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Acidente entre caminhonete da Justiça Eleitoral que transportava urnas e caminhão deixa 8 pessoas feridas

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access_time29/10/2018 07:56

Um acidente entre uma caminhonete da Justiça Eleitoral e um caminhão deixou oito pessoas feridas na

Passageiro é preso em ônibus em MT com pistola, barra de ouro e R$ 9 mil em espécie

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access_time20/07/2018 16:46

Durante uma viagem, um passageiro de ônibus foi preso nesta sexta-feira (20), em Sinop, a 503 km de

País tem sete mortes pelo COVID-19

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access_time19/03/2020 21:32

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo registrou nesta quinta-feira (19) o quinto caso confirma

POLÍTICA

Supremo mantém regra que exige 10% do quociente eleitoral para eleição

access_time04/03/2020 14:24

É constitucional a regra do artigo 4º da Lei 13.165/2015 que exige que, para que o candidato seja eleito a cargo legislativo, tenha obtido individualmente a marca de 10% do quociente eleitoral. Para o Supremo Tribunal Federal, o regramento corrige distorções na eleição proporcional, reforça a manifestação da vontade pessoal do eleitor e coíbe o puxador de votos. A lei, contestada por ação direta de inconstitucionalidade, alterou o artigo 108 do Código Eleitoral. Até sua entrada em vigor, pela mini reforma eleitoral, o voto proporcional em lista aberta era definido calculando-se o quociente eleitoral (divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras parlamentares). Em seguida calculava-se o quociente partidário (divisão do número de votos do partido pelo quociente eleitoral).  O que ocorria até então era que candidatos que tivessem votação muito expressiva conseguiam elevar o quociente partidário, aumentando o número de cadeiras do partido e elegendo candidatos de menor expressão. O artigo 4º da Lei 13.165/2015 definiu que, para assumir o cargo, o candidato precisa de votação nominal de pelo menos 10% do quociente eleitoral. "Na essência, o que se quer evitar é que o puxador de votos leve candidatos que não têm a mesma expertise dos que foram individualmente votados exatamente pelo preparo para a vida política", explicou o relator da ADI, ministro Luiz Fux. Para ele, o artigo contestado acaba com grande distorção da eleição proporcional e é útil sob o ângulo da soberania da democracia popular, em que se valoriza exatamente a manifestação da vontade pessoal. Duas eleições já foram realizadas com as novas regras em vigência. Para corroborar o argumento, o ministro citou que no pleito de 2018, a exigência de 10% do quociente eleitoral impediu a posse de oito candidatos — sete por São Paulo e um por Minas Gerais. Juntos, eles somaram 171 mil votos. Já os candidatos que se beneficiaram da nova regra reuniram 609 mil votos, quase seis vezes mais.  Dentre os grandes puxadores de voto, foram citados o palhaço Tiririca e o ex-deputado Enéas Carneiro. "Não há que se falar em vulneração do sistema proporcional", afirmou o ministro Luiz Fux, ao negar a tese defendida em sustentação oral pelo Patriota, segundo a qual essa cláusula de barreira enfraquece os partidos, uma vez que os candidatos são obrigados a trabalhar pelo voto individual. Razoabilidade "Quem participa ou acompanha a questão política sabe que, em votação por lista aberta, os candidatos não brigam com outro partido. Ele precisa ter um voto a mais que seu colega de partido. E isso enfraquece o partido", afirmou o ministro Alexandre de Moraes, ao seguir o relator. Para ele, a cláusula de barreira dá mais legitimidade a quem foi eleito. O ministro Barroso acompanhou as críticas ao afirmar que, pelas regras antigas, o sistema se configurava de tal forma que o eleitor não saberia quem elegeu e o eleito não saberia por quem foi eleito. "É uma das causas do descolamento entre a classe política e a sociedade civil, em um sistema em que — pra usar a palavra da moda — não há accountability. Um não tem de quem cobrar, outro a quem prestar contas", explicou. Para o ministro Ricardo Lewandowski, a alteração legislativa procura dar equilíbrio entre o prestígio ao partido e ao que o próprio eleitor decide. A decisão foi unânime no Plenário do STF. Quem concorre às sobras O Supremo Tribunal Federal ainda decidiu, na ADI 5.947, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, pela constitucionalidade do artigo 3º da Lei 13.488/2017, que permite a todos os partidos que participarem da eleição concorrer pelos lugares que sobrarem. O Plenário entendeu que a regra deu maior efetividade ao princípio da proporcionalidade. Assim, as vagas que sobram quando o candidato não alcança 10% do quociente eleitoral são depois distribuídas por sistemática pré-definida. Até então, apenas os partidos que tinham alcançado o quociente eleitoral participavam da distribuição. Confirmada a constitucionalidade da medida, todos que integraram o pleito poderão tomar parte. ADI 5.420 ADI 5. 947

