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Energia elétrica de cinco câmpus da UFMT é restabelecida 8 horas após corte no fornecimento

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Em 17 anos, mais de 400 pessoas morreram vítimas de hepatite em MT

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ESPORTE

Flamengo goleia Grêmio e está na final da Copa Libertadores

access_time24/10/2019 11:29

O Flamengo fez história nesta quarta (23) no Maracanã ao derrotar o Grêmio por 5 a 0 e se classificar para a final da Copa Libertadores, onde enfrentará o River Plate, da Argentina. Com uma grande exibição, o rubro-negro contou com gols de Bruno Henrique, Pablo Marí, Rodrigo Caio e Gabigol (duas vezes). Essa é a segunda vez na história que o Flamengo chega a uma final de Libertadores. Na primeira, em 1981, o rubro-negro foi campeão ao derrotar o Cobreloa, do Chile, na decisão. O jogo Apoiado por sua apaixonada torcida, que lotou o estádio do Maracanã, o Flamengo se classificaria para a final com um empate sem gols, ou por uma vitória por qualquer placar após o empate em 1 a 1 no jogo de ida, realizado em Porto Alegre. Já o Grêmio precisava vencer ou alcançar um empate por qualquer placar acima de 1 a 1. O empate em 1 a 1 levaria para a disputa de pênaltis. Mas neste jogo decisivo o técnico português Jorge Jesus queria a vitória, e para alcançar seu objetivo surpreendeu ao optar pela entrada de dois jogadores que retornavam de lesão no time titular, o lateral Rafinha e o meia uruguaio Arrascaeta. Talvez por isso, por ter jogadores fora da forma ideal, mesmo jogando em casa o Flamengo não conseguiu iniciar a partida com o domínio apresentado na partida de ida em Porto Alegre. Assim, as jogadas se concentravam no meio de campo. A primeira chance de gol clara surgiu aos 10 minutos, quando o atacante Gabigol cabeceou com perigo após cruzamento de Everton Ribeiro. Mas a equipe carioca errava mais passes do que o natural, e em uma destas falhas o atacante Everton roubou a bola, avançou pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Maicon chegava para finalizar com perigo, mas Filipe Luís conseguiu cortar. Aos 26 minutos o lateral Rafinha mostrou porque o técnico do Flamengo apostou na sua escalação como titular. Ele cruzou com perfeição para o atacante Bruno Henrique, que, por muito pouco, não abriu o placar. A partir de então a equipe carioca começou a valorizar mais a posse de bola, dando poucas oportunidades ao time gaúcho. E esse domínio se traduziu em chance aos 34 quando o uruguaio Arrascaeta recebeu na direita, avançou e chutou por cobertura, mas o goleiro Paulo Victor consegue defender. Aos 39 o Flamengo chegou novamente com perigo. Gerson tocou em profundidade para Gabigol, que chutou forte para defesa do goleiro do Grêmio. Primeiro gol Mas aos 41 minutos não teve jeito. Everton Ribeiro rouba a bola, passa para Bruno Henrique, que puxou rápido contra-ataque e tocou para Gabigol, que chutou para defesa parcial de Paulo Victor. No rebote Bruno Henrique escorou para abrir o marcador. Esse gol era uma prova de que, após um início igual, o Flamengo começava a se impor com o passar do tempo. E essa superioridade do time carioca ficou evidente com os números do jogo até o intervalo. Flamengo com 63% de posse de bola e 9 finalizações, enquanto o Grêmio tinha 37% de posse de bola e 2 finalizações. Segundo tempo E o rubro-negro começou o segundo tempo com velocidade máxima. E com 1 minuto ampliou para 2 a 0. Arrascaeta cobra escanteio, André corta e Gabigol pega de virada para marcar um golaço. E o que estava bom ficou ainda melhor quando o atacante Bruno Henrique é derrubado pelo zagueiro Geromel dentro da área do Grêmio. O juiz argentino Patricio Loustau, com auxílio do árbitro de vídeo (VAR), assinala pênalti a favor da equipe carioca. Aos 10 minutos Gabigol vai para a cobrança e, com muita categoria, desloca o goleiro Paulo Victor para fazer 3 a 0. Com desvantagem tão grande no marcador o técnico Renato Gaúcho partiu para o ataque com a entrada dos atacantes Pepê e Diego Tardelli. Mas mesmo com estas mudanças, o Flamengo continuou mandando na partida. E o time carioca chegou ao quarto gol aos 21 minutos. Arrascaeta cobrou ótimo escanteio, e o zagueiro espanhol Pablo Marí subiu muito para deixar o seu. E o rubro-negro queria mais. Aos 25 minutos Everton Ribeiro cobrou falta com perfeição para gol de cabeça do zagueiro Rodrigo Caio. Noite histórica no Maracanã. Ao Grêmio, que ficou claramente abatido com o placar, só restou administrar a partida para evitar uma goleada mais elástica, enquanto o Flamengo diminuiu o ritmo satisfeito com a goleada. Com isso, a vitória de 5 a 0 perdurou até o final, confirmando a classificação do time carioca para a final da Libertadores. Final O adversário do Flamengo na final da Copa Libertadores será o River Plate, que, mesmo perdendo por 1 a 0 na última terça para o Boca Juniors, se classificou, pois venceu a partida de ida por 2 a 0. A final da Libertadores, entre Flamengo e River Plate, acontece no dia 23 de novembro no Estádio Nacional do Chile. Ficha técnica: FLAMENGO 5 X 0 GRÊMIO Competição: Libertadores (semifinal). Local: Maracanã, Rio de Janeiro. Juiz: Patricio Loustau (Argentina). Flamengo: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson (Diego) e Arrascaeta (Piris da Motta); Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Bruno Henrique (Vitinho). Técnico: Jorge Jesus. Grêmio: Paulo Victor; Paulo Miranda, Pedro Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Michel, Matheus Henrique e Maicon (Diego Tardelli); Alisson (Thaciano), André (Pepê) e Everton. Técnico: Renato Gaúcho. Gols: No primeiro tempo: Bruno Henrique (41). No segundo tempo: Gabriel (1), Gabriel (10), Pablo Marí (21) e Rodrigo Caio (25).

