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Com as mudanças na tabela de preço mínimo para os fretes no país, os produtores rurais de Mato Gross

POLÍTICA

Combustível gasto pela AL dá para encher tanque 5 mil vezes

access_time12/08/2022 08:13

Os 24 deputados estaduais gastaram no primeiro semestre de 2022 mais de R$ 2,4 milhões em combustível. Os valores referentes aos meses de janeiro a junho estão declarados em relatório postado no Portal da Transparência na Casa de Leis. Com o valor gasto, seria possível encher o tanque de uma caminhonete 5,7 mil vezes. Todos os parlamentaram estão concorrendo no pleito deste ano seja para a reeleição e para a Câmara Federal.   O deputado que mais gastou nos seis primeiros meses do ano foi o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) que empregou R$ 127 mil na aquisição do produto, que tem apresentado altas relevantes durante este ano.   Os deputados Allan Kardec (PSB) e Elizeu Nascimento (PL) também estão entre os que mais usaram o benefício, consumindo R$124 mil em gasolina, etanol e diesel, seguido de Valmir Moretto (Republicanos) que gastou R$ 123 mil em combustível. Líder do governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (União) também foi um dos que mais usou o combustível fornecido pelo poder público. Em seis meses seu gabinete consumiu R$ 122 mil, assim como o deputado Valdir Barranco (PT) que gastou R$ 120 mil.   A proximidade das eleições também influenciou o consumo, só em junho, começo da pré-campanha, os parlamentares gastaram R$ 481 mil. Deputados, que começaram o ano usando em torno de R$ 10 mil em combustível, chegaram em junho com gastos acima de R$ 20 mil.   João Batista (PP) que em janeiro consumiu R$ 13 mil quase dobrou dos seus gastos em junho, abastecendo R$ 24 mil no sexto mês. Dr. João (MDB) que no começo de 2022 consumia R$ 13 mil passou a gastar R$ 25 mil, assim como o Dr. Gimenez (PSB), que de R$ 12 mil foi para R$ 23 mil.   Outro deputado com salto significativo dos gastos foi o presidente da Casa, Eduardo Botelho (União), que gastou em janeiro R$ 8 mil e em junho R$ 25 mil.     Xuxu Dal Molin (União) também teve crescimento nos gastos, de R$ 8 mil subiu para R$ 15 mil. Até mesmo o deputado Ulysses Moraes (PTB), que levanta a bandeira de não consumir recursos públicos, teve aumento em seus gastos com gasolina, no período de pré-campanha. Antes gastando R$ 4 mil, teve um consumo de R$ 12 mil em junho.   Ainda entre os mais gastaram Carlos Avalone (PSDB) R$ 114 mil, Gilberto Cattani (PL) 116 mil, Nininho (PSD) R$ 110 mil, e Thiago Silva (MDB) 101 mil, somando os seis primeiros meses deste ano, que é eleitoral.   Entre os mais econômicos estão Sebastião Rezende (PSC) R$ 73 mil, Lúdio Cabral (PT) R$ 56 mil, Dr. Eugênio (PSB) R$ 82 mil, Faissal (Cidadania) R$ 93 mil, Delegado Claudinei (PL) R$ 96 mil, Wilson Santos (PSD) R$ 90 mil, e Janaina Riva (MDB) R$ 98 mil.