Projeto de lei isenta de penalidades as infrações de trânsito cometidas em estado de necessidade

access_time02/03/2020 08:33

Tramita na Câmara dos Deputados o PL 408/2020, que estabelece a isenção das penalidades de infrações de trânsito cometidas em estado de necessidade ou de perigo. A proposta legislativa, apresentada pelo deputado Márcio Labre (PSL/RJ) em 19/02/2020, acrescenta o art. 161 ao Código de Trânsito Brasileiro) passará a vigorar com a seguinte redação: Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito deste Código, da legislação complementar ou das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo XIX. §1º. As infrações cometidas em relação às resoluções do CONTRAN terão suas penalidades e medidas administrativas definidas nas próprias resoluções. §2º A infração de trânsito cometida em estado de necessidade terá sua penalidade excluída. De acordo a justificação da proposta, Apesar de não estar devidamente explicitado no código de trânsito brasileiro, motoristas que cometem infrações de trânsito em situações de necessidade geralmente conseguem a anulação da penalidade judicialmente. Estes pedidos inclusive, são bem pacificados nos tribunais, bastando o autor comprovar o real estado de necessidade no momento da infração. Este projeto de lei tem como objetivo sacramentar esta prática jurídica em nosso Código de Trânsito Brasileiro, com objetivo de trazer mais seguranças aos motoristas, e permitir que o próprio órgão autuador possa, através de recurso administrativo, anular estas infrações, desafogando assim o judiciário brasileiro. Ressalta-se que a averiguação da culpabilidade pela inexigibilidade de conduta diversa do agente é analisada caso a caso. A presente alteração no CTB vai permitir que o próprio órgão autuador, através de recurso administrativo, possa anular infrações com base na comprovação de estado de necessidade. Há muitos casos de infrações cometidas em urgências médicas, ruas perigosas onde pessoas suspeitas se aproximam do veículo e de mulheres em trabalho de parto. Em todas estas situações a justiça tem se mostrado favorável a anulação do auto de infração, estes são exemplos de como a presente proposta de atualização na legislação viria a trazer benefícios, com economias aos cofres públicos e diminuição da burocracia ao brasileiro. Situação Aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados. Íntegra do projeto legislativo Clique AQUI para ver a íntegra da proposta.

Prazo para regularização de título de eleitor em MT termina nesta sexta-feira

access_time20/02/2020 18:42

O prazo para fazer a primeira ou segunda via do título de eleitor, transferência e recadastramento biométrico termina nesta sexta-feira (20), em Mato Grosso. O prazo não deve ser prorrogado. O eleitor que perder o prazo não poderá voltar na eleição suplementar para a vaga de senador em Mato Grosso, no dia 26 de abril. Além disso, o eleitor deverá regularizar o título para votar nas eleições municipais de outubro. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral, cerca de 400 mil títulos foram cancelados em Mato Grosso e quase metade em Cuiabá e Várzea Grande. Para regularizar é só levar documento oficial com foto e comprovante de residência.

