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Partido do atual governo da Espanha consegue maior número de votos, mas precisará fazer alianças
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lidera o Partido Socialista. — Foto: Juan Medina/Reuters

Partido do atual governo da Espanha consegue maior número de votos, mas precisará fazer alianças

Partido do primeiro-ministro Pedro Sánchez conseguiu maior número de cadeiras no Parlamento. No entanto, precisará fazer coalizão com siglas menores para garantir permanência no governo

access_time29/04/2019 08:18

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do atual governo, conseguiu o maior número de assentos no Parlamento da Espanha. O resultado das eleições deste domingo (28) confirma o previsto pela pesquisa de boca de urna. Ainda assim, a sigla governista terá de fazer alianças para seguir no poder.

De acordo com as projeções do jornal "El País" com 99,99% das urnas apuradas, a composição do Parlamento da Espanha será a seguinte:

Nova composição do Parlamento da Espanha — Foto: Wagner Magalhães/G1

Partido do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, o PSOE vai se aliar ao Unidas Podemos. Juntos, eles terão 165 deputados dos 350 possíveis. É menos, portanto, do que os 176 necessários para garantir a maioria no Parlamento. A coalizão de esquerda precisará do apoio de alguma das siglas menores.

O resultado é uma clara derrota ao Partido Popular, conservador, que em 2016 conseguiu 137 cadeiras. Assim, dificilmente uma coalizão de direita conseguirá chegar ao governo espanhol: PP, Cidadãos e Vox somam 147 assentos juntos.

A novidade é a entrada do Vox no Parlamento. A sigla nacionalista de direita obteve cerca de 10% dos votos com discurso cético em relação à imigração e a leis de igualdade de gênero, que consideram discriminatórias.

Dias decisivos

Os resultados oficiais das urnas saem nas próximas horas, mas a definição sobre o futuro governo espanhol deve demorar dias. Tudo vai depender da articulação política do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e do PSOE para conseguir formar coalizão majoritária.

O PSOE já garantiu o apoio do Podemos, após o líder Pablo Iglesias admitir participar da coalizão governista.

Sánchez agradeceu pelo apoio da legenda esquerdista e disse que está aberto para dialogar com outros partidos.

As eleições espanholas estavam marcadas para 2020. No entanto, apenas oito meses depois de assumir o cargo, o premiê se viu obrigado a convocar novas eleições em 13 de fevereiro. Na data, o Parlamento rejeitou a proposta de orçamento enviada pelo governo. Opositores admitiram que a manobra foi uma forma de dar um "voto de desconfiança" ao primeiro-ministro.

Quem vai liderar a oposição?

Tanto o PP quanto o Cidadãos afirmaram que vão liderar a oposição de direita ao governo, que muito provavelmente ficará nas mãos de Sánchez. Os maiores nomes dos dois partidos chamaram para si o posto.

"Nós vamos vigiar de perto o governo de Sánchez e o Podemos. Nós agora lideramos a oposição", disse o líder dos Cidadãos, Albert Rivera.

O problema é que o líder do PP também diz que o partido guiará a oposição. Em discurso, Pablo Casado analisou o mau desempenho nas urnas como resultado da "fratura no espaço da centro-direita" e mira agora nas eleições para o Parlamento Europeu.

Em outra linha, o líder do Vox, Santiago Abascal, criticou o PP e evitou falar sobre os Cidadãos. Para o maior nome do partido nacionalista, a legenda tradicional conservadora se tornou "uma direitinha covarde".

O que estava em jogo?

A fragmentação política na Espanha levou a uma indefinição sobre o cenário político antes das eleições. Há uma série de temas que dividiram o posicionamento do eleitorado espanhol. Que temas eram esses?

  • Catalunha - Embora a maioria dos políticos espanhóis se mostre contrária à independência da região, os partidos divergem quanto à forma com a qual o governo deve lidar com o separatismo. Opositores acusaram o governo de Sánchez de ceder demais às exigências dos catalães. Principalmente depois da recente crise com a Catalunha, os partidos nacionalistas pretendem colocar políticas de unificação nacional, como ensino obrigatório do espanhol como primeira língua nas escolas – mesmo naquelas em regiões autônomas.
  • Imigração - A Espanha tem se tornado a maior porta de entrada de imigrantes ilegais da África que cruzam o Mediterrâneo. Em dezembro, um navio com mais de 300 pessoas atracou no sul do país. Outros países europeus, como a Itália, vêm adotando medidas mais duras, o que empurra o fluxo migratório para o território espanhol.
  • Eutanásia - O suicídio assistido, ainda ilegal na Espanha, voltou ao debate no início deste mês após a prisão de um homem de 69 anos acusado de ajudar a esposa a morrer. Ela sofria de esclerose múltipla e havia pedido ao marido que queria a eutanásia "o mais rápido possível". Há um projeto de lei travado no Parlamento espanhol, e os partidos mais conservadores são contrários à legalização.
  • Igualdade de gênero - Os partidos divergem sobre como o Estado deve tratar a igualdade entre homens e mulheres. As siglas mais progressistas pretendem investir mais na prevenção à violência machista e leis para equalizar as oportunidades de trabalho. Os mais conservadores pedem punição severa aos crimes contra a mulher, inclusive com prisão perpétua, mas um dos grupos pede o fim de uma lei sobre violência de gênero sob o argumento de que ela é "discriminatória".
  • Revisionismo da era Franco - Todos os partidos tradicionais da Espanha se colocam em oposição ao regime do ditador Francisco Franco, em vigor no país de 1936 a 1975. No entanto, a legenda nacionalista de direita Vox quer revogar a legislação que proíbe os símbolos da era de Franco e que prevê compensação às vítimas da ditadura.




Por: G1

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