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Nortão almeja barreira sanitária por causa de alto número de casos de Covid-19 no estado vizinho
Peixoto de Azevedo (MT) é um dos municípios que querem barreira sanitária em divisa com Pará

Nortão almeja barreira sanitária por causa de alto número de casos de Covid-19 no estado vizinho

Preocupação das prefeituras de Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte, Novo Mundo e Terra Nova do Norte é a chegada de pessoas do estado vizinho, sem nenhum monitoramento. Pará tem mais de 5 mil casos de Covid-19 e mais de 400 mortes

access_time08/05/2020 19:08

Os prefeitos de cinco municípios de Mato Grosso que fazem divisa com o Pará, se reúnem nesta sexta-feira (8) com o Ministério Público Estadual para discutir sobre a criação de barreiras sanitárias nas entradas das cidades. A preocupação das prefeituras de Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte, Novo Mundo e Terra Nova do Norte é a chegada de pessoas do estado vizinho, sem nenhum monitoramento. O Pará tem mais de 5 mil casos de pessoas infectadas pelo vírus e 410 mortes, até esta sexta-feira.

De acordo com Maurício Ferreira, prefeito de Peixoto de Azevedo, no norte do estado, 90% dos casos registrados no município são de pessoas que chegaram do Pará ou tiveram contato com alguém do estado vizinho. O prefeito explica que o movimento na região costuma ter muitas pessoas saindo e chegando do Pará, inclusive pessoas que saem do estado para serem atendidos em unidade hospitalar em Mato Grosso.

Além disso, ele afirma que cerca de 700 caminhões trafegam entre uma região e outra, por dia.

"A nossa preocupação é que habitantes de cidades como Altamira cheguem na nossa região sem nenhum controle. Nós temos um hospital com 68 leitos, estando 21 deles disponíveis para atender pacientes com Covid-19. Mas se não tivermos nenhum monitoramento sobre quem entra na cidade, o vírus pode se alastrar com a mesma força que está no Pará, onde mais de 400 pessoas já morreram. Se isso acontece, nós não temos estrutura suficiente para lidar com a situação", explica.

A barreira sanitária não deve proibir a entrada de pessoas nas cidades, mas deve monitorar e fazer o controle de quem chega. O estado de saúde das pessoas também devem ser monitorados.

Segundo Maurício Ferreira, as barreiras só não foram feitas ainda porque os municípios precisam de apoio do estado, pois não possuem recursos suficientes para essa fiscalização. Por isso, se reuniram com o MPE, para discutir quais serão os próximos passos para conseguir executar essas medidas.





Por: Kethlyn Moraes, G1 MT

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