Grêmio e Flamengo empatam em 1 a 1 na semifinal da Libertadores

access_time03/10/2019 09:33

Grêmio e Flamengo empataram em 1 a 1 no primeiro jogo da semifinal da Copa Libertadores, disputado nesta quarta (2) em Porto Alegre. Os 51.406 torcedores presentes na Arena do Grêmio viram uma partida muito movimentada, na qual o VAR (árbitro de vídeo) teve atuação decisiva. Flamengo melhor Mesmo jogando fora de casa, o time carioca começou melhor a partida. E a primeira chance de gol saiu dos pés de Arrascaeta, que chuta com perigo aos 8 minutos após boa jogada de Bruno Henrique. Um minuto depois é o próprio Bruno Henrique que finaliza com perigo. Após passe de Everton Ribeiro ele avança e chuta forte da entrada da área. A bola ainda raspa na trave do gol de Paulo Victor. Finalmente, aos 10 minutos, Alisson cria a primeira chance do Grêmio. Ele finaliza de fora da área, mas a bola passa por cima do gol. VAR em ação O Flamengo tanto pressionou que chegou a colocar a bola no fundo da rede do gol do Grêmio aos 19 minutos com Everton Ribeiro. Porém, após checar o lance com auxílio do VAR, o árbitro argentino Néstor Pitana anula o gol em razão de falta do atacante Gabriel Barbosa sobre o zagueiro argentino Kannemann. Quatro minutos depois o Flamengo teve novo gol anulado pelo árbitro com auxílio do VAR. Gabriel recebe de Bruno Henrique e chuta para vencer o goleiro Paulo Victor, que falha na defesa. Porém, o camisa 9 do Flamengo estava impedido, por muito pouco, no momento que recebeu o passe. No final do segundo tempo o jogo cai de intensidade. E o empate prevalece até o intervalo. O balanço até este momento é de um Flamengo muito superior, com 66% de posse de bola e 3 chances claras. Já o Grêmio demonstra muito nervosismo e encontra dificuldades de impor seu jogo, não criando nenhuma oportunidade clara. Gols no 2º tempo A segunda etapa começa com a mesma dinâmica, com o Flamengo ocupando o campo do Grêmio, que se posta na defesa em busca de uma oportunidade de contra-atacar. Mas aos 4 minutos o Grêmio chega com perigo. Matheus Henrique lança na ponta direita para Rafael Galhardo, que avança sozinho para cruzar. Porém, a defesa rubro-negra corta para fora. Aos 9 minutos o Grêmio tem mais uma oportunidade clara em cobrança de falta da intermediária. Rafael Galhardo levanta na área. A defesa do Flamengo corta parcialmente e Luan chuta por cima do gol de Diego Alves. Dois minutos depois é a vez de o time carioca levantar a bola na área do tricolor. Everton Ribeiro cobra falta e Rodrigo Caio desvia, mas a bola vai para fora. Aos 13 minutos nova oportunidade do Grêmio. Alisson faz tabela com Tardelli e chuta forte. Mas a bola explode na defesa do Flamengo. O tricolor gaúcho começa a se soltar na partida. E aos 18 minutos o Grêmio tem uma chance muito clara. Em contra-ataque Luan toca em profundidade para Everton, que finaliza forte para defesa da Diego Alves. Um minuto depois o goleiro rubro-negro volta a fazer nova defesa difícil. Matheus Henrique chuta forte de fora da área após trama do ataque gremista. Com o ímpeto ofensivo do Grêmio o Flamengo passa a valorizar a posse de bola para controlar o adversário, e para buscar a melhor chance de gol. E essa oportunidade surge aos 23 minutos. Gerson toca para Arrascaeta, que cruza da direita para a esquerda. Bruno Henrique ganha no alto de Galhardo e cabeceia para abrir o marcador para o Flamengo. Empate gremista Com a desvantagem no placar o Grêmio sai para o ataque e começa a dar espaços para a equipe carioca. E este espaço dá oportunidade ao Flamengo de contra-atacar. E em um destes contra-ataques Willian Arão recebe na área e chuta cruzado. Gabriel aproveita a liberdade e vence o goleiro Paulo Victor aos 34 minutos. Mas o árbitro anula o gol com auxílio do VAR ao indicar impedimento do camisa 9 do rubro-negro. Aos 38 o time carioca tem nova chance clara, desta vez com Bruno Henrique, que avança sozinho pela esquerda, dribla David Braz e chuta com perigo para defesa do goleiro gremista. Mas quando tudo parecia indicar que o Flamengo ficaria com a vitória, o Grêmio consegue empatar com Pepê aos 42 minutos. O Grêmio puxa contra-ataque e Everton recebe na grande área para bater cruzado. O jovem Pepê, que entrou no segundo tempo, aproveita a bola para escorar para o fundo das redes. Empate em 1 a 1, resultado final. Com o placar desta quarta em Porto Alegre fica tudo em aberto para o jogo de volta, que acontece em 23 de outubro no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Com o resultado de hoje, o Flamengo avança com vitória por qualquer placar e empate sem gols. Já o Grêmio precisa vencer ou empatar por qualquer placar acima de 1 a 1. O empate em 1 a 1 leva para a disputa de pênaltis. Ficha técnica: GRÊMIO 1 X 1 FLAMENGO Competição: Libertadores (semifinal). Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre. Juiz: Néstor Pitana (Argentina). Grêmio: Paulo Victor; Rafael Galhardo, David Braz, Kannemann e Bruno Cortez; Michel (Maicon), Matheus Henrique e Luan; Alisson (Pepê), Everton e Diego Tardelli (André). Técnico: Renato Gaúcho. Flamengo: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís (Renê); Willian Arão, Gerson (Piris da Motta) e Arrascaeta; Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Bruno Henrique (Vitinho). Técnico: Jorge Jesus. Gols: No segundo tempo: Bruno Henrique (23) e Pepê (42).

