Spigreen
Notícias recentes
Usina de etanol de milho deve gerar 1,2 mil empregos diretos e indiretos em Sinop

Usina de etanol de milho deve gerar 1,2 mil empregos diretos e indiretos em Sinop

access_time05/07/2019 11:09

Durante uma reunião realizada na quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT),

Dono de fazenda embargada por desmate no Pantanal é multado em R$ 1 milhão em MT

Dono de fazenda embargada por desmate no Pantanal é multado em R$ 1 milhão em MT

access_time10/08/2018 07:30

O dono de uma propriedade rural de Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense,

Há um mês da Copa da Rússia, Cuiabá ainda tem 9 obras do Mundial de 2014 inacabadas

Há um mês da Copa da Rússia, Cuiabá ainda tem 9 obras do Mundial de 2014 inacabadas

access_time23/05/2018 06:45

Quase quatro anos se passaram desde a realização da Copa do Mundo no Brasil e, em Cuiabá, nove obras

Milhares de pessoas protestam no Líbano pelo quarto dia consecutivo
Manifestantes tomam ruas de Trípoli, no Líbano, neste domingo — Foto: Omar Ibrahim

Milhares de pessoas protestam no Líbano pelo quarto dia consecutivo

Protestos surgiram depois que o governo propôs novos impostos, parte de medidas rigorosas de austeridade em meio a uma crescente crise econômica

access_time20/10/2019 21:18

Milhares de libaneses foram às ruas neste domingo (20), no quarto dia de protestos contra o aumento de impostos e corrupção.

O movimento, ampliado para várias cidades do país, nasceu de forma espontânea na quinta-feira, após o anúncio de uma tarifa para as ligações feitas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. A medida foi cancelada por pressão das ruas.

Mas a irritação dos libaneses foi canalizada em seguida para a situação econômica e política em geral, em um país onde mais de 25% da população vive abaixo da linha da pobreza, segundo o Banco Mundial (BM).

As manifestações, protagonizadas por pessoas de todas as idades e classes sociais, não dão trégua.

De Trípoli e Akkar, na região norte, até Baalbek, no leste, passando por várias cidades da costa, incluindo Tiro e Sidon, ao sul, e Shouf (leste), os libaneses demonstram seu descontentamento.

Com bandeiras libanesas, os manifestantes gritam "revolução" ou o "o povo quer a queda do regime", principais lemas da Primavera Árabe.

A classe política permanece praticamente inalterada no país desde o fim da guerra civil (1975-1990) e é acusada de mercantilismo em um país com infraestruturas deterioradas, escassez crônica de energia elétrica e água potável, além de um custo de vida elevado.

Depois de um sábado marcado por manifestações em todo o país, os libaneses voltaram às ruas no domingo.

Muitos acreditam que este pode ser o maior protesto até o momento, na véspera do fim do ultimato de 72 horas que o primeiro-ministro Saad Hariri impôs a sua frágil coalizão de governo, abalada por divisões, para que aprove as reformas econômicas.

Hariri insinuou que poderia renunciar caso não consiga a aprovação das reformas. Sua coalizão é dominada pelo grupo do presidente Michel Aoun e seus aliados, que incluem o movimento xiita Hezbollah, que não desejam a saída do primeiro-ministro.

Aliado de Hariri, o partido Forças Libanesas anunciou no sábado a renúncia de seus quatro ministros, uma iniciativa recebida com agitação pelos manifestantes.

Aos gritos de "Todos significa todos", os libaneses exigem a queda de toda a classe política.

No centro de Beirute, sede do governo e que virou o epicentro dos protestos, grupos de voluntários limpavam as ruas. Nas proximidades, os muros foram pintados com frases como: "O Líbano pertence ao povo" ou "A pátria para os ricos, o patriotismo para os pobres".

