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Em entrevista, o ex-presidente do BC e ex-ministro da Fazenda defendeu a autonomia da autoridade monetária e comentou o atual panorama econômico brasileiro

access_time17/02/2023 11:26

Nesta quinta-feira, 16, o Conselho Monetário Nacional, formado pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do Banco Central (BC) se reuniu pela primeira vez em 2023. Na esteira dos ataques do presidente Lula (PT) ao BC, por conta da manutenção da taxa de juros, o conselho optou por não alterar o centro da meta da inflação, que hoje está em  3,25% para 2023 e 3% para os dois anos seguintes, com margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. O ex-presidente do BC e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles disse que é fundamental que Lula pare de atacar a autoridade econômica: “À medida em que o presidente questiona a ação do Banco Central, ataca, demanda que os juros caiam e ataca pessoalmente o presidente do Banco Central, tudo isso gera insegurança sobre o que o vai acontecer na economia e com a inflação”.

“Isso faz com que, na realidade, a economia possa até crescer menos e a inflação possa subir, porque sobem as expectativas e a insegurança. As empresas podem subir os preços inclusive por precaução, para não perder margem e tomar prejuízo. Isso prejudica a todos, prejudica o país e inclusive a gestão do próprio presidente. A melhor atitude que ele poderia tomar é esquecer o Banco Central, tem muita coisa para fazer, o país tá cheio de problemas. O governo tem em campo diversas áreas de ação e acredito que o melhor agora seria deixar o Banco Central trabalhar e controlar a inflação. Enquanto o governo tem que trabalhar em coisas fundamentais, como corte de despesas para que não tenhamos uma expansão de gastos públicos, que também pressiona a inflação. Ao mesmo tempo que tem que se expandir os gastos necessários, como está sendo feito, tem que se fazer também o corte de gastos, que não está na realidade ainda se concretizando”, argumentou.

Para Meirelles, a decisão do Conselho Monetário Nacional foi acertada justamente para manter o controle da inflação no país e não promover uma disparada nos preços: “Acredito que é a melhor opção porque a inflação tem diversos componentes. Tem componentes referentes, por exemplo, à cotação do dólar, referentes ao excesso de demanda quando a economia está muito aquecida. Mas também a expectativa de inflação tem um efeito muito importante, isto é, o que as pessoas esperam da inflação. Se você tem uma indústria, uma loja comercial, que espera uma subida da inflação maior, sobem mais os preços já em antecipação a isso para não perder margem, vai se esperando que os juros vão subir. Então, é uma profecia autorrealizável, na medida em que a expectativa da inflação aumenta”.

“Se aumentar a meta nesse momento, levaria apenas a um aumento da expectativa da inflação. Então, nós teríamos uma taxa de juros alta para conseguir trazer a inflação exatamente para a nova meta. Não haveria uma queda de juros, muito pelo contrário, poderia haver um aumento de juros. Por um lado a expectativa da inflação aumenta, mesmo que a meta tivesse aumentado um pouquinho nós teríamos uma queda da inflação necessária para atingir aquela meta que poderia ser igual ou maior”, explicou.

O economista também rejeitou as falas de Lula contra a autonomia do Banco Central e defendeu a independência da instituição: “O Banco Central opera baseado em critérios técnicos. Da mesma maneira que o Supremo Tribunal ou o Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, operam por critérios técnicos, neste caso jurídicos. No caso do Banco Central são critérios econômicos. É importante que esse tipo de instituição tenha sua independência porque, caso contrário, o governo poderia tentar obter sempre, na política é normal, ganhos de curto prazo. Isso pode oferecer um problema na administração da economia do país”. A respeito da postura do Governo Federal, Meirelles explicou que um Estado que gasta muito pressiona a inflação e fez um apelo por corte de gastos: “No momento em que o Estado gasta muito, tem duas coisas que precisam ser consideradas. Primeiro, que ele não tem esse recurso, ele não está recebendo despesas tributárias suficientes para pagar esse aumento de despesas, então tem que tomar dinheiro emprestado, essa é a primeira questão”.

“São dois fenômenos que acontecem aí. No momento em que o governo toma dinheiro emprestado, ele vai ao mercado tomando dinheiro e pressiona a taxa de juros para cima, é tão simples quanto isso. Ao mesmo tempo, ele injeta dinheiro na economia aquecendo um pouco às vezes acima do que a economia tem capacidade de produzir naquele momento. O que acontece? Também sobe a inflação. Então, nós temos dois fatores inflacionários. Primeiro, quando o governo tem que captar recursos emprestados para gastar cada vez mais, e isso pressiona a taxa de juros. Segundo, quando o governo gastando muito pressiona muito a demanda injetando dinheiro na economia e a economia não está preparada para produzir esse montante. Acontece também outra pressão inflacionária. Portanto, um governo inchado e gastador leva ao aumento da inflação”, declarou. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.





Por: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - 20/02/2018

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