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A tragédia aconteceu na Comunidade da Boa Esperança, na Região Oceânica; uma pedra rolou e atingiu ao menos cinco casas

access_time11/11/2018 10:06

Na madrugada deste sábado, após a comemoração do aniversário do menino Arthur Caetano de Carvalho, de 3 anos, um deslizamento derrubou cinco casas vizinhas à da criança no Morro Boa Esperança, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. A tragédia, que matou 14 pessoas, é a segunda pior enfrentada pela cidade. Em 2010,  46 pessoas morreram no Morro do Bumba, no bairro Viçoso Jardim, após intensas chuvas que caíram na cidade. O menino está em estado gravíssimo. A irmã, Nicole, de 10 meses, está entre os mortos, segundo informações da Globo News. A mãe de Arthur uma tia são duas das 11 vítimas resgatadas com vida pelos bombeiros. Com base em relatos de familiares, as equipes trabalham com um total de 4 desaparecidos.

Alguns dos mortos até agora listados pelo Corpo de Bombeiros são: Janete, 55 anos; Maria Madalena, 56 anos; Maria do Carmo, 80 anos; Claudiomar, 37 anos; um menino de 3 anos; uma menina de 9 anos; e uma mulher adulta.

De acordo com a Globo News, a pequena Nicole, de 11 meses, está entre as vítimas fatais. 

Apesar de o Corpo de Bombeiros ainda não ter divulgado todos os mortos, amigos de Amanda Tomaz afirmam que a jovem e o marido estão entre as vítimas fatais. Eles, que ajudam na remoção dos escombros, contaram que a estudante de psicologia foi ao aniversário de Arthur, junto com o marido, o músico Alan Ferreira. O casal não morava na comunidade.

Uma pedra rolou morro abaixo do alto da comunidade e atingiu ao menos cinco casas. Na noite de sexta-feira, os familiares comemoraram o aniversário de Arthur. Ele estava dormindo no momento que sua casa desabou. O caso dele é o mais grave, que sofreu um trauma no tórax. Arthur está internado no Hospital estadual Azevedo Lima.

O Hospital estadual Azevedo Lima, no bairro do Fonseca, em Niterói, recebeu ainda outras cinco vítimas do deslizamento: uma criança em estado estável e quatro adultos. Dois deles já receberam alta e dois permanecem estáveis. Já o Hospital estadual Alberto Torres, localizado em Colubandê, em São Gonçalo, rebeceu um adulto, que apresenta estado estável.

Bombeiros de sete quartéis estão no local da ocorrência. Aproximadamente 80 militares da corporação atuam na operação, que conta com o apoio de cerca de 200 profissionais da Defesa Civil de Niterói, secretarias de Obras, Conservação, Assistência Social, Saúde e Companhia de Limpeza.

Em entrevista ao RJ TV, o secretário estadual de Defesa Civil, Roberto Robadey, culpa a chuva pela tragédia e informa que não havia sirenes de alerta. Robadey afirma que aquela é uma área de risco, mas que não justificava a remoção das pessoas. A previsão para o término das buscas é de 48 horas e, segundo o secretário, é possível que existam outras vítimas fatais.

O Município montou uma base de apoio na Escola Municipal Francisco Portugal Neves, em Piratininga, que está recebendo os desabrigados. A equipe pede para que os voluntários não levem mais doações, pois não há mais lugar para armazenar os donativos.

O governador eleito Wilson Witzel visitou o local nesta tarde e prometeu construir unidades populares para pessoas que moram em áreas de risco:

- Eu só queria manifestar minha solidariedade às vítimas e familiares. Vi que todos os recursos estão mobilizados e há muitos voluntários ajudando por aqui. Agora, na transição de governo, eu vou pegar o mapeamento que existe das áreas de risco, para já em janeiro começar a construção de unidades nas quais serão colocadas essas pessoas em situação de risco. E cobrar que a Prefeitura não deixe as pessoas voltarem para essas áreas. Aquilo que vi ali é bem semelhante a uma área de risco.

Busca por desaparecidos
Durante todo o dia, as equipes presentes no local procuravam por Nicole Caetano, que é neta de Rosemary Caetano, que ficou levemente ferida, foi resgatada e acompanhou as ações de Bombeiros no local. Com o dia ainda claro, os bombeiros retiraram o corpo da bebê dentre os escombros.

Segundo o presidente da associação de moradores, Claudio dos Santos, houve um deslizamento no Morro da Esperança em 2016, que atingiu sete casas e uma pizzaria. Em um primeiro momento, as vítimas teriam recebido aluguel social da Prefeitura, mas sem outras medidas, voltaram aos terrenos, que estavam interditados.  Recentemente, a Prefeitura teria feito uma fiscalização na área. Mas não existia sistema de sirene no local.

- As pessoas voltaram pois não tinham onde ficar. Vão dormir embaixo da ponte?

Também ao RJ TV, o prefeito de Niterói Rodrigo Neves disse que a região não foi definida como prioritária no mapeamento de risco do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro e que, deste modo, não havia casas interdidatas.

"Não foi deslizamento de encosta, mas rachadura de um maciço de Área de Preservação Ambiental (APA), portanto não havia necessidade de contenção de encosta", afirmou Neves.

Sobre a polêmica, o vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL) informa que, em 2005, começou a ser feito um mapeamento de áreas de riscos em Niterói, com a participação da Universidade Federal Fluminense.

- Em 2010, com o acontecido no Bumba e outros morros, acabou fortalecendo a aceleração dos estudos e a responsabilidade dos governos. É fato que há investimentos em andamento para conter esses riscos. Mas o que deve ser verificado agora é se esta área estava mapeada entre as de risco. Segundo a secretária de Planejamento me falou quando cheguei aqui, Giovanna Victer, não estava. E o que teria acontecido seria a rachadura de uma pedra, cujo deslocamento teria arrastado casas. Mas vamos apurar na Câmara se houve uma eventual negligência da Prefeitura.

Ele lamentou ainda:

- Mas nada disso recupera a vida que foi perdida . O que vamos fazer agora é também dar todo o apoio material e psicológico para os familiares.

Em 2010, 46 pessoas morreram na tragédia do Morro do Bumba, que completou oito anos em abril.





Por: Ana Clara Veloso e Rafael Soares

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