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Quando associada a outras causas, número de mortes por hepatite chegam a 654 em todo o estado, entre 2000 e 2016, segundo levantamento do Ministério da Saúde

access_time09/07/2018 19:42

Pelo menos 402 pessoas morreram em Mato Grosso vítimas de hepatites virais entre os anos 2000 e 2016, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Quando a causa da morte foi hepatite associada a outros fatores, o número de mortes sobe para 654, conforme o levantamento.

O balanço do Ministério da Saúde foi divulgado na semana passada, quando ocorreu o lançamento do plano pactuado pelo governo federal com os estados e municípios a fim de eliminar a hepatite C no Brasil até 2030.

Apesar do levantamento apontar a hepatite C como a responsável pela maior parte dos óbitos por hepatites virais no país – e a terceira maior causa de transplantes hepáticos –, em Mato Grosso, a hepatite B foi a protagonista do maior número de mortes entre 2000 e 2016, sendo a causa básica da morte de 187 pessoas e a causa associada em outras 114 mortes, totalizando 301 ocorrências nesse período.

Já a hepatite C consta em 299 mortes registradas no período analisado pelo Ministério da Saúde - sendo a única responsável por 175 dos óbitos registrados.

As hepatites virais dos tipos A e D são aquelas que causaram um número menor de mortes no estado dentro do período recortado pelo governo federal. Enquanto a primeira foi a única causa da morte de 29 pessoas e a razão associada da morte de outras 12 pessoas, a segunda foi responsável por 11 mortes no período analisado e a causa associada de outras duas mortes.

Tipos de hepatites
A hepatite A é transmitida por meio de água e alimentos contaminados por fezes ou pelo contato da mão suja de fezes com a boca.

Já as hepatites B e C são transmitidas por meio do sexo sem proteção e no compartilhamento de seringas, agulhas ou qualquer outro objeto cortante ou perfurante.

A hepatite D também é transmitida pelo sangue e, da mesma maneira que os vírus B e C, exige cuidado com o compartilhamento de objetos, como escovas de dentes, seringas, depiladores e barbeadores portáteis.

No caso das hepatites B e D, a transmissão também pode ocorrer da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Prevenção
De acordo com o governo federal, a vacina para hepatite A está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo oferecida no calendário nacional de vacinação para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos.

A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Na criança, é dada em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos, que não se vacinaram na infância, são três doses.

Conforme o Ministério da Saúde, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país no ano passado e, atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.

A hepatite C acomete, principalmente, os adultos acima de 40 anos. O tratamento com os antivirais de ação direta encontra-se disponível no SUS desde 2015 e apresenta taxa de cura superior a 90%.

A hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa e, como o vírus precisa do outro tipo para reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B, inclusive com a vacinação contra a hepatite B.





Por: G1 MT

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