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NEGÓCIOS

MT registra duas mortes provocadas por chikungunya em 2018

access_time24/09/2018 14:39

Mato Grosso registra duas mortes ocasionadas por febre chikungunya em 2018, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), na sexta-feira (21). Várzea Grande é o município do estado com mais registros da doença. De 1º de janeiro a 21 de setembro, já são mais de 3 mil casos notificados pela Vigilância Epidemiológica. Em Cuiabá o índices também se elevaram. São 357 casos notificados, contra 143 no mesmo período do ano passado. Dengue No caso da dengue, Várzea Grande também é o município com mais números de casos registrados. São 564 casos, de 1º de janeiro a 21 de setembro, deste ano. Sinop é o segundo município com mais notificações. São 445 registros, de janeiro até o momento. A SES alerta para o início do período chuvoso, época em que os índices das doenças ocasionada pelo mosquito aedes aegypti tendem a se elevar.

Nº de brasileiros que pedem demissão cresce em 2018

access_time24/09/2018 14:11

Embora o mercado de trabalho esteja muito distante do seu melhor momento, a retomada da criação de vagas formais, ainda que em ritmo lento, já tem desencadeado uma movimentação entre os trabalhadores: neste ano há mais brasileiros trocando de emprego por vontade própria. Entre janeiro e agosto, 2,253 milhões de brasileiros pediram demissão de forma espontânea das empresas. O número equivale a 23% do total de desligamentos registrados no país no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Neste ano, há uma ligeira aceleração quando se observa o retrato de 2017. Entre janeiro e agosto do ano passado, 2,105 milhões - ou 21% - dos trabalhadores pediram demissão por vontade própria. Até agosto deste ano, o Brasil criou 568.551 empregos com carteira assinada em todo o país. A expectativa é que o país encerre o ano com saldo positivo, apesar de as expectativas estarem sendo revisadas para baixo diante do crescimento mais fraco. Se os números positivos forem confirmados, será a primeira vez que a economia brasileira vai criar vagas formais de trabalho desde 2014. "Com a retomada do mercado de trabalho, ainda que mais fraco do que o esperado, a quantidade de pessoas que muda de emprego tende a subir", afirma o professor do Insper Sergio Firpo. A demissão espontânea costuma acompanhar os movimentos de melhora e piora do mercado de trabalho. Nos períodos em que o Brasil gerava muitos postos de trabalho, a demissão espontânea chegou a responder por 30% dos desligamentos registrados. Com a crise, a fatia dos trabalhadores que se desligava por vontade própria chegou a cair para 20%. No ano passado, com a menor destruição de vagas - o país fechou 20 mil postos -, os desligamentos por decisão do trabalhador já apresentaram um ligeiro crescimento em relação ao total das demissões. "Inicialmente, quem costuma se beneficiar com esse tipo de movimento é aquele trabalhador mais qualificado", afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Não é necessariamente aquele trabalhador com mais qualificação formal, mas aquele que entende muito do trabalho que faz.” Os dados do Caged apuram o comportamento do emprego formal no país e, por isso, são diferentes da taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que também apura o comportamento do emprego informal. Rede de contatos ajuda na troca A psicóloga Mariana Amaral demorou um ano para conseguir mudar de emprego. Na antiga empresa, onde trabalhou por quatro anos, ela conta que não tinha qualidade de vida. Chegou a fazer duas entrevistas antes de conseguir o emprego atual, mas as possibilidades que apareceram “não mudariam a sua rotina estressante de trabalho”. "Consegui o novo emprego pela minha rede de contatos. Isso foi extremamente importante. Em plataformas online, tive pouco retorno”, diz Mariana. “Emocionalmente falando estou menos cansada no meu novo emprego. Meu trabalho está apenas a meia hora de casa e posso me dedicar mais ao meu consultório." Formada em relações internacionais, Patricia Nogueira Proglhof trocou de emprego em abril. A vontade de deixar a antiga empresa surgiu no fim do ano passado quando se tornou mãe. Antes de a licença-maternidade acabar, já começou a conversar com amigos em busca de indicações. "Consegui emprego em um mês. Foi mais rápido do que eu imaginava", diz Patricia. "O meu problema com o antigo emprego era basicamente com a questão de carga horária. Não tinha horário para entrar e sair. Agora estou com uma carga horário mais acertada." Novas regras do auxílio-desemprego O endurecimento das regras do auxílio-desemprego também pode ter ajudado a aumentar os pedidos de demissões espontâneas. Até 2015, bastava o trabalhador ter ficado seis meses no emprego que ele poderia receber o benefício. Com as alterações, o primeiro pedido só pode ser realizado após 18 meses de trabalho com a obrigatoriedade de ter recebido 12 meses de salário. As mudanças ajudaram a evitar, por exemplo, que patrão e empregado fizessem acordo por uma demissão sem justa causa mesmo quando trabalhador já tinha assegurado outro emprego. "No período de crescimento do mercado de trabalho, aumentava o número de demissões e não de pedidos de demissões. O que se observa nas outras economias é o contrário", diz Firpo, do Insper. "Essas mudanças dificultaram e fizeram com que as pessoas tivessem mais consciência."

