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Governo Bolsonaro não irá distribuir cargos a partidos, diz Onyx
O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Governo Bolsonaro não irá distribuir cargos a partidos, diz Onyx

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O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ao blog neste domingo (2) que, nas conversas que ele e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, terão com as bancadas nesta semana, o governo eleito mostrará que "está se criando uma nova fórmula de relacionamento", "sem distribuição de cargos".

"Nas conversas, juntamente com o presidente, vamos mostrar e apresentar como vai ser daqui para frente – diferentemente do que aconteceu nas últimas três décadas, o toma lá, dá cá. Estamos criando uma nova forma de relacionamento, inventando uma fórmula, que não tem cargos", afirmou.

Bolsonaro receberá MDB, PRB, PR e PSDB para começar negociações com partidos. Até então, a prioridade do presidente eleito era negociar com bancadas temáticas no Congresso.

Segundo Onyx, ele será o responsável pela articulação política do governo. O futuro ministro da Casa Civil disse que esta "nova fórmula" passará pelo atendimento por bancadas e estados, apesar de registrar que vão "respeitar" líderes partidários. "Vamos dialogar com todos", disse.

Perguntado pelo blog como o governo pretende negociar de forma diferente com partidos que têm práticas fisiológicas, como PR e MDB, ele respondeu: "Foi esta prática que trouxe o Brasil para o momento que ele está hoje. Não vai ter cargos, estamos conversando com as bancadas. Os líderes gostaram. Vamos cuidar dos parlamentares, eles serão respeitados".

Uma das estratégias do novo governo será prestigiar parlamentares em obras nos seus estados, em suas bases eleitorais. "Terão atendimento criterioso nos programas do governo federal, a construção da parceria se dará previamente, a cada circunstância. Parlamentares serão convidados a serem padrinhos de projetos estruturantes, por exemplo, de estradas nos seus estados", declarou.

Onyx montou duas secretarias na Casa Civil: uma para cuidar da Câmara e a outra, do Senado, que serão compostas por ex-parlamentares.

Disputa no Congresso
Sobre o comando no Congresso, ele chamou de "intriga" o bastidor de que ele estaria trabalhando contra a candidatura à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) – do mesmo partido que o ministro – à Presidência da Câmara.

"Intriga. Não tem fundamento. Eu disse ao Rodrigo, junto com [o futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência] Gustavo Bebianno, que não haverá interferência do governo", afirmou.

Ele disse que, no Senado, o governo irá pelo mesmo caminho. "Temos esta tranquilidade", ressaltou.





Por: Andréia Sadi

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