anuncie aqui
Notícias recentes
Bruna Marquezine revela distúrbio de imagem; entenda o problema

Bruna Marquezine revela distúrbio de imagem; entenda o problema

access_time07/09/2018 08:38

Bruna Marquezine usou o Instagram para desabafar sobre alguns problemas de saúde que enfrentou recen

Coreia do Norte marca data para destruir local de testes nucleares

Coreia do Norte marca data para destruir local de testes nucleares

access_time12/05/2018 15:18

A Coreia do Norte afirmou, neste sábado (12), que programou a destruição de seu local de testes nucl

Argentina corta Manuel Lanzini a oito dias da estreia na Rússia

Argentina corta Manuel Lanzini a oito dias da estreia na Rússia

access_time08/06/2018 10:31

O meio-campo Manuel Lanzini, titular da seleção da Argentina foi cortado da Copa do Mundo da Rússia.

Bebê indígena que sobreviveu após ficar enterrada por 6 horas em MT espera decisão judicial em abrigo

Bebê indígena que sobreviveu após ficar enterrada por 6 horas em MT espera decisão judicial em abrigo

Criança ficou mais de um mês na UTI e superou sangramento, parada cardiorrespiratória e infecções. Bisavó e avó estão presas e pais manifestaram interesse em ficar com a menina

access_time16/07/2018 09:52

A bebê indígena que sobreviveu após ficar enterrada por seis horas em Canarana, a 838 km de Cuiabá, deixou o hospital nessa semana aguarda por decisão judicial em um abrigo naquele município.

A menina ficou mais de um mês internada na Santa Casa de Misericórdia em Cuiabá e teve alta na última segunda-feira (9).

Em entrevista ao Fantástico, os médicos que atenderam a bebê firmaram que o caso é inédito e gravíssimo.

Como foi a recuperação
A criança chegou ao hospital de Canarana na noite do dia 5 de junho e recebeu os primeiros atendimentos em uma maca. Ela respirava com muita dificuldade, por isso, o primeiro passo foi desobstruir as vias aéreas.

O nariz e a boca ainda estavam com muita terra e foi preciso fazer a higienização com água morna. Em seguida, a criança foi levada para uma incubadora.

Aquecida e com suporte de oxigênio, a recém-nascida foi transferida para a UTI neonatal da Santa casa de Cuiabá.

Seis horas enterrada
Segundo a polícia, a criança foi enterrada por volta do meio-dia e a uma denúncia foi feita no início da tarde. A menina só foi resgatada no período da noite. Os policiais não imaginavam que ela estivesse viva. Para a surpresa deles, ouviu-se um pequeno choro embaixo da terra. 

A bisavó assumiu que enterrou a criança e foi presa. Três dias depois, a avó também foi detida como suspeita de participação no crime. Ambas alegam que acreditavam que a bebê tinha nascido morta. A mãe – uma adolescente de quinze anos – disse que não sabia que a filha estava viva quando foi enterrada.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

“Nós apuramos que a mãe e a avó da adolescente planejaram todo o evento. Elas trouxeram outras parentes da reserva indígena e elas providenciaram o parto da adolescente em casa e depois enterraram a criança viva”, afirmou o delegado Deuel Paixão Santana.

Para o delegado, não há motivação cultural. A família não aceitava a criança porque a filha é solteira.

Mais de um mês na UTI
A recém-nascida apresentou um sangramento gastrointestinal – região mais afetada pela falta de oxigenação durante o tempo em que ela ficou embaixo da terra.

Ela chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória e as funções renais também ficaram comprometidas, além de ter uma infecção generalizada.

A menina ficou 16 dias entubada, mas aos poucos foi reagindo de maneira surpreendente.

Foram 36 dias na UTI Neonatal, onde a menina recebeu atendimento de uma equipe multidisciplinar. Foi um novo desafio a cada dia na batalha pela vida.

Os médicos tentam entender como uma recém-nascida que ficou seis horas embaixo da terra conseguiu sobreviver sem nenhuma sequela aparente.

“Dentro da barriga da mãe, dentro do período fetal, o recém-nascido tem baixas taxas de oxigênio. A placenta que dava oxigênio para ele. Quando o bebê nasce, ele começa a respirar, mas essa transição é feita de forma lenta, gradativa e provavelmente por isso esse recém-nascido teve esse sucesso de conseguir se manter com baixas taxas de oxigênio”, explicou a médica neonatologista, Juliana Del Bigio.

Uma semana antes da alta, o pai da criança, que alegou não ter sido informado da gravidez, registrou a bebê e demonstrou interesse em assumir a guarda da filha.

Em nota, a Funai disse que está acompanhando o caso para garantir que os direitos dos indígenas envolvidos sejam respeitados. A menina aguarda a decisão da Justiça no abrigo da cidade, ganhando peso e cuidados.





Por: TV Centro América

Outras notícias

Comentários