Campeã olímpica Rafaela Silva se defende de acusação de doping

access_time21/09/2019 06:44

A campeã olímpica Rafaela Silva concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) para se defender após ser pega em um exame antidoping realizado durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. A competição foi realizada entre os dias 26 de julho e 11 de agosto deste ano. Também participaram da entrevista o diretor presidente do Instituto Reação (equipe de Rafaela), o ex-judoca Flávio Canto, o bioquímico Luiz Cláudio Cameron e o advogado da atleta no caso, Bichara Neto. Segundo a judoca, exame realizado no dia 9 de agosto deu positivo para uso da substância fenoterol (um broncodilatador). "Dei positivo para fenoterol. Não tomo remédio ou bebida alcoólica, só gel de carboidrato nos intervalos da luta. Não pego garrafinha de ninguém e sempre tive muito cuidado. Estou na mira da Wada [Agência Mundial Antidoping] desde 2009. Sempre fiz meus testes e sempre cumpri a programação. Fiquei sabendo há algum tempo. Mas, como o Flávio falou, não tinha nada concreto ainda, o resultado dos exames. Já competi depois, fiz outro exame e deu negativo." Esse outro exame ao qual a judoca se refere foi realizado em 29 de agosto no Mundial de Judô, em Tóquio. E, segundo Flávio Canto, ele dá força à tese de que a medalhista olímpica é inocente. Contaminação acidental Rafaela afirma que a contaminação pode ter acontecido de forma acidental, durante uma brincadeira com uma criança: "Sempre tive muito cuidado como atleta e nunca imaginaria que pegaria uma criança de 6 meses no colo que faz uso dessa substância. Tenho o costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos. Sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira, e uma das crianças com as quais brinquei fez uso dessa substância. Esta pode ser a forma como [a substância] entrou no meu corpo". “Antes do Pan estive no Grand Slam de Budapeste [Hungria]. Fiquei vendo todos os meus dias, pensando o que podia ter acontecido. E a única pessoa que faz uso dessa substância é a Lara, filha de uma amiga minha do Instituto Reação. Tenho essa mania de dar o nariz para o neném chupar. Como Cameron me explicou, inalo o que ela manda para meu corpo conforme ela chupa meu nariz", diz Rafaela. Sem suspensão A divulgação de que Rafaela foi pega em um antidoping não leva à suspensão preventiva, segundo o advogado Bichara Neto. "Rafaela não está suspensa preventivamente. Vamos defender que ela não deve ser suspensa, pois tem uma versão que mostra que não usou substância para obter vantagem indevida, nem com culpa. Agora, o único processo iniciado é no âmbito Pan-Americano ". “Como não estou suspensa, manterei a cabeça nos treinos e competições. Competir e treinar não vai me atrapalhar, mas também não adianta treinar, competir e não comprovar minha inocência lá na frente", defende Rafaela Silva. Fenoterol O fenoterol é um medicamento de efeito broncodilatador usado para o tratamento de asma brônquica, pneumonia, bronquite e tuberculose. Segundo Cameron, justamente por ter um efeito broncodilatador, o fenoterol “melhora a troca gasosa entre sangue e pulmão, e aumenta a performance".