Agricultor Familiar voltará a produzir em Peixoto de Azevedo com apoio da Secretaria de Agricultura

access_time17/02/2020 11:13

O Produtor Gabriel Silva solicitou ao Prefeito Municipal Mauricio Ferreira o auxílio das Secretarias de Agricultura e Obras para um problema existente há anos em sua propriedade na região dos Buritis situada a cerca de 3 km do centro da cidade. Há mais de 20 anos foi plantada uma cerca viva no antigo cemitério dos Buritis, esta cerca viva com o passar dos anos se proliferou e invadiu parte da propriedade do Sr. Gabriel, dificultando e inviabilizando a sua criação de carneiros e de vacas leiteiras, que ali produziam dezenas de litros de leite. O Secretário Municipal de Agricultura Alan Aires de imediato solicitou o apoio da Secretaria de Obras e realizaram em conjunto a limpeza geral desta área e o gradeamento da terra, a Secretaria também fará todo o acompanhamento técnico desta propriedade. O Secretário de Agricultura Alan Aires e de Governo Sidney de Paula estiveram visitando a propriedade do Sr. Gabriel Silva, verificaram que este pioneiro do município, já providenciou o plantio de capim tipo Brizantão na propriedade e em breve voltará a ter suas vacas leiteiras, ele também voltará a produzir frutas com o apoio técnico da Secretaria Municipal de Agricultura e na logística de transporte e vendas de seus produtos.

Fiscalização detecta ausência de enfermeiro em unidades de saúde de Peixoto e Matupá

access_time13/02/2020 09:10

Vinte e três unidades de saúde e uma cadeia pública da região Norte de Mato Grosso estão sendo alvo da Força Regional de Fiscalização, realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT), que encerra-se nesta quinta-feira (13). A operação concentrada reúne quatro enfermeiros fiscais e dois conselheiros do Coren-MT. Eles vistoriam irregularidades relacionadas ao exercício da enfermagem que podem pôr em risco a assistência ao paciente. Nesta quarta-feira (12) serão fiscalizados hospitais e unidades de saúde do município de Guarantã do Norte. A operação começou na terça-feira (11), em Matupá, onde foram vistoriados dois hospitais e quatro Unidades de Saúde da Família (USF). Em Peixoto de Azevedo, a fiscalização passou por três USFs, um hospital e a Cadeia Pública do município. Seis das unidades não contavam com enfermeiro em parte ou durante todo seu período de funcionamento. Em alguns casos, em decorrência de afastamento por férias, demonstrando falta de planejamento e déficit de pessoal. A presença de enfermeiro é obrigatória. A fiscalização levantou também problemas de má conservação nos prédios, como infiltrações e mofo, e medicamentos vencidos, entre eles o cloridrato de dopamina. Também foram constatados casos de armazenamento e manipulação incorreta de remédios e falta de identificação de insumos. Entre as unidades com mais problemas está o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo, onde entre outras irregularidades, foi encontrado medicamentos vencidos. Mais de 240 profissionais de enfermagem estão sendo contactados durante a ação. As demandas de infra-estrutura e situações que extrapolam a competência do Coren-MT serão encaminhadas aos órgãos competentes. Em 2019, o Coren-MT realizou operações do mesmo porte nos municípios de Barra do Garças e Rondonópolis.