Vereadores em sessão ordinária aprovam Projetos de Lei do Executivo Municipal

access_time12/08/2022 07:33

Na última e 13ª Sessão Ordinária de 2022 da Câmara de Vereadores de Peixoto de Azevedo/MT. Em função das obras de reforma do Plenário das Deliberações da sede do Poder Legislativo, a sessão aconteceu no auditório da Secretaria de Educação e contou com a presença da maioria dos vereadores presentes no município. Durante a sessão foram votados Projetos de Lei do Executivo Municipal em tramite na Casa, sendo que alguns tramitavam em regime de urgência e que foram analisados pelas Comissões Permanentes onde receberam Parecer favorável dos membros de cada Comissão. Dentre as Matérias colocada em votação o requerimento 070/2022 de autoria da Mesa Diretora da Câmara, que solicitava a concessão do regime de urgência simples dos projetos de Lei do Executivo nº 024, 025, 026, 028 e 029/22., sendo dispensados os interstícios mínimos de votação entre o primeiro e segundo turnos, procedendo a votação dos dois turnos naquela sessão plenária conforme segue: Discussão e Votação do Projeto de Lei do Executivo Nº 24, de 01 de julho de 2022. “Dispõe sobre abertura de Crédito Adicional Especial, para inclusão de elementos de despesa e fontes de recursos nas atividades nº 20470 Manutenção da Farmácia Básica e nº 20350 – Real de Eventos, Festas, Cult., Exp e Festiv. e da outras providencias. Comissão de Legislação Justiça e Redação, Finanças e Orçamentos e, Educação Saúde e Assistência Social. Discussão e Votação do Projeto de Lei Municipal N. 025, DE 01 DE JULHO DE 2022. “Dispõe sobre abertura de Crédito Adicional Especial, para aquisição de Academia ao Ar Livre e da outras providencias. Comissão de Legislação Justiça e Redação, Finanças e Orçamentos e, Educação Saúde e Assistência Social. Discussão e Votação do Projeto de Lei Municipal Nº 26, DE 05 DE JULHO DE 2022. “Autoriza o Poder Executivo Municipal a repassar recurso financeiro a Associação denominada Instituto Raoni e dá outras providências”. Comissão de Legislação Justiça e Redação, Finanças e Orçamentos e Educação Saúde e Assistência Social. Discussão e Votação do Projeto de Lei Municipal Nº 28, DE 06 DE JULHO DE 2022. “Cria verba indenizatória para desempenho de atividade delegada, nos termos que especifica, a ser paga aos policias civis que exercerem atividade municipal delegada pelo estado de mato grosso por meio de termo de cooperação celebrado com o município de Peixoto de Azevedo/MT, e dá outras providências”. Comissão de Legislação Justiça e Redação, Finanças e Orçamentos e, Educação Saúde e Assistência Social. Apresentação Discussão e Votação da Emenda Modificativa nº 001/22, de 08 de Agosto de 2022, ao Projeto de Lei do Executivo Municipal nº029/22, de 06 de Julho de 2022. Modifica dispositivo ao Projeto de Lei Municipal nº029/22 e dá outras providencias. Todos estes Projetos de Lei foram aprovados e seguem agora para sanção do Prefeito municipal. Já o Projeto de Lei numero 29, de 06 de julho de 2022, que “Autoriza o Poder Executivo Municipal a repassar recurso financeiro a ACRIVALE - Associação de Criadores do Vale do Peixoto e dá outras providências”, que recebeu parecer favorável Comissão de Legislação Justiça e Redação, Finanças e Orçamentos e, Educação Saúde e Assistência Social, foi retirado da pauta após apresentação de uma emenda de Autoria da vereadora Zal Vacaro (PODE), em função do pedido de vista ao Projeto e a Emenda por parte do vereador Chiquinho Aboiador (UB), aprovado por maioria dos Vereadores presente.

Cartas da USP e da Fiesp pela democracia são lidas no Centro de São Paulo

access_time11/08/2022 11:29

A leitura pública da “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito” aconteceu na manhã desta quinta-feira, 11. O evento foi realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Antes, a carta elaborada pela Fiesp teve leitura no mesmo local. Intelectuais, empresários, economistas e representantes da sociedade civil estão entre os signatários do documento, que conta com mais de 900 mil assinaturas. A leitura do documento começou às 10h da manhã, com o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, abrindo o ato, com um discurso defendendo o processo eleitoral, criticando as fake news e exaltando a soberania popular. “Estar aqui hoje é um dever nosso com a sociedade paulista e brasileira. Estamos aqui para defender democracia, justiça eleitoral e sistema eleitoral com as urnas eletrônicas. Que a vontade do povo brasileiro seja respeitada e soberana”, afirmou. Mais de 65 atos semelhantes são esperados nas capitais e em cidades do interior de todo o país. A presidente seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, Patricia Vanzolini disse que o Brasil não pode sentir saudade’ da democracia. “Não podemos flertar com a ausência dela”, afirmou Vanzolini. O ex-ministro da Justiça. José Carlos Dias, exaltou a união de empresários e trabalhadores para defender a democracia, classificando o dia de hoje como um “momento inédito”. O presidente do Conselho Deliberativo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Horácio Lafer Piva, destacou a importância da defesa da liberdade e das instituições. “Todos estamos preparados para este momento. Todos estão incorporados na história do nosso Brasil. Aqui estão empresas e organizações que compreendem o papel do que é mais sagrado: defesa da liberdade. Defendemos a liberdade das instituições”, afirmou Piva. A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Brezzaz, afirmou que “não pode haver mais espaço para autoritarismo”, e reiterou o compromisso da entidade “em lutar pelo Estado Democrático de Direito que atravesse desafio de superar desigualdades sociais e econômicas”. Dentre as figuras públicas presentes no evento, estão o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Junior – um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff -, o ex-prefeito e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT), o candidato ao Senado Márcio França (PSB), a deputada federal Joice Hasselmann (PSDB), a ex-prefeita da capital paulista Luiza Erundina (PSOL), a cantora Daniela Mercury, a ex-ministra Marina Silva e a campeã olímpica Marta (basquete). Leia a íntegra da carta da Fiesp: “No ano do bicentenário da Independência, reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição Quando do transcurso do centenário, os modernistas lançaram, com a Semana de 22, um movimento cultural que, apontando caminhos para uma arte com características brasileiras, ajudou a moldar uma identidade genuinamente nacional. Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidem nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do 7 de Setembro neste ano. Nossa democracia tem dado provas seguidas de robustez. Em menos de quatro décadas, enfrentou crises profundas, tanto econômicas, com períodos de recessão e hiperinflação, quanto políticas, superando essas mazelas pela força de nossas instituições. Elas foram sólidas o suficiente para garantir a execução de governos de diferentes espectros políticos. Sem se abalarem com as litanias dos que ultrapassam os limites razoáveis das críticas construtivas, são as nossas instituições que continuam garantindo o avanço civilizatório da sociedade brasileira. É importante que os Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – promovam, de forma independente e harmônica, as mudanças essenciais para o desenvolvimento do Brasil. As entidades da sociedade civil e os cidadãos que subscrevem este ato destacam o papel do Judiciário brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e de todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais. A todos que exercem a nobre função jurisdicional no país, prestamos nossas homenagens neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão de futuro. Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvamos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados. Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, em 11 de agosto, estamos a celebrar.” Leia a íntegra da carta da USP: “Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais. Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal. Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular. A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral. Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude. Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos. Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições. Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional. Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão. Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática. Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições. Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona: Estado Democrático de Direito Sempre!!!!”