Campeã olímpica Rafaela Silva se defende de acusação de doping

access_time21/09/2019 06:44

A campeã olímpica Rafaela Silva concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) para se defender após ser pega em um exame antidoping realizado durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. A competição foi realizada entre os dias 26 de julho e 11 de agosto deste ano. Também participaram da entrevista o diretor presidente do Instituto Reação (equipe de Rafaela), o ex-judoca Flávio Canto, o bioquímico Luiz Cláudio Cameron e o advogado da atleta no caso, Bichara Neto. Segundo a judoca, exame realizado no dia 9 de agosto deu positivo para uso da substância fenoterol (um broncodilatador). "Dei positivo para fenoterol. Não tomo remédio ou bebida alcoólica, só gel de carboidrato nos intervalos da luta. Não pego garrafinha de ninguém e sempre tive muito cuidado. Estou na mira da Wada [Agência Mundial Antidoping] desde 2009. Sempre fiz meus testes e sempre cumpri a programação. Fiquei sabendo há algum tempo. Mas, como o Flávio falou, não tinha nada concreto ainda, o resultado dos exames. Já competi depois, fiz outro exame e deu negativo." Esse outro exame ao qual a judoca se refere foi realizado em 29 de agosto no Mundial de Judô, em Tóquio. E, segundo Flávio Canto, ele dá força à tese de que a medalhista olímpica é inocente. Contaminação acidental Rafaela afirma que a contaminação pode ter acontecido de forma acidental, durante uma brincadeira com uma criança: "Sempre tive muito cuidado como atleta e nunca imaginaria que pegaria uma criança de 6 meses no colo que faz uso dessa substância. Tenho o costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos. Sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira, e uma das crianças com as quais brinquei fez uso dessa substância. Esta pode ser a forma como [a substância] entrou no meu corpo". “Antes do Pan estive no Grand Slam de Budapeste [Hungria]. Fiquei vendo todos os meus dias, pensando o que podia ter acontecido. E a única pessoa que faz uso dessa substância é a Lara, filha de uma amiga minha do Instituto Reação. Tenho essa mania de dar o nariz para o neném chupar. Como Cameron me explicou, inalo o que ela manda para meu corpo conforme ela chupa meu nariz", diz Rafaela. Sem suspensão A divulgação de que Rafaela foi pega em um antidoping não leva à suspensão preventiva, segundo o advogado Bichara Neto. "Rafaela não está suspensa preventivamente. Vamos defender que ela não deve ser suspensa, pois tem uma versão que mostra que não usou substância para obter vantagem indevida, nem com culpa. Agora, o único processo iniciado é no âmbito Pan-Americano ". “Como não estou suspensa, manterei a cabeça nos treinos e competições. Competir e treinar não vai me atrapalhar, mas também não adianta treinar, competir e não comprovar minha inocência lá na frente", defende Rafaela Silva. Fenoterol O fenoterol é um medicamento de efeito broncodilatador usado para o tratamento de asma brônquica, pneumonia, bronquite e tuberculose. Segundo Cameron, justamente por ter um efeito broncodilatador, o fenoterol “melhora a troca gasosa entre sangue e pulmão, e aumenta a performance".