Guaidó anuncia volta à Venezuela e pede mobilização contra o regime

access_time11/02/2020 09:58

O líder da oposição e presidente do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje (11) que voltará em breve ao país e pediu aos venezuelanos que retomem as mobilizações para derrotar o governo do presidente Nicolás Maduro. "Temos o apoio e o respeito do mundo. Agora toca-nos a tarefa mais poderosa e fundamental, a que nos trouxe aqui, a de nos unirmos para que, de uma vez por todas, possamos dizer, com força, que a virtude, a honra e a liberdade cobrem a Venezuela" disse. O anúncio foi feito em um vídeo divulgado em Caracas. Guaidó estará encerrando viagem iniciada em 19 de janeiro e que incluiu a Colômbia, Inglaterra, Suíça, Espanha, o Canadá, a França e os Estados Unidos, onde se reuniu com governantes, inclusive com o presidente norte-americano, Donald Trump. "Regresso à minha pátria com afeto, com o compromisso dos nossos aliados, com ações e medidas que vão ser executadas e com o apelo ao nosso povo para reativar a luta e a mobilização popular", afirmou o líder da oposição. Ele disse que assume o seu "papel e responsabilidade, com todos os riscos que envolve" e chamou os venezuelanos também a serem "protagonistas da libertação da Venezuela", acrescentando que é preciso estarem unidos. "Durante este périplo testemunhamos fatores, governos e instituições de diferentes estilos, que estão unidos por um compromisso, por uma causa justa: pela Venezuela, pela liberdade. Internamente devemos conseguir também isso (compromisso), trabalhar com uma rota clara para derrotar a ditadura, mas, para que isso aconteça, os venezuelanos, dentro e fora do país, devem reativar as mobilizações e fazer-nos sentir com força". Segundo Juan Guaidó, a ditadura é um perigo para todos no planeta. "É por isso que os nossos aliados estão dispostos a aumentar a pressão até o nível máximo necessário", destacou. Segundo ele, o ano de 2019 deu "recursos, mas também lições que serviram para renovar e consolidar" a estratégia da oposição. "A solução só ocorrerá quando conseguirmos, com muita pressão, eleições presidenciais realmente livres. Para isso, temos o apoio e o consenso do mundo, das principais potências que se comprometeram a não reconhecer qualquer fraude que a ditadura tente, como fizeram em 20 de maio de 2018". No vídeo, Juan Guaidó diz que os chefes de Estado e de Governo de Inglaterra, Alemanha, França, Colômbia, Canadá, Grécia, Indústria, Holanda e Estados Unidos, apoiam "uma série de ações e medidas concretas para alcançar a liberdade da Venezuela e acabar com o sofrimento" dos venezuelanos. Diz ainda estar disposto a fazer tudo o que for necessário para alcançar os objetivos" e que regressará ao país "com a profunda convicção de que a Venezuela será livre e que poderá deixar de lado a ditadura, a destruição e a dor que ela trouxe. A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó jurou publicamente assumir as funções de presidente interino da Venezuela até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país. Os Estados Unidos foram o primeiro de mais de 50 países que manifestaram apoio a Juan Guaidó, entre eles Portugal, uma posição tomada no âmbito da União Europeia. *Emissora pública de televisão de Portugal

Parlamento Europeu vota Acordo de Saída do Reino Unido

access_time29/01/2020 10:47

O Parlamento Europeu vota nesta quarta-feira (29) o Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia, a última etapa formal para o Brexit, que está anunciado para sexta-feira (31). A cerimônia, que terá forte componente simbólico, ocorre às 17h e basta uma maioria simples dos votos, após debate, com a participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A aprovação do Acordo de Saída pelo Parlamento Europeu é indispensável para a concretização do Brexit. O referendo em que os britânicos decidiram deixar a União Europeia foi realizado há três anos e meio, em junho de 2016, A saída será concretizada na próxima sexta-feira. *Emissora pública de televisão de Portugal

Bolívia suspende relações diplomáticas com Cuba

access_time24/01/2020 16:01

O governo interino da Bolívia suspendeu hoje (24) as relações diplomáticas com Cuba. A decisão foi comunicada pelo chanceler interino do país, Yerko Núñez, que classificou de inadmissíveis as expressões utilizadas pelo chanceler cubano ao referir-se à presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, escreveu em sua conta no Twitter, no dia 22, que "a golpista e autoproclamada" presidente interina disse "vulgares mentiras e "deveria explicar ao povo que, após a saída dos médicos cubanos, mais de 454.440 atendimentos médicos deixaram de ser feitos".  "Dois meses sem a brigada médica cubana na Bolívia se traduzem em quase mil mulheres que não tiveram assistência especializada em seus partos e 5 mil intervenções cirúrgicas e mais de 2,7 mil cirurgias oftalmológicas que não foram realizadas. Não são apenas números, são seres humanos", disse Rodríguez. Em coletiva de imprensa hoje, em La Paz, o chanceler boliviano interino afirmou que a decisão de suspender as relações diplomáticas "obedece às recentes e inadmissíveis expressões do chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, à permanente hostilidade e [às] constantes queixas de Cuba contra o governo constitucional boliviano e seu processo democrático".

