin. “Ainda estamos distantes, mas trabalhamos para negociar um bom acordo”, disse.

Presidente do Paraguai inaugura embaixada do país em Jerusalém

access_time21/05/2018 07:20

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, inaugurou nesta segunda-feira (21) a embaixada do seu país em Jerusalém. O Paraguai é o terceiro país a adotar a medida, depois dos Estados Unidos, na semana passada, e a Guatemala, dias depois. "A decisão concretiza outro acontecimento histórico em nossos vigorosos laços de amizade - coincide com a comemoração da criação do Estado de Israel, que meu país acompanhou nas Nações Unidas, decidida e decisivamente, há 70 anos", afirmou Cartes. O presidente do Paraguai considerou, em discurso, que o ato de hoje tem profunda significação, expressa "na amizade sincera e na plena solidariedade do Paraguai com Israel". "Não sou amigo de posições mornas ou ambíguas", disse Cartes, defendendo a decisão de apoiar uma "nobre e valente nação", com a qual a república do Paraguai compartilha "valores e princípios como democracia, liberdade, defesa dos direitos humanos e tolerância". Ele ressaltou que admira "profundamente" Israel, que "defende heroicamente sua soberania e integridade, seu direito de viver em paz, construindo uma nação com exemplar desenvolvimento econômico e social, prosperidade e bem-estar para seus filhos". Lembrou o "caminho difícil percorrido por milênios" por essa nação. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, participou do ato e agradeceu o passo dado por Assunção. "Este é um grande dia para Israel, um grande dia para o Paraguai, um grande dia para a nossa amizade. Vocês fizeram muito pelo seu país e agora estão fazendo muito por nossos países. Nós lembramos de nossos amigos. Obrigado Horacio, obrigado Paraguai", ressaltou Netanyahu, lembrando que "o Paraguai ajudou os judeus a escapar da Alemanha nazista". "Vocês fizeram isto antes do Holocausto, durante o Holocausto e depois do Holocausto. Um ato de benevolência e misericórdia que estará sempre em nosso coração", acrescentou o premiê israelense. Cartes ressaltou que o Paraguai "antes, mas especialmente durante sua liderança, deu passos valentes frente à comunidade internacional para rejeitar mentiras sobre Israel e apoiar essa nação nos fóruns internacionais". Ele prometeu o aumento da cooperação e das relações, para que "flua como a água", já que a República do Paraguai tem, desde agora, "não só o apoio do governo, mas também a profunda gratidão do povo de Israel".

Maduro é reeleito em eleição questionada pela oposição

access_time21/05/2018 07:13

Presidente da Venezuela desde 2013, Nicolás Maduro, de 55 anos, é reeleito para mais seis anos de mandato, em uma eleição duramente criticada pela oposição e com elevado índice de abstenção. De acordo com a imprensa oficial, ele obteve 67,7% dos votos, enquanto o segundo colocado Henri Falcón conseguiu 21,1%. Em entrevista coletiva na noite de ontem (20), Falcón disse desconhecer o resultado das eleições. Segundo ele, são necessárias novas eleições, pois houve uma “violação” do acordo pré-eleitoral. Há informações, não confirmadas oficialmente, de que o índice de abstenção nas eleições foi superior a 70%.   “Não reconhecemos este processo eleitoral como válido”, disse Falcón. “Para nós não houve eleições, é preciso fazer novas eleições na Venezuela, não é uma colocação que viemos fazer, viemos fazer exigências.” Diálogo Maduro chamou os candidatos derrotados e as lideranças que promoveram a campanha em favor da abstenção para um diálogo. "Henri Falcón, Javier Bertucci e todos os líderes da oposição, [apelo para ] que nos reunamos, nos encontremos e falemos da Venezuela, convido-os aqui e assumo a responsabilidade deste chamado", disse. A Prensa Latina, agência oficial de notícias da Venezuela, e a Telesur, emissora oficial de televisão do país, informaram que 92% das urnas, em que 5.823.728 eleitores votaram, foram apuradas. As informações são atribuídas à presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, ligada ao governo. Pressão Ontem (20), as votações ocorreram em 14.638 centros de votação em todo o país. Há informações de que os eleitores que resistiam a votar, marcando um elevado índice de abstenção, eram pressionados por grupos armados a comparecer aos locais de votação. Em entrevistas coletivas, Maduro criticou a imprensa internacional, afirmando que havia uma campanha para difamá-lo. Ao final, ao fazer um balanço parcial sobre as eleições,afirmou que foi executado um Plano Nacional para controlar “pequenas irregularidades”. Não relatou quais foram essas ocorrências. Legalidade A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, ressaltou que mais de 150 representantes de organismos internacionais acompanharam a “transparência e legitimidade” das eleições e dos conselhos legislativos. Na relação desses representantes estão o ex-ministro da Espanha José Luis Rodríguez e o ex-presidente do Equador Rafael Correa, ambos simpatizantes de Maduro. O processo eleitoral foi acompanhado por forte esquema de segurança, com 300 mil homens da Força Armada Nacional Bolivariana, além do apoio de seguranças e funcionários públicos.

Carreta carregada de soja tomba e pista fica interditada por 3 horas em MT

access_time18/05/2018 14:07

Uma carreta carregada de soja tombou na noite dessa quinta-feira (17) na BR-163 em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Segundo a Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a pista ficou interditada por três horas até que o veículo e a carga fossem retirados do local. O acidente ocorreu às 19h [horário de Mato Grosso] no km 745 da BR-163, em Sorriso. Testemunhas disseram que a carreta tombou ao tentar evitar a batida com um caminhão que fazia uma ultrapassagem. De acordo com a concessionária, a carreta, modelo Volvo 540, tem placas de Urânia, São Paulo. O veículo ficou sobre pista e parte da carga foi derramada. O motorista não teve ferimentos. A pista ficou interditada nos dois sentidos para remoção do veículo e limpeza da via. Ainda conforme a Rota do Oeste, o tráfego foi liberado às 22h21.

Ex-governador de MT, sete deputados e mais 50 são denunciados por esquema de fraude no Detran

access_time17/05/2018 08:53

O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (MDB), sete deputados estaduais e mais 50 pessoas foram denunciados pelo Ministério Público (MP-MT). Eles são suspeitos de participação em um esquema fraudulento que teria desviado cerca de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). O desvio é investigado na Operação Bereré, deflagrada em fevereiro deste ano. A organização teria fraudado uma licitação e abriu uma empresa fantasma para acobertar o esquema, segundo a denúncia. Além de Silval, foram denunciados: José Eduardo Botelho (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT); Mauro Savi (PSB), deputado estadual; José Domingos Fraga (PSD), deputado estadual; Wilson Santos (PSDB), deputado estadual; Baiano Filho (PSDB), deputado estadual; Ondanir Bortolini (PSD), deputado estadual; Romoaldo Júnior (PMDB); deputado estadual; Pedro Henry; ex-deputado federal; Paulo Taques; ex-chefe da Casa Civil Silvio César Côrrea, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa De acordo com o MP, os denunciados devem responder, entre outros, por crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro. Confira aqui a lista completa dos denunciados. Neste mês, o deputado Mauro Savi foi preso durante a segunda fase da operação, chamada de Bônus. Além de Savi, foram presos Paulo e Pedro Jorge Taques, primos do governador Pedro Taques (PSDB), e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo 'Grilo', e José Kobori. De acordo com o MP, o esquema começou a vigorar em 2009, quando o ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o Dóia, assumiu o cargo no órgão, sob a indicação de Mauro Savi. Ele fez acordo de delação premiada com o MP. Segundo Dóia, o esquema começou na gestão de Silval. De acordo com o depoimento dele, os investigados se organizaram, "a fim de garantir a continuidade do contrato, formando uma rede proteção em troca do recebimento de vantagens pecuniárias". Ao todo, 30% do valor recebido pelas empresa vencedora do contrato era repassado ao integrantes da quadrilha. Investigação A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. A primeira fase da Operação Bereré aconteceu em fevereiro deste ano e investigava um esquema que desviou dinheiro do Detran, com o apoio de políticos, por meio de empresas de fachada. Em nota, o governo diz que o contrato com a empresa EIG Mercados Ltda (antiga FDL), por meio da qual teriam sido desviados recursos públicos do Detran, foi rompido após a primeira fase da operação, em fevereiro, e que "tomou todas as medidas administrativas necessárias para evitar prejuízo ao erário".

