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Extintores do prédio incendiado no centro de SP
Foto por: Reprodução/Relatório da Prefeitura

Prefeitura de SP avisou MP que prédio tinha risco de incêndio

Relatório feito em janeiro de 2017 em resposta a um ofício do MPF apontou oito pontos problemáticos em edifício que desabou em São Paulo

access_time02/05/2018 20:25

Um relatório técnico de segurança da Prefeitura de São Paulo datado de 26 de janeiro de 2017 em resposta a um ofício do MPF (Ministério Público Federal) apontou que não havia condições mínimas de segurança contra incêndio no prédio que desabou na madrugada de terça-feira (1º), no Largo do Paissandu (centro de São Paulo)

O documento, assinado por dois engenheiros, apontou oito pontos problemáticos na vistoria. Entre eles, as inadequações nas instalações elétricas, que não atendiam as normas oficiais.

O relatório ainda apontou que o prédio não contava com extintores, os hidrantes estavam inoperantes, não havia iluminação de emergência e sistemas de alarmes, as escadas não tinham corrimãos e os elevadores estavam sem serviço. Os engenheiros ainda relataram que não foi possível acessar a casa das máquinas.

Em nota, a prefeitura disse, que além desse relatório, um outro feito por engenheiro da Prefeitura Regional da Sé "atestou que não havia problema estrutural na edificação". Com base nos dois documentos, "a prefeitura e a Secretaria de Patrimônio da União [ligado ao governo federal] vinham negociando a saída pacífica dos ocupantes do local", informou.

O prédio contava com 22 andares. No entanto, os engenheiros só conseguiram vistoriar até o 10º, pois os outros “encontravam-se bloqueados segundo informado pela liderança do movimento”, conforme aponta o documento.

A reportagem apurou que os moradores precisavam descer dois lances de escadas em cada andar, sendo que do primeiro para o térreo haviauma escada caracol.

O relatório da prefeitura ainda apontou que o prédio era ocupado pelo MLSM (Movimento de Luta Social por Moradia). No entanto, segundo moradores, o prédio era ocupado por diferentes movimentos — incluindo o MSLM — e cada grupo tinha uma liderança.

A reportagem não conseguiu contato com lideranças do movimento apontado como responspavel pela ocupação.





Por: R7

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