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"Situação é grave, mas medo é um pouco exagerado", diz médica

Estado já possui dois casos confirmados do novo coronavírus e infectologista comenta sobre perigos

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A médica infectologista Zamara Brandão, que atua na rede pública em Cuiabá e no Hospital Santa Rosa, afirmou ver certo “exagero” no medo criado pelas pessoas em relação a pandemia do Covid-19 (novo coronavírus).

Segundo ela, se todos adotarem as medidas de prevenção, como a lavagem das mãos com água e sabão, constantemente, a doença pode ser controlada rapidamente.

“Apesar de ser uma doença grave, contagiosa, o medo que as pessoas criaram é um pouco exagerado. O coronavírus morre fácil se a gente fizer a higienização das mãos com água e sabão, álcool em gel. A limpeza de casa com água sanitária. Enfim, se a gente tomar os cuidados, a gente controla essa crise”, afirmou na reportagem.

Mato Grosso já possui dois casos confirmados do novo coronavírus, um em Cuiabá e outro em Rondonópolis. A Secretaria de Estado e Saúde ainda monitora outros 25 casos suspeitos.

A infectologista disse que não será possível quantificar os casos em Mato Grosso, uma vez que os exames só são realizados em pacientes hospitalizados em estado grave.

Ela disse acreditar, porém, que os casos no Estado não devem chegar ao "extremo" como ocorreu em outros países.

“Quando o vírus chegou aqui, nós já tínhamos um conhecimento prévio do que é necessário fazer para se prevenir. Eu tenho a impressão que aqui em Mato Grosso não vai chegar ao extremo como foi na China e na Itália”, afirmou.

“A gente tem que acreditar que as pessoas vão aderir às medidas de prevenção. Se eu faço as medidas de prevenção certinha, isso quer dizer que eu não vou ser infectado e, consequentemente, não serei transmissor do vírus. Se eu não transmito vírus, outras pessoas não vão entrar em contato com o vírus também”, acrescentou.

Estrutura na rede pública
Zamara Brandão disse ver como acertada as medidas adotadas pelas autoridades em prevenção ao vírus, principalmente na recomendação de isolamento de idosos, porque as unidades de Saúde não estão preparadas para receber um alto fluxo de pacientes.

“As autoridades estão muito incisivas em tentar barrar o crescimento, porque a gente não sabe se vai ter leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e respiradores suficientes para todo mundo que ficar doente”, afirmou.

Conforme ela, as pessoas que não tenham sintomas graves como febre alta e falta de ar, devem permanecer em casa para não transmitir o vírus.

Já as pessoas que sentirem os sintomas graves devem procurar uma unidade de saúde mais próxima a sua casa, para ser avaliado por um profissional e seguir os encaminhamentos necessários.

Distância dos grandes centros
Para a infectologista, o fato de Mato Grosso não possuir aeroporto internacional é um fator favorável para que a transmissão no Estado seja pequena.

“Você pode ver que onde espalhou primeiro o vírus foi nas localidades que veio gente de fora. O boom do vírus ocorreu depois do carnaval. Eu acho que com essas restrições que todo mundo já sabe, as pessoas não vão viajar, vão ficar mais em casa e, com isso, vai chegar menos assintomáticos aqui.  Então, vai ter menos transmissão", disse.

Ela frisou, porém, que ainda não há estudos que comprovem que o vírus não sobreviva ao calor.  

“Como esse coronavírus é um vírus que a gente não conhecia, que chegou para nós do Oriente, ainda não tem estudos claros do efeito da temperatura sobre ele. Mas os estudos que temos em relação a outros coronavírus é que ele sobrevive em superfície inanimadas de cinco a noves dias. É um tempo até prolongado”, completou.





Por: Midia News

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