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Realizada oficina de diagnóstico de acidentes com animais peçonhentos

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Acidente entre caminhonete da Justiça Eleitoral que transportava urnas e caminhão deixa 8 pessoas feridas

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POLÍTICA

Prefeito prorroga por mais 30 dias as restrições em Peixoto de Azevedo devido ao Coronavírus

access_time04/05/2020 19:02

O documento prorrogando até o dia 30 deste mês as restrições do comércio e declarando situação de emergência na saúde pública para evitar a proliferação do Coronavírus foi divulgado e assinado, esta manhã, pelo prefeito de Peixoto de Azevedo, Maurício Ferreira (PSDB). Além disso, o gestor alterou um dos artigos e instituíu o Comitê Municipal de Prevenção, Orientação e Enfrentamento ao COVID-19 com a finalidade implementar ações de caráter preventivo na saúde pública no município de Peixoto de Azevedo. Essa é a segunda prorrogação das restrições. A primeira foi no dia 4 do mês passado. De acordo com o boletim da secretara municipal de Saúde, em Peixoto são três casos confirmados da doença. Além de outros 19 suspeitos de estarem com o Coronavírus e que aguardam exames do Laboratório Central de Saúde Pública do Mato Grosso (Lacen). Além disso, 52 pacientes já foram testados, apresentaram resultados negativos e foram descartados. Esta manhã, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo confirmou, em entrevista coletiva pela internet, a 13ª morte por Coronavírus (Covid-19), em Mato Grosso. Ele era morador Nova Mutum e estava internado no Hospital Regional de Sinop. “Essa morte foi confirmada no final da tarde de ontem. É um homem com 47 anos. Temos um desafio importante no mês de maio. Uma preocupação maior com a flexibilização do isolamento pela possibilidade de aumento no número de casos. Esperamos que não ocorra”, explicou Figueiredo.

Bolsonaro nomeia braço direito de Ramagem na Abin para comandar PF

access_time04/05/2020 10:53

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta segunda-feira o delegado Rolando Alexandre de Souza como novo diretor-geral da Polícia Federal, depois de ter tido a indicação de seu nome preferido, Alexandre Ramagem, bloqueada por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda-feira para ocupar a vaga que originalmente seria de Ramagen, que é diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Souza era diretor de Planejamento da Abin, o número três da agência, mas um dos principais assessores de Ramagem. Ele foi levado para o cargo por Ramagem em setembro do ano passado. Depois de ter tido sua nomeação barrada por liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, Ramagem participou diretamente da indicação do novo diretor-geral. A intenção de Bolsonaro, já declarada publicamente, era de indicar novamente Ramagem para o posto. No entanto, uma nova nomeação poderia ser vista como descumprimento de determinação legal — o que é crime de responsabilidade. Além disso, uma nova ação contra a indicação cairia novamente com Moraes, o que deveria levar a um mesmo resultado. Bolsonaro ainda não desistiu de tentar levar Ramagem de volta para a PF. No entanto, o presidente não queria deixar a direção-geral do órgão por muito tempo nas mãos da equipe anterior, montada pelo ex-diretor Maurício Valeixo e o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Com a derrubada da nomeação de Ramagem, estava à frente da PF Disney Rossetti, ex-número dois de Valeixo. Rossetti chegou a ser indicado para assumir a PF por Moro, quando ficou claro que Bolsonaro exigiria a troca do diretor-geral. Segundo o próprio ex-ministro, ele chegou a indicar Rossetti para que não houvesse uma quebra de continuidade, apesar de afirmar que não conhecia bem o delegado. O presidente negou. A saída de Valeixo e a determinação de Bolsonaro de indicar um nome seu para a PF levaram à demissão do ex-ministro da Justiça, que acusou o presidente de interferência política. Souza foi chefe do núcleo de operações da PF em Rondônia e corregedor do órgão no mesmo Estado, onde conheceu Ramagem, então superintendente da PF. Também foi chefe do Serviço de Repressão a Desvio de Recursos Públicos da PF, em Brasília, e superintendente em Alagoas, onde estava até setembro, quando foi chamado por Ramagem para a Abin.