Dia 26 acontece a Conferência Intermunicipal de Cultura de Peixoto de Azevedo

access_time20/09/2018 09:07

A 1ª Conferência Intermunicipal de Cultura de Peixoto de Azevedo acontecerá no dia 26 de setembro de 2018 com início às 08h, nas dependências do CCI (Centro de Convivência dos Idosos), sob a coordenação do Departamento Municipal de Cultura. Representantes de sete municípios da Região Norte participarão da Conferência em Peixoto. A Conferência Intermunicipal de Cultura terá como objetivos: I - discutir a cultura mato-grossense nas suas dimensões cidadã, simbólica e de desenvolvimento; II - promover o debate entre artistas, produtores, conselheiros, gestores, estudiosos e pesquisadores, investidores e demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões; III - propor estratégias para descentralizar e democratizar o acesso dos cidadãos à produção e à fruição dos bens e serviços culturais; IV - propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação e controle social na gestão das políticas públicas de cultura; V - aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos e destes com a sociedade civil; VI - fortalecer e facilitar a formação e funcionamento de fóruns e redes de artistas, agentes, gestores, estudiosos e pesquisadores, investidores e ativistas culturais; VII - Propor estratégias para a implantação dos Sistemas Estadual e Municipais de Cultura; VIII - propor estratégias para o desenvolvimento econômico e social a partir da cadeia produtiva da cultura. A Conferência Intermunicipal de Cultura de Peixoto de Azevedo, terá como tema geral: “Cultura como Vetor de Desenvolvimento Econômico e Social”.

Administração Municipal irá realizar o 1º Fomenta Peixoto

access_time11/09/2018 15:59

O evento será realizado no domingo (16), no local do Peixoto Rodeio Show, com início às 15h, entrada gratuita e disponibilizará 30 stands para microempresários, tendo por objetivo fomentar e incentivar o comércio local, a participação popular ao lazer e entretenimento e realização de Mutirão de atendimentos sociais. Durante o 1º Fomenta Peixoto, acontecerá  o “Suas na Comunidade”, a Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com as demais secretarias municipais, entidades e parceiros estarão realizando mais um grande mutirão de atendimentos e orientações. A OAB, Conselho Tutelar, COOGAVEPE, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Uniflor, Cinep, CAE, Apae, Cufa, Departamento de Cultura, são alguns dos parceiros que estarão presentes no evento. Serão realizados atendimentos e orientações na área de assistência social, saúde com atendimentos de médicos, jurídicas, corte de cabelo com a equipe Barbearia WNB e recreação para as crianças com o parque de diversões LIBERADO durante 03 horas. Às 18h terão início as apresentações culturais no Palco do Peixoto Rodeio Show. Será neste domingo (16), a partir das 15h, o 1º Fomenta Peixoto no mesmo local do Peixoto Rodeio Show, na paralela da BR-163 saída para Terra Nova do Norte com entrada LIBERADA. Logo após acontecerá a Final do Rodeio e Show com o cantor Almir Pessoa.

