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Áreas estão localizadas em Peixoto de Azevedo e foram adquiridas em terceira praça de leilão

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A empresa Selo Verde Empreendimentos Imobiliários e Participações, que pertence à família da prefeita de Sinop Rosana Martinelli (PL), arrematou as três fazendas entregues pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa à Justiça após acordo de delação premiada.

As fazendas, localizadas em Peixoto de Azevedo (a 700km de Cuiabá), foram arrematadas por R$ 36,1 milhões na última sexta-feira (8) em audiência realizada na 2ª Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá.

São elas: a Fazenda Serra Dourada II (4,1 mil hectares), Fazenda Lagoa Dourada (1,2 mil) e a Fazenda Lagoa Dourada (1,2 mil). Apesar de possuírem matrículas diferentes, as terras são contínuas.

De acordo com a prefeita, a família já possui negócios na região e viu uma possibilidade de ampliá-los com a compra das propriedades. As terras foram avaliadas em R$ 46 milhões.

“A minha família achou interessante arrematar as fazendas do leilão. Achou que seria um bom negócio. Usaremos as terras para exploração comercial que ela permite. A família tem mais outras atividades na região”, disse a prefeita.

As terras arrematadas pela família Martinelli já tiveram duas grandes invasões em 2017. Para a prefeita, no entanto, isso não lhe causa preocupação, visto que a questão já foi resolvida judicialmente.

“Nós compramos a fazenda livre e desembaraçada. O Estado se comprometeu a entregar a área livre e assegurou que na área não teria mais ninguém [em seu interior]. Essa é a responsabilidade do Estado. Ela é entregue com licença e documentações em dia”.

Conforme apurou o MidiaNews, nos bens declarados nas eleições de 2016, a prefeita apontou ser a maior acionista da empresa com 90% das cotas, num montande avaliado em R$ 1,01 milhão.

Trâmites do leilão
O leilão para o arremate das terras teve duração de mais de duas horas e receberam 131 lances. Essa foi a terceira tentativa do leilão, pois nem na primeira e nem segunda praça houve lances para a compra das fazendas.

Conforme o juiz Leonardo Pitaluga, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, o pagamento deve ter o percentual mínimo de 15% quitado no último dia útil do mês de março de 2020, cujo valor será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde a data do certame. Isso se traduz em R$ 5,4 milhões. O restante do valor deve ser pago em 60 vezes, ou seja, em cinco anos.





Por: Midia News

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