Autoridades americanas comemoram 'efeito certeiro' de remédio contra coronavírus

access_time01/05/2020 07:59

Representando o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (Niaid, na sigla em inglês), o médico Anthony Fauci, um dos nomes mais importantes da resposta americana ao novo coronavírus, anunciou nesta quarta-feira (29) que testes com o antiviral remdesivir mostraram que o medicamento tem um potencial "certeiro" para tratar a covid-19. Em um estudo conduzido pelo Niaid com a participação de 1.063 pessoas ao redor do mundo, foi constatado que o remdesivir diminuiu a duração dos sintomas da covid-19 de 15 para 11 dias. Os resultados completos do estudo americano não foram publicados ainda. O remdesivir foi originalmente desenvolvido para tratar o vírus ebola. É um antiviral que funciona atacando uma enzima de que o vírus precisa para se replicar dentro das células. "Os dados mostram que o remdesivir tem um efeito certeiro, significativo e positivo na diminuição do tempo de recuperação", anunciou Fauci e assessora a Casa Branca em assuntos de saúde desde a gestão Ronald Reagan. O médico comemorou afirmando que os resultados "abrem as portas para o fato de que agora existe a capacidade de tratar" pacientes. De todo modo, Mahesh Parmar, que supervisionou na Europa a pesquisa do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, afirma que não só este mas outros estudos com o remdesivir precisam ser aprofundados para garantir sua eficácia. "Antes que este medicamento seja disponibilizado mais amplamente (para tratamento da covid-19), algumas coisas precisam acontecer. Primeiro, dados e resultados (de pesquisas) precisam passar por revisões para avaliar se o tratamento pode ser licenciado. Depois, vários países terão que avaliar sua eficácia através de suas próprias autoridades de saúde", explicou Parmar, diretor da Unidade de Ensaios Clínicos MRC da Universidade College London. "Enquanto isso, vamos obtendo mais e mais dados a longo prazo deste estudo, e de outros, buscando saber se a droga também evita mortes por covid-19". Dúvidas persistem Mas o impacto do medicamento na mortalidade, especificamente, não é tão evidente. No estudo, a taxa de mortalidade foi de 8% nas pessoas que receberam remdesivir e 11,6% nas que receberam um placebo. Essa diferença não é estatisticamente significativa, portanto cientistas não podem definir sua importância. Também não ficou claro, do anúncio de Fauci, quem exatamente estaria se beneficiando do tratamento. Ele permitiu ou acelerou a recuperação de pessoas que já se recuperariam de qualquer maneira? Ou evitou que pessoas precisem de internação? O medicamento funcionou melhor em pessoas mais jovens ou mais velhas? Ou aqueles com ou sem outras comorbidades? Outro sinal de que é preciso cautela para avaliar os resultados deste estudo comandado pelo Niaid é a publicação de um outro, conduzido por pesquisadores chineses e reproduzido na revista médica Lancet também nesta quarta-feira (29). Nele, a primeira publicação de um estudo clínico randomizado sobre o medicamento, pesquisadores não encontraram diferenças significativas entre o remdesivir e um placebo no tempo de recuperação ou mortalidade. O estudo publicado no Lancet envolveu 237 adultos internados em estado grave por covid-19 em dez hospitais em Wuhan, na China. Mas os testes acabaram sendo insuficientes pois, com as medidas de isolamento, ficou mais difícil recrutar pacientes para o estudo. Assim, os próprios autores reconhecem que esta dificuldade pode ter influenciado nos resultados com o remdesivir. O professor Peter Horby, da Universidade Oxford, está conduzindo o maior teste do mundo sobre medicamentos para covid-19. Sobre a descoberta anunciada por Fauci, ele comentou: "Precisamos ver os resultados completos, mas se confirmado, seria algo fantástico, uma ótima notícia na luta contra o novo coronavírus." "Os próximos passos são obter os dados completos e, conforme for, trabalhar no acesso universal ao remdesivir." Aprovação rápida? Babak Javid, consultor em doenças infecciosas dos hospitais da Universidade Cambridge, afirmou que o contexto atual pode acelerar este processo. "Os dados são promissores e, como ainda não temos tratamentos comprovados para a covid-19, eles podem levar à aprovação rápida do remdesivir para o tratamento da doença", disse Javid. "No entanto, (os resultados) também mostram que o remdesivir não é uma 'varinha mágica' nesse contexto: o benefício geral na sobrevivência foi de 30%." Outros tratamentos estão sendo pesquisados para a covid-19, incluindo alguns tipicamente usados contra a malária e o HIV, que miram o vírus. Em outra frente, estão em estudo outros tratamentos que agem no sistema imunológico do corpo humano. Acredita-se que os antivirais sejam mais úteis nos estágios iniciais da doença, e os medicamentos imunológicos, na fase mais tardia.