Governo assina decreto e libera atividades econômicas em locais protegidos em MT

access_time07/09/2018 08:30

O governo do estado de Mato Grosso assinou o Decreto 1.647, excluindo a proteção das áreas úmidas (pantanais) das regiões do Araguaia e Guaporé. A medida altera um outro decreto que classificava a Planície Inundável/Pantanal do Guaporé e Araguaia como área de uso restrito. Por meio de nota, a Sema informou que o decreto governamental 1467 de 2018 define como planícies alagáveis a planície formada pelo Guaporé e pelo Araguaia e seus respectivos afluentes conforme o Radam Brasil. "A adequação na nomenclatura foi necessária para que possamos definir as áreas e seus usos sem choque com o regramento específico do Bioma. O ato não traz expressamente a liberação de atividades econômicas na região. Tal como o Pantanal mato-grossense possui lei específica que regulamenta seu uso, as planícies acima citadas também merecem normatizações próprias, conforme deliberações conjuntas feitas entre poder público e sociedade durante reunião pública realizada pelo Ministério Público Estadual em Nova Xavantina na última sexta-feira (31)", diz a nota. Na prática, a partir da assinatura do decreto ficam liberadas atividades econômicas nos locais que, até então, eram classificados como áreas de uso restrito. Áreas úmidas são ecossistemas de diferentes variedades como lagos, manguezais, pântanos, pantanal, dentre outras. O Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), composto por 30 entidades, manifestou-se contra o decreto que retira a proteção das áreas do Guaporé e Araguaia e reforça que elas possuem um valor inestimável para a mitigação das mudanças climáticas. O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da Procuradoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística e das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente Natural da capital, se manifestou contrário a alterações do Decreto 1.031/2017 que retira a proteção das Áreas Úmidas do Guaporé e Araguaia. Para o MPE, a assinatura do decreto vai contra tratados internacionais (como a Convenção de Ramsar) e com os interesses ambientais. O MPE afirmou ainda, por meio de nota, que será investigado como se deu essa alteração e que adotará providências que forem necessárias para o restabelecimento da proteção e promoção de responsabilidade daqueles que se valerem da brecha aberta pelo decreto para fins de prejudicarem as áreas úmidas agora artificialmente desprotegidas.

