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O advogado de Cuiabá, Eduardo Mahon – conhecido por representar clientes ricos e poderosos em processos na Justiça Criminal -, saiu em defesa de sua colega, Luciana Póvoas, que teria sido agredida pelo marido, o também advogado Leonardo da Silva Campos. O suposto agressor é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso.

Em texto publicado na tarde desta quinta-feira (28), Mahon pediu “vênia” (desculpas) a Leonardo Campos, e preferiu oferecer sua “solidariedade” a Luciana Póvoas. Ela é filha da desembargadora do Tribunal de Justiça (TJMT), Maria Helena Gargaglione Póvoas.

“Por enquanto, com a vênia do atual presidente, penhoro a minha solidariedade à Dra. Luciana Póvoas, oriunda de uma família de notáveis professores mato-grossenses como Nilo Póvoas e seu filho, o intelectual Lenine de Campos Póvoas. Minha solidariedade à mãe, querida amiga, Dra. Maria Helena Gargaglione Póvoas, nossa combativa representante da advocacia no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. É complicado para qualquer autoridade pública lidar com um caso tão exposto”, disse Mahon.

O advogado lembrou ainda em sua manifestação que uma súmula do Conselho Federal da OAB, publicada em 2019, proíbe a inscrição nos quadros da Ordem de pessoas acusadas de agredir mulheres. Mesmo opinando não ser este o caso, Eduardo Mahon defendeu o afastamento de Leonardo Campos da presidência da seccional do órgão em Mato Grosso.

“Pontuo que, em 18 de março de 2019, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil editou súmula vedando ao advogado agressor de mulheres a entrega de carteira profissional por falta de idoneidade. Não é o caso em apreço, todavia. Ainda assim, como o suposto agressor é o próprio presidente de uma das Seccionais da OAB, convém que se afaste do cargo enquanto se desenrolam as investigações preliminares, pelo menos”, defendeu Mahon.

Ao final do texto, Mahon também aproveitou para fazer política. Contrário ao grupo que elegeu Leonardo Campos à presidência da Ordem, ele afirmou que a indicação do chamado “Quinto Constitucional” deve ser feita somente aos membros da Ordem que não tenham sofrido “acusações criminais”.

“Aproveito a oportunidade para exortar o Conselho Estadual da nossa entidade representativa operar um criterioso escrutínio dos futuros candidatos à vaga do quinto constitucional do TJMT. É preciso que tenhamos um representante politicamente isento, com ampla experiência, perfil que não se ligue a advogados acusados criminalmente ou já objeto de operações policiais, alguém que possa representar a advocacia do Estado e não somente de um grupo que, aliás, precisa apear do poder”, sugeriu.

Nos próximos dias, o Tribunal de Justiça deve abrir nove novas vagas para desembargadores. Uma deles deve ser destinada a indicação da OAB.

O CASO
Leonardo Campos, também conhecido como “Leo Capataz”, foi preso na madrugada desta quinta-feira após a suspeita de ter agredido a esposa, Luciana Póvoas, numa discussão que teve início na noite da última quarta-feira (27). Pouco depois ele foi liberado pelo juiz.

Em nota, Leonardo Campos explicou que ele próprio solicitou ao juiz que determinasse seu afastamento da esposa e do filho como medida protetiva e pediu “respeito” em razão do momento familiar delicado. Ele nega ter agredido fisicamente a companheira.

Sua esposa, no entanto, trouxe uma versão diferente: à Polícia Judiciária Civil (PJC), Luciana Póvoas revelou que ambos estão divorciados, mas residindo na mesma casa, em razão das agressões físicas e psicológicas constantes por parte de Leo Capataz. Ela conta ainda que temeu por sua vida em razão do advogado possuir uma arma de fogo e confidencia que as agressões foram superadas para manter o “padrão de vida do filho”.

A advogada diz ainda que se cansou de usar roupas largas para esconder as marcas das agressões, e que se sentiu “escrava” e “submissa” ao marido.





Por: Folha Max

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