Bolsonaro nomeia André Mendonça para a Justiça e Ramagem para a PF

access_time28/04/2020 10:10

André Luiz de Almeida Mendonça e Alexandre Ramagem Rodrigues são nomeados ministro da Justiça e Segurança Pública e diretor-geral da Polícia Federal (PF), respectivamente. Os decretos assinados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, estão publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (28). André Mendonça passa a ocupar o comando do ministério com a saída de Sergio Moro e Alexandre Ramagem a chefia da PF no lugar de Maurício Valeixo. André Mendonça, de 46 anos, é natural de Santos, em São Paulo, advogado, formado pela faculdade de direito de Bauru (SP). Ele também é doutor em estado de direito e governança global e mestre em estratégias anticorrupção e políticas de integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha; é pós-graduado em direito público pela Universidade de Brasília. É advogado da União desde 2000, tendo exercido, na instituição, os cargos de corregedor-geral da Advocacia da União e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Recentemente, na Controladoria-Geral da União (CGU), como assessor especial do ministro, coordenou equipes de negociação de acordos de leniência celebrados pela União e empresas privadas. Alexandre Ramagem, que exercia o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), é graduado em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ingressou na Polícia Federal (PF) em 2005 e atualmente é delegado de classe especial. Sua primeira lotação foi na Superintendência Regional da PF no estado de Roraima. Em 2007, ele foi nomeado delegado regional de Combate ao Crime Organizado. Ramagem foi transferido, em 2011, para a sede do PF em Brasília, com a missão de criar e chefiar Unidade de Repressão a Crimes contra a Pessoa. Em 2013, assumiu a chefia da Divisão de Administração de Recursos Humanos e, a partir de 2016, passou a chefiar a Divisão de Estudos, Legislações e Pareceres da PFl. Em 2017, tendo em conta a evolução dos trabalhos da operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, Ramagem foi convidado a integrar a equipe de policiais federais responsável pela investigação e Inteligência de polícia judiciária no âmbito dessa operação. A partir das atividades desenvolvidas, passou a coordenar o trabalho da PF junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Regional, com sede no Rio de Janeiro. Em 2018, assumiu a Coordenação de Recursos Humanos da Polícia Federal, na condição de substituto do diretor de Gestão de Pessoal. Em razão de seus conhecimentos operacionais nas áreas de segurança e Inteligência, assumiu, ainda em 2018, a Coordenação de Segurança do então candidato e atual presidente da República, Jair Bolsonaro.