Veja quem são os candidatos ao Senado por MT em 2022

access_time11/08/2022 06:48

Sete candidatos se apresentaram para a disputa a única vaga aberta ao Senado Federal por Mato Grosso nas eleições de 2022. A votação ocorre no dia 2 do outubro. Os partidos do Estado tiveram até o fim de semana para protocolar as atas das convenções partidárias em que foram definidos os nomes dos postulantes. Os registros dos postulantes ainda serão submetidos a análise da Justiça Eleitoral, que dará aval da homologação dos projetos políticos juridicamente. Confira abaixo quem são os candidatos ao Senado Federal por Mato Grosso: Wellington Fagundes (PL) O senador Wellington Fagundes (PL) concorre à reeleição na chapa do governador Mauro Mendes (União). Ele terá como primeiro-suplente o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho (União) e Joaquim Diógenes Jacobsen (PSB) na segunda-suplência. Fagundes é médico veterinário e presidente do Partido Liberal no Estado. Foi eleito senador pela primeira vez em 2015. Neri Geller (PP) O deputado federal Neri Geller (PP) também disputa ao cargo ao lado da ex-reitora Maria Lúcia Neder (PCdoB), que será sua primeira-suplente e do ex-vice-prefeito de Juína, Luiz Brás (PT), que acompanha na segunda-suplência. Neri é um produtor rural, empresário e político brasileiro, presidente do Progressistas. Foi ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, atualmente, exerce o cargo de deputado federal de Mato Grosso. Antônio Galvan (PTB) Ex-presidente da Aprosoja, o produtor bolsonarista Antônio Galvan, tem como primeiro-suplente Jairo Tomio Ishikawa (PTB) e segundo-suplente Gina Defanti (PTB). Com formação técnica em contabilidade, chegou em Mato Grosso no ano de 1986 e atualmente é produtor rural no município de Vera, Região Norte do Estado. Jorge Yoshiaki Yanai (DC) Representando a Capital do Nortão, o empresário de Sinop (479 km de Cuiabá), Dr.Jorge Yoshiaki Yanai (DC), disputa ao senado com Paulo Cesar (Agir) na primeira-suplência e na segunda-suplência Egberto Barros (DC). José Roberto (Psol) O professor José Roberto (Psol), que tem em sua primeira-suplência o enfermeiro Vanderley da Guia (Psol) e na segunda suplência o vigilante Manoel Melo (Psol). Roberto também presidente do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) em Mato Grosso. Feliciano Azuaga (Novo) O servidor público Feliciano Azuaga (Novo) terá como primeiro-suplente, o arquiteto Nicácio Lemes Jr (Novo). Já na segunda suplência fica o empresário Mauro Japonês (Novo). Feliciano é membro da comunidade de inovação HUBNORTE, professor universitário e ex-diretor de inovação tecnológica na UNEMAT, onde também é pesquisador no departamento de Economia e coordenador do Centro de Informações Socioeconômicas CISE-UNEMAT. Kassio Coelho (Patriota) O vereador Kassio Coelho (Patriota), que tem como primeiro-suplente o Pastor Osmário Daltro (Patriota) e na segunda-suplência a empresária Andrea Scheffer (Patriota). Kassio é membro da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá e representante da bancada evangélica.

