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POLÍTICA

Governo compra mais 80 respiradores e 1,7 milhão de equipamentos de proteção individual

access_time16/06/2020 09:57

Para dar continuidade ao combate ao coronavírus, o Governo do Estado está adquirindo mais 80 ventiladores pulmonares, sendo 50 fixos e 30 móveis, que serão utilizados para a criação de mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais regionais e transporte de urgência e emergência. Os equipamentos foram comprados na China, uma vez que nas aquisições anteriores o Estado chegou a pagar três vezes menos que outros entes da federação por produtos similares, conforme auditoria da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT). Laudos técnicos também atestaram a qualidade e eficiência dos produtos comprados pelo governo para o tratamento dos pacientes da covid-19, que já estão sendo utilizados nos hospitais do estado. Além dos respiradores, o governo está em processo de compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), como 30,2 mil luvas de látex, 320 mil aventais, 40 mil capotes, 1,140 milhão de máscaras cirúrgicas e 250 mil máscaras N95. Também serão comprados mais 30 monitores, 400 mil testes covid-19, 2 equipamentos para testagem e 680 kits para a realização dos exames. “Continuamos nosso esforço para estruturar a rede pública e termos capacidade de atender aos casos de coronavírus, frente ao aumento da demanda. Estamos abrindo novas UTIs por todo o estado, mas para as UTIs funcionarem precisamos de respiradores, equipamentos, EPIs e profissionais capacitados. Essas novas aquisições são um passo importante para garantir o atendimento de qualidade aos pacientes com a covid-19”, afirmou o governador Mauro Mendes. Ele lembrou que o Estado tem estoque, mas com a evolução e avanço da doença, tornaram-se necessárias novas aquisições. O que já chegou As primeiras aquisições de respiradores, camas, monitores e equipamentos de proteção comprados pelo governo na China começaram a chegar em Mato Grosso no final de abril. Até o momento, o Estado já recebeu 215 monitores e 120 respiradores, além de macacões de proteção (40 mil), camas elétricas (255), protetores faciais (5 mil), máscaras cirúrgicas (500 mil) e do tipo KN95 (50 mil). “São aquisições importantes para melhorar a infraestrutura hospitalar do governo, garantir a segurança de nossos profissionais, além de aumentar nossa capacidade de enfrentamento à pandemia”, destacou o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Governo do Estado vai classificar medidas pelo grau de risco de cada município

