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Gestores demitidos da Saúde negam dívida de R$ 350 milhões;
Ex-gestores Suelen Alliend, Paulo Rós e Gilmar Cardoso classificaram o relatório como inverídico

Gestores demitidos da Saúde negam dívida de R$ 350 milhões; "Dados são levianos"

Ex-gestores Suelen Alliend, Paulo Rós e Gilmar Cardoso pretender apresentar o próprio balanço

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Os três ex-gestores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, exonerados pelo interventor Hugo Fellipe Lima, negaram que a dívida do setor seja de R$ 350 milhões, como divulgado pelo boletim informativo do gabinete de Intervenção. Segundo eles, os dados são “levianos”.

Conforme o boletim, há um rombo financeiro na ordem de R$ 350 milhões e não há dinheiro em caixa para efetuar o pagamento dessas dívidas.

“Portanto, a situação da saúde de Cuiabá é de evidente colapso financeiro, tendo em vista a existência de dívidas sem o respectivo recurso financeiro para pagamento. O estouro apurado até o momento supera R$ 350 milhões, não havendo dinheiro em caixa para honrar sequer as dívidas mais urgentes da saúde”, destacou trecho do boletim.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (04), a ex-secretária de Saúde, Suelen Alliend, o ex-diretor da Empresa Cuiabana de Súde, Paulo Rós, e o ex-adjunto Gilmar Cardoso, classificaram o relatório como inverídico e divulgado ‘com clara conotação política’.

“Um ato leviano, meramente midiático, ignorando deliberadamente, por exemplo, repasses do Teto MAC, processos em habilitação no Ministério da Saúde e dívidas do Governo do Estado com a Saúde Municipal, restando evidente uma com clara conotação política”, disseram.

Eles ainda pretendem divulgar um levantamento próprio sobre os restos a pagar da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública.

Na nota, também falaram sobre a falta de médicos na Saúde Pública de Cuiabá. Segundo os ex-gestores, a causa é “uma série de eventos que fogem ao âmbito da administração”.

“Quanto à falta de médicos, Suelen Alliend e Gilmar citaram que, infelizmente, a situação possui como causa, uma série de eventos que fogem ao âmbito da administração. Elencaram que em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Tribunal de Justiça, a Secretaria Municipal de Saúde, foi realizada a substituição de profissionais de saúde da rede contratados por profissionais que passaram no processo seletivo simplificado.”

“Entre os exonerados, há muitos médicos que trabalhavam em unidades básicas de saúde. Foram realizados dois processos seletivos, mesmo assim as vagas não foram preenchidas. Ato contínuo, a SMS convocou a realização de concurso público a ser realizado no final deste mês”, continua.

Por fim, se colocaram à disposição dos órgãos de controle para fins de esclarecimentos em relação às informações notadamente equivocadas.





Por: JOÃO AGUIAR DO REPÓRTERMT

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