Lei que obriga estado a informar localização de radares é aprovada pela Assembleia Legislativa

access_time10/08/2022 17:08

Os deputados estaduais da Assembleia de Mato Grosso (AL-MT) aprovaram, nesta quarta-feira (10), o projeto de lei que torna obrigatória a divulgação de todos os radares de trânsito e o limite de velocidade de cada equipamento. De acordo com a proposta, aprovada em segunda votação, a informação deve estar disponível no site institucional do Executivo. O projeto de lei, agora, segue para sanção ou veto do governo. Conforme o texto, apresentado inicialmente em novembro de 2020, os dados devem ser divulgados com, ao menos, 20 dias de antecedência da instalação dos aparelhos nas vias. A administração pública terá um prazo de seis meses para se adequar às mudanças. O projeto foi aprovado com duas emendas. Uma delas traz detalhes sobre a forma de divulgação dos dados, como, por exemplo, o sentido de instalação do equipamento, identificação do radar com uma numeração fornecida pelo órgão ou entidade que tenha responsabilidade sobre a via, data da última verificação metrológica, número de registro junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), série do fabricante e a empresa responsável pela instalação e manutenção do aparelho.

CHAPA DE MILIONÁRIOS: União tem ex-governador com R$ 31 mi e líder com R$ 24 mi em bens

access_time10/08/2022 08:03

A chapa para deputado estadual do União Brasil, sigla do governador Mauro Mendes, conta com número significativo de milionários. O mais rico é o ex-senador Júlio Campos, que declarou R$ 31 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Além de Júlio, a chapa ainda conta com o líder do Governo, deputado Dilmar Dal’Bosco, que declarou ter R$ 24,6 milhões em bens, e o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho, que diz ter R$ 4,6 milhões em bens. Há também o produtor agropecuário Isac Nascimento, com R$ 3,7 milhões. Todo o montante foi declarado pelos candidatos, nesta semana, no registro de candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A chapa do União Brasil em Mato Grosso registrou 19 candidaturas à Assembleia. A pretensão do partido é fazer cinco cadeiras no Legislativo mato-grossense. O ex-governador Júlio Campos, que tenta a eleição pela primeira vez à Assembleia, declarou R$ 31 milhões, sendo a maioria em "quotas ou quinhões de capital". Veja lista AQUI. Júlio enriqueceu R$ 12,7 milhões desde 2018, quando foi suplente de senador na chapa do tucano Nilson Leitão. À época, ele declarou ter R$ 18,3 milhões em bens, sendo a maior parte em "aplicações e investimentos". O deputado Dilmar DalBosco, que tenta a reeleição, declarou ter R$ 24,6 milhões em bens. A Justiça Eleitoral modificou o sistema de discrição das declarações e não traz detalhes minuciosos sobre os itens. Por isso, a maior parte da declaração do deputado consta como "outros bens imóveis". Se comparado a eleição passada, de 2018, onde Dilmar possuía R$ 22,2 milhões, o deputado enriqueceu pouco mais de R$ 2,5 milhões. Veja lista AQUI. Já Eduardo Botelho, que tenta o terceiro mandato como deputado, declarou ter R$ 4,6 milhões em bens. O maior montante está em uma aposentadoria privada, que soma R$ 1,8 milhão. Veja lista AQUI. Se comparado com a eleição passada, em que declarou R$ 6,6 milhões, o presidente da Assembleia Legislativa "empobreceu" R$ 2 milhões. Veja lista AQUI. O deputado estadual Sebastião Rezende, que tenta a reeleição, declarou ter R$ 736,1 mil. O que chama atenção é que do montante, R$ 700 mil é de dinheiro em espécie. Veja lista AQUI. Se comparado com a eleição passada, o patrimônio do deputado caiu pela metade. Em 2018, ele declarou ter R$ 1,6 milhão. O ex-secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo, que tenta uma vaga à Assembleia, declarou ter R$ 1,1 milhão. Dentre o mais valioso bem está uma casa de R$ 559 mil e um apartamento de R$ 300 mil. Veja lista AQUI. Se comparado com a eleição de 2016, quando Gilberto foi candidato a vereador, o ex-secretário empobreceu. À época, ele declarou ter R$ 2,1 milhões, ou seja, R$ 1 milhão a menos. O deputado estadual Xuxu Dal Molin, declarou à Justiça possuir R$ 1 milhão em bens. Destes, R$ 380 mil é de dinheiro em espécie. Veja lista AQUI. Xuxu enriqueceu cerca de cinco vezes, desde as últimas eleições proporcionais. Em 2018, ele declarou ter R$ 165,9 mil. O ex-deputado Baiano Filho, que tenta retornar ao Legislativo, declarou ter o montante de R$ 685,7 em bens. Entre os mais valorosos está uma casa de R$ 280 mil e um carro de R$ 170 mil. Veja lista AQUI. Novatos O radialista Arlan Catulé declarou ter R$ 467,5 mil em bens. Entre os mais valorosos está um terreno de R$ 100 mil e uma "sala ou conjunto" avaliados em R$ 100. Veja lista AQUI. O ex-assessor especial da Casa Civil Beto Corrêa declarou ter R$ 127 mil em bens, sendo que R$ 115 mil é de um carro e R$ 12 mil referentes a "outros depósitos". Veja lista AQUI. A advogada Ludymila Ferreira Guimarães, a Dra. Ludymila, concorre a sua primeira eleição e declarou ter apenas um carro de R$ 26,5 mil. Veja detalhes AQUI. O empresário Emídio de Souza, que tenta se viabilizar eleitoralmente desde 2004, ora para vereador, ora deputado, declarou ter R$ 746 mil. Veja lista AQUI. O servidor da Justiça Fábio de Oliveira, declarou ter R$1,5 milhão. Destes, o mais valioso é um apartamento de R$ 541 mil. Veja lista AQUI. A empresário Idilene Cabral, que tenta se viabilizar eleitoralmente desde 2008, declarou ter R$ 1,530 milhão, sendo um apartamento de R$1,5 milhão e um veículo de R$ 30 mil. O produtor agropecuário Isac Nascimento declarou R$ 3,7 milhões à Justiça Eleitoral, sendo todos descritos como "outros bens". Veja lista AQUI. O vereador de Tangará da Serra Rogério Silva, declarou ter R$ 263 mil em bens. Veja lista AQUI. A vereadora de Araputanga, Sandra das Botas, declarou ter R$ 57 mil. Veja lista AQUI. A advogada de Juara, Sandy de Paula, que disputa pela primeira uma eleição, declarou ter R$ 163 mil, sendo R$ 106,7 mil referente a um prédio comercial. Veja lista AQUI. A sargento da Polícia Militar, Sandra da Silva, declarou possuir um carro de R$ 49,7 mil. Veja lista AQUI. Por fim, a fisioterapeuta Ilizeth Coenga, a Bebê da Saúde, é a única do União Brasil que declarou não ter nenhum bem em seu nome.