Forte divisão marca início de julgamento do impeachment de Trump

access_time22/01/2020 10:29

O julgamento do impeachment do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump teve início com forte divisão sobre as regras que vão reger os procedimentos. O julgamento começou no Senado dos EUA nessa terça-feira (21). A Câmara dos Representantes, controlada pelos Democratas, aprovou o impeachment de Trump no mês passado, sob acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso. Trump foi acusado de abuso de poder por ter pressionado, visando ganho político e pessoal, a Ucrânia a investigar Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA e líder na disputa por uma indicação para disputar a presidência pelo Partido Democrata. O caso avançou para o Senado, onde membros da Câmara vão atuar como promotores, liderados pelo presidente da Comissão de Inteligência Adam Schiff. No primeiro dia, o advogado de Trump, Pat Cipollone, destacou a determinação da equipe de defesa de afirmar a inocência do presidente. Ele disse que "a única conclusão será de que o presidente não fez absolutamente nada de errado". O líder do impeachment, Adam Schiff, disse que "a maioria dos americanos não acredita que haverá um julgamento justo. Eles acreditam que o resultado já foi previamente definido". Schiff afirma que testemunhas, incluindo o ex-secretário de Segurança Nacional John Bolton, deveriam receber permissão para depor. O Partido Democrata também pediu que fossem apresentados documentos da Casa Branca e outros registros relacionados à suspensão temporária de ajuda militar dos EUA à Ucrânia. O Senado, liderado pelos Republicanos, se opõe à medida. O Partido Republicano quer concluir o julgamento provavelmente até o fim de janeiro. Democratas estão tentando conquistar o apoio da população, convocando testemunhas para o julgamento. Próximos passos Donald Trump é o terceiro presidente da história dos Estados Unidos a enfrentar um processo de impeachment, depois de Andrew Johnson em 1868 e Bill Clinton, em 1999 – ambos absolvidos. O julgamento no Senado é conduzido pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts, com todos os senadores servindo como jurados. Sete parlamentares da Câmara dos Representantes estão atuando como promotores. A equipe é chefiada pelo presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, um democrata que liderou as investigações do impeachment. O advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, lidera a equipe de defesa, que inclui advogados renomados. Um deles é Ken Starr, que investigou Clinton como promotor independente. Outra personalidade é Alan Dershowitz, que foi parte da equipe legal que ajudou o astro do futebol americano O. J. Simpson a ser absolvido em um julgamento por assassinato, de grande repercussão na década de 90. O julgamento começou estabelecendo as regras dos procedimentos, seguido pelos discursos de abertura da defesa e acusação. Os lados têm 24 horas para apresentar seus argumentos. Após as deliberações, senadores vão votar "culpado" ou "inocente" para cada uma das duas acusações de abuso de poder e obstrução do congresso, enfrentadas por Trump. Uma maioria de dois terços é necessária para condenar e retirar o presidente em exercício do poder. No entanto, é esperado que ele seja absolvido, já que os republicanos são maioria no Senado. *Emissora pública de televisão do Japão