Brasil garante vaga em sete finais do Mundial de Natação Paralímpica

access_time13/09/2019 14:44

Ao todo, dez nadadores brasileiros disputaram as provas eliminatórias nesta manhã (13), na piscina do Parque Olímpico de Londres, na Inglaterra. Sete deles asseguraram vaga nas finais que ocorrem esta tarde, a partir das 14h. A pernambuca Maria Carolina Santiago avançou à final dos 100m livre classe S12 (baixa visão) com o melhor tempo (59s81), oito décimos mais rápida que a segunda colocada, a russa Anna Krivshina (1m00s62). Outra brasileira, a paraense Lucilene Souza se classificou em quarto lugar (1min02s19) e também se garantiu na final. A final dos 50m livre classe S8 (lesão abaixo da L4, amputação acima dos dois  joelhos, amputação das duas mãos e diplegia leve) terá a presença do brasileiros Gabriel Cristiano que conseguiu a segunda melhor nota nas eliminatórias (27s06). A melhor foi do grego Dimosthenis Michalentzakis (26s59). A potiguar Cecília Araújo se garantiu na final feminina dos 50m livre classe S8, batendo novo recorde das Américas, cravando o tempo de 30s67. O melhor tempo foi da francesa Claire Supiot (30s56). Outros brasileiros também disputam as finais. Confira os horários abaixo: 14h49 - 50m livre (S8) - Gabriel Cristiano 14h53 - 50m livre (S8): Cecília Araújo 15h10 - 50m livre (S6): Laila Suzigan 15h47 - 100m livre (S12) - Lucilene Sousa e Maria Carolina Santiago 16h37 - 100m livre (S11): Wendell Belarmino e Matheus Reine Três medalhas no quarto dia de competições Nesta quinta-feira (12), a potiguar Edência Garcia, de 32 anos, brilhou na piscina de Londres: conquitou a medalha de ouro nos  50m costas classe S3 (lesão completa abaixo da vértera C7, ou incompleta abaixo da C6, e nadadores com quatro membros amputados),  se sagrando tetracampeã mundial  nessa prova. Edênia acumula os títulos mundiais em Mar Del Plata202, Durban 2006 e Eindhoven 2010, quando a brasileira ainda disputava pela classe S4. Em 2012, na Paralimpíada de Londres, na mesma piscina, a brasileira foi vice-campeã e ficou com a prata.  Natural de Campinas, Daniel Dias, conquistou ontem a segunda  medalha nesta edição do Mundial: bronze nos 50m borboleta classe S5 (lesão na medula abaixo da vértebra T1-8, acondroplasia ou hemiplegia). A quinta-feira também foi boa para a potiguar Joana Neves, a Joaninha, que chegou em segundo lugar nos 50m borboleta classe S5 para mulheres, conquistando a prata.  Joaninha já havia ganho um  bronze nesta Mundial.  O Brasil ainda teve grande chance de mais uma medalha no revezamento  4x100m mixto classe: após uma disputa acirrada, o quatetro brasileiro terminou na quarta posição. Até agora, o Brasil soma quatro medalhas de ouro, três de prata e três de bronze, totalizando 11. No quadro geral de medalhas, o Brasilç ocupa a sétima posição. Grã-Bretanha e Itáia lideram a competição.

Felipão é demitido do Palmeiras

access_time03/09/2019 08:59

Felipão não é mais o técnico do Palmeiras. No início da noite desta segunda-feira, a diretoria do clube se reuniu e optou pela demissão da atual comissão técnica, contratada em agosto do ano passado e que conquistou o Brasileirão de 2018. Mano Menezes, que deixou o Cruzeiro em agosto, é visto no clube como primeira opção para assumir o comando do Verdão. Luiz Felipe Scolari não participou do encontro com os dirigentes e recebeu a notícia de Alexandre Mattos, em sua casa em São Paulo. A pressão nos bastidores do clube aumentou após os resultados negativos recentes. Na terça-feira, o Verdão foi eliminado pelo Grêmio na Libertadores. No domingo, o time palmeirense perdeu por 3 a 0 pelo Flamengo, pelo Brasileirão. A derrota no Rio de Janeiro fez o Palmeiras aumentar para sete rodadas a sequência de jogos sem vitória no torneio nacional. Líder antes da Copa América, os alviverdes caíram para a quinta colocação. Deixam também o Verdão os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli. Esta foi a terceira passagem de Felipão pelo Palmeiras. Ele conquistou a Copa do Brasil de 1998 e 2012, a Copa Mercosul de 1998, a Libertadores de 1999, o Torneio Rio-São Paulo de 2000 e o Brasileiro de 2018. Em 2018 e 2019, Scolari comandou o Verdão em 77 jogos, com 46 vitórias, 21 empates e 10 derrotas. No total, são 485 jogos pelo clube palmeirense, com 238 vitórias, 132 empates e 115 derrotas. Confira nota oficial do Palmeiras: A Sociedade Esportiva Palmeiras decidiu, no início da noite desta segunda-feira (2), encerrar o vínculo de trabalho com o treinador Luiz Felipe Scolari. Juntamente com ele, deixam os cargos os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli. O clube reafirma seu respeito e admiração por toda a história do técnico Felipão no Palmeiras. Em relação a esta recente passagem, o Alviverde agradece por todo o trabalho e dedicação, que resultaram na conquista do Campeonato Brasileiro de 2018.

