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Incêndio florestal deixa mais de setenta mortos na Grécia
Soldado segura uma mangueira enquanto um incêndio florestal avança sobre a cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia - 23/07/2018 (Costas Baltas/Reuters)

Incêndio florestal deixa mais de setenta mortos na Grécia

Outras 172 pessoas estão feridas, 11 delas em estado grave; chamas são as piores a atingir o país desde 2007

access_time25/07/2018 07:57

Incêndios florestais em uma cidade turística na Grécia deixaram ao menos 74 mortos, disseram ontem (24) autoridades do país. O fogo começou na segunda-feira (23) ao leste de Atenas, na cidade litorânea de Mati, e provocou cenas impressionantes de residentes sendo obrigados a entrar no mar para fugir das chamas.

“O número de mortos está aumentando”, disse o prefeito de Rafina, Evangelos Bournous, à Skai TV. O município também foi afetado pelas chamas.

Estima-se que outras 187 pessoas ficaram feridas com o avanço das chamas, algumas delas em estado grave. O incêndio é o pior a acontecer na Grécia desde que o fogo consumiu o sul da Península do Peloponeso em agosto de 2007, deixando dezenas de mortos.

Equipes de emergência encontraram um grupo de 26 vítimas, algumas crianças, deitadas juntas perto do topo de um rochedo, em frente para a praia, todas carbonizadas.

“Eles tentaram encontrar uma rota de fuga mas, infelizmente, essas pessoas e seus filhos não conseguiram a tempo. Instintivamente, vendo o fim se aproximar, eles se abraçaram”, disse Nikos Economopoulos, chefe da Cruz Vermelha na Grécia, à emissora grega.

Os bombeiros afirmaram que o incêndio foi controlado em Ática. Continua muito ativo, porém, em Kineta, a 50 quilômetros a oeste de Atenas.

Navios da guarda costeira e outros barcos resgataram quase 700 pessoas que conseguiram chegar ao litoral e retiraram outros dezenove sobreviventes e quatro mortos do mar, informou a guarda costeira.

“Moradores e visitantes na área não escaparam a tempo, mesmo estando a apenas alguns metros do mar ou em suas casas”, disse a porta-voz da brigada de incêndio, Stavroula Maliri.

A maioria das vítimas “morreu nas casas, ou nos automóveis”, segundo o porta-voz do governo grego, Dimitris Tzanakopoulos.





Por: Veja.com

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