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China nega conversa com oposição ao governo de Maduro
Nicolás Maduro e Juan Guaidó disputam a legitimidade do poder na Venezuela — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

China nega conversa com oposição ao governo de Maduro

Reportagem de jornal americano dizia que chineses estariam preocupados com projetos envolvendo petróleo na Venezuela e com quase 20 bilhões de dólares que Caracas deve a Pequim

access_time13/02/2019 15:33

A China negou nesta quarta-feira (13) ter mantido conversas com a oposição ao governo de Nicolás Maduro para proteger seus investimentos no país, segundo a Reuters.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, classificou como falsa uma reportagem do “Wall Street Journal” afirmava que diplomatas conversaram em Washington com representantes de Juan Guaidó, o líder da oposição que se autodeclarou presidente interino.

De acordo com a reportagem, os chineses estariam preocupados com projetos envolvendo petróleo na Venezuela e com quase 20 bilhões de dólares que Caracas deve a Pequim.

"Na verdade a reportagem é falsa", disse Hua Chunying a jornalistas que lhe perguntaram sobre o artigo.

Os Estados Unidos, o Brasil e outros 40 países reconheceram Guaidó como chefe de Estado legítimo da Venezuela, mas Nicolás Maduro segue no controle das instituições. Com o apoio das Forças Armadas, da Rússia e da China, ele diz ser alvo de uma tentativa de golpe patrocinada pelos Estados Unidos e se recusa a convocar novas eleições.

Apoio russo
Na terça-feira (12), a Rússia afirmou que está pronta para facilitar o início de um diálogo entre Maduro e a oposição. Entretanto, o governo russo advertiu os Estados Unidos contra intervenções em assuntos internos de Caracas.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse ao secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que Washington deve evitar qualquer interferência, incluindo militar, em assuntos internos da Venezuela.

Moscou tem investido bilhões de dólares na economia e na produção de petróleo da Venezuela. Além disso, em dezembro, bombardeios russos passaram quase uma semana em território venezuelano, dias depois de um encontro em Maduro e Vladimir Putin na capital da Rússia.

Nova manifestação

Ainda na terça, os venezuelanos insatisfeitos com o rumo do governo voltaram às ruas atendendo a uma nova convocação de Guaidó. Os opositores queriam incentivar os militares a permitir a entrada da ajuda humanitária internacional que está parada na Colômbia após a ponte fronteiriça de Tienditas ser bloqueada.





Por: G1

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