Confiança e estilo ofensivo: o que mudou no Cruzeiro entre as semifinais da Copa do Brasil

access_time03/09/2019 08:52

Com outro astral e mais confiante. É desta forma que o Cruzeiro chega para o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, contra o Internacional, nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre. A mudança teve início justamente após a Raposa perder o confronto de ida, no Mineirão, por 1 a 0, no dia 7 de agosto. Depois da partida, ainda no Mineirão, a diretoria cruzeirense comunicou a saída do técnico Mano Menezes. Alguns dias depois, o Cruzeiro anunciou a contratação de Rogério Ceni, que estava no Fortaleza. Em pouco tempo, o novo comandante promoveu mudanças significativas na forma de jogar, e as consequências foram positivas. O GloboEsporte.com lista alguns aspectos importantes que fazem o torcedor cruzeirense confiar numa reação, já que o Cruzeiro precisa vencer o Internacional por dois gols de diferença, para se classificar para mais uma decisão de Copa do Brasil - a terceira consecutiva. Triunfo cruzeirense leva a disputa da vaga para os pênaltis. Estilo ofensivo Nada de esperar e jogar em cima do erro do adversário. A chegada de Rogério Ceni trouxe ao Cruzeiro uma postura ofensiva. Isso, levando-se em conta todos os cuidados defensivos, casa bem com a necessidade que o time tem de vencer o Internacional no Beira-Rio. Desde que assumiu a equipe, Ceni tem treinado muito a saída de bola em velocidade do setor defensivo, toques rápidos entre os jogadores e apostado nas finalizações, que aumentaram muito sob a batuta do ex-goleiro. Atacantes na rede! Antes mesmo da chegada de Rogério Ceni, no empate em 2 a 2 com o Avaí, em Florianópolis, quando o Cruzeiro foi comandado por Ricardo Resende, treinador da equipe sub-20, os atacantes cruzeirenses fizeram as pazes com o gol. O jejum do setor ofensivo durava oito partidas. Contra o Avaí, Pedro Rocha e Sassá fizeram os gols. Já com Ceni, o time balançou as redes em todos os jogos, e os atacantes também marcaram presença em dois dos três jogos, ambos com Fred, que fez um na vitória de 2 a 0 sobre o então líder do Campeonato Brasileiro, o Santos, e um no empate em 1 a 1 com o CSA, em Maceió. Thiago Neves marcou contra o Santos. Resgate das referências Peças principais do time, que não vinham bem sob o comando de Mano Menezes, voltaram a se destacar com Rogério Ceni. São os casos do meia Thiago Neves e do atacante Fred. O camisa 9 acabou com um jejum de 16 partidas sem marcar gol e deixou sua marca em dois jogos, sendo que foi titular apenas contra o CSA. Já TN10, que não fazia gol havia seis jogos, marcou diante do Santos e retomou a confiança para liderar a equipe cruzeirense. Jovens valores Está certo que alguns casos foram por força maior, como os zagueiros Fabricio Bruno e Cacá, que ganharam oportunidades por causa das condições físicas de Dedé e Léo, mas os jovens também ganharam espaço com Rogério Ceni. Fabricio Bruno fez dupla titular com Dedé na partida contra o Santos. No segundo tempo, Dedé deu lugar a Cacá. Contra o CSA, com "o Mito" vetado, os dois jovens zagueiros atuaram juntos desde o início. Diante do Vasco, ainda sem Léo, Fabricio Bruno e Dedé voltaram a jogar juntos. Quem também tem ganhado chances é o meia David, que foi titular nos três jogos sob o comando de Ceni. A característica de velocidade do jogador é um ponto que agrada ao treinador. Além dele, o jovem Mauricio, de 18 anos, entrou contra o Vasco e fez o gol da vitória da Raposa. Fááááááábio! Se o camisa 1 já tinha a confiança do torcedor e da comissão técnica, ela ainda passou a ser maior pelo pênalti - mais um - defendido por Fábio na vitória de 1 a 0 sobre o Vasco, no domingo, no Mineirão. Quando o jogo estava empatado em 0 a 0, Yago Pikachu cobrou a penalidade, que ele mesmo sofreu, e o goleiro cruzeirense fez grande defesa. Vale lembrar que o bom retrospecto de Fábio em penalidades é trunfo cruzeirense, caso o time vença o Internacional por um gol de diferença e leve a disputa da vaga para os pênaltis.

