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3ª Fase da Operação Tapiraguaia é feita em Mato Grosso — Foto: Polícia Federal de Mato Grosso/Assessoria

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Nove medidas cautelares expedidas pela Justiça Federal foram cumpridas em Cuiabá, São Félix do Araguaia e Serra Nova Dourada, municípios de Mato Grosso

access_time17/06/2020 09:05

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizam na manhã desta quarta-feira (17) a 3ª Fase da Operação Tapiraguaia. A operação ocorre em Cuiabá, São Félix do Araguaia e Serra Nova Dourada, municípios de Mato Grosso.

A PF investiga uma associação criminosa voltada à prática de crimes de fraude licitatória, desvio de recursos públicos (peculato) e corrupção ativa/passiva.

São alvos da operação servidores, empresários e o ex-prefeito de Serra Nova Dourada, Edson Yukio Ogatha. A reportagem tenta localizar a defesa dele e dos demais suspeitos.

Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, 3 sequestros de bens, 4 afastamentos de função pública e 1 proibição de contratar com o poder público.

As investigações conduzidas pela Delegacia da PF em Barra do Garças mostram que em 2014 o município de Serra Nova Dourada firmou convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A iniciativa, estimada em cerca de R$ 1,4 milhão, visava à construção de estradas e pontes que beneficiariam o Projeto de Assentamento Bordolândia.

Entretanto, até março de 2017 os serviços não haviam sido executados em sua integralidade pela empresa contratada e os que haviam sido realizados não atendiam às especificações do projeto básico.

Tais fatos resultaram em enormes prejuízos em razão do pagamento de quantidades maiores que as efetivamente executadas.

Além disso, novos pagamentos eram feitos à outra empresa contratada, tendo em vista a anterior ter abandonado a obra sem ressarcir os cofres públicos.

A PF dará sequência às investigações a partir das medidas cautelares hoje cumpridas.

Os bens dos investigados foram sequestrados e permanecerão à disposição da Justiça. Além disso, os suspeitos estão proibidos de contratar com o poder público, sendo afastados das funções que exercem.





Por: G1 MT

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