Brasília faz 60 anos, encontra novas vocações, mas mantém desigualdade

access_time21/04/2020 10:33

A claridade de Brasília fechou a retina dos olhos verdes do garoto Will, com 14 anos incompletos. Era 13 de janeiro de 1959, ele fazia sua primeira viagem de avião, vindo de São Paulo para morar na nova capital federal. O voo era da Viação Aérea de São Paulo (Vasp), uma das seis companhias que mantinham rotas regulares para Brasília, como a Loide Aéreo Nacional, Real Aerovias, Paraense, Sadia, Cruzeiro do Sul, todas extintas. De dentro do avião teve a primeira miragem da amplidão do cerrado, no qual Juscelino Kubistchek decidiu criar a cidade. Mesmo lugar onde, 60 anos mais tarde, Wilson Pereira Rodrigues, agora com 74 anos, ainda vive com sua família e trabalha. Ele tem três filhos (um homem e duas mulheres) e duas netas. Todos brasilienses. Will ou Wilson tem memórias de Brasília do ar, da terra e da água. Quando menino, tomava banho no Córrego Guará e no Riacho Fundo. Andava de bicicleta, comia fruta do cerrado no pé e caçava passarinho em uma área de mata que ia da antiga Cidade Livre (hoje Núcleo Bandeirante) até próximo ao antigo aeroporto (hoje Base Aérea). “A sensação era de estar de férias no meio do mato. Era o oposto de morar em São Paulo”, onde ficaram avós, tios e primos. Wilson se divertia, mas estudava - no Ginásio Brasília (GB) da rede La Salle (fundado em 1957) - e trabalhava, no Hotel e Churrascaria Presidente, na mesma Cidade Livre, de propriedade do seu pai – um pequeno empresário que depois teve outros negócios como uma distribuidora de gás (na Asa Norte), uma padaria e uma madeireira (em Sobradinho). Wilson ajudou o pai nos negócios e depois serviu o Exército em 1964, no batalhão da Presidência da República. Mais tarde, concluiu estudos no colégio Elefante Branco, primeiro centro de ensino científico e para normalistas na cidade. Lá estudava a sua futura esposa, Walkiria Dunguel Pereira, por quem que se encantou numa festa do clube da Sociedade Desportiva Sobradinhense (Sodeso). Ele trabalhou na Companhia de Erradicação de Favelas (CEI), e fez curso de Geologia na Universidade de Brasília (UnB). “Tudo aqui foi mais fácil. Não teria feito o curso que fiz se tivesse ficado em São Paulo. Também foi mais fácil criar meus filhos”, avalia após rever a vida. Trabalhou por quase 20 anos na estatal Siderúrgica (Siderbrás), onde se tornou um dos maiores especialistas em carvão do país. Hoje, anistiado entre os empregados públicos demitidos no governo Collor, trabalha no Ministério de Minas e Energia. Outras vocações A trajetória de Wilson, na Brasília que se inaugurava, foi bastante diferente dos rumos que os filhos tomaram quando Brasília se amadurecia, perdia a vegetação original e criava mais jeito de cidade. O filho mais velho, Alexandre Dunguel Pereira (49 anos), por exemplo, é formado em Publicidade. Chegou a trabalhar em repartição pública, mas há 20 anos é empresário, apesar das recomendações da mãe - que sempre o informa de concursos públicos que estão com inscrições abertas. Junto com outros dois sócios na mesma faixa etária, também criados em Brasília, Dunguel abriu uma firma para soluções em comunicação e tecnologia. Com o tempo, se especializaram em monitoramento de mídia. Hoje a empresa mantém a sede em Brasília, dispõe de filiais no Rio e em São Paulo, tem cerca de 100 clientes - a maioria empresas privadas e 80% fora da capital federal - e emprega 90 pessoas nas três praças. “Acabou que esse percurso pela iniciativa privada foi se abrindo e se tornou um bom caminho”, diz o empresário. As diferenças das jornadas do pai e do filho ilustram como Brasília, apesar de ser a sede da administração pública federal, com o tempo encontrou outras vocações econômicas. De acordo com estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), no Distrito Federal, predomina o setor de serviços, e menos de um terço (27%) dos empregos estão nas repartições da administração pública, na defesa ou seguridade social. O setor de serviços atende a empresas e famílias com alto poder aquisitivo. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real no 4º trimestre de 2019 em Brasília foi o maior do país: R$ 3.980, 43% acima da média nacional (R$ 2.261) e 28% acima de São Paulo (R$ 2.866), que concentra 31% da massa de rendimento do Brasil. Fincando raízes Dunguel, como o pai, acha Brasília “ótima para viver”. E apesar de ter um trabalho que pode ser feito remotamente de qualquer lugar, ainda mora, trabalha e cria a sua filha na cidade. “A gente vai fincando raízes. Eu sou filho de Brasília.” Segundo ele, o Plano Piloto de Lúcio Costa ficou preservado “em alguns aspectos” conforme pensou o urbanista. “Aqui tem muito verde e espaço aberto.” Nesses lugares, é comum ver animais silvestres. Apesar do entusiasmo, Alexandre