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O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un fala durante encontro com o presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in no fim de abril.
Foto por: Korea Summit Pool Press/via Reuters

Coreia do Norte marca data para destruir local de testes nucleares

Agência estatal afirma que episódio ocorrerá entre 23 e 25 de maio. Jornalistas sul-coreanos e americanos poderão acompanhar evento.

access_time12/05/2018 15:18

Coreia do Norte afirmou, neste sábado (12), que programou a destruição de seu local de testes nucleares para o período entre 23 e 25 de maio, dependendo das condições meteorológicas. O comunicado foi feito pela agência estatal do país.

De acordo com o órgão, serão derrubados com explosões todos os túneis, instalações de observação, prédios de pesquisa e postos de segurança. Jornalistas de outros países, inclusive dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, poderão acompanhar o evento, para "mostrar de maneira transparente a desativação do local de testes no norte".

Para receber os jornalistas estrangeiros, a Coreia do Norte disse que várias medidas seriam tomadas, incluindo "a abertura do espaço aéreo".

Todos os jornalistas internacionais serão levados a Wonsan, uma cidade portuária no leste da Coreia do Norte, por um voo fretado saindo de Pequim, informou a imprensa estatal norte-coreana. De lá, os jornalistas embarcarão em um trem fretado até o local de testes nucleares, em uma "área montanhosa e não habitada".

Abandono de armas nucleares

Na última sexta-feira (11), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que a Coreia do Norte poderá ter “um futuro repleto de paz e prosperidade” se abandonar suas armas nucleares em breve.

“Se o país tomar ação ousada para rapidamente se desnuclearizar, os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com a Coreia do Norte para alcançar prosperidade no mesmo nível que nossos amigos sul-coreanos”, disse Pompeo.

Encontro com Trump

O anúncio acontece depois que o presidente norte-americano Donald Trump disse que promoveria uma conferência com o líder norte-coreano Kim Jong Un em Cingapura no dia 12 de junho. Será o primeiro encontro entre um líder norte-coreano e um presidente dos Estados Unidos na história.

Combinação de fotos mostra o presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un (Foto: Nicholas Kamm/AFP; KCNA via KNS)
Combinação de fotos mostra o presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un (Foto: Nicholas Kamm/AFP; KCNA via KNS)

"Façamos que seja um momento especial para a paz mundial!", tuitou Trump.

O anúncio do presidente americano chegou um dia depois da segunda visita de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, a Pyongyang nas últimas semanas.

Singapura, um importante centro financeiro do sudeste asiático, tinha várias vantagens para ser o local escolhido: sua neutralidade, suas garantias em relação à segurança e um longo histórico como anfitrião de cúpulas internacionais, apontaram vários analistas.

"Sem antecedentes"

Ao aceitar reunir-se com Trump a 5 mil quilômetros de distância de Pyongyang, Kim deve recorrer uma grande distância fora de sua zona de conforto, disse Graham Ong-Webb, um pesquisador da Escola S. Rajaratnam de Estudos Internacionais (RSIS) de Singapura.

Desde que assumiu o poder, Kim só viajou oficialmente ao exterior este ano, com duas visitas à China, onde se reuniu com o presidente chinês Xi Jinping.

Também cruzou a fronteira com a Coreia do Sul em abril, durante uma cúpula histórica com o presidente Moon Jae-in, tornando-se o primeiro líder de sua país a pisar no solo sul-coreano desde o cessar-fogo da Guerra da Coreia em 1953.

O líder norte-coreano Kim Jong-un cumprimenta o presidente sul-coreano Moon Jae-in ao chegar na Zona Desmilitarizada, em abril. (Foto: Host Broadcaster via Reuters)
O líder norte-coreano Kim Jong-un cumprimenta o presidente sul-coreano Moon Jae-in ao chegar na Zona Desmilitarizada, em abril. (Foto: Host Broadcaster via Reuters)





Por: Reuters

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