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Mina de exploração de zinco, cobre e chumbo, com 400 metros de profundidade deve ser instalada em Aripuanã nos próximos dois anos

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O gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM), Sefarim Carvalho de Melo, afirmou nesta quarta-feira (30) que Mato Grosso tem alto potencial para a exploração de minério. Ele ainda anunciou que, nos próximos dois anos, será implantada, em Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, uma mina de exploração de cobre, chumbo e zinco, associados a ouro e prata.

Ainda segundo o gerente, a área a ser explorada passou por uma pesquisa de especialistas, que identificaram a existência do material mineral e o potencial econômico do local. A perspectiva é de que a região seja explorada por 15 anos.

"A mina polimetálica vai obedecer um padrão internacional. A previsão é de que tenha cerca de 400 metros de profundidade, com capacidade para produzir aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de minério", afirmou o gerente.

Segundo a ANM, os minerais serão extraídos em foram de brita. Posteriormente, passam por um processo de separação. Na primeira fase, faz-se a separação do concentrado de cobre do ouro. Na segunda fase, separa-se o chumbo da prata. Por fim, o zinco é separado.

Posteriormente, já transformados em pó, os minerais são transportados até uma estação ferroviário que fará a destinação. A expectativa é de que os concentrados de zinco sejam processados em Minas Gerais e os demais no exterior, onde serão encaminhados para indústria metalúrgica.

Com relação à distribuição dos recursos oriundos dessa exploração, ele explica que há uma divisão.

"Sessenta por cento do que for arrecadado é destinado ao município onde a mina está instalada, 15% é para os municípios afetados, outros 15% vão para o estado e 10% fica para a União", explicou.

No caso do proprietário da terra, ou seja, do solo explorado, é destinado um "royalty", em um percentual registrado em contrato.

Exploração mineral em MT
De acordo com o gerente da ANM, Mato Grosso tem, atualmente, 130 barragens de mineração. Dessas, 67 são cadastradas e foram vistoriadas no ano passado.

No entanto, Serafim alega que, no Brasil, faltam engenheiros especialistas em construção e segurança de barragens, o que dificulta o processo de fiscalização.

"Essa deficiência vem desde a faculdade, em que não há disciplinas voltadas ao estudo das barragens", destacou.





Por: G1 MT

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