Em Lima, Brasil bate recorde histórico com 308 medalhas

access_time02/09/2019 09:52

Disputado oficialmente desde 1999, os Jogos Parapan-americanos têm agora o Brasil como o dono da melhor campanha de todos os tempos: 308 medalhas, 124 ouros, 99 pratas e 85 bronzes. Essa é a quarta vez seguida que a delegação verde e amarela lidera o quadro de medalhas. A marca anterior era do México, que em casa na primeira edição, havia conquistado 307 pódios (121 ouros, 105 pratas e 81 bronzes). “A nossa meta interna no Comitê sempre foi superar os números de Toronto. Não só em medalhas, mas queríamos estar em mais finais, trazer a maior delegação, ter mais mulheres, contar com o maior número possível de atletas de classes baixas. Sempre apostando muito nos jovens. E acho que tudo isso foi alcançado”,  disse Alberto Martins, diretor técnico e chefe da missão brasileira em Lima.  A delegação brasileira ultrapassou a marca de medalhas de ouro quando Evelyn Oliveira, Mateus Carvalho e Antônio Leme, na classe BC3 da bocha, superaram o time canadense na final por 4 a 3.  Lauro Chaman, do ciclismo, bateu o recorde total de pódios. Na prova de resistência C4-5, ele foi o mais rápido completando os 80 km em 2h17m43. Destaques Quase metade das medalhas brasileiras veio das piscinas. A equipe da natação ficou com 127 conquistas, sendo 53 ouros. Há quatro anos, em Toronto, o Brasil conseguiu 104 medalhas, sendo 38 ouros. No Halterofilismo, o Brasil também liderou com folga o quadro de medalhas. Foram 16 medalhas, sendo seis ouros. Em Toronto, o Brasil ganhou oito medalhas na modalidade.  “ A natação superou muito as nossas expectativas. Já esperávamos bastante. Mas ficou acima do que queríamos. O Halterofilismo tem uma regra muito confusa. É difícil haver uma unanimidade entre os árbitros. Há sempre uma interpretação. Por isso, acho que os nossos atletas foram muito bem. Projeção para Tóquio 2020 Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a delegação brasileira em Tóquio, nos Jogos Palalímpicos, terá entre 350 e 400 pessoas, sendo aproximadamente 250 atletas. “Ainda é bastante cedo para termos uma meta de resultados. Precisamos esperar os Mundiais de natação, agora em setembro, de Atletismo, no final do ano, e os próximos até Tóquio para podermos delimitar melhor os nossos adversários. Mas, é claro que a China é fortíssima. Rússia voltando é uma forte candidata à um posto no Top 5. Canadá e Estados devem ir com delegações bem diferentes dessas que estiveram aqui em Lima. Serão fortes rivais”, projeta Alberto Martins.  Nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016, o Brasil finalizou a sua participação em oitavo, com 72 medalhas (14 ouros). Entre vários outros, um ponto é observado com muita atenção pela equipe multidisciplinar brasileira: as medalhas de prata. “ Saímos de Lima com 99 pratas. Foram ocasiões nas quais ficamos muito perto do ouro. Queremos entender quais os detalhes que faltaram. E temos gente trabalhando para descobri-los”, completa o dirigente. Mizael Conrado e a homenagem a André Brasil “ Foi uma campanha memorável do Brasil, em um dos Parapan-americanos mais difíceis de todos os tempos,” disse o presidente do CPB, Mizael Conrado. Em meio às comemorações, o dirigente fez questão de lembrar de um personagem do paradesporto nacional, o nadador André Brasil ( dono de 14 medalhas em Jogos Paralímpicos e quatro recordes mundiais ), que foi considerado inelegível pelo Comitê Paralímpico Internacional em abril desse ano. “ Por conta de um processo truculento, ele não pôde estar aqui. Mas estamos com ele. O talento dele, com certeza, contribuiu para que o paradesporto chegasse nesse nível. Um pedacinho de cada uma dessas medalhas também é dele.”

Brasil estreia na Copa do Mundo de Basquete vencendo Nova Zelândia

access_time01/09/2019 11:19

A seleção brasileira masculina de basquete venceu a Nova Zelândia neste domingo (1) por 102 a 94 e estreou com o pé direito na Copa do Mundo de Basquete, disputada na China. Diante de um time bastante rápido, o Brasil sofreu no início do jogo, mas contou com grandes atuações dos veteranos convocados pelo técnico Aleksandar Petrovic para deslanchar no terceiro quarto e conquistar um importante triunfo para a sequência do torneio. Leadrinho, cestinha com 22 pontos, e Alex, com 12 pontos dos 14 pontos anotados no jogo no terceiro quarto, vencido pelo Brasil por 28 a 12, foram os principais nomes da seleção brasileira na estreia. Também se destacaram Marquinhos, que fechou o duelo com 12 pontos, e Cristiano Felício, que contribuiu com 7 pontos e 13 rebotes, e Rafa Luz, bastante consistente, que anotou outros 15 pontos. Próximo adversário é a Grécia O Brasil terá pela frente na segunda rodada a Grécia, de Giannis Antetokounmpo, um dos principais astros da NBA, que enfrenta a seleção de Montenegro ainda hoje. As quatro seleções compõem o grupo F. Para avançar à próxima fase da Copa do Mundo de Basquete, o Brasil precisa ficar entre os dois primeiros da chave. No entanto, o principal objetivo da seleção é conquistar uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2020. Vaga para Tóquio 2020 A Copa do Mundo de Basquete, agora disputada por 32 países, distribui sete vagas para Tóquio. Para carimbar passagem para o Japão, os comandados de Petrovic precisam ser no mínimo a segunda melhor seleção das Américas no torneio. Estão na China, além do Brasil, Estados Unidos, Argentina, Porto Rico, Venezuela, República Dominicana e Canadá.