access_time15/06/2020 09:59

O Governo de Mato Grosso criou um sistema de classificação de risco que irá ajudar a prevenir e combater o coronavírus em todo o estado e também fazer as recomendações das medidas mais adequadas para cada um dos 141 municípios. A implantação do sistema foi publicada no Diário Oficial com data de sexta-feira (12.06) e assinada pelo governador Mauro Mendes e pelos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Gilberto Figueiredo (Saúde). O sistema irá acompanhar, analisar e fazer a avaliação estratégica sobre a evolução do coronavírus em Mato Grosso, com base nos dados de crescimento da contaminação, na taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTIs para a doença na rede pública e também pelo número de casos ativos. Com esses dados, a classificação de risco será determinada em quatro níveis, com uma cor para cada uma: baixo (verde), moderado (amarelo), alto (laranja) e muito alto (vermelha). “As diretrizes consignadas neste Decreto serão atualizadas periodicamente, sendo que a primeira revisão deverá ocorrer em até 15 (quinze) dias a partir da sua publicação, com a participação da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado, dos Municípios, do Ministério Público, da Defensoria Pública e das entidades representativas da sociedade civil e dos setores econômicos”, diz trecho do decreto. Para cada um dos graus da classificação, o Governo faz recomendações das medidas restritivas mais adequadas a serem adotadas pelo município (confira ao final da matéria). “Tenho certeza que os prefeitos serão prudentes e irão adotar as medidas de acordo com o risco de cada município. Essa ferramenta vai ajudar a frear o avanço do coronavírus no estado, mas para isso é necessária a colaboração de todos os envolvidos, especialmente os prefeitos e a nossa população, que precisa seguir as medidas recomendadas”, afirmou o governador Mauro Mendes. Entenda como será feita a classificação: Confira todas as medidas, de acordo com a classificação de risco: Medidas aos municípios classificados como de risco baixo a) evitar circulação de pessoas pertencentes ao Grupo de Risco, conforme definição do Ministério da Saúde; b) isolamento domiciliar de pacientes em situação confirmada de COVID-19, em caráter obrigatório, por prescrição médica, pelos prazos definidos em protocolos; c) quarentena domiciliar de pacientes sintomáticos em situação de caso suspeito para de COVID-19, e de daqueles que com ele tiveram contato, em caráter obrigatório, por prescrição médica; d) disponibilizar, em estabelecimentos públicos e privados, locais adequados para lavagem frequente das mãos com água e sabão e/ ou disponibilização de álcool na concentração de 70%; e) ampliar, em estabelecimentos públicos e privados, a frequência diária de limpeza e desinfecção de locais frequentemente tocados, tais como pisos, corrimãos, maçanetas, banheiros, interruptores, janelas, telefones, teclados de computador, controles remotos, máquinas acionadas por toque manual, elevadores e outros; f) evitar a realização presencial de reuniões de trabalho e priorizar a realização de atividades de forma remota mediante o uso de ferramentas tecnológicas; g) controlar o acesso de pessoas em estabelecimentos públicos e privados de modo a garantir o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas; h) vedar o acesso a estabelecimentos públicos e privados de funcionários, consumidores e usuários que não estejam utilizando máscara de proteção facial, ainda que artesanal; i) manter os ambientes arejados por ventilação natural; j) adotar as recomendações atuais de isolamento domiciliar para os profissionais pertencentes ao Grupo de Risco, conforme definido pelo Ministério; k) observar as determinações das autoridades sanitárias para a contenção de riscos, especialmente quando a atividade exigir atendimento presencial da população, com a orientação aos funcionários sobre o modo correto de relacionamento com o público no período de emergência em saúde pública; l) exercício das atividades de cunho religioso condicionado à adoção, pelos responsáveis, das seguintes medidas: 1. disponibilização de local e produtos para higienização de mãos e calçados; 2. distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio) entre as pessoas; 3. controle do acesso de pessoas do grupo de risco ao estabelecimento, inclusive pessoas com idade superior a 60 (sessenta) anos; 4. suspensão de qualquer contato físico entre as pessoas; 5. suspensão da entrada de pessoas sem máscara de proteção facial; 6. suspensão da entrada de pessoas, quando ultrapassada em 50% (cinquenta por cento) a capacidade máxima do estabelecimento religioso. Medidas aos municípios classificados como de risco moderado a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para o Nível de Risco BAIXO; b) quarentena domiciliar para pessoas acima de 60 anos e grupos de risco definidos pelas autoridades sanitárias; c) suspensão de aulas em escolas e universidades. Medidas aos municípios classificados como de risco alto a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO; b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração, tais como shopping center, shows, parques, jogos de futebol, cinema, teatro, bares, restaurantes, casa noturna e congêneres; c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não-presenciais; d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas. Medidas aos municípios classificados como de risco muito alto a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO; b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 15 (quinze) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente; c) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais; d) manutenção apenas de serviços públicos e atividades essenciais, em consonância com o Decreto Federal nº 10.282, de 20 de março de 2020, exceto academias, salões de beleza e barbearias.

Portaria ministerial prorroga Força Nacional na Amazônia Legal

access_time15/06/2020 09:55

O Ministério da Justiça prorrogou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de fiscalização e repressão a crimes ambientais  e combate a incêndios florestais e queimadas na Amazônia Legal. A portaria prevendo a medida foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (15), e possibilitará também "atividades de serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio", no período entre 11 de junho e 10 de julho de 2020. Está prevista a possibilidade de prorrogação dessas ações, caso seja necessário. De acordo com a portaria, o emprego da Força Nacional de Segurança Pública será feito em articulação com Forças Armadas, órgãos de segurança Pública e entidades públicas de proteção ambiental. A Amazônia Legal é uma área que abrange 61% do território nacional, integrada por nove estados pertencentes à bacia amazônica e pela área de ocorrência das vegetações amazônicas.  Atualmente essa área, com uma superfície de aproximadamente 5,2 milhões de quilômetros quadrados, corresponde ao espaço ocupado pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do estado do Maranhão. Além de conter 20% do bioma cerrado, a Amazônia Legal abrange todo o bioma da Amazônia, onde estão abrigadas a mais elevada biodiversidade do planeta; o maior banco genético; e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável.

