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Cesare Battisti tem nome incluído em lista da Interpol e PF busca italiano, que está foragido

Cesare Battisti tem nome incluído em lista da Interpol e PF busca italiano, que está foragido

Ministro Fux, do STF, decidiu pela extradição do italiano condenado por quatro homicídios. Futuro ministro Sérgio Moro elogiou a decisão de Fux

access_time18/12/2018 08:21

O nome do italiano Cesare Battisti foi incluído na chamada difusão vermelha da Interpol. A medida garante que ele possa ser preso em outros países. Battisti está foragido desde sexta-feira (14), quando o presidente Temer decretou a extradição dele.

A Polícia Federal esteve em dois endereços em São Paulo. A busca por Cesare Battisti foi feita pela Divisão Antiterrorismo da PF, que é responsável por receber denúncias anônimas e checar possíveis esconderijos.

São quatro frentes para tentar localizar Battisti: o rastreamento é feito pela Interpol, a Divisão de Inteligência, a Divisão Antiterrorismo e o Setor de Imigração da PF. Policiais buscam com as companhias áreas possíveis voos de Battisti, datas e destinos. Postos de fronteira já foram avisados de que se trata de um foragido da Justiça. A Divisão de Inteligência e a Divisão Antiterrorismo cruzam bancos de dados e apuram informações recebidas, orientando ações e estratégias de captura.

A polícia divulgou fotos de possíveis disfarces para alertar a população.

O mandado de prisão de Battisti está em listas nacionais e internacionais de procurados. O nome dele consta na difusão vermelha, da Interpol, o que permite que o italiano seja preso em outros países, e no sistema de procurados da Polícia Federal no Brasil.

O maior desafio dos investigadores nesse caso é a fronteira: são 16 mil quilômetros.

O embaixador da Itália, Antonio Bernardini, disse que está otimista. “A Polícia Federal foi capaz o ano passado de prender o Battisti, tenho confiança que a Polícia Federal será capaz de prender o Battisti mais uma vez, a quarta e última vez”.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália na década de 1970 por quatro homicídios.

Em 2010, o então presidente Lula negou a extradição dele. Na quinta-feira (13), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão; o presidente Michel Temer assinou a extradição na sexta (14) e, desde então, ele está foragido. O advogado de Battisti diz que não falou com ele nos últimos dias e que não sabe se ele vai se entregar.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, desde a campanha já tinha se manifestado favorável à extradição de Battisti.

Nesta segunda-feira (17), o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, elogiou a decisão: “Na minha avaliação, o asilo concedido a ele anos atrás foi um asilo com motivações político-partidárias e em boa hora isso foi revisto. Então, não se pode aí tratar a cooperação jurídica internacional por critérios político-partidários, a decisão é acertada, lamentavelmente essa pessoa se encontra foragida”.





Por: Jornal Nacional

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