Quatro candidatos concorrem ao governo de Mato Grosso em 2022; veja lista

access_time09/08/2022 08:14

Mato Grosso tem quatro candidatos oficializados ao governo do estado nas Eleições 2022. A Justiça Eleitoral determina que o registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto. O prazo para as convenções partidárias terminou no último dia 5. Já o primeiro turno da eleição está marcado para o dia 2 de outubro e um possível segundo turno será no dia 30 do mesmo mês. Confira a lista dos candidatos ao governo de Mato Grosso em 2022, em ordem alfabética: Márcia Pinheiro (PV)  — Foto: Instagram/Reprodução Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro é a candidata ao governo de Mato Grosso pelo Partido Verde (PV). Tem 54 anos e é natural de Santa Izabel d’Oeste (PR). A candidata, primeira-dama de Cuiabá, é administradora de empresas e pós-graduada em Gestão Pública. A candidatura de Márcia foi confirmada em convenção do PV com o Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Comunista do Brasil (PC do B) realizada na sexta-feira (5).   Mauro Mendes (União Brasil) — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT Mauro Mendes Ferreira é o candidato ao governo de Mato Grosso pelo União Brasil. Tem 58 anos e é natural de Anápolis (GO). O candidato, atual governador, é engenheiro elétrico e empresário. Foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso. Também exerceu a função de prefeito de Cuaibá entre 2013 e 2016. A candidatura de Mauro foi confirmada em convenção do União Brasil realizada na sexta-feira (5). A coligação será formada pelo Cidadania, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Liberal (PL), Partido Republicano da Ordem Social (Pros), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Podemos e Republicanos.   Moisés Franz (PSOL) — Foto: Amanda Teodoro/G1 Moisés Franz é o candidato ao governo de Mato Grosso pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Tem 55 anos e é natural de Poá (SP). O candidato é servidor público estadual. A candidatura de Moisés foi confirmada em convenção do PSOL realizada no dia 27 de julho. A coligação será formada com o Rede Sustentabilidade.   Pastor Marcos Ritela (PTB) — Foto: Reprodução/Instagram Marcos Roberto Lessa Ritela é o candidato ao governo de Mato Grosso pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Tem 45 anos e é natural de Ubiratã (PR). O candidato é pastor da Igreja Assembleia de Deus há mais de 20 anos. A candidatura foi confirmada em convenção do PTB realizada na sexta-feira (5).