Crise na Argentina serve de alerta ao Brasil

access_time04/09/2018 07:50

O ajuste fiscal anunciado pelo governo argentino na segunda-feira, que prevê zerar o déficit público até o final do ano que vem, foi um passo corajoso do presidente Maurício Macri. Mas talvez a única alternativa que lhe restava para tentar salvar a economia Argentina do colapso. Por décadas, a Argentina convive com déficit nas contas públicas. Já enfrentou vários momentos de déficit insustentável nas contas externas. Com desequilíbrio nos dois fronts, a Argentina recorreu em vários momentos ao enfretamento com os credores, internos e externos, como resposta a seus crômicos problemas. No limite, deu calote, decretou moratória. Sucesso temporário de público, garantia de fracasso no longo prazo, com tem se verificado durante os sucessivos governos desde a década de 1980. A nova crise pega o país com vento contrário. A situação não está nada favorável para os países emergentes, depois que o Banco Central americano começou a aumentar a taxa de juros. Os investidores fogem do risco para aplicar em títulos do Tesouro americano. Em que medida os problemas enfrentados por Maurício Macri podem atravessar a fronteira e atingir também o Brasil? A alta do dólar, na segunda-feira, é um sinal que merece atenção. A subida da moeda americana frente ao real tem o componente eleitoral como impulso principal. Mas há também contribuição vinda de fora. O que está acontecendo em Buenos Aires desperta preocupações dos investidores sobre o que poderá acontecer no Brasil a partir de janeiro do ano que vem. A crise na Turquia também ajuda a espalhar desconfiança em relação aos países emergentes. No caso de Brasil e Argentina, há diferenças enormes entre a situação econômica dos dois países. Mas nem por isso é tranquila a posição brasileira. A inflação no Brasil deve fechar o ano em torno de 4%. Na Argentina, o governo já admite que pode atingir 40%; O crescimento aqui será modesto, um pouco acima de 1%. Na Argentina o governo prevê recessão de 2%; O volume de reservas cambiais é um diferencial importante a favor do Brasil, tanto em relação à Argentina quanto em relação à Turquia. A frente vulnerável do Brasil é o desequilíbrio nas contas públicas, que tem levado ao aumento da dívida pública. A trajetória é insustentável, segundo visão geral entre economistas. Nesse quesito, o Brasil está em situação muito pior. Por esses dados, fica claro que a alta recente do dólar em relação ao real nada tem a ver com a situação das contas externas do país. Mas com o risco de um futuro governo não for capaz de estancar a sangria da dívida pública, que poderá levar o país ao risco de enfrentar um novo surto inflacionário, alta de juros e volta da recessão mal tendo saída dela em 2017. É isso que explica a desvalorização do real frente ao dólar este ano, de 25%. Na Argentina, o dólar valorizou 100% frente ao peso. Na Turquia, a desvalorização da lira foi de 74%. O agravamento da crise na Argentina afeta diretamente o Brasil também pelo lado comercial. Com a volta da recessão do outro lado da fronteira cairão as nossas exportações para o país vizinho. O auge do comércio bilateral foi em 2011. O Brasil exportou US$22,7 bilhões e importou US$16,9 bilhões, somando quase US$40 bilhões nos dois sentidos. Em 2012, nossas exportações já haviam caído para US$12,8 bilhões. E com recessão aqui no Brasil, nossas importações da Argentina caíram para apenas US$9,1 bilhões em 2016.

Governo argentino pode anunciar hoje pacote de ajuste fiscal

access_time03/09/2018 08:34

O governo argentino pode anunciar nesta segunda-feira (3) um pacote de medidas de ajuste econômico, que devem incluir a redução do número de ministérios e demissões no setor público. Ontem (2), o presidente Mauricio Macri se reuniu com os principais assessores para definir as mudanças. Nesta terça-feira, a Argentina inicia a renegociação do acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho, e que precisa ser revisto diante da nova crise cambial. A última semana foi de alta volatilidade no país, em que o peso perdeu 25% de seu valor em relação ao dólar norte-americano “O que estamos vivendo é uma crise de confiança – não apenas na economia argentina e na capacidade do governo de honrar seus compromissos em 2019, como afirmou o próprio presidente Mauricio Macri – mas também no próprio FMI, como instrumento para nos ajudar para sair dessa situação”, disse à Agência Brasil o analista político Rosendo Fraga. A situação atual é diferente da transformação prometida por Macri, quando assumiu depois de 12 anos de governos de Nestor Kirchner (2003-2007) e de Cristina Kirchner (2007-2015). A inflação de dois dígitos, que Macri herdou e prometeu baixar, já deve superar os 30% até dezembro. Agora, com a última corrida cambial, alguns economistas preveem que será ainda maior. Em um ano, o peso argentino perdeu 104% em relação ao dólar norte-americano, que na Argentina funciona como termômetro da economia. Quando a moeda dos Estados Unidos sobe, os preços na Argentina acompanham, gerando um ciclo inflacionário vicioso. E como os salários ficam atrasados, cai o poder de compra e cresce a pobreza – algo que o próprio presidente já admitiu que vai ocorrer. O governo também reconheceu que o pais está a caminho da recessão, com uma retração de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A decisão, na semana passada, de elevar a taxa de juros para 60%, só piorou o quadro recessivo. É a mais alta do mundo (quase dez vezes maior que a brasileira, de 6,5%). Ainda assim, e apesar do empréstimo de US$ 50 bilhões do FMI (o maior da história do país), o dólar parou de subir somente depois da intervenção do Banco Central, que vendeu reservas – o que , segundo especialistas, é uma situação insustentável a longo prazo e difícil de administrar às vésperas de ano eleitoral. Pesquisas realizadas mostraram que seis em cada dez argentinos desconfiavam da capacidade do FMI em resolver os problemas do país. “Já passamos por isso várias vezes e a história é sempre a mesma: o FMI pede ajuste, o governo faz às custas do trabalhador, entramos em recessão e acabamos dando o calote”, disse o aposentado Adrian Vasquez, de 76 anos. Ele conta que um dos filhos acaba de perder o emprego e o outro teve o salário reduzido pela metade. Rumores Segundo a imprensa argentina, o governo deve eliminar de dez a 12 ministerios (entre eles Ciência e Tecnologia, Cultura, Energia e Agroindústria, que acaba de despedir 548 empregados). Macri também teria decidido substituir o atual chanceler Jorge Aurie por seu ex-ministro da Fazenda, Alfonso Prat Gay. Circulam ainda rumores de que ele trocaria o atual ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, pelo ex-presidente do Banco de La Nación Argentina, o economista Carlos Melconian. A equipe econômica viaja hoje (3) para Washington, para renegociar o acordo com o FMI.

