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Índice subiu 0,77% e terminou o pregão acima dos 108 mil pontos pela primeira vez

access_time28/10/2019 22:17

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, renovou seu recorde de fechamento nesta segunda-feira (28), puxado principalmente pelas ações dos bancos. Durante o pregão, investidores repercutiram o resultado das eleições na Argentina, questões comerciais entre China e Estados Unidos e decisões de política monetária nos EUA e Brasil.

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,77%, a 108.187 pontos. O dólar caiu 0,39%, a R$ 3,9924. Veja mais cotações.

As ações preferenciais do Bradesco subiam 3,6%, enquanto as do Itaú se valorizaram 1,3%. Já os papéis do Banco do Brasil avançaram 2,2%, em semana de divulgação de resultados do setor. As ações dos bancos têm peso importante na composição do índice.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,35%, a 107.363 pontos.


 

Cenário externo e local

Da pauta do dia, investidores acompanhavam os desdobramentos dos resultados da eleição argentina, enquanto analisavam nova rodada de corte nas previsões para a taxa básica de juros no Brasil a dois dias das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, destaca a Reuters.

Os peronistas voltaram ao poder na Argentina, no domingo, com o candidato Alberto Fernández derrotando o presidente neoliberal Mauricio Macri com uma vantagem confortável, em uma eleição que desloca a terceira maior economia da América Latina para a esquerda depois de sofrer uma profunda crise econômica.

"A vitória da chapa que une kirchnerismo e peronismo causa certa apreensão pela perspectiva de algumas reformas da Argentina não irem para a frente ou diminuírem de intensidade", afirmou André Alírio, economista da Nova Futura Investimentos.

Para a equipe da Levante Investimentos, a notícia deve ter impacto negativo para os mercados emergentes, especialmente o Brasil. Além de poder afetar as empresas brasileiras que investem ou possuem operações no Argentina.

O noticiário sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China seguia no radar. O presidente, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que espera assinar uma parte significativa do acordo comercial com a China antes do previsto, mas não deu detalhes sobre o cronograma.

A sessão também foi marcada pela aprovação pela União Europeia do adiamento do Brexit, para 31 de janeiro de 2020. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, confirmou o adiamento e fez um apelo ao bloco para que deixe claro que não poderá haver outra extensão do prazo.

Do lado doméstico, o mercado reduziu ainda mais suas expectativas para a taxa básica de juros em 2020, com o grupo dos que mais acertam as previsões na pesquisa Focus vendo a Selic a 4%, em meio ao ciclo de afrouxamento do Banco Central.

O BC reúne-se na quarta-feira para definir os próximos passos da política monetária, com uma expectativa unânime em pesquisa da Reuters de corte de 0,5 ponto percentual, para nova mínima recorde de 5%. A queda dos juros aumenta a atratividade da renda variável, o que, segundo analistas, explica parte do rali da bolsa paulista neste ano.





Por: Por G1

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