Dunguel, tem suas críticas. Acha que sua filha, Gabriela (12 anos), não desfruta da mesma autonomia e independência que ele tinha na mesma idade. “As gerações atuais não têm a mesma iniciativa que a gente tinha de pegar um ônibus. A gente sente um pouco sequestrado dessa liberdade, por conta da violência urbana, mas isso não é só Brasília.” O professor de Sociologia da UnB Arthur Trindade, especializado em políticas de combate à criminalidade e ex-secretário de Segurança Pública no Distrito Federal, avalia que, apesar da preocupação da sociedade local, Brasília tem uma situação de crimes letais “semelhante a grandes cidades norte-americanas.” Na comparação entre as unidades da Federação, o Distrito Federal está entre as cinco unidades com menor taxa de homicídio por 100 mil habitantes: 20,1 – quase a metade do Rio de Janeiro (38,4) e menos de um terço do Rio Grande do Norte (62,8), a pior situação do país como aponta o Atlas da Violência 2019, editado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo Arthur Trindade, o maior problema de segurança em Brasília está nos crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos de carro. O especialista alerta, no entanto, que a situação varia dentro do DF. O Plano Piloto, onde moram Alexandre e Wilson, tem situação de segurança melhor que outros lugares, como as antigamente chamadas cidades-satélites ou os novos assentamentos urbanos distritais. “São coisas bem diferentes. Cada região administrativa tem uma situação distinta.” O problema da violência cresce nas proximidades do Distrito Federal, na região metropolitana de influência chamada de Entorno, formada por municípios de Goiás. Essas localidades funcionam como cidades dormitórios de Brasília, as pessoas moram lá e trabalham no centro da capital. O professor aponta que “o impacto da violência no Entorno é bem menor que o imaginário supõe. [No caso das estatísticas de homicídio,] as pessoas matam e morrem nos seus bairros.” Desigualdade As diferenças apontadas pelo sociólogo quanto à violência entre as regiões administrativas do Distrito Federal e entre o DF e o Entorno também podem ser medidas com relação à desigualdade. Dados da Codeplan contabilizam que no Lago Sul, onde vive 1% da população do DF, a renda per capita é de R$ 8.317,19. Na Ceilândia, onde moram 15% da população local, a renda per capita é de R$ 1.120,02 – 7,42 vezes menor que a do Lago Sul. No Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), a renda per capita é de R$ 569,97 - 14,59 vezes menor que a do Lago Sul. Na área, vive 1,2% da população do DF, inclusive os moradores que residiam próximos ao Lixão da Estrutural, o maior aterro sanitário da América Latina em funcionamento até dois anos atrás. Na comparação do DF com doze municípios do Entorno, a discrepância permanece. Segundo pesquisa da Codeplan, a renda domiciliar média do conjunto das cidades ao redor de Brasília é de R$ 2.441,67, duas vezes e meia menor do que a renda domiciliar média do DF. Dada essas disparidades, o urbanista José Carlos Coutinho, professor emérito da UnB, teme que no futuro Brasília acabe “sendo um centro histórico cercado de pobreza por todos os lados”.  O professor e especialista em geografia urbana Telmo Amand Ribeiro, que mantém um canal no YouTube sobre Brasília, discorda dessa avaliação. Ele ressalta que “as antigas cidades-satélites já estão virando novos redutos para a classe média”. O youtuber, no entanto, se preocupa com a exclusão das pessoas mais pobres do DF e sua retirada para o Entorno. “O Distrito Federal inteiro está gentrificando e expulsando gente para a região do Entorno”. A situação socioeconômica de Brasília faz com que seus críticos a chamem de "ilha da fantasia”. Para Telmo Amand, o termo pode caber para o Plano Piloto, área central e mais rica da cidade, que “está fisicamente separada das demais regiões administrativas do Distrito Federal”. A mesma avaliação faz o diretor do Instituto de Ciência Política da UnB, Lucio Rennó, que, em entrevista à Agência Brasil, destacou que “o conjunto do Distrito Federal e as adjacências não têm nada de ilha da fantasia”.   Em termos nacionais e até internacionais, a desigualdade de Brasília não a diferencia de outras partes do mundo. O sociólogo e economista Marcelo Medeiros, ex-morador da cidade, considera que “a desigualdade é alta em vários países e o que vemos em Brasília se repete na Argentina, na África do Sul, nos Estados Unidos e na China. A desigualdade é um problema global e se torna evidente nas metrópoles.” As discrepâncias da capital federal não correspondem aos sonhos do primeiro brasileiro que quis trazer para o interior do Brasil a sede do poder: Tiradentes, cujo dia também é lembrado em 21 de abril. Duzentos e trinta anos depois dos inconfidentes, o país ainda não é a pátria imaginada.