Trump chama imigrantes ilegais de animais e promete deportar em massa

access_time17/05/2018 08:44

O presidente Donald Trump voltou a reafirmar que fará deportações em larga escala de imigrantes indocumentados hoje (16). Durante uma reunião com autoridades da cidade da Califórnia, Trump causou polêmica ao chamar de "animais" um grupo de imigrantes ilegais membros da gangue Marasalvatrucha "MS-13", organização criminosa que surgiu em Los Angeles nos anos 1980 e que hoje atua internacionalmente, com ramos em diversas partes dos Estados Unidos, Canadá, México, e América Central. “Temos muitas pessoas que entram ou que tentam entrar em nosso país [...], estamos impedindo inúmeros deles de entrar e removendo muitos dos que já estão aqui”. O comentário de Trump foi feito no contexto em que ele dizia que são pessoas más. “Você não acreditaria o quão ruim são essas pessoas. Não são as pessoas, são animais ... E nós estamos tirando-as para fora do país em um nível nunca visto ”, disse. A gangue MS-13 é composta, em sua maioria, por imigrantes latinos vindos da América Central, principalmente de El Salvador. Trump afirmou que, devido à falta de uma legislação eficaz, estes imigrantes voltam rapidamente. “Por causa das leis fracas, eles voltam rápido, nós os detivemos, os libertamos, os interceptamos de novo, depois os deportamos de novo”, falou e avisou: "´É uma loucura, temos as leis de imigração mais burras do mundo e nós vamos cuidar disso". Na reunião, que teve a presença do procurador-geral, Jeff Sessions; do secretário de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen; do diretor de Imigração e Alfândega (ICE), Thomas Homan; e de representantes e das chamadas cidades-santuário - aquelas que se opõem às ações mais rigorosas contra indocumentados. Trump lembrou do caso de Kate Steinle, uma jovem norte-americana assassinada por um jovem indocumentado que já tinha sido deportado cinco vezes. Estado-santuário A Califórnia foi declarada, em outubro do ano passado, um estado-santuário pelo governo local, que se opõe de maneira direta à política migratória de Trump. Nova York, Chicago, Seattle, Austin, Boston, Houston, San Francisco, Denver e Miami estão entre as consideradas cidades santuário. Nelas, as autoridades locais têm se recusado a cooperar com agentes de imigração em casos de deportação. Na Califórnia por exemplo, foram aprovadas medidas que limitam ou proíbem a cooperação a policial e oficiais de imigração. Durante a reunião, Trump, Jeff Sessions e representantes da imigração afirmaram que a limitação em vigor no estado acaba por interferir na segurança das cidades, porque impede a obtenção de informações importantes, que poderiam ajudar na prisão de criminosos que atuam dentro das comunidades ilegais. Os membros da equipe de Trump criticaram, na reunião, a aplicação de leis locais de proteção aos imigrantes indocumentados em cidades santuário. Mas autoridades das cidades santuário afirmam que o combate à criminalidade não se resolve com deportações em massa, o que provocaria em realidade uma crise de mão de obra em vários setores, como agricultura, serviços e construção civil. Pelo Twitter o governador da Califórnia, Jerry Brown, reagiu à declaração de Trump sobre aumentar a deportação de imigrantes ilegais. “Trump está mentindo sobre a imigração, a criminalidade e a lei da Califórnia... Nós, os habitantes da quinta maior economia do mundo, não estamos preocupados”, afirmou.

Ex-advogado de Cunha vira 'eminência parda' do governo Temer e causa incômodo em colegas

access_time17/05/2018 07:23

Ex-advogado do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), Gustavo do Vale é o atual ministro dos Direitos Humanos e acumula a função de subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Um dos principais auxiliares de Eliseu Padilha (ministro da Casa Civil), o advogado também ocupa uma vaga no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), indicado por Temer. Nos bastidores, Gustavo Rocha hoje é apontado pelos colegas como alguém com influência em praticamente todos os ministérios. Segundo relatos, ele tem pessoas de confiança em cargos jurídicos de várias pastas estratégicas. No Palácio do Planalto, ele tem sido visto com frequência, cada vez maior, no gabinete do próprio presidente Michel Temer. "O perfil jurídico e a disposição para auxiliar em qualquer momento colocaram Rocha em posição de destaque", avalia um ministro. Atuação Rocha entrou no núcleo duro do MDB pelas mãos de Eduardo Cunha, que se encantou com a disposição do jovem advogado para atuar em favor dos seus interesses. Antes de virar ministro dos Direitos Humanos, no lugar de Luislinda Valois, Rocha iniciou uma articulação para assumir o Ministério da Justiça ou a Advocacia Geral da União (AGU). No início de 2017, quando o então ministro da Justiça Alexandre de Moraes foi indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal, Gustavo Rocha tentou mobilizar a bancada do MDB para assumir a pasta. Na ocasião, o próprio Temer descartou Rocha, pois ele "apanharia muito" pelo fato de ter prestado serviço como advogado para oEduardo Cunha. Na ocasião, a avaliação de Temer é que seria ruim tanto para Rocha quanto para o governo. Mas desde então, muita coisa mudou. E o espaço de Rocha só cresceu. Ele foi um dos articuladores do polêmico indulto de Natal assinado por Temer em dezembro. No início do ano, Gustavo Rocha foi pivô de outra polêmica. Atou no que seria atribuição da Advocacia-Geral da União, quando defendeu que o governo entrasse com recurso no STJ para tentar garantir a posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho. O movimento de Rocha foi visto como uma tentativa de desestabilizar a ministra da AGU, Grace Mendonça, o que foi mal recebido entre ministros do Supremo Tribunal Federal.