TSE nega pedido das Forças Armadas para acessar documentos sobre eleições passadas

access_time08/08/2022 17:26

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta segunda-feira, 8, um pedido das Forças Armadas para que arquivos com informações sobre as duas últimas eleições – de 2014 e 2018 – fossem disponibilizados. Através de um documento o qual a equipe de reportagem teve acesso, o presidente da Corte e membro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirma que “entidades fiscalizadoras” – o caso das Forças Armadas – “não possuem poderes de análise fiscalização de eleições passadas” e que não compete a estes cumprir o papel de “controle externo” do TSE. Segundo o magistrado, o período limite para apresentação de um pedido de acesso aos dados das eleições gerais de 2014 foi 13 de janeiro de 2015. Já sobre o pleito de 2018, o requerimento deveria ter sido apresentado até 17 de janeiro de 2019. A escolha das duas últimas eleições por parte das Forças Armadas coincide com o período em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) manifesta dúvidas sobre a confiabilidade do resultado eleitoral. Durante sua fala a embaixadores em 18 de julho, o mandatário argumentou que houve dúvidas sobre quem teria sido o real vencedor das eleições presidenciais de 2014 – disputadas entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) , no segundo turno – e que uma auditoria realizada pelo partido tucano concluiu que as urnas eletrônicas não são auditáveis. Sobre o pleito de 2018, Bolsonaro afirmou que houve um invasor no sistema da Corte eleitoral e que as eleições do referente ano não foram “totalmente transparentes”. “Eu teria dezenas e dezenas de vídeos pra passar pros senhores por ocasião das eleições de 2018 onde o eleitor ia votar e simplesmente não conseguia votar. Ou quando ele apertava o número 1, e depois ia apertar o número 7, aparecia o 3 e o voto ia pra outro candidato. O contrário ninguém reclamou”, afirmou o chefe do Executivo federal.

Cattani diz que arma era de brinquedo e não teme investigação

access_time07/08/2022 17:17

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) minimizou o pedido de investigação contra ele feita pelo procurador-geral de Justiça José Antônio Borges por conta de uma foto de uma criança armada publicada nas redes sociais. Ele afirmou que o caso não deve atrapalhar sua campanha de reeleição e que o Ministério Público tem direito de realizar investigações. “O Ministério Público tem todo o direito de investigar e foi isso que ele pediu, uma investigação para tentar entender e perceber que ele [o menor] está com brinquedo na mão e não uma arma. É uma arma que você compra em qualquer loja daqui que vende brinquedos”, disse. “A partir do momento que se trata de um brinquedo, não acredito que vai prejudicar em nada”, acrescentou. No despacho, o procurador-geral de Justiça determinou o registro do documento no Sistema Integrado do Ministério Público e a sua remessa ao Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), para conhecimento e providências pertinentes. No Estatuto da Criança e do Adolescente da legislação brasileira, Artigo 242 da Lei nº 8.069, é proibido vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente arma, munição ou explosivo. A pena para este tipo de infração pode chegar a detenção de seis meses a dois anos, ou aplicação de multa, com o valor sendo determinado pela Justiça. Porte de arma e liberdade Cattani ainda rebateu a fala do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), que criticou agentes da Segurança Pública que pretendem se tornar políticos, mas continuam portando armas de fogo. Para Botelho, policial que entra no parlamento tem que “esquecer” sua arma. “A arma do parlamento é o diálogo, a palavra”, afirmou. O deputado do PL rechaçou o comentário e declarou que arma não traz temor ao parlamento, defendendo, segundo ele, a liberdade de expressão. “Parlamento é um lugar de expressão e cada um se expressa livremente. A pessoa sendo um policial e tendo um porte de arma previsto na constituição federal tem todo o direito de estar com ela onde ele onde ele precisar, onde quiser e onde estiver. Esse é o poder que o porte de arma dá para ele”, finalizou.

