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Fed se reúne para decidir sobre taxa de juros após críticas de Trump
Presidente do Fed, Jerome Powell (Foto: Aaron P. Bernstein/Reuters)

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Expectativa é que BC dos EUA deverá manter juros e continuar a caminho de duas novas altas até o final do ano

access_time31/07/2018 08:01

O Federal Reserve deve manter as taxas de juros nesta quarta-feira (1), mas sólido crescimento econômico combinado com inflação em elevação devem manter o banco central norte-americano no caminho de dois novos aumentos neste ano, mesmo após o presidente Donald Trump ter elevado as críticas contra a subida dos juros. Atualmente, os juros estãoentre 1,75% a 2% ao ano.

O banco central dos EUA aumentou custos de empréstimo em março e junho, e investidores esperam elevações adicionais em setembro e dezembro. O Fed aumentaram os juros sete vezes desde dezembro de 2015.

Na semana passada, o presidente Trump rompeu décadas de tradição de respeito à independência do banco central ao criticar abertamente o curso da política monetária. Em entrevista, Trump disse: "Não estou satisfeito" com a política de aumentar gradualmente os juros. "Mas, ao mesmo tempo, deixo eles fazerem o que acharem que é melhor".

Na ocasião, o presidente tinha insinuado que o Fed estava impulsionando o dólar, criando, assim, um obstáculo à competitividade das exportações americanas.

O Fed vai anunciar sua decisão nesta quarta-feira às 15h (horário de Brasília). Não há previsão de entrevista coletiva e somente pequenas mudanças são esperadas, comparado ao comunicado pós-reunião do Fed em junho, que enfatizou a aceleração do crescimento econômico, fortes investimentos privados e inflação crescente.

"Eles têm as expectativas exatamente onde eles querem", disse Michael Feroli, um economista do JPMorgan. "Eles podem precisar ajustar as palavras e a linguagem, mas acho que a mensagem geral vai ser a mesma."

Em sua última reunião, em junho, o Fed, elevou a taxa de juros dos EUA pela segunda vez no ano, de 1,5% a 1,75% ao ano para 1,75% a 2%.

A economia dos Estados Unidos cresceu ao ritmo mais rápido em quase 4 anos no segundo trimestre, com consumidores elevando seus gastos e fazendeiros acelerando embarques de soja para a China antes que tarifas comerciais entrassem em vigor no início de julho.

A medida de inflação preferida pelo Fed avançou a um ritmo de 2% no segundo trimestre, também mostraram os dados. Economistas esperam que dados mostrem nesta terça-feira que os preços em junho foram 2% mais altos que um ano antes, igualando a leitura de maio.

Isso significaria dois meses seguidos em que a inflação atingiu a meta do Fed de 2%, depois de ficar abaixo disso por seis anos.





Por: Reuters

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