Bolsonaro demite Alvim da Secretaria da Cultura após polêmica sobre ministro nazista

access_time18/01/2020 11:39

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira o desligamento do secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, após polêmica envolvendo discurso no qual o secretário usou frase semelhante a uma fala de Jospeh Goebbels, ministro da Propaganda nazista. Em nota, o presidente classificou de “infeliz” a declaração de Alvim e disse que sua permanência no cargo ficou insustentável. Ao mesmo tempo, reiterou o repúdio a ideologias totalitária e procurou reforçar sua relação com a comunidade judaica. A fala de Alvim, feita em vídeo publicado no Twitter na noite de quinta-feira na conta da secretaria, provocou forte reação pública nas redes sociais, incluindo de autoridades. “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então, não será nada”, disse Alvim no vídeo. Segundo o livro “Joseph Goebbels: Uma Biografia”, de Peter Longerich, o ministro da Propaganda de Adolf Hitler afirmou, em um pronunciamento para diretores de teatro: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.” Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta sexta-feira, Alvim disse que não sabia a origem da frase e pediu perdão ao povo judeu, mas sustentou que a ideia da frase escrita por ele e utilizada no discurso é “perfeita”. A mesma explicação foi dada, segundo ele, ao presidente Jair Bolsonaro, em conversa também pela manhã. “Eu li para o presidente, falei, expliquei para ele dessa coincidência retórica, li para ele a minha frase. A frase em si, repito, é absolutamente perfeita”, disse, em entrevista à rádio. “Mas, por outro lado, a vinculação dessa ideia acerca da arte e da cultura brasileiras com campos de extermínio, genocídio e eugenia... é ou produto de má intencionalidade ou produto de analfabetismo funcional”, afirmou. O secretário disse ter escrito 90% do discurso. Solicitou, no entanto, ajuda de assessores, que teriam feito uma pesquisa para elaborar a fala. Ele afirmou repetidas vezes na entrevista não saber que a frase em questão tinha origem em fala do ministro nazista. Questionado se concordava com a frase de Goebbels, ou se era nazista, Alvim negou. “A frase que eu escrevi, que tem essa coincidência retórica com a forma da frase do Goebbels, é absolutamente correta. Até um ditador sanguinário pode ter uma ou outra frase absolutamente correta, embora no caso dessas pessoas eles estejam travestindo com nobres discursos as intenções mais espúrias. Mas você vai encontrar belíssimas frases sobre a humanidade na boca de um assassino contumaz como o Che Guevara”, disse. “Goebbels preconizava uma ideia de uma arte nacional, uma arte nacionalista? Sim. Eu também preconizo essa ideia? Eu também preconizo essa ideia. Outros intelectuais absolutamente incríveis também preconizam essa ideia? Também preconizam essa ideia. Daí a estender a associação para extermínio de pessoas em campos de concentração é uma coisa muito forçada.” Mais tarde, em publicação numa rede social, depois de reafirmar que não sabia da origem da frase e que não compactua com o nazismo, Alvim disse que colocou seu cargo à disposição do presidente. “Tendo em vista o imenso mal-estar causado por esse lamentável episódio, coloquei imediatamente meu cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de protegê-lo”, disse na publicação. “Dei minha vida por esse projeto de governo, e prossigo leal ao presidente, e disposto a ajudá-lo no futuro na dignificação da Arte e da Cultura brasileiras”, acrescentou. Pouco depois da publicação, Bolsonaro divulgou a nota anunciando a saída do secretário. “Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência”, afirmou a nota assinada por Bolsonaro. “Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum”, acrescentou. LIMITES O discurso do secretário provocou forte reação. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou sua conta no Twitter para afirmar que o secretário “passou de todos os limites” com a publicação. “É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, disse Maia. O presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é judeu, também pediu o afastamento do secretário e disse ser inadmissível que um representante do governo utilize o cargo para “explicitar simpatia pela ideologia nazista” ou repetir ideias de um ministro alemão. “Somente agora tive o desprazer de tomar conhecimento do acintoso, descabido e infeliz pronunciamento de assombrosa inspiração nazista do secretário de Cultura, Roberto Alvim, do governo federal”, disse o presidente do Congresso em nota. “Como primeiro presidente judeu do Congresso Nacional, manifesto veementemente meu total repúdio a essa atitude e peço seu afastamento imediato do cargo.”