Tribunal julga último recurso de Dirceu em 2ª instância hoje

access_time17/05/2018 07:10

O último recurso em segunda instância de José Dirceu em um dos processos que responde na Lava Jato será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) na tarde desta quinta-feira (17), em Porto Alegre. Se for negado, o ex-ministro pode ser preso. Dirceu apelou ao tribunal contra a condenação em primeira instância, mas os desembargadores mantiveram a decisão e aumentaram a pena para 30 anos e 9 meses de prisão por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Nesta quinta, os desembargadores julgam os embargos de declaração, que permitem verificar se existe alguma dúvida, contradição ou explicação a ser dada sobre a decisão. Ele será analisado pela 4ª Seção, formada por seis desembargadores, que é a mesma que negou os embargos infringentes em 19 de abril. Entre os pedidos da defesa está o recálculo da pena. Os advogados de Dirceu haviam entrado ainda com um recurso contra a realização do julgamento nesta quinta, alegando que apresentariam memoriais aos desembargadores. O pedido, no entanto, foi negado pela desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani, na noite de quarta-feira (16), que entendeu que as informações já poderia ter sido apresentadas no prazo dado para o recurso, além de um pedido semelhante ter sido feito nas vésperas de um outro julgamento. Nesta ação, Dirceu é acusado de irregularidades na Diretoria de Serviços da Petrobras. O ex-ministro responde ainda a outros três processos relativos à operação que descobriu um esquema de corrupção na estatal. Dirceu chegou a ficar preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017, quando conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para aguardar em liberdade o julgamento dos recursos, mas com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Segundo decisão do próprio TRF-4, após esgotados os recursos no tribunal, Dirceu pode voltar à prisão para cumprir a pena. Para isso, o TRF-4 precisa emitir ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná, o ofício autorizando a execução da pena. Mesmo que seja preso novamente, Dirceu ainda pode recorrer da condenação nos tribunais superiores. A defesa de Dirceu chegou a pedir ao STF que ele não fosse preso após o fim do trâmite do processo na segunda instância. Mas, em 19 de abril deste ano, o ministro Dias Toffoli rejeitou o pedido e afirmou que não poderia decidir sozinho sobre o assunto. Ele, então, encaminhou a decisão final à Segunda Turma, composta por cinco ministros, que ainda não analisou a matéria. A pena de Dirceu é a segunda mais alta no âmbito da Lava Jato até o momento. A primeira é a que foi aplicada a Renato Duque: 43 anos de prisão. Recursos cabíveis Após o julgamento desta quinta, a defesa de Dirceu ainda poderá recorrer contra a condenação nos tribunais superiores: o STJ e o STF. O prazo é de 15 dias. Antes de chegar a Brasília, os recursos especiais (STJ) e extraordinários (STF) são submetidos à vice-presidência do TRF-4, responsável pelo juízo de admissibilidade – uma espécie de filtro de acesso às instâncias superiores. Se for o caso, os autos serão remetidos ao STJ que, concluindo o julgamento, pode remeter o recurso extraordinário ao STF. No STJ, poderá ser apresentado recurso especial se a defesa apontar algum aspecto da decisão que configure violação de lei federal, como o Código Penal ou de Processo Penal. No STF, caberá recurso extraordinário se os advogados apontarem que a decisão do TRF-4 viola a Constituição. A denúncia O processo foi originado na investigação de esquema de irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras. A denúncia é contra Dirceu e mais 14 pessoas. O Ministério Público Federal (MPF) identificou 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre os anos de 2004 e 2011. Dirceu foi ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula até junho de 2005. Segundo a denúncia, empresas terceirizadas contratadas pela Petrobras pagavam uma prestação mensal para Dirceu por meio de Milton Pascowitch – lobista e um dos delatores da Lava Jato. Para o MPF, foi assim que o ex-ministro enriqueceu. Também foram identificadas, de acordo com o MPF, ilegalidades relacionadas à empreiteira Engevix. A empresa, segundo as investigações, pagava propina por meio de projetos junto à diretoria de Serviços e também celebrou contratos simulados com a JD Consultoria, empresa de Dirceu, realizando repasses de mais de R$ 1 milhão por serviços não prestados. Além de Dirceu, outras pessoas foram condenadas na ação: Renato Duque, Gerson Almada, Fernando Moura, Julio Cesar Santos, Renato Marques e Luiz Eduardo de Oliveira Silva. Já João Vaccari Neto, Cristiano Kok e José Antônio Sobrinho foram absolvidos.

Trump admite incerteza sobre cúpula com Coreia do Norte, mas diz que insistirá em desnuclearização

access_time16/05/2018 19:09

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quarta-feira que não está claro se a cúpula planejada entre ele e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, acontecerá, mas disse que Washington insistirá que a Coreia do Norte desista de suas armas nucleares, apesar da ameaça de Pyongyang de cancelar a reunião. A Coreia do Norte colocou a cúpula de 12 de junho em dúvida, dizendo que pode não comparecer se Washington continuar a exigir que o país abdique de seu arsenal nuclear unilateralmente. O regime também cancelou conversas de alto nível com Seul agendadas para esta quarta, culpando os exercícios militares conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul. “Teremos que ver”, disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca quando indagado se a cúpula ainda estava de pé. “Nenhuma decisão, não fomos notificados de nada... não vimos nada, não ouvimos nada”, acrescentou, mas garantindo que continuará a pressionar pela desnuclearização da península coreana. O cancelamento da cúpula, o primeiro encontro da história entre um presidente norte-americano no exercício do cargo e um líder norte-coreano, representaria um grande golpe no que seria o maior feito diplomático da Presidência Trump. Trump criou a expectativa de um sucesso, apesar de muitos analistas terem mostrado ceticismo a respeito das chances de se superar as diferenças devido a dúvidas sobre a disposição de Pyongyang para abrir mão de um arsenal nuclear que diz ser capaz de atingir os EUA. Mais cedo a Casa Branca disse ainda ter esperança na realização da reunião, mas que Trump está preparado para uma negociação dura. “O presidente estará pronto se o encontro ocorrer”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, à rede Fox News. “Se não ocorrer, continuaremos a campanha de pressão máxima que está em andamento”. Ela disse que os comentários norte-coreanos “não são algo que é fora do comum nestes tipos de operações”. O primeiro vice-ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Kye Gwan, lançou dúvidas mais cedo nesta quarta-feira sobre a realização do encontro Kim-Trump em Cingapura. O vice-ministro criticou especificamente o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, que exortou a Coreia do Norte a desistir logo de seu arsenal nuclear por meio de um acordo semelhante ao que levou a Líbia a abdicar de suas armas de destruição em massa. Pyongyang teve atritos com Bolton quando ele trabalhou para o governo Bush, classificando-o à época como “escória humana”. “Já lançamos luz sobre a qualidade de Bolton no passado, e não escondemos nosso sentimento de repugnância por ele”, disse o vice-ministro Kim. Sarah Sanders pareceu relutar em endossar o modelo líbio que Bolton defendeu, dizendo que o modelo que será seguido no trato com Pyongyang será “o modelo do presidente Trump”.

ALMT não localiza 4 carros do órgão e abre procedimento para investigar servidor

access_time16/05/2018 18:54

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instaurou um procedimento administrativo para investigar um servidor pelo sumiço de quatro veículos da frota. A determinação consta em uma portaria publicada no Diário Oficial Eletrônico que circula nesta quarta-feira (16). De acordo com o documento, os veículos que pertencem ao órgão não foram localizados no acervo. Os bens estão sob a guarda e responsabilidade do servidor desde 29 de dezembro de 2014. A ALMT chegou a notificar o servidor para que ele fizesse a restituição dos bens não encontrados. No ano passado, um documento apontou que os veículos “estariam em municípios diversos, sem localização exata e sem a referência de qual servidor estaria com a guarda dos bens”. Segundo a portaria, o servidor deve responder por improbidade administrativa e, como pena, pode perder o cargo. Na determinação, a ALMT cria uma Comissão de Processo Administrativo para apurar a irregularidade. O grupo, composto por outros três servidores, tem o prazo de 60 dias para a conclusão dos trabalhos. O prazo pode ser prorrogado pelo mesmo período.

Sem apoio do MDB, Temer não deve disputar reeleição

access_time14/05/2018 07:43

Não foi por acaso que o presidente Michel Temer, cujo governo completou dois anos no sábado (12), passou a sinalizar nos últimos dias a desistência de disputar a reeleição. Com a reprovação do governo em patamar recorde – segundo o Datafolha, o índice de ruim/péssimo é de 70% –, o Palácio do Planalto já foi devidamente alertado por caciques do MDB dos principais estados de que o presidente não teria legenda para disputar a reeleição. "Quem vai querer subir no palanque do Michel? Com essa rejeição histórica, ele afunda qualquer projeto regional do partido", disse um cacique do MDB. Esse alerta chegou ao próprio presidente, que parece ter entendido o recado. Nas palavras de outro integrante do partido, ninguém melhor do que Temer para entender a legenda. Com tantos palanques diferentes nos estados, cresce a pressão no MDB para que o partido não tenha candidato a presidente e possa fazer acordos regionais próprios. Isso também pode tornar inviável a candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles pela legenda. Hoje, os diretórios estaduais têm interesses diversos: de aliança com o PT de Lula ao PSDB de Alckmin. Mas uma coisa é certa na avaliação da cúpula do MDB: não há qualquer entusiasmo pela reeleição de Temer. "Se ele voltasse a insistir nesse projeto, correria o risco de ser cristianizado", advertiu um influente senador do MDB, numa referência histórica à candidatura presidencial de Cristiano Machado, em 1950. Na ocasião, o político mineiro foi abandonado por seu partido, o PSD. Com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o Palácio do Planalto iniciou uma mobilização em fevereiro pela reeleição de Temer. A expectativa era de que os resultados na segurança e bons índices da economia dariam fôlego ao projeto de Temer. Mas no foco de investigações da Polícia Federal, ele não conseguiu sair da agenda negativa. Em busca de uma saída honrosa, Temer ainda ensaiou um movimento para liderar o processo de uma candidatura única dos partidos de centro em torno do tucano Geraldo Alckmin. Mas, nesse caso, foi o ex-governador que decidiu manter distância da impopularidade de Temer.