Idosos bloqueiam ruas na Venezuela para exigir pagamento da aposentadoria

access_time03/09/2018 08:23

Depois de passar horas em filas para tentar receber sua aposentadoria em dinheiro, idosos de diferentes cidades da Venezuela protestaram neste sábado (1) bloqueando ruas por não conseguirem sacar o dinheiro nos bancos. O presidente Nicolás Maduro havia anunciado que pagaria este sábado uma parcela da aposentadoria, cujo valor aumentou em 4,2%. Essas declarações confundiram muitos idosos, que pensaram que os bancos abririam. Embora os aposentados tenham recebido em suas contas, muitos foram aos bancos para sacar dinheiro em espécie, que, escasso na Venezuela, é cobiçado pelos comerciantes. Produtos básicos são vendidos até pela metade do preço se pagos em dinheiro. "O presidente disse que iriam pagar hoje e eu vim de Los Teques (arredores de Caracas) e acontece que não é verdade. Sai de casa sem tomar café da manhã", lamentou Cecilia Montañés, de 74 anos, à AFP. Alguns motoristas ficaram aborrecidos com os bloqueios e tentaram passar pela força. Um homem saiu de seu veículo para discutir com os idosos que, alterados, o agrediram. Pequenos protestos foram registrados em diferentes áreas de Caracas e em estados como Zulia, Lara (oeste) e Bolívar (sul). Maduro explicou no Twitter que este sábado pagaria 25% da aposentadoria: 450 bolívares soberanos (US$ 7 de acordo com o câmbio oficial). Diante da confusão, o vice-presidente da área econômica, Tarek El Aissami, disse na televisão estatal VTV que o governo nunca havia dito que a aposentadoria poderia ser sacada nos bancos neste sábado. O aumento da aposentadoria e do salário mínimo (o último em 3.400%) é parte de um programa de reformas econômicas impulsionadas pela Maduro, em meio a uma hiperinflação que poderia fechar em 1.000.000% este ano, de acordo com o FMI.