Eleições de 2022 evidenciam alianças entre antigos adversários e diferenças nos acordos nacionais e estaduais

access_time07/08/2022 07:26

O tempo de televisão e o fundo partidário são pontos muito visados entre políticos ao definir uma coligação ou uma aliança em período eleitoral. As uniões também envolvem candidaturas regionais e, muitas das vezes, posições ideológicas semelhantes. É o caso, por exemplo, da coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá nesta eleição a maior aliança de partidos de esquerda e centro-esquerda desde as eleições de 1994, com PCdoB e PV – que formam a federação “Brasil da Esperança” com a legenda petista -, PSOL e Rede Sustentabilidade – também através de uma federação –, PSB e Solidariedade. Mas nem sempre o posicionamento político determina como as legendas irão se unir em torno de uma candidatura. Há casos, como do PSD, de legendas que apoiam candidaturas favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula e Ciro Gomes (PDT) em diferentes Estados. Mais do que isso, há um exemplo bastante inusitado no Amapá, onde o ex-prefeito de Macapá Clécio Luís (Solidariedade) é apoiado pelo Partido Liberal (PL), pelo PT e pelo PDT. Se no plano nacional a aliança entre PT e PL é impensável, já que Lula e Bolsonaro polarizam a disputa pela Presidência da República, o exemplo que vem do Norte do país ajuda a explicar como as costuras estaduais seguem uma lógica própria. Outra composição bastante conhecida vem da Bahia, onde o Progressistas (PP), partido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (AL), do líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PR), e do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PI), todos aliados do atual presidente, ocupa o posto de vice-governador na gestão Rui Costa (PT). Um dos maiores exemplos de adaptabilidade no meio político é o Partido Social Democrático (PSD). Durante o primeiro trimestre, a legenda flertou com a candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), à Presidência da República, mas desistiu semanas depois. Em manifesto publicado em suas redes sociais no dia 14 deste mês, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, explicou os caminhos que levaram o partido a não ter um candidato próprio ao Planalto e recomendou uma postura de “neutralidade” à legenda. “Foram ouvidos parlamentares (em todos os níveis), os dirigentes partidários, líderes de todos os cantos do país. A constatação é que não temos unidade para caminhar coligado com um candidato de outro partido”, disse. No entanto, no âmbito estadual, o PSD selou alianças com os candidatos que possuem as maiores intenções de voto à Presidência: Lula, Bolsonaro e Ciro Gomes (PDT), respectivamente. Em São Paulo, a sigla oficializou o apoio à candidatura do ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas. Com a aliança, o partido também ficou com a cadeira de vice na chapa e indicou o ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth para o posto. “A partir de hoje [7 de julho], o PSD do Gilberto Kassab, se junta à missão de fazer São Paulo voltar a ser a locomotiva do Brasil”, publicou Tarcísio em suas redes sociais. Segundo pesquisa Datafolha realizada em 28 a 30 de junho, que contou com 1.806 entrevistados, Tarcísio está numericamente empatado com o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), com 13% das intenções de voto, atrás do ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT), que lidera com 34% da preferência do eleitor. No Rio de Janeiro, o partido buscou viabilizar a candidatura de Felipe Santa Cruz, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas, ao final, embarcou na chapa do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves, do PDT, também na condição de vice. Neves é aliado do candidato Ciro Gomes e esteve no palanque do PDT na cerimônia que selou a candidatura do pedetista ao Planalto. Na mais recente pesquisa Datafolha, o candidato apadrinhado por Ciro encontrava-se na quarta colocação com 6% das intenções de voto atrás, de Anthony Garotinho (União Brasil), com 7%, do atual governador Cláudio Castro (PL), com 21%, e do deputado federal Marcelo Freixo (PSB), que tem 22% da preferência do eleitorado. Garotinho, no entanto, não mais disputará a corrida pelo Palácio Guanabara, por decisão de seu partido. Já em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) será o candidato da sigla para concorrer ao cargo de governador do Estado mineiro. Ele terá o apoio de Lula e do PT, que indicou o deputado estadual André Quintão para o posto de vice-governador. Kalil, inclusive, utiliza suas redes sociais para divulgar seu apoio ao petista e a união com o ex-presidente como trunfo da sua candidatura. No último levantamento realizado pelo Datafolha, Kalil aparece na vice-liderança das intenções de voto com 21% da preferência do eleitor mineiro, atrás apenas do atual mandatário, Romeu Zema (Novo), com 48%. A aliança do pessedista com o ex-presidente é vista como fundamental para que o ex-presidente do