Bolsonaro pede que população entre em hospitais e faça vídeos de leitos para Covid-19

access_time12/06/2020 08:51

O presidente Jair Bolsonaro pediu na quinta-feira que as pessoas entrem em hospitais e façam vídeos dos leitos destinados a pacientes contaminados com Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, para mostrar se há ou não há lotação dessas unidades. “Seria bom você fazer na ponta da linha. Tem hospital de campanha perto de você, tem hospital público, arranja uma maneira de entrar lá e filmar”, disse o presidente na transmissão semanal que faz em suas redes sociais. “Muita gente está fazendo isso, mas mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não. Se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda. Tudo que chega para mim nas redes sociais a gente faz um filtro e eu encaminho para a Polícia Federal ou para a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e lá eles veem o que fazer com esses dados”, acrescentou. A sugestão de Bolsonaro, além de colocar em risco de contaminação pessoas que entram em unidades hospitalares que têm pacientes portadores de Covid-19, pode violar a privacidade dos doentes e das equipes médicas que atuam nesses locais. No início deste mês, deputados estaduais entraram no hospital de campanha montado no complexo do Anhembi pela prefeitura de São Paulo com auxílio de recursos do governo do Estado —alguns deles sem máscaras e outros equipamentos de proteção individual—, geraram tumulto e filmaram pacientes e leitos vazios. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram profissionais de saúde em trajes de proteção pedindo que os parlamentares e seus assessores usassem máscaras. A prefeitura disse que os leitos vazios ficam preparados para serem utilizados em caso de necessidade e que o hospital de campanha atende casos de baixa e média complexidade —não casos graves— e que este tipo de unidade ajudou a aliviar a pressão sobre os hospitais regulares. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a Covid-19 já infectou 802.828 no Brasil, com 40.919 mortes.

Com aumento de casos de Covid, TJ recua de reabrir fóruns em MT no dia 15

access_time08/06/2020 09:35

O Poder Judiciário de Mato Grosso prorrogou até 30 de junho de 2020 o fechamento das portas do Palácio da Justiça, dos Fóruns das comarcas do Estado e de quaisquer dependências do serviço judicial, na primeira e segunda instâncias, assim como o regime de teletrabalho, em decorrência das medidas temporárias de prevenção no contágio pela Covid-19. Até a última semana, estava presvista a reabertura das unidades do Judiciário, de forma gradual, para o próximo dia 15. A Administração do PJMT entende que ainda não se apresentam as condições necessárias para a plena retomada das atividades presenciais no Poder Judiciário com segurança. Também permanecerão suspensos os prazos processuais dos processos judiciais e administrativos físicos até 30 de junho de 2020. A decisão foi tomada em conjunto pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, pela vice-presidente, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, e pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Luiz Ferreira da Silva, e está expressa na Portaria-Conjunta n. 372/2020. Conforme o novo documento, os atos processuais como audiências, sessões de julgamento do Tribunal do Júri, dos órgãos julgadores do Tribunal de Justiça e da Turma Recursal continuarão a ser realizados, exclusivamente, por meio de recurso tecnológico de videoconferência ou plenário virtual. Já as citações e intimações serão realizadas, preferencialmente, por correio ou meio eletrônico, assim como os atos de penhora deverão ser realizados exclusivamente por meio eletrônico ou termo nos autos. Avanço da doença Conforme a nova portaria, em 2 de junho de 2020 o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Covid-19 registrava 2.862 notificados de SRAG e 2.817 casos confirmados referente à Covid e, no dia seguinte, foram registrados 2.916 casos notificados de SRAG (+1,9% de variação do dia anterior) e 3.568 casos confirmados referente à Covid-19, evidenciando um aumento de mais de 7,5% em 24 horas. Já no dia seguinte (4 de junho), foram registrados 3.153 casos de notificados de SRAG (+8,1% de variação do dia anterior) e 3.388 casos confirmados de Covid-19, um aumento de mais de 11,92% em 48 horas. E, em 5 de junho, foram registrados 3.353 casos notificados de SRAG (+6,3% de variação do dia anterior) e 3.568 casos confirmados de Covid-19, um aumento de mais de 26,65%. A decisão da Administração do PJMT também levou em consideração que as unidades hospitalares no Estado de Mato Grosso apresentam alto índice de taxa de ocupação de UTI por casos suspeitos e confirmados e a confirmação da incidência da Covid-19 em 104 municípios do Estado. Também ponderou o conteúdo do Boletim Epidemiológico da Covid-19 no Brasil, divulgado pelo Ministério da Saúde em 5 de junho, que informava que nas últimas 24 horas haviam sido confirmados 30.830 novos casos de Covid-19 e 1.005 óbitos. Assim como o painel de monitoramento de casos da Covid-19 do Tribunal de Contas do Estado, que apresenta curva epidemiológica ascendente de casos confirmados no Estado. Os desembargadores levaram em consideração o fato de que praticamente 62% dos processos em trâmite no Poder Judiciário tramitam de modo eletrônico, e no período de pandemia estão sendo disponibilizadas ferramentas e tecnologias para ampliar o referido percentual e facilitar o acesso e a prestação jurisdicional. Além disso, durante o período de fechamento das unidades do Poder Judiciário e atuação em teletrabalho, a produtividade de magistrados e servidores tem sido motivo de destaque pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Outro fator avaliado foi o avanço da estratégia de desmaterialização e digitalização do PJMT, que, em curto espaço de tempo, possibilitará a atuação em 100% dos processos de modo eletrônico.