Pré-candidatos podem iniciar financiamento coletivo a partir do dia 15

access_time14/05/2018 07:32

A partir da próxima terça-feira (15), os pré-candidatos das eleições de 2018 poderão iniciar a propaganda para financiamento coletivo de campanha, conhecido crowdfunding eleitoral. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu que eles estão proibidos de pedir votos durante a divulgação dessa modalidade de arrecadação de recursos.  O tribunal decidiu a data após responder uma consulta feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS). O parlamentar questionou o tribunal sobre como o financiamento coletivo poderia ser divulgado e a data a partir da qual seria permitida a propaganda. De acordo com o TSE, a liberação e o repasse dos valores arrecadados aos pré-candidatos só poderão ocorrer se eles tiverem cumprido os requisitos definidos na norma: o requerimento do registro de candidatura, inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e abertura de conta bancária específica para registro da movimentação financeira de campanha. A possibilidade de os pré-candidatos iniciarem a campanha para o financiamento coletivo é uma das mudanças trazidas pela reforma eleitoral de 2015. Até a eleição de 2014, a legislação não admitia menção à futura candidatura antes do registro oficial da candidatura e do início da propaganda eleitoral, com previsão de penas. Para a professora da FGV Direito Rio, Silvana Batini, a alteração na lei, que inclui a figura da pré-campanha, passou a regular um cenário que já ocorria nas campanhas eleitorais no país. “A gente sabe que o processo de escolha de um candidato é também um processo de muito debate e exposição. É muito comum os partidos testarem determinadas figuras, expô-las ao debate público. Algumas delas crescem, outras já são queimadas logo de cara. Então, ignorar a realidade, que esse processo faz parte do processo eleitoral como um todo, era uma certa ingenuidade e até um tratamento meio hipócrita e mais do que isso, ele era ‘criminógeno’ porque como a lei proibia muito, e como esse processo era inevitável de acontecer, você tinha uma série de procedimentos que eram empurrados para a ilegalidade”, disse a professora. Na avaliação de Silvana Batini, a legislação foi extremamente ampliada, porém não estipula o limites de gastos para a pré-campanha. “O problema de fixar como critério único o pedido expresso de voto é que se deixa passar uma série de atividades de pré-campanha que custam caro e que não vão integrar a prestação de contas posterior do candidato e isso retira grande parte do poder de fiscalização”. A professora alerta que os tribunais eleitorais devem impedir que pré-candidatos com mais recursos tenham vantagem em detrimento dos demais. “Estamos em um momento muito grave, de enxergar o quanto o financiamento espúrio de campanha compromete a democracia, então é preciso encontrar um ponto de equilíbrio em que nem se coíba a pré-candidatura - que é uma realidade e precisa acontecer - mas ao mesmo tempo restrinja determinados atos, como caravanas pelo país todo, comícios com discursos”. Regras para os pré-candidatos Segundo a Lei Eleitoral nº 9504/97, é permitido aos pré-candidatos: Participação em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos. As emissoras devem garantir tratamento isonômico; Realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e custeados pelos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias; Divulgar atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos; Divulgar posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais; Realizar reuniões com a sociedade civil, veículo de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias. As despesas devem ser arcadas pelo partido; Fazer campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo (crownfunding eleitoral); Pedir apoio político e divulgar a pré-candidatura. A lei não se aplica aos profissionais de comunicação social no exercício da profissão. Vedações A lei também estabelece proibições aos pré-candidatos. São elas: Veicular propaganda em desacordo com a legislação, passível de multa no valor de R$ 2 mil a R$ 8 mil; Fazer pedido explícito de voto; Fazer transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias partidárias; Presidente da República, os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal estão impedidos de convocar redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições; Nos casos permitidos de convocação das redes de radiodifusão, é vedada a utilização de símbolos ou imagens. A partir de 30 de junho, é vedado às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato.  Propaganda eleitoral Tempo de propaganda eleitoral foi encurtado para 45 dias; Propaganda de TV e rádio terá início 35 dias antes das eleições; Propaganda eleitoral começará no dia seguinte ao registro: 16 de agosto.   Entre as mudanças da propaganda estão: o tamanho das placas foi reduzido para meio metro quadrado e os cavaletes e bonecos foram proibidos. Quanto aos veículos, não poderão ser envelopados, só serão admitidos perfurados no para-brisa traseiro e adesivos laterais de no máximo 50 cm x 40 cm. A participação de candidatos a vereador na propaganda de TV e rádio também ficou reduzida: não participarão dos programas em bloco e nas inserções utilizarão 40% do tempo. Prazos Eleitorais As convenções partidárias, reuniões onde cada partido define os candidatos, devem ser realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto. Os candidatos devem se registrar na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto. As eleições ocorrerão nos dias 7 de outubro (primeiro turno) e 28 de outubro (segundo turno). 

Itamaraty vai pedir liberação de documentos da CIA

access_time14/05/2018 07:26

O Ministério das Relações Exteriores vai pedir ao governo dos Estados Unidos a liberação dos documentos produzidos pela Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) sobre a ditadura civil-militar no Brasil. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, instruiu a embaixada brasileira em Washington, nos EUA, a solicitar a liberação completa dos registros sobre esse tema. A medida é em resposta à solicitação do Instituto Vladimir Herzog, que enviou uma carta na última sexta-feira (11) ao Itamaraty pedindo que o governo federal a liberação dos documentos que registram a participação de agentes do Estado brasileiro em ações de tortura ou assassinato de opositores do regime. A carta é assinada por Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura. Na época, o Exército divulgou a versão de que o jornalista teria cometido suicídio na prisão. Documentos que vieram a público, na semana passada, mostram novos fatos sobre a participação do Estado na execução e tortura de opositores da ditadura. De acordo com registros da CIA, os generais Ernesto Geisel, presidente do Brasil à época, e João Figueiredo, então diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI), e que assumiu a Presidência da República depois de Geisel, sabiam e concordaram com execução sumária de “inimigos” da ditadura militar no Brasil. Também participaram da reunião em que Geisel foi informado da política de execução, os generais Milton Tavares de Souza, então comandante do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e seu sucessor, Confúcio Avelino. Datado de 11 de abril de 1974, o documento, assinado pelo então diretor da CIA, Willian Colby, e endereçado ao então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, diz que Geisel foi informado, logo após assumir a Presidência da morte de 104 pessoas opositoras da ditadura no ano anterior. O informe relata ainda que após ser informado, Geisel manteve a autorização para execuções sumárias, adotada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Geisel teria feito a ressalva de que os assassinatos só ocorressem em “casos excepcionais” e envolvendo “subversivos perigosos”. “O senhor, assim como nossa família, sabe o que foi o terror e a violência promovida pela Ditadura Brasileira. Uma nação precisa conhecer a sua história oficialmente para ter políticas públicas que previnam que os erros do passado se repitam”, diz a carta assinada pelo filho de Herzog e dirigida ao ministro Aloysio Nunes.

Ex-funcionário da Transnacional diz que esteve no escritório de José Yunes para entregar dinheiro

access_time11/05/2018 19:16

Dois novos depoimentos foram anexados ao inquérito que investiga o pagamento de R$ 10 milhões da Odebrecht ao MDB. O presidente Michel Temer está entre os alvos deste inquérito. Em um deles, Wilson Francisco Alves, ex-funcionário da Transnacional, a exemplo do policial militar Abel de Queiroz, também aponta o escritório de José Yunes, ex-assessor especial do presidente Michel Temer, como ponto de entrega de dinheiro. Procurada, a defesa de Yunes informou que não teve acesso ao depoimento, reitrando que o cliente não praticou nenhum ato ilícito. O depoimento No depoimento, prestado no último dia 17 de abril, Alves afirmou que recorda-se de ter estado no endereço onde fica o escritório de Yunes, acrescentando que "recorda-se bem deste local, em razão do muro de vidro do prédio onde ocorreram entregas de malotes". Segundo Alves, "neste endereço, efetuou três ou quatro entregas durante uma determinada semana, não se recorda especificamente se em 2013 ou 2014". No depoimento, ele afirmou ainda ter participado de entregas "pontuais" no local. Wilson Alves reforça a certeza sobre o lugar ao dizer que, após ser informado por antigos colegas de empresa sobre as questões da Polícia Federal sobre o endereço, que "decidiu retornar com os colegas da Transnacional aos endereços citados pela Polícia Federal, para ter certeza de que efetivamente foram feitas entregas naqueles endereços". "[Alves afirmou] que, desta forma, retornou ao endereço [...] com os colegas que trabalhavam na Transnacional, de forma que afirma com certeza que esteve algumas vezes neste local para entrega de valores durante o seu período de trabalho na Transnacional".

