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Entenda por que massacre próximo a Kiev pode acelerar julgamento da Rússia por crimes de guerra
Cova improvisada em Bucha, na Ucrânia
Foto por: Foto: REUTERS/Zohra Bensemra

Entenda por que massacre próximo a Kiev pode acelerar julgamento da Rússia por crimes de guerra

Dezenas de corpos de civis foram encontrados em Bucha, nos arredores da capital ucraniana, caídos nas ruas e com as mãos amarradas. Líderes da UE e EUA acusam tropas da Rússia, que nega autoria

access_time03/04/2022 18:46

A acusação de que a Rússia cometeu um massacre na cidade de Bucha, a 60 km de Kiev, na Ucrânia, ganhou força neste domingo (3).

O governo dos Estados Unidos e líderes do Reino Unido, Alemanha e França, além da aliança militar Otan, acusaram Moscou de ter cometido crimes de guerra.

A Rússia nega e acusa a Ucrânia de armar uma cena falsa de crime.

O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, disse à Reuters que as forças russas estupraram, mataram e atiraram contra civis. 

Reznikov disse que advogados e funcionários do governo se reuniram no sábado para discutir “crimes de guerra” cometidos durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Ele defendeu que “novos Julgamentos de Nuremberg” sejam realizados – em referência aos tribunais que condenaram crimes nazistas na Segunda Guerra Mundial.

"Esta não é uma operação especial, não são ações policiais" disse em um aeroporto destruído próximo a Hostomel, na região de Kiev. "São racistas comuns, fascistas, e são desumanos, que simplesmente cometeram crimes contra civis, estupraram, mataram, atiraram na nuca. O mundo inteiro precisa saber disso."

Corpos nas ruas

Reznikov se referia aos corpos que foram encontrados no sábado (2), quando tropas russas deixaram a cidade, junto a diversos outros nos arredores de Kiev, depois de um forte embate entre soldados dos dois lados na região. Na semana passada, Moscou havia prometido recuar na área.

A diferença da gravidade deste episódio para outras denúncias de assassinato de civis por tropas russas ao longo da guerra é que, neste caso, imagens foram registradas por veículos como a BBC e as agências de notícias Reuters, Associated Press e France Presse logo depois das tropas ucranianas retomarem o controle da cidade. Fotos e vídeos mostram dezenas de corpos de civis pelo chão nas ruas. Alguns deles, segundo relato das agências, tinham as mãos amarradas.

Em áreas do país ainda controladas por tropas russas, como é o caso de Mariupol, o acesso da imprensa é quase impossível. Lá, uma equipe da Associated Press chegou a ser retirada à força.

O prefeito da cidade de Bucha disse que há 280 corpos em uma só vala comum na cidade, o que autoridades e equipes de buscas tentam verificar. Até agora, as forças de resgate encontraram 57 pessoas mortas em uma vala comum.

O que define se o caso é crime de guerra

O Tribunal Internacional de Haia, corte responsável por julgar violações e crimes cometidos em conflitos no mundo inteiro, define um crime de guerra como "uma brecha grave" das Convenções de Genebra. Essas convenções foram feitas após a Segunda Guerra Mundial e estabeleceu normas e limites para o mundo inteiro.

As acusações contra Vladimir Putin devem ser denunciadas ao Tribunal e, mesmo com evidências como imagens, podem levar anos para serem julgadas, além de enfrentar diversos desafios jurídicos, segundo avaliam juristas consultados pela agência de notícias Reuters.

O primeiro grande desafio é confirmar a autoria de tropas russas nos assassinatos de civis, o que vai além de acusações dos líderes de Estado. No caso de Bucha, a Rússia acusa o governo da Ucrânia de armar uma notícia falsa.

Em nota, o Ministério de Defesa da Rússia afirma que as imagens são "outra produção do regime de Kiev para os meios de comunicação ocidentais". Moscou negou que seus soldados tenham matado civis em Bucha.

As imagens, no entanto, podem acelerar o processo.

Líderes condenam mortes de civis em Bucha

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chamou neste domingo (3) o episódio de "genocídio" e pediu à comunidade internacional mais sanções. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já anunciou que aumentará as represálias a Moscou depois do episódio.

"Os desprezíveis ataques da Rússia contra civis inocentes em Irpin e Bucha são mais uma prova de que (o presidente russo Vladimir) Putin e seu exército estão cometendo crimes de guerra na Ucrânia", afirmou o britânico em um comunicado.

O secretário de Segurança dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que as imagens são um "soco no estômago" e apontou a Rússia como responsável pelos assassinatos.

O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, também condenou explicitamente Moscou, que, segundo ele, "sentirá os efeitos" das retaliações. Em Berlim, o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, declarou que "os crimes de guerra cometidos pela Rússia estão visíveis aos olhos do mundo. As imagens de Bucha me abalam, elas nos abalam profundamente."

No início de março, o Ministério Público da Alemanha havia aberto um inquérito sobre suspeitas de crimes de guerra por militares russos na invasão da Ucrânia. Mas esta é a primeira vez que representantes do primeiro escalão político alemão classificam assim as ações do exército invasor.





Por: Por g1

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