Maia diz que não pode colocar "mais lenha" e irá responder pedidos de impeachment no momento certo

access_time01/06/2020 16:47

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que irá decidir “no momento certo” sobre os pedidos de impeachment apresentados contra o presidente Jair Bolsonaro, mas ressaltou que não se pode colocar mais lenha na fogueira e que está concentrado em tentar unificar o país. Maia disse, em videoconferência promovida pelo portal UOL, que, como juiz desse processo, uma decisão política sobre um impeachment precisa ser bem avaliada para não gerar mais desarmonia e crise.

Bolsonaro diz que 'só prestigia manifestações' e alfineta Moro

access_time01/06/2020 10:54

O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta segunda-feira (1º), o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro e afirmou a apoiadores que não coordena e "só prestigia" as manifestações favoráveis ao governo, como a do último domingo.  "Eu não coordeno nada, não sou dono de grupo, não participo de nada. Só vou prestigiar vocês que estão me apoiando. Pessoal do movimento limpo, decente, pela democracia, pela lei e pela ordem. Eu apenas compareço. Não conheço praticamente ninguém desses grupos", afirmou em conversa com apoiadores. "Acho que já que marcaram para domingo, deixem eles no domingo lá [em referência a outro ato]", completou. Agora desafeto, Moro também foi alvo de Bolsonaro, que disse que o ex-ministro estava "perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era a nossa". O presidente afirmou que o novo ministro da Justiça, André Mendonça, revogou uma portaria assinada por Moro e pelo então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que permitia a prisão de civis que desrespeitassem as normas de isolamento social. Segundo o presidente, Moro teria dificultado a posse e o porte de armas aos cidadãos comuns, tema defendido pelo presidente.  “Essa IN é da Polícia Federal, mas é por determinação do Moro. É uma instrução normativa que ignorou decretos meus, ignorou lei, para dificultar a posse e porte de arma de fogo para as pessoas de bem. Assim como essa IN, tem uma portaria também que o ministro novo revogou, que, apesar de não ter força de lei, ela orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta, de forma covarde, ele [Moro] ficou calado. E ele queria uma portaria ainda depois que multasse quem estivesse na rua. Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era a nossa. Graças a Deus, ficamos livres disso", disse o presidente. O assunto armas veio à tona da conversa com os apoiadores depois que um deles, que é cadeirante, agradeceu pela derrubada da instrução normativa. "Uma arma legal não é para cometer crime, é para evitar crime", afirmou Bolsonaro ao lado do cadeirante, que disse que era comerciante e afirmou ter sido impossibilitado de se defender ao ser alvejado por um disparo. 

Bolsonaro diz acreditar em arquivamento de inquérito no STF

access_time25/05/2020 18:44

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira acreditar no arquivamento do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suposta interferência dele na Polícia Federal, e voltou a negar ingerência nos trabalhos da corporação. Em nota oficial, Bolsonaro disse que considera “levianas” as afirmações sobre interferência na PF e defendeu uma atuação por uma “verdadeira independência e harmonia entre as instituições da República, com respeito mútuo”. “Nunca interferi nos trabalhos da Polícia Federal. São levianas todas as afirmações em sentido contrário. Os depoimