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Grupo de venezuelanos recolhe pedras na fronteira em Roraima, que segue fechada
Fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, segue fechada pelo 8º dia — Foto: Alan Chaves/G1 Roraima

Grupo de venezuelanos recolhe pedras na fronteira em Roraima, que segue fechada

No início da manhã, cerca de 50 pessoas chegaram à fronteira para recolher pedras e rejeitos espalhados pelo chão

access_time01/03/2019 09:57

A fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (RR), amanheceu fechada nesta sexta-feira (1º) pelo 8º dia, mesmo após uma negociação entre os governadores dos estados de Roraima e Bolívar. A expectativa era que a passagem, bloqueada por ordem de Nicolás Maduro, fosse permitida a partir desta quinta (28), o que ainda não aconteceu.

No início desta manhã, cerca de 50 pessoas vindas da Venezuela chegaram à região de fronteira. Elas se reuniram com os militares venezuelanos que bloqueiam a entrada no país vizinho e, em seguida, começaram a recolher pedras e rejeitos que estavam pelo chão.

Na última quarta (27), o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), pediu a liberação da fronteira ao governador de Bolívar, Justo Nogueira Pietri, por questões comerciais.

Também participaram da negociação integrantes do governo de Maduro e o prefeito de Pacaraima (RR), Juliano Torquato (PRB).

"Conversamos com o governador do estado Bolívar, Justo Nogueira, principalmente sobre a abertura da fronteira e a manutenção do relacionamento comercial com a Venezuela. Hoje nós somos importadores de energia, calcário, fertilizantes e combustíveis”, afirmou Denarium na ocasião.

Emergências liberadas
Embora fechada, guardas na fronteira venezuelana têm autorizado a passagem de veículos civis em emergências médicas ou para compra de remédios - o que tem sido frequente. Na tarde da última quinta-feira (28), ao menos quatro carros venezuelanos entraram em território brasileiro.

Nesta manhã, por volta das 9h20 (no horário de Brasília), um outro veículo venezuelano também chegou a Pacaraima em emergência médica.

Alexandra de Acosta, 47 anos, estava em um dos carros liberados pelas forças de segurança venezuelanas para entrarem em território brasileiro por emergência médica.

Ao G1, Alexandra disse que sofre de problemas cardíacos e buscará tratamento em Boa Vista, capital de Roraima. “Estou com passagem comprada num ônibus agora a tarde, meu coração está fraco e não tem tanta capacidade de bombear o sangue. Além disso, tenho pressão alta. Na Venezuela não tenho tratamento pra isso, faltam suprimentos hospitalares”, disse.

Aura Soto, 83, entrou em Roraima acompanhada da filha e três netos. Ao cruzar a fronteira, foi atendida no hospital do Exército em Pacaraima. Mancando, ela diz que passou por cirurgia na cidade venezuelana de Porto Ordaz, está com uma prótese no joelho e é hipertensa.

De acordo com o genro de Aura, que mora em Pacaraima, militares venezuelanos permitiram a travessia da família por um atalho. Um dos militares ainda teria ajudado, carregando a senhora.

Fronteiras fechadas
O presidente venezuelano determinou o fechamento da fronteira com o Brasil para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do presidente autoproclamado Juan Guaidó. Maduro vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

No anúncio, feito de Caracas, o líder chavista afirmou que a passagem entre os países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

A fronteira com a Colômbia também foi fechada por ordem de Maduro. "Nunca antes um presidente da Colômbia havia caído tão baixo e feito o que fez contra a Venezuela como o senhor Duque", disse o venezuelano comparando o presidente colombiano, Iván Duque, ao "diabo".

O Brasil e a Colômbia reconhecem o presidente autoproclamado Juan Guaidó como líder da Venezuela.





Por: G1

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