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Ubiratan Sanderson pede apuração dos fatos à PGR

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O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR), por possível prática de crime de prevaricação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

Sanderson pede que a PGR apure se Dino sabia com antecedência dos ataques em Brasília e, mesmo assim, deixou de mobilizar efetivo policial suficiente.

O documento cita que, conforme divulgado na imprensa, um dia antes dos atos de vandalismo ocorridos contra os prédios dos Três Poderes, no domingo 8, a Agência Brasileira de Inteligência teria informado ao ministro sobre o risco de ataques a prédios públicos.

Na representação, o deputado enfatiza que o aviso também teria sido distribuído ao Sistema Brasileiro de Inteligência, rede que une 48 órgãos, em 16 ministérios, incluindo o de Dino.

“Os efetivos tanto da PF quanto da PRF, subordinados ao ministério, poderiam ser fácil e rapidamente acionados”, diz o documento.

Segundo o deputado, teria sido possível “estruturar uma ação preventiva e efetiva contra os atos”. No entanto, o ministro se “limitou a empregar 150 homens da Força Nacional, número notoriamente insuficiente para conter os atos de vandalismo, indicando a possível existência de uma omissão intencional e premeditada para satisfazer interesses ou sentimentos pessoais, sobretudo político-partidários”.

Para o deputado, a omissão pode ter sido intencional.

“Ficou evidente a euforia que tomou conta do governo Lula a partir dos eventos de vandalismo havidos no último dia 8, chamando a atenção de todos a possibilidade de realmente ter ocorrido uma omissão proposital de quem tinha o dever de agir no âmbito do governo federal, vistas grossas para que o quebra-quebra acontecesse.”

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também representou contra Dino na PGR.

Já o senador Marcos do Val (Podemos-ES) publicou um documento que, segundo ele, prova que Dino e Lula tinham conhecimento das manifestações e “deixaram a tragédia acontecer”. Val pede o afastamento e a prisão do ministro da Justiça.





Por: Redação Oeste

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