Encontro de Donald Trump e Kim Jong-un será no dia 12 de junho em Singapura

access_time10/05/2018 20:58

O encontro histórico entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un será no dia 12 de junho em Singapura, anunciou Trump nesta quinta-feira (10) pelo Twitter. Este será o primeiro encontro de líderes em exercício dos dois países. "O tão aguardado encontro entre mim e Kim Jong-un será realizado em Singapura no dia 12 de junho. Nós dois vamos tentar fazer um momento muito especial para a paz mundial", disse Trump em seu tuíte. O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, esteve na Coreia do Norte nesta quarta para preparar as bases do encontro sem precedentes entre Trump e Kim que discutirá o tema nuclear. Pompeo chegou aos EUA na madrugada desta quinta acompanhado por três americanos que tinham sido detidos pelo regime de Pyongyang. Esforços para reatar os laços Os EUA, aliados da Coreia do Sul, aceitaram se reunir com a Coreia do Norte depois de anos de tensões e sanções cada vez mais rigorosas sobre os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte. Trump, que repetidamente ameaçou atacar a Coreia do Norte, agora parece privilegiar a diplomacia. Em abril, Jong-un se reuniu com o presidente sul-coreano Moon Jae-in. Os dois se comprometeram a assinar um acordo de paz para acabar com a guerra entre os países ainda neste ano. A Guerra da Coreia foi interrompida por um cessar-fogo em 1953, mas tecnicamente ainda não terminou porque as partes nunca assinaram um tratado de paz. Nesta terça, Kim encontrou-se com o presidente chinês Xi Jinping na China - pela segunda vez em seis semanas - destacando os esforços dos aliados da época da Guerra Fria para reatar os laços desgastados. A China é o mais importante apoio econômico e diplomático da Coreia do Norte, apesar de sua rejeição aos testes nucleares e de mísseis frequentes de Pyongyang e de seu apoio a sanções contundentes da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o regime. Pequim faz questão de evitar ser deixado de fora nas manobras diplomáticas que levaram ao encontro histórico de Kim, no mês passado, com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e de seu esperado encontro com Trump. Por que este encontro é tão importante e chama tanta atenção da comunidade internacional? Durante toda a Guerra Fria e mesmo depois dela, nunca um dos presidentes dos EUA se encontrou pessoalmente com um mandatário norte-coreano, o que dá um ineditismo histórico à reunião, ainda que ela não traga muitos resultados efetivos. Em 2017, a Coreia do Norte testou sua arma nuclear mais poderosa e lançou três misseis balísticos intercontinentais que seriam, supostamente, capazes de alcançar o continente americano. O anúncio também é surpreendente no sentido de que, desde a chegada de Trump à presidência, a relação entre os dois países se degradou e a retórica de ataque mútuo aumentou muito. De acordo com o "Washington Post", o ex-presidente Jimmy Carter se encontrou com Kim Il Sung, avô de Kim Jong-un, e o ex-presidente Bill Clinton se encontrou com o pai do atual líder, Kim Jong Il. Ambos os encontros, no entanto, aconteceram quando os americanos já haviam deixado o cargo, e viajaram a Pyongyang para buscar americanos que haviam sido presos pelo regime.

Quase 16 mil eleitores deixaram para fazer a biometria no último dia

access_time10/05/2018 20:31

Quase 16 mil eleitores mato-grossenses deixaram para fazer o recadastramento biométrico na quarta-feira (9), o último dia antes do fechamento do cadastro nacional do eleitorado. O dado é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). A maior procura ocorreu em Cuiabá, onde 3.897 eleitores procuraram a Justiça Eleitoral. Ainda assim, do total de eleitores, 30% não fizeram a revisão biométrica, o que corresponde a mais de 100 mil votantes. Na capital, o último eleitor foi atendido às 22h [horário de Mato Grosso]. Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foi o segundo lugar mais procurado pelo eleitorado nessa quarta-feira (9), com 1.718 atendimentos. Pouco mais de 70% dos eleitores do município passaram pelos cartórios eleitorais. No entanto, quase 30% do eleitorado não fez o recadastramento. Em Sinop e Rondonópolis foram, respectivamente, 1.071 e 720 operações. A partir desta quinta-feira (10), o cadastro nacional de eleitores está fechado e não é mais possível realizar os serviços de alistamento, transferência, revisão de dados e biometria. Os serviços devem ser retomados no dia 5 de novembro. Em novembro, os eleitores terão 13 dias para procurar os cartórios eleitorais. O TRE alerta que não terá prorrogação e, depois disso, quem não fizer o recadastramento, terá o título cancelado. O TRE também já desmontou os 12 postos da biometria que foram instalados em Cuiabá e Várzea Grande exclusivamente para a revisão do eleitorado.

Por unanimidade, 2ª Turma do STF nega liberdade a Lula

access_time10/05/2018 20:16

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, conceder liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o mês passado. O julgamento do pedido de Lula, em plenário virtual, começou no último dia 4, e os ministros da Turma tinham até as 23h59 desta quinta (10) para apresentar os votos. Votaram contra conceder liberdade a Lula: Luiz Edson Fachin (relator); Dias Toffoli; Gilmar Mendes; Ricardo Lewandowski; Celso de Mello. Até esta quarta (9), quatro ministros já haviam votado. O último a entregar o voto foi Celso de Mello, concluindo o julgamento. Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), segunda instância da Justiça responsável pela Lava Jato, a 12 anos e 1 mês de prisão, em regime inicialmente fechado. A condenação se deu no processo relacionado ao triplex em Guarujá (SP). Lula se diz inocente. A defesa do ex-presidente recorreu argumentando que a prisão não poderia ter sido decretada pelo juiz Sérgio Moro em 5 de abril uma vez que ainda havia embargos de declaração pendentes de análise no TRF-4. Os recursos só foram julgados em 18 de abril. Julgamento virtual Responsável por analisar o pedido da defesa de Lula, Fachin enviou a decisão para o plenário virtual da Segunda Turma. Geralmente, os processos incluídos nesse plenário são aqueles que demandam menos discussão e costumam seguir o entendimento consolidado do STF. Pelas regras, Fachin deveria ser o primeiro a inserir o voto no sistema e, a partir daí, os outros ministros da Turma teriam as seguintes opções: Concordar com o relator; Acompanhar o relator com ressalva de entendimento; Discordar do relator. Antes mesmo de enviar o caso para julgamento, Fachin já havia negado o pedido por considerar que a existência de embargos de declaração pendentes não impedia a execução da pena. No processo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também defendeu que recursos apresentados a tribunais superiores não impedem a prisão.

Trump 'disse mais de 10 mentiras' em discurso, diz líder do Irã

access_time09/05/2018 10:03

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que vai retirar o país do acordo nuclear de 2015 com o Irã é "tolo e superficial", disse nesta quarta-feira (9) o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, segundo seu site oficial. "Vocês ouviram ontem à noite que o presidente da América fez alguns comentários tolos e superficiais", disse Khamenei. "Ele disse mais de 10 mentiras em sua declaração. Ele ameaçou o regime e as pessoas, dizendo que eu farei isso e aquilo. Sr. Trump, eu lhe digo em nome do povo iraniano: você cometeu um erro". O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça a retirada de seu país do acordo nuclear iraniano e a retomada imediata das sanções econômicas contra Teerã, uma decisão condenada por seus aliados europeus e elogiada por Israel e Arábia Saudita. Veja repercussão. O acordo limita o programa nuclear de Teerã em troca do levantamento de sanções, mas, segundo Trump, é "desastroso" e não cumpre seu objetivo de o Irã não conseguir a bomba atômica. Khamenei, a mais alta autoridade do Irã, havia apoiado relutantemente o acordo nuclear fechado pela República Islâmica com potências internacionais, e frequentemente criticava os EUA publicamente por não cumprir sua contraparte sob o acordo. 'Garantias reais' O líder supremo também exigiu que os países europeus apresentem "garantias reais" ao Irã para que o país permaneça no acordo sobre seu programa nuclear. Em um discurso exibido na televisão, visivelmente direcionado para os que defendem a manutenção do acordo, como o presidente Hassan Rohani, Khamenei afirmou: "Caso não consigam obter uma garantia definitiva - e realmente duvido que consigam -, não podemos seguir assim". Nesta terça à noite, o presidente iraniano, Hassan Rohani, declarou que queria negociações com os outros cinco signatários do acordo (Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia). Se as negociações mostrarem que "os interesses do povo iraniano estão assegurados (...), o acordo nuclear permanecerá e poderemos agir em prol da paz e segurança da região e do mundo", disse Rohani. Opiniões divergentes A imprensa iraniana refletia nesta quarta as opiniões divergentes entre reformadores e conservadores moderados de um lado (como Rohani, um dos pais do acordo) e ultraconservadores do outro, que se opuseram desde o início a este compromisso. "Trump rasgou o acordo nuclear, é hora de queimá-lo", opinou o jornal ultraconservador "Kayhan". Os jornais reformadores expressaram esperança de encontrar uma solução com os europeus Mas a margem de manobra parece pequena. "Eu não confio" nos europeus, e "duvido" que eles possam obter uma "garantia definitiva", declarou o aiatolá Khamenei.

Prazo para transferir, atualizar ou emitir título de eleitor termina hoje

access_time09/05/2018 09:42

Os eleitores podem transferir, atualizar ou emitir o título eleitoral até esta quarta-feira (9) para participar das eleições de 2018. O 1º turno ocorre daqui a cinco meses, no dia 7 de outubro. Se nenhum dos candidatos a presidente ou governador tiver mais da metade dos votos válidos, o 2º turno deve ocorrer em 28 de outubro. Desde segunda-feira (7), alguns órgãos da Justiça eleitoral pelo país tem registrado longas filas. Em Salvador, a sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) amanheceu, nesta quarta-feira, com filas que davam voltas por todo o entorno. No posto de atendimento da estação de trem da Calçada, muita gente chegou ainda de madrugada. Em Natal, serão distribuídas 1.600 senhas para atendimento no Fórum Eleitoral, que desde cedo registrava longas filas. Rayssa Marques, de 19 anos, chegou às 2h30 na porta do Fórum com a filha de um mês no colo. Foi a primeira a chegar. "Vim tirar meu primeiro título de eleitor para poder votar esse ano", disse. No Grande Recife, os pontos de atendimento ao eleitor abriram às 8h, mas as filas começaram ainda na terça-feira (8) em alguns dos cartórios eleitorais. No Espírito Santo, eleitores enfrentaram chuva e frio para conseguir um lugar na fila. Na cidade de Cariacica, Luciano foi o primeiro a chegar na fila, às 20h de terça-feira. “Cheguei muito cedo por causa da fila. Eu vim outras vezes e não consegui. Só sentir frio e chuva ao passar a noite aqui. Eu morava em Vila Velha e mudei para Cariacica e preciso mudar o local de votação”, disse. Em Florianópolis, o cartório eleitoral registrou fila longa. Dezenas de pessoas chegaram ao local antes das 6h. Os cartórios de Aracaju (SE) amanheceram lotados e houve confusão. No Centro de Atendimento ao Cidadão (CEAC), em um shopping da Zona Sul, dezenas de pessoas se aglomeraram e houve tumulto no momento da distribuição das senhas. A Polícia Militar foi chamada e as pessoas que não pegaram senha precisaram sair da unidade. Em Macapá, muitas pessoas deixaram para fazer a regularização no último dia. Na capital, a Casa da Cidadania abriu às 8h, mas as filas começaram ainda durante a madrugada e dá voltas pela área externa. Os atendimentos ocorrem por ordem de chegada e sem limite de senhas. Neste ano, os eleitores votam neste ano para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. O voto é obrigatório no Brasil. Apenas eleitores que têm menos de 18 anos ou mais de 70 anos não precisam votar. O voto também é facultativo para analfabetos. O eleitor que completa 18 anos até 7 de outubro, dia do 1º turno, também precisa emitir o título eleitoral até 9 de maio. Esse também é o prazo para quem mudou de endereço e deseja transferir o título eleitoral. O procedimento exige a apresentação do comprovante de residência e de um documento oficial com foto em uma unidade do cartório eleitoral. Para transferir o título, o eleitor deve residir há pelo menos três meses no novo município. Ainda é necessário, no mínimo, um ano da data do alistamento eleitoral ou da última transferência do título. Consulte o site do Tribunal Regional Eleitoral do seu estado. Via digital A partir deste ano, o eleitor também tem acesso a uma via digital do título eleitoral por meio de um aplicativo lançado pela Justiça Eleitoral. O aplicativo está disponível nos aparelhos Android e iOS. É possível ver a seção e a zona eleitoral do eleitor, bem como a situação biométrica (se a biometria foi coletada ou não), a situação eleitoral (se está regular ou não) e a quitação eleitoral (se está quite ou não). O e-Título substitui o documento oficial com foto (RG, CNH, carteira de trabalho etc) apenas quando o aplicativo mostra a foto do eleitor e quando a coleta da biometria já foi realizada. Para acessar o e-Título, o eleitor precisa informar: Nome completo do eleitor Data de nascimento Número do título de eleitor (consulte no site do TSE) Nome da mãe Nome do pai Biometria Neste ano, a biometria será obrigatória em cerca de 2.800 cidades de todos os estados. Nesses municípios, os eleitores que não fizerem o cadastro biométrico devem ter o título de eleitor cancelado. Ainda, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quem não votou nem justificou ausência nas últimas três eleições teve título cancelado e deve procurar a Justiça Eleitoral para regularizar a situação. Transgênero A partir deste ano, o título eleitoral de uma pessoa transgênero trará apenas o nome social com o qual ela se identifica, e não terá o nome da certidão de nascimento. Pessoas trans poderão pedir a mudança no documento no cartório eleitoral da cidade também até 9 de maio. Segundo o TSE, pelo menos 1,4 mil transexuais e travestis pediram o registro de nome social. Justificativa eleitoral A administradora Jéssica Barcelos, de 26 anos, faz parte da Virada Política, movimento apartidário formado por voluntários que propõem uma reflexão sobre a política e a democracia. O grupo organizou uma campanha chamada de #chegadejustificar, para incentivar o voto de quem mudou de cidade ou estado, mas ainda não tinha transferido o título de eleitor. "Conheci muitas pessoas que até trabalham com o setor público, mas não votam, ou nem sempre votam porque não transferiram o título de eleitor. Precisamos fortalecer a democracia, melhorar a representatividade. O fato de uma pessoa não votar, seja pelo motivo que for, deixa a democracia enfraquecida", diz Jéssica. Ela conta ainda que o grupo recebeu dúvidas de internautas sobre o procedimento e procurou esclarecê-las. Em São Paulo, são cerca de 20 voluntários. Espalhados pelo Brasil, são 60 pessoas. "Transferir o título é rápido e pode gerar muito impacto na mudança do nosso país." Jéssica diz que está em dia com a Justiça Eleitoral e votará nas eleições deste ano. Há apenas seis meses ela se mudou de São Leopoldo (RS) para a capital paulista. Cerca de 8 milhões de eleitores costumam justificar a ausência em eleições. Essa parcela pode fazer a diferença em uma eleição polarizada, com muitos candidatos. Essa é a expectativa para a disputa para presidente em 2018. Por enquanto, há pelo menos 17 pré-candidatos à Presidência. Números Nos últimos anos, o número de eleitores aptos cresceu enquanto o de justificativas eleitorais oscilou pouco. No 1º turno da eleição de 2016, 5,4% dos eleitores aptos justificaram a ausência. Das 7.853.397 justificativas eleitorais apresentadas naquela disputa, 2.335.918 foram de eleitores inscritos no estado de São Paulo. É o maior número por estado no Brasil. Mais da metade desses eleitores estava fora da cidade em que estão registrados (domicílio eleitoral), mas ainda no estado de São Paulo. SP reúne, no total, 32,7 milhões de eleitores. O TSE também divulga dados que mostram o perfil de quem justifica a ausência. Nos últimos anos, a faixa etária de 25 a 34 anos, por exemplo, foi a que mais teve justificativas de voto no 1º turno das eleições. Na disputa de 2016, foram cerca de 2,5 milhões de justificativas. Já a faixa etária de 35 a 44 anos apresentou 1,8 milhão de justificativas. Os eleitores com menos de 18 anos ou mais de 70 anos não são obrigados a votar e, por isso, não precisam apresentar justificativa eleitoral. Veja abaixo, por faixa etária, o número de justificativa eleitoral e, em seguida, o número de eleitores aptos:

Primo do governador de MT, deputado e mais 3 são presos

access_time09/05/2018 09:37

O deputado estadual Mauro Savi (PSB) e o ex-chefe da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques, que é primo do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), foram presos na manhã desta quarta-feira (9) em uma operação do Ministério Público Estadual (MPE), em Cuiabá. Cinco pessoas já foram presas até as 8h33 (horário de Mato Grosso). Segundo o MPE, foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília. As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira. Dos seis mandados de prisão, cinco já foram cumpridos. A operação é feita pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) Criminal e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO). De acordo com o MPE, se trata da segunda fase da operação Bereré, batizada como ‘Bônus’. A primeira fase ocorreu em fevereiro deste ano e investigava um esquema que desviou dinheiro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). O esquema fraudulento foi denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (MDB). Na operação desta quarta-feira também foram presos Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo’. Os alvos da operação ainda não se manifestaram. O quinto mandado de prisão preventiva foi cumprido em Brasília. Conforme o MPE, o empresário José Kobori foi preso em Brasília. Os presos estão sendo encaminhados ao GAECO e, à tarde, passarão por audiência de Custódia. Todos foram encaminhados ao sistema prisional e deverão passar por exame de corpo de delito e, à tarde, por audiência de custódia. A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos. Primeira fase O esquema fraudulento denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), Antônio Barbosa, em delação já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em delação, o irmão de Silval Barbosa disse que o presidente da Assembleia Legislativa teria se beneficiado com um esquema no Detran. A delação foi feita e homologada no ano passado pelo STF. Segundo ele disse em depoimento, houve fraude no serviço de gravames de veículos (registro de contratos de financiamento), através de uma empresa ligada a ele. Mauro Savi e o ex-deputado federal Pedro Henry também foram apontados por ele como supostos integrantes do esquema.

Joaquim Barbosa anuncia que não será candidato à Presidência

access_time08/05/2018 14:08

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ministro aposentado do tribunal Joaquim Barbosa anunciou no Twitter que não será candidato à Presidência da República em 2018: "Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal". Em abril, o ministro aposentado anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Na ocasião, a legenda disse que iniciaria discussões sobre uma possível candidatura dele à Presidência. Joaquim Barbosa apareceu na terceira e na quarta colocação em nove cenários de 1º turno da última pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente. A filiação de Barbosa ao PSB causou desconforto no ex-ministro Aldo Rebelo, que havia se oferecido ao partido como possível candidato ao Planalto. Rebelo acabou deixando a sigla e aderindo ao Solidariedade - legenda pela qual se lançou pré-candidato à Presidência em abril. "Como havia uma inclinação do partido pela candidatura do ex-ministro, eu preferi naturalmente deixar o partido à vontade. E procurar, já que havia um convite, uma legenda que tem identidade com meu pensamento, com minha trajetória, com os meus valores e com as perspectivas que eu vejo como promissoras para o Brasil", afirmou Rebelo à época sobre o desligamento do PSB. Repercussão O presidente do PSB, Carlos Siqueira, lamentou a decisão de Joaquim Barbosa. "Acolhemos a decisão com muita serenidade, respeitamos a decisão dele. Está dentro do nosso combinado. Sabíamos que ele estava dividido internamente. Ele se decidiu e agora a vida continua. Vamos para frente de outra forma", afirmou. Siqueira disse que a tendência agora é o PSB abdicar de uma candidatura própria para firmar uma coligação para as eleições deste ano. "Ainda não temos uma decisão, mas estamos mais propensos a uma coligação de centro-esquerda". O partido vai convocar uma reunião da executiva nacional na próxima semana para discutir o assunto. Em nota, o PSB afirmou que a deliberação de Barbosa foi pessoal e que segue buscando alternativas que contemplem "os amplos clamores populares". "A reflexão de foro íntimo realizada pelo ministro fez com que a candidatura não seguisse à frente, decisão que o PSB compreende, especialmente, por que é personalíssima". Para políticos tucanos e candidatos de esquerda a desistência de Barbosa trouxe alívio, já que o ministro aposentado tinha potencial para tirar votos tanto do PSDB como de partidos do campo da esquerda e centro-esquerda, avalia o colunista Valdo Cruz. Perfil Indicado para ministro do STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa permaneceu no STF de 2003 a 2014, e assumiu a presidência da Corte entre 2012 e 2014. Relator do processo do mensalão, levou o caso a julgamento em 2012 com voto pela condenação da maioria dos acusados. Leia a íntegra da nota do PSB: O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, informou na manhã desta terça-feira (8), ao presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, a decisão de não apresentar sua candidatura à Presidência da República. Cabe destacar que a definição do ministro ocorre nos termos da pactuação realizada em sua filiação, no último dia 6 de abril, que possibilitava ao PSB não conceder legenda a Barbosa, e que este, por sua vez, não assumia a obrigação de se candidatar. Tratava-se, desde o princípio, portanto, de uma construção pautada pelo respeito mútuo entre as partes. A reflexão de foro íntimo realizada pelo ministro fez com que a candidatura não seguisse à frente, decisão que o PSB compreende, especialmente, por que é personalíssima. O PSB segue doravante, com serenidade, na tentativa de contribuir para a construção de alternativas para o País, que contemplem os amplos clamores populares, pela renovação da prática política, algo que a possibilidade da candidatura do ministro Joaquim Barbosa tão bem representou.

Candidatos de MT terão que reduzir gastos em 2018; veja limites

access_time02/05/2018 20:34

Boa parte dos candidatos em Mato Grosso terá que reduzir drasticamente seus gastos com campanha na eleição deste ano, numa comparação com 2014. Uma resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em fevereiro deste ano, dispõe sobre a arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos e candidatos. O limite para os que vão concorrer ao Palácio Paiaguás, por exemplo, é de até R$ 5,6 milhões. O montante é bem inferior ao que foi gasto, por exemplo, pelo governador Pedro Taques (PSDB). Em 2014, ele declarou despesas na ordem de R$ 29,6 milhões. Assim como para o cargo de governador, o limite de gastos aos postulantes ao Senado foi definido de acordo com o número de eleitores de cada Estado, a ser apurado no dia 31 de maio deste ano. Na última eleição, Mato Grosso teve 2.264.130 eleitores aptos a votar (número que ainda poderá ser alterado em razão da revisão biométrica). Desta forma, o teto para gastos dos concorrentes ao Senado será de até R$ 3 milhões. Eleito em 2014, o senador Wellington Fagundes (PR) declarou à Justiça Eleitoral mais de R$ 8,7 milhões em despesas. Câmara Já os candidatos a deputado federal podem gastar no máximo até R$ 2,5 milhões. Dos eleitos na disputa de 2014, três tiveram despesas acima desse montante. São eles: Adilton Sachetti (PRB), com despesas da ordem de R$ 3,8 milhões; Fabio Garcia (DEM), que também gastou pouco mais de R$ 3,8 milhões; e Ezequiel Fonseca (PP), que teve despesa superior a R$ 2,5 milhões. Os demais gastaram abaixo desse teto. Veja: Nilson Leitao (PSDB) - R$ 2.460.139,11 Carlos Bezerra (MDB) - R$ 1.933.864,07 Saguas Moraes (PT) - R$ 1.159.613,04 Victorio Galli (PSC) - R$ 814.880,18 Valtenir Pereira (MDB) - R$ 581.275,87 Assembleia As campanhas para deputado estadual têm limite de gasto fixado em R$ 1 milhão. Entre os cinco membros da Assembleia Legislativa mais bem votados em 2014, apenas um deles teve gasto inferior ao que a legislação eleitoral estipulou para este ano: Sebastião Rezende (PSC), que declarou R$ 238 mil em despesas. Naquela eleição, o deputado Romoaldo Júnior (MDB), que foi o quinto mais votado, declarou gastos de R$ 1,5 milhão. Ele foi seguido por Mauro Savi (DEM) – o mais votado - com despesas de R$ 1,2 milhão. Ainda entre os cinco mais bem votados, aparecem Janaina Riva (PMDB) e Baiano Filho (PSDB), ambos com pouco mais de R$ 1 milhão em despesas.