Paulo Guedes admite que PIB brasileiro pode cair 4% em 2020

access_time11/04/2020 09:18

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu na quinta-feira (9) que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode encolher 4% em 2020. Em videoconferência com senadores, Guedes disse que o tamanho da recessão vai depender da duração da epidemia. Segundo ele, se a desaceleração econômica durar entre dois e três meses, a queda deve ser de 1,5%. Por outro lado, se o problema se estender até depois de julho, a previsão é mais pessimista, de queda de 4%. Apesar do cenário ruim, o ministro afirmou que o Brasil "vai surpreender".

Premiê britânico deixa UTI, mas segue em observação no hospital

access_time10/04/2020 16:47

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deixou a unidade de terapia intensiva do hospital onde está internado em Londres, à medida que se recupera da covid-19, informou o gabinete do premiê. Johnson, de 55 anos, deu entrada no Hospital St Thomas na noite de domingo (5) com febre e tosse persistentes, sendo transferido na segunda-feira para a UTI, onde passou três noites. Ele continua em observação no hospital. "O primeiro-ministro foi transferido dos cuidados intensivos de volta para o quarto, onde receberá monitoramento rigoroso durante a fase inicial de sua recuperação", disse um porta-voz do governo em comunicado enviado por e-mail. "Ele está de extremo bom humor." Johnson foi o primeiro líder mundial a ser hospitalizado com covid-19, o que o forçou a passar o comando do país, que tem a quinta maior economia do mundo, ao ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, exatamente no momento em que o Reino Unido se aproxima do pico da doença. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no Twitter que a melhora no estado de saúde de Johnson é uma "ótima notícia". A saída do premiê britânico da UTI desencadeou leve recuperação no valor da libra esterlina frente ao dólar. No entanto, o comunicado do governo não forneceu detalhes sobre quando Johnson poderá retomar a liderança do país. Dominic Raab  ressaltou a importância de que o primeiro-ministro foque agora em sua recuperação. *Agência de notícias britânica

Regularização de CPF pode ser feita pelo site da Receita Federal

access_time10/04/2020 10:29

A Receita Federal informou hoje (8) que a regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF) para ter acesso ao programa de auxílio emergencial do governo federal pode ser feita no site do órgão a qualquer hora do dia.  O esclarecimento foi feito após cidadãos terem relatado dificuldades para inserir o número do CPF no aplicativo Caixa - Auxílio Emergencial, que permitirá o cadastramento para receber o valor de R$ 600 para compensar a perda de renda decorrente da pandemia de coronavírus. Segundo a Receita, o aplicativo tem recebido um grande número de acessos, fato que pode estar dificultando o cadastro dos beneficiários. O órgão orienta que as pessoas continuem tentando realizar o cadastro ao longo do dia caso não seja possível realizá-lo na primeira tentativa. Caso o problema persista, o cidadão deve verificar no site da Receita se seu CPF está em situação irregular. Caso seja encontrada alguma pendência, o problema poderá ser resolvido por meio da página de serviços do órgão, preenchendo o formulário eletrônico "Alteração de Dados Cadastrais no CPF".  Se a pendência continuar, o cidadão deverá procurar o atendimento presencial em uma agência da Receita Federal.  A Receita alerta ainda que, se o CPF estiver em situação regular, mas o usuário não conseguir realizar o cadastro no aplicativo, o problema não estará relacionado ao órgão.  A estimativa da Caixa é de que 20 milhões de trabalhadores informais não inscritos em programas sociais poderão baixar o aplicativo que permitirá o cadastramento para recebimento da renda básica emergencial. O auxílio é de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil para mães solteiras. 

