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'Brasil não tem peso para discutir um cessar-fogo na Ucrânia', diz Aloysio Nunes
Presidente da Ucrânia, Volodimyr Zelenksy, compartilho nas redes socais uma foto da conversa com o líder brasileiro, Luíz Inácio Lula da Silva
Foto por: Reprodução/Instagram/@zelenskiy_official

'Brasil não tem peso para discutir um cessar-fogo na Ucrânia', diz Aloysio Nunes

Em entrevista ao site da Jovem Pan, ex-chanceler afirma que só uma negociação medida por EUA, Europa e China pode encerrar o conflito no Leste Europeu, mas elogia postura do governo brasileiro: ‘Voz de sensatez’

access_time05/03/2023 07:19

Apesar da proposta de paz apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estar sendo analisada pela Rússia, o Brasil não tem peso diplomático para discutir um cessar-fogo na Ucrânia. É o que afirma o ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes, em entrevista ao site da Jovem Pan. “O Brasil é um país grande, forte e tem muita coisa a dizer em relação a muitos temas, que, inclusive, não haverá solução eficaz e duradoura sem a participação dele, mas ele não tem peso para chegar e falar: ‘Vamos sentar aqui na mesa, conversar e parar com a guerra'”, resume Nunes, quadro histórico do PSDB. O país tem uma posição pacifista e já participou de muitas missões de paz nas Nações Unidas e sempre teve uma posição moderada e de equilíbrio, mas no que diz respeito ao conflito no Leste Europeu, que completou um ano no dia 24 de fevereiro, quem tem envergadura diplomática para elaborar uma negociação são os Estados Unidos, a China e a Europa. “Eles podem levar a Rússia para a negociação e dizer para Volodymyr Zelenksy e a Ucrânia que eles não vão ganhar a guerra e recuperar a Crimeia”, diz o ex-chanceler, enfatizando que o conflito na Ucrânia já chegou a tal grau de perturbação, tensão e ameaça de guerra em outras partes mundo, que há um interesse geral de muitas nações para haver uma negociação, única forma de resolver esse problema. “A Rússia não pode ganhar e não pode perder. Ela é a maior potência nuclear do mundo, em matéria de ogivas”.

Além da ideia apresentado por Lula, dias antes do conflito completar um ano, a China apresentou uma proposta de 12 pontos para uma “solução política”, na qual faz um apelo por diálogo, alerta que armas nucleares não devem ser usadas e pede que os civis não sejam atacados. Contudo, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, expressou ceticismo com o plano. O ex-chanceler admite que a guerra vive um momento de impasse: “Putin não vai ganhar no sentido de que vai invadir a Ucrânia, porque haveria uma escalada de tensão muito grande que pode nos levar a uma nova guerra mundial”. O impasse é tão grande, diz o tucano, que “o front [de batalha] está basicamente congelado”. “A guerra não vai para frente nem para trás”, resume. Apesar da indefinição, o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil afirma que a comunidade internacional precisa se mobilizar na busca de uma solução. “É preciso encontrar uma saída, porque a própria existência da humanidade começa a ficar ameaçada no momento em que a Rússia se retira de um mecanismo de controle de proliferação nuclear, algo importante para restabelecimento da paz mundial”, fala Nunes. “Essas coisas estão levando a situação de muito perigo”, conclui.

No dia 21 de fevereiro, durante a realização do discurso anual para a nação, o presidente russo, Vladimir Putin, suspendeu o cumprimento por parte de seu país do START III, ou Novo START, o último tratado de desarmamento nuclear ainda em vigor entre a Rússia e os Estados Unidos. Ele ressaltou que seu país “não abandona, mas apenas suspende” o cumprimento do tratado sobre a redução de armamento estratégico ofensivo que expira em 2026, pelo que culpou os EUA. Para Aloysio Nunes, não há um fim militar para a guerra na Ucrânia, mas precisa existir um fim político. “A partir da percepção dos russos, americanos, europeus e ucranianos de que não dá para ganhar, mas também não dá para perder, [as partes] têm que promover um cessar-fogo e conversar sobre o futuro”. A ideia, explica o ex-chanceler, é apresentar a ucranianos e russos garantias efetivas em torno de suas seguranças. Para o ex-chefe do Itamaraty, a Rússia quer recuperar o papel externo que tinha (o país já foi uma grande potência respeitada), mas não tem força para virar o jogo, principalmente se perder o apoio dos chineses. “A China é hoje o país que sustenta diplomaticamente a Rússia. Quando ela disser ‘estou fora’, eles vão ter dificuldade para manter a mobilização na guerra”, aponta Nunes.

Nos últimos dias, Zelensky, demonstrou interesse em se aproximar da África e América Latina – o presidente ucraniano até pediu ajuda do presidente Lula para realizar essa aproximação e ser mais bem compreendido na região. Contudo, essa proximidade só diz respeito à busca de apoio à posição da Ucrânia contra a Rússia, diz o ex-ministro. Na última quinta-feira, 2, o líder ucraniano e o chefe de Estado do Brasil conversaram por vídeo e falaram sobre a situação na Ucrânia. Apesar da pressão sofrida pelo brasileiro nos últimos dias para enviar armas aos ucranianos, ele manteve a postura e reafirmou o desejo do país em conversar com outras nações e participar de qualquer iniciativa em torno da construção da paz e do diálogo, ressaltando que o Brasil “defende a integridade territorial da Ucrânia” e que a “guerra não pode interessar a ninguém”. Aloysio Nunes vê a posição do líder brasileiro como correta. “Lula tem falado algo sensato, que decorro do próprio grau de gravidade que o conflito chegou. Aquilo que ele tem falado é a voz da sensatez e do bom senso”, finaliza.





Por: Sarah Américo / Jovem Pan

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