Procuradoria denuncia ministro Blairo Maggi por corrupção

access_time02/05/2018 17:05

A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia por corrupção ativa contra o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT). De acordo com a PGR, em 2009, Maggi, então governador do Mato Grosso, participou de um suposto esquema de compra e venda de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado. Caberá ao STF decidir se abre um processo e torna Maggi réu nesse caso. Procurada, a assessoria do ministro afirmou que a denúncia causa "profunda estranheza" e "indignação" em Blairo Maggi porque, segundo a nota, o caso já foi arquivado pelo STF. "O ministro Blairo Maggi deixa claro que causa profunda estranheza e indignação a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, uma vez que o mesmo fato já foi objeto de investigação em 2014 e arquivado a pedido da própria PGR", diz a nota (leia a íntegra mais abaixo). Na denúncia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma que há provas de que o grupo pagou propina que pode chegar a até R$ 12 milhões para que o então conselheiro do TCE-MT, Alencar Soares, pedisse aposentadoria e assim abrisse vaga para a indicação do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida. Depois, segundo a denúncia, houve uma mudança de ideia e o então governador fez um novo acerto com Alencar Soares para que continuasse no cargo. O objetivo era nomear o então secretário de Fazenda, Eder de Moraes, para o TCE. De acordo com a investigação, Eder de Moraes teria oferecido, por ordem de Maggi, R$ 4 milhões para que Alencar permanecesse no cargo. A transação, aponta os procuradores da República, teria impedido naquele momento a nomeação de Sérgio Ricardo. Depois, em 2012, ele assumiu uma cadeira no TCE e, em 2017, foi afastado. A denúncia foi apresentada no âmbito da Operação Ararath, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros no estado do Mato Grosso, governado por Maggi de 2003 a 2010. O esquema teria atuado por meio de empréstimos fraudulentos e empresas de fachada. A suspeita, de acordo com a PGR, é de que o esquema de empréstimos fraudulentos teria fornecido recursos que se destinavam a "finalidades espúrias" na política do estado. Íntegra Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela assessoria do ministro: NOTA À IMPRENSA O ministro Blairo Maggi deixa claro que causa profunda estranheza e indignação a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, uma vez que o mesmo fato já foi objeto de investigação em 2014 e arquivado a pedido da própria PGR. Na época, o inquérito n 3842, da relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, foi arquivado pela 2a turma do STF por falta de provas. Desta vez, este mesmo caso é objeto de novo inquérito que tem o ministro Luiz Fux como relator, porém sem novos argumentos ou provas. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, desconsiderando completamente a decisão de arquivamento do STF ofereceu nova denúncia. O ministro ressalta ainda que essa postura da Procuradoria Geral da República é uma violência contra a competência do ministro Dias Toffoli e desprestígio absoluto à autoridade de decisão já proferida pela 2a Turma do Supremo Tribunal Federal. Assessoria de imprensa Ministro Blairo Maggi

Trump escreveu seu próprio atestado de saúde, diz ex-médico

access_time02/05/2018 10:28

O ex-médico do atual presidente dos Estados Unidos, Harold Bornstein, afirmou que Donald Trump lhe ditou o próprio de saúde, apresentado durante a corrida eleitoral de 2016. O documento expunha Trump com uma saúde “extraordinariamente excelente” e foi escrito e lido pelo atual presidente. O  médico apenas apontou o que poderia ou não ser colocada no atestado. “Sua força física e resistência são extraordinárias”, afirmava o atestado, apresentado em dezembro 2015 pela equipe de campanha do então candidato. “Se eleito, posso declarar inequivocamente que Trump será o indivíduo mais saudável já eleito para a presidência”. Em entrevista exclusiva à rede americana CNN, Bornstein disse que estava dirigindo com sua esposa pelo Central Park enquanto Trump lhe ditava a carta. “(Trump) ditou a carta, e eu dizia a ele o que ele não poderia colocar lá”, afirmou. Segundo o documento, Trump, que é o presidente mais velho a assumir a presidência até o momento, possuía pressão arterial excelente e havia perdido sete quilos em um ano. Poucas semanas antes da divulgação do atestado, Trump publicara nas redes sociais que o relatório médico de Bornstein provaria sua saúde perfeita. “Tenho a sorte de ter sido abençoado com grandes genes”, escreveu no Facebook. Na época, o médico assegurou que havia escrito o atestado. Agora, vem a público para negar a afirmação sem apresentar suas motivações.  Procurada pela rede americana, a Casa Branca não se pronunciou. Saque de relatórios médicos Em outra entrevista exclusiva, para a rede NBC News, Bornstein também contou que, em fevereiro de 2017, o então funcionário da Casa Branca Keith Schiller se apresentou em seu consultório  junto com outros dois homens e levou todos os relatórios médicos do presidente. Schiller foi guarda-costas de Trump. “Devem ter ficado aqui 25 ou 30 minutos. Criaram muito caos”, relatou Bornstein,, que afirmou ter se sentido “violado, assustado e triste” durante o que descreveu como um “saque” do seu consultório. O médico assegurou que Schiller, acompanhado de um advogado da Trump Organization chamado Alan Garten e de um terceiro homem não identificado, pediu para tirar da parede uma fotografia emoldurada na qual ele aparecia junto ao presidente. Bornstein tem agora o retrato sob uma montanha de papéis em uma das estantes. Perguntada a respeito durante uma entrevista coletiva, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, minimizou o incidente e negou que tenha havido um “saque”. “Como parte do procedimento padrão sob um novo presidente, a Unidade Médica da Casa Branca tomou posse dos relatórios médicos do presidente”, alegou Sanders. No entanto, Bornstein apresentou o incidente como uma vingança da Casa Branca, pois teria acontecido dois dias depois que ele assegurou em entrevista que havia receitado a Trump, durante anos, um remédio para estimular o crescimento do cabelo. “Eu não podia acreditar que alguém estava fazendo um grande negócio sobre uma droga que é para crescer o cabelo, que parecia ser tão importante… qual é o problema com isso?”, afirmou à NBC. Segundo Bornstein, ele estava tentando convencer a Casa Branca de que deveria ser o médico de Trump na Presidência. Depois de conceder essa entrevista, recebeu uma ligação de uma assistente do governante, Rhona Graff, que lhe disse que se “esquecesse” de ocupar esse cargo. Bornstein afirmou que decidiu revelar agora esse episódio por conta dos rumores de que Ronny Jackson, que foi o médico da Casa Branca durante os três últimos presidentes, deixou de ocupar o cargo depois de ser acusado de beber no trabalho e receitar remédios sem controle. Em janeiro deste ano, Trump passou por um teste cognitivo, após especulações sobre sua saúde mental. O resultou apontou  “um estado de saúde em geral excelente”. “Não tenho preocupações com sua capacidade cognitiva ou funções neurológicas”, afirmou Ronny Jackson, logo após a publicação dos resultados.