Nicarágua expulsa missão de Direitos Humanos da ONU

access_time03/09/2018 08:19

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, expulsou nesta sexta-feira (31/08) uma missão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh), dois dias após a delegação ter denunciado a repressão e os abusos cometidos pelo governo contra manifestantes. O governo da Nicarágua afirmou que deu por concluída a visita da delegação, alegando que os motivos que originaram a missão acabaram. "Esse Ministério comunica que está concluído o convite e finalizada a visita", disse o ministro do Exterior, Denis Mocada, na carta enviada ao Acnudh na quinta-feira. Mocada destacou que o governo convidou a delegação para acompanhar uma comissão criada para proteger e desmantelar as barricadas montadas por manifestantes. Segundo Marlin Sierra, diretor-executivo do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), na carta, o governo de Ortega ordenou que a delegação da ONU deixasse o país dentro de duas horas. A missão do Acnudh chegou à Nicarágua em junho deste ano para analisar a crise sociopolítica que o país enfrenta, marcada por violentos protestos contra o presidente. Os atos contra Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo, começaram em 18 de abril, quando a população passou a condenar nas ruas as reformas fracassadas na área de segurança social e a exigir a renúncia do presidente. O governo respondeu às manifestações com violência. Em relatório divulgado na quarta-feira, o Acnudh acusou o governo de cometer violações dos direitos humanos e fazer vista grossa enquanto grupos armados cercavam manifestantes, alguns dos quais foram posteriormente abusados sexualmente e torturados na prisão. A missão afirmou que desde o início dos protestos mais de 300 pessoas foram mortas e 2 mil ficaram feridas. A delegação da ONU, liderada pelo peruano Guillermo Fernández Maldonado, ainda denunciou o governo por dificultar seu trabalho. No relatório, o grupo sugeriu a abertura de um inquérito internacional ou de uma comissão da verdade para evitar que a situação piore no país. Ortega rejeitou o relatório e afirmou que ele é "tendencioso, preconceituoso e notoriamente parcial". O governo alegou ainda que o documento foi influenciado pela oposição. Após a expulsão, o Acnudh disse que fará um acompanhamento remoto da situação na Nicarágua e continuará prestando apoio às vítimas e aos seus familiares. O órgão reiterou ao governo de Ortega a disposição de ajudar as autoridades a cumprir as obrigações internacionais assumidas pelo país em relação aos direitos humanos. "Seguiremos cooperando de perto com as organizações regionais de direitos humanos e com a comunidade internacional", disse o Acnudh, em nota. A presidente do Cenidh, Vilma Núñez, disse que a decisão do governo sobre a delegação da ONU é inédita e defendeu o relatório apresentado pelo Acnudh, que revela "a barbaridade, as atrocidades e as violações dos direitos humanos que estão sofrendo o povo da Nicarágua". Núñez disse ainda que, com a expulsão, Ortega procura evitar que o caso seja tratado na próxima reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 5 de setembro. "Essa decisão inexplicável é inoportuna. Ela reflete o espírito de alguém que se sente completamente perdido e não pode mais esconder sua responsabilidade e a verdade", destacou Núñez, em referência a Ortega. A Nicarágua vive a crise mais sangrenta da história do país em tempos de paz e a mais forte desde a década de 1980, quando Ortega também foi presidente (1985-1990). Há 11 anos no poder, ele enfrenta acusações de abuso e corrupção e afirmou que não pretende renunciar. Os opositores o acusam de ser um ditador e exigem que ele saia ou que haja eleições antecipadas.

MT tem a 5ª maior taxa de fecundidade do país, diz levantamento do IBGE

access_time03/09/2018 07:08

Mato Grosso tem a 5ª maior taxa de fecundidade do país em 2018, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na sexta-feira (31). A média no estado é de 2,06 filhos por mulher. O estado perde apenas para os estados do Amapá (2,11), Acre (2,22), Amazonas (2,28) e Roraima (2,31). O estado também fica na frente na região Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal têm, respectivamente, taxa de 2,02, 1,79 e 1,68. No Brasil, a taxa de fecundidade é de 1,77 filhos por mulher. De acordo com o IBGE, a taxa de fecundidade total é o número médio de filhos nascidos vivos que teria uma mulher, ao fim do período reprodutivo, estando sujeita a um determinado padrão de fecundidade. O período reprodutivo está compreendido entre os 15 e os 49 anos de idade.