Atlético-MG ganhe musculatura na corrida eleitoral e evite, em um primeiro momento, a vitória de Zema no primeiro turno. Da direita para a esquerda – e vice-versa Nas eleições de 2019, o então deputado federal Jair Bolsonaro buscava uma legenda para disputar a cadeira de presidente da República. Depois de muitas idas e vindas, o empresário Luciano Bivar aceitou lançar o capitão reformado do Exército como candidato do Partido Social Liberal (PSL). Em seu primeiro ano como presidente, porém, Bolsonaro acertou a sua desfiliação do PSL após brigas internas com Bivar. Este, por sua vez, negociou com o Democratas (DEM) uma fusão, o que resultou na criação do União Brasil, partido que detém quase R$ 1 bilhão de fundo partidário e eleitoral e o maior tempo de televisão para esta eleição. Nesta eleição, Bivar anunciou que sairia como candidato ao Planalto e não dava sinais de que iria desistir. Nas últimas semanas, porém, Lula e seus emissários entraram em campo com a missão de atrair o União para a candidatura presidencial do petista, em um esforço para tentar liquidar a eleição ainda no primeiro turno. A aliança com o PT não deve ocorrer no primeiro turno, mas Bivar desistiu da postulação ao Planalto e lançou como presidenciável de sua legenda a senadora Soraya Thronicke (MS), que terá como vice o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra. Um caso emblemático de como as alianças ocorrem segundo a conveniência vem do Palácio do Planalto. O atual ministro da Casa Civil de Bolsonaro e um dos coordenadores da sua campanha à reeleição, Ciro Nogueira (PP-PI), não tem um histórico de caminhada ao lado de partidos de direita. Em 2014, Nogueira pediu votos à então candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). Na eleição após o impeachment, seu partido, o Progressistas, acertou apoio ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Em sua corrida como senador, porém, foi possível encontrar outdoors e vídeos em que Ciro presta apoio a Lula e atrela sua imagem ao petista, a quem já chamou de “o melhor presidente da história do Brasil”. Ainda assim, após ser chamado pelo presidente Bolsonaro para integrar o governo, o senador aceitou o convite e passou a defender a atual gestão. Em 2017, porém, o expoente do Centrão classificava o atual chefe do Executivo federal como “fascista”. Nos últimos meses, Nogueira já realizou inúmeros disparos contra Lula em suas redes sociais. “O plano Lula para a economia é um acrônimo. É literalmente Limitado, Ultrapassado, Lamentável e Antigo”, disse no dia 7 de junho. Da mesma forma, Lula rivalizou com Geraldo Alckmin nas eleições de 2006. Enquanto o petista buscava sua reeleição, o político de Pindamonhangaba, um dos fundadores do PSDB deixava o Palácio dos Bandeirantes para tentar chegar ao Palácio do Planalto. Com uma série de acusações de ambos os lados, o petista saiu vitorioso e o então tucano retornou à vida pública em São Paulo. Em 2018, porém, os dois se reencontraram nas eleições presidenciais e Alckmin acusou o ex-presidente de pleitear a volta à “cena do crime”. Em uma das alianças mais improváveis da história recente da política brasileira, Alckmin deixou o ninho tucano, acertou sua filiação para o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e foi indicado para o posto de vice-presidente na chapa de Lula, em um acordo costurado pelo ex-governador Márcio França (PSB). No Rio de Janeiro, outra união pouco convencional foi selada nos últimos dias: o ex-prefeito da capital César Maia (PSDB), pai do ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (PSDB) foi escolhido para a vice de Marcelo Freixo. O que explica? Na visão de Denilde Holzhacker, professora de ciência política da ESPM, os partidos políticos brasileiros não se unem em decorrência de suas bases ideológicas, mas sim em torno de vantagens de seus líderes. “Há um alto grau de personalismo nos partidos e cada cacique político articula suas alianças em torno dos seus interesses eleitorais. Isso é mais crônico em alguns partidos, como no caso do PSD”, disse em entrevista à Jovem Pan. Segundo a analista, as legendas são costumeiramente utilizadas como plataformas para o lançamento de candidaturas sem que haja ligações programática entre crenças políticas dos candidatos e dos partidos. “Por isso, muitos políticos mudam constantemente de legenda, como observado com o Bolsonaro, por exemplo. Poucos partidos têm uma relação com suas bases de suporte, mesmo tendo certo personalismo ainda buscam alianças pelos lado programático. Alianças também são articuladas considerando o quanto de tempo cada partido terá no horário eleitoral gratuito.”, explica. Outro ponto a ser considerado é o sistema eleitoral, que faz com que o eleitor crie um vínculo com o candidato – e não com o partido. Sendo assim, mesmo com o cálculo eleitoral para divisão das cadeiras no parlamento, de acordo com Denilde, o sistema divide-se entre a votação partidária e personalista. “Para muito dos eleitores, sua relação é maior com o candidato”, argumenta.