Sinop afirma que seguirá decreto estadual, mas faz alerta de saúde para evitar Covid-19

access_time27/03/2020 08:52

A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (PL), anunciou na noite desta quinta-feira (26) que o município seguirá as orientações do governo de Mato Grosso, anunciadas pela manhã que consolida as medidas temporárias restritivas às atividades privadas para prevenção dos riscos de disseminação do coronavírus (COVID-19). No decreto estadual, Mendes autoriza a abertura do comércio desde que os estabelecimentos sigam as normas de segurança, prevenção e combate ao coronavírus. Em nota, a prefeita disse que os moradores e comerciantes mantenham as medidas de prevenção e higienização necessárias. ´O alerta que faço neste momento é de que, com as medidas anunciadas hoje voltadas à economia, voltaremos a ter um grande número de pessoas circulando em nossa cidade. Uma vez que, aumentando o número de casos suspeitos e doentes, a sobrecarga será na UPA e nos postos de saúde´. No entanto, as aglomerações em espaços públicos, feiras, academias e eventos em geral, ainda estão proibidos conforme decreto do estado. As escolas continuam com as aulas suspensas até o dia cinco de abril.

Novo decreto libera funcionamento do comércio desde que sigam as normas de prevenção ao coronavírus

access_time26/03/2020 15:10

O governador Mauro Mendes (DEM) assinou um novo decreto que permite o funcionamento do comércio, desde que os estabelecimentos sigam as normas de segurança, prevenção e combate ao coronavírus. Ele deu entrevista coletiva, via redes sociais, nesta quinta-feira (26), sobre as mudanças. No entanto, Mendes alegou que a flexibilização do decreto não aconteceu por causa do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, que criticou medidas de isolamento social para evitar a transmissão do Covid-19. O novo decreto foi assinado nessa quarta-feira (25), no mesmo dia em que o governador havia decretado calamidade pública no estado. Mas o anúncio das mudanças foi feito hoje. Ao lado de Mauro Mendes, participaram da coletiva o secretário de Saúde do estado, Gilberto Figueiredo, e um infectologista. O decreto anterior, assinado na sexta-feira (20), trazia uma série de restrições e determinava que a maioria do comércio fosse fechado. Mauro Mendes deu entrevista coletiva junto com o secretário de Saúde e um infectologista — Foto: Secom-MT/Assessoria Entre as novas medidas está a unificação das decisões tomadas pelos municípios de Mato Grosso, para evitar divergências entre as as regras adotadas pelo estado e pelos municípios. Mendes afirmou que as empresas precisam continuar funcionando para garantir os empregos e movimentar a economia. Segundo ele, os prefeitos de municípios que não registraram casos da doença, não deveriam determinar o fechamento do comércio. Conforme o decreto, caso os prefeitos queiram adotar ações mais restritivas, terão que apresentar “fundamentação técnico-científica que justifique a providência no âmbito local”. Outra liberação é a circulação do transporte coletivo municipal e metropolitano, sem exceder a capacidade de passageiros sentados. Além disso, o decreto dá permissão para o funcionamento do transporte individual remunerado de passageiros, por meio de táxi ou aplicativo, desde que não seja utilizado o banco dianteiro do passageiro e seja feita a limpeza da parte interna do veículo após a finalização de cada atendimento. “Não podemos apavorar. Precisamos ir na linha do equilíbrio e bom senso, tomar medidas para salvar vidas. Os empregos precisam ser preservados, as empresas precisam continuar trabalhando, desde que tomem os cuidados devidos com a higiene”, explicou. O transporte intermunicipal para funcionários também está liberado. Frigoríficos, por exemplo, estão autorizados a levarem os trabalhadores para unidades mais distantes, de um município para o outro, desde que o veículo seja da própria empresa. Apesar da permissão para o funcionamento do comércio, o decreto ainda restringe a abertura de parques públicos e privados, praias de água doce, teatro, cinema, museus, casas de shows, festas, feiras, academias, ginásios esportivos e campos de futebol, missas, cultos e celebrações religiosas; outros eventos e atividades que demandem aglomeração ou reunião de pessoas. Os velórios só podem ter até 20 pessoas. “Precisamos voltar com cuidado, manter as restrições sociais. Se você não precisa sair de casa, não saia. Respeitamos a autonomia dos gestores municipais, mas, se quiserem agir diferente, precisam fazer um estudo para justificar outras paralisações”, declarou.