Brasil fecha individual do tênis de mesa com 19 medalhas; 5 ouros

access_time26/08/2019 07:15

Cinco vagas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e 19 medalhas. Esse é o saldo do tênis de mesa brasileiro nas disputas individuais dos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019. Dos 30 integrantes da equipe brasileira, mais de 60% deles subiram ao pódio, nesta primeira parte das competições. Os torneios de equipes começam hoje (25). As medalhas de ouro, o grande objetivo, já que colocam os mesatenistas nos Jogos de Tóquio. E vieram em cinco classes: SM7, com Paulo Salmin; SF4, com Joyce Oliveira; SF8-10, com Danielle Rauen; SM10, com Carlos Carbinatti e, SM8, com Luiz Filipe Manara. Família Manara em festa com bicampeonato A final da classe SM 8 contra Steven Roman, da Costa Rica, foi o jogo mais difícil dos cinco que o paulista Luiz Manara fez até chegar ao bicampeonato. “Nunca tinha estado em um mesmo campeonato que ele. São saques muito eficientes e bolas com muito efeito. Consegui jogar em um nível bem alto que há bastante tempo eu não jogava “, comemora o campeão. A vitória final por 3 sets a 1 foi acompanhada por um ginásio praticamente lotado na Vila Desportiva Nacional, em Lima. Em muitos momentos do jogo, só se ouviam gritos e comemoração de um casal. O pai do atleta, Luiz Carlos Manara, e a mãe, Eliana Ester Manara. “O coração está a mil. A gente acompanha o “Manara” há muito tempo. Estivemos em Toronto, quando ele ganhou dois ouros, nos Jogos do Rio, e agora aqui, em Lima. Foi uma felicidade imensa. Nós somos uma família muito unida, tenho dois filhos. Todo pessoal lá da nossa cidade está torcendo por ele”, diz a mãe, orgulhosa. “As vitórias são sempre sofridas, no sufoco. Mas nós sabemos que ele sente muito mais tranquilo e confiante com a gente aqui por perto”, completa o pai, Luiz Carlos. “As minhas vitórias, o meu empenho e toda a minha dedicação vão ser sempre para eles; meus pais merecem demais. Talvez até mais do que eu”, agradece o bicampeão, Manara. Depois do ponto final e da tão esperada vitória, Manara pulou as placas publicitárias e foi direto abraçar os pais, pegar uma bandeira e partir para inflamar a parte da arquibancada que ficou sensibilizada com a garra e dedicação do brasileiro. “É totalmente espontânea a festa. Quando eu ganhei em Toronto já queria muito ter ido lá, abraçar meus pais. Só que, lá naquele no momento, acabou não acontecendo. Mas, hoje, estar aqui, poder abraçar meus pais e fazer essa festa foi demais.” A mãe do atleta destacou a união dos demais membros da seleção brasileira. “Todos que acabaram ficando pelo caminho no torneio estavam lá e fizeram parte dessa festa.” Deficiência e apoio familiar Devido à falta de oxigenação no cérebro durante o parto, o Luiz Felipe Manara teve com dificuldades de movimentação no lado direito do corpo. O tênis de mesa surgiu na vida dele como forma de fisioterapia, após duas cirurgias. Depois dos Jogos do Rio de Janeiro, o garoto acabou não conseguindo se manter na Seleção Brasileira. Chegou até a pensar em parar de praticar a modalidade. Mas o apoio familiar foi mais forte. “Eles sempre fizeram tudo por mim. Ano passado, eu decidi voltar a treinar forte e tentar a vaga na seletiva brasileira. A minha mãe e o meu pai me deram total apoio e hoje estou aqui festejando com eles”, lembrou. Em São Paulo, em dezembro passado, durante a Seletiva, Manara precisou ser o primeiro para se garantir no Parapan. E o que o pai do garoto fez? Incentivou. “Ele tinha que ser o melhor entre todos os atletas da classe 8 no Brasil. Mas uma das coisas que a gente sempre fala para ele é que quem quer ser campeão tem que ganhar de todo mundo.” E foi isso que ele fez em São Paulo, na Seletiva, e agora, em Lima. O ouro nos Jogos Parapan-americanos colocou o Luiz Manara na segunda Paralimpíada. E fez os pais começarem a mudar de ideia sobre qual vai ser o próximo destino da próxima viagem do casal. “Não sei, vamos ver. Talvez no ano que vem a gente vá mais longe ainda. Estou começando a pegar o “gostinho””, projeta Eliana. O pai confirma: “desde que a gente veio para cá, ela estava falando que não iria para Tóquio. E agora já até postou Rumo a Tóquio, no Facebook.”