No sábado, as manifestações aconteceram em um ambiente festivo em todo o país. Em Trípoli, segunda maior cidade do Líbano, tradicionalmente conservadora, a multidão se reuniu na praça Al Nur e dançou ao som de um DJ. Em alguns pontos do país, os manifestantes incendiaram pneus e bloquearam estradas, mas não foram registrados confrontos com as forças de segurança. Em um fato incomum, o protesto atingiu redutos dos poderosos movimentos xiitas Hezbollah e Amal.

Os bancos, fechados desde sexta-feira, não devem abrir as portas na segunda-feira.

Os libaneses expressam irritação com a crise econômica em um país onde a dívida pública alcança mais de 86 bilhões de dólares, ou seja, mais de 150% do PIB.

Manifestantes agitam bandeiras libanesas e gritam "o povo quer derrubar o regime" — Foto: Aziz Taher/ReutersManifestantes agitam e gritam "o povo quer derrubar o regime" — Foto: Aziz Taher/Reuters

Partido retira apoio a governo

No sábado (19), um partido cristão libanês anunciou sua retirada do governo de coalizão, depois que milhares de pessoas foram às ruas no terceiro dia protestos. À noite, o partido Forças Libanesas, aliado do primeiro-ministro Saad Hariri, anunciou a renúncia de seus ministros.

"Estamos convencidos de que o governo é incapaz de tomar as medidas necessárias para solucionar a situação. Consequentemente nosso bloco decidiu pedir a seus ministros que renunciem", anunciou o líder, Samir Geagea.

O anúncio foi comemorado pelos manifestantes em Beirute. Em Trípoli, a segunda cidade do país, alguns celebraram com fogos de artifício. "Eu acho que talvez seja melhor que todo o governo renuncie", disse Ali, manifestante na praça Al Nur de Trípoli.

Apesar de vários políticos pedirem moderação e da intervenção das forças de segurança na sexta-feira, os manifestantes voltaram a se reunir no sábado em várias cidades do país.

O número de manifestantes aumentaram tanto no centro de Beirute quanto em Trípoli, a segunda cidade do país, como também em Tyr (sul), em Akkar (norte) e em Baalbeck (sul). "Revolução, revolução!", gritavam em coro os manifestantes na capital.

Alguns cobriam o rosto com um lenço, depois do gás lacrimogêneo lançado na sexta. "As pessoas querem que o regime caia", insistiram. O novo dia de mobilização lembrou a insurreição popular sem precedentes em 2005, que pôs fim aos 29 anos de tutela síria no Líbano. Os manifestantes bloquearam várias estradas com barricadas.

Durante a manhã de sábado, o Exército liberou as estradas enquanto uma equipe de voluntários limpava as imediações do Parlamento do rastro de destruição deixado na sexta. Em um comunicado, o Exército pediu que os manifestantes atuassem de maneira pacífica, sem atacar os bens públicos e privados".

De acordo com as forças de segurança, 70 pessoas foram detidas no sábado. Mas, durante a tarde, todos os detidos de um dos principais quartéis da polícia da capital foram liberados, segundo a Agência Nacional de Informação (ANI).

A Anistia Internacional pediu às autoridades para "acabar imediatamente com o uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos". As forças de segurança lançaram "enormes quantidades de gás lacrimogêneo contra a multidão, perseguiram os manifestantes pelas ruas [...] e os espancaram", afirmou a ONG em comunicado.

O líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, fez seu primeiro pronunciamento no sábado. "Não queremos que o governo renuncie se esta saída significa que não há governo", declarou, antes de pedir aos libaneses a trabalhar juntos.

Nas últimas semanas, a tensão aumentou no Líbano, onde o agravamento da situação econômica, com o temor de desvalorização da moeda e escassez de dólares nos mercados de câmbio.

O primeiro-ministro Saad Hariri deu prazo até segunda-feira para que os aliados na coalizão - muito dividida - respaldem um pacote de reformas que pretende dar solidez às finanças do governo e garantir o pagamento de vários empréstimos e doações. O atual Executivo de unidade tem o apoio da maioria dos partidos, incluindo o Hezbollah.





Por: G1

Outras notícias

Comentários