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É preciso controlar o aumento da dívida pública para evitar o colapso

access_time04/09/2018 07:50

O ajuste fiscal anunciado pelo governo argentino na segunda-feira, que prevê zerar o déficit público até o final do ano que vem, foi um passo corajoso do presidente Maurício Macri. Mas talvez a única alternativa que lhe restava para tentar salvar a economia Argentina do colapso.

Por décadas, a Argentina convive com déficit nas contas públicas. Já enfrentou vários momentos de déficit insustentável nas contas externas.

Com desequilíbrio nos dois fronts, a Argentina recorreu em vários momentos ao enfretamento com os credores, internos e externos, como resposta a seus crômicos problemas. No limite, deu calote, decretou moratória.

Sucesso temporário de público, garantia de fracasso no longo prazo, com tem se verificado durante os sucessivos governos desde a década de 1980.

A nova crise pega o país com vento contrário. A situação não está nada favorável para os países emergentes, depois que o Banco Central americano começou a aumentar a taxa de juros. Os investidores fogem do risco para aplicar em títulos do Tesouro americano.

Em que medida os problemas enfrentados por Maurício Macri podem atravessar a fronteira e atingir também o Brasil?

A alta do dólar, na segunda-feira, é um sinal que merece atenção. A subida da moeda americana frente ao real tem o componente eleitoral como impulso principal. Mas há também contribuição vinda de fora.

O que está acontecendo em Buenos Aires desperta preocupações dos investidores sobre o que poderá acontecer no Brasil a partir de janeiro do ano que vem. A crise na Turquia também ajuda a espalhar desconfiança em relação aos países emergentes.

No caso de Brasil e Argentina, há diferenças enormes entre a situação econômica dos dois países. Mas nem por isso é tranquila a posição brasileira.

  • A inflação no Brasil deve fechar o ano em torno de 4%. Na Argentina, o governo já admite que pode atingir 40%;
  • O crescimento aqui será modesto, um pouco acima de 1%. Na Argentina o governo prevê recessão de 2%;
  • O volume de reservas cambiais é um diferencial importante a favor do Brasil, tanto em relação à Argentina quanto em relação à Turquia.

A frente vulnerável do Brasil é o desequilíbrio nas contas públicas, que tem levado ao aumento da dívida pública.

A trajetória é insustentável, segundo visão geral entre economistas. Nesse quesito, o Brasil está em situação muito pior.

Por esses dados, fica claro que a alta recente do dólar em relação ao real nada tem a ver com a situação das contas externas do país.

Mas com o risco de um futuro governo não for capaz de estancar a sangria da dívida pública, que poderá levar o país ao risco de enfrentar um novo surto inflacionário, alta de juros e volta da recessão mal tendo saída dela em 2017.

É isso que explica a desvalorização do real frente ao dólar este ano, de 25%. Na Argentina, o dólar valorizou 100% frente ao peso. Na Turquia, a desvalorização da lira foi de 74%.

O agravamento da crise na Argentina afeta diretamente o Brasil também pelo lado comercial. Com a volta da recessão do outro lado da fronteira cairão as nossas exportações para o país vizinho.

O auge do comércio bilateral foi em 2011. O Brasil exportou US$22,7 bilhões e importou US$16,9 bilhões, somando quase US$40 bilhões nos dois sentidos.

Em 2012, nossas exportações já haviam caído para US$12,8 bilhões. E com recessão aqui no Brasil, nossas importações da Argentina caíram para apenas US$9,1 bilhões em 2016.





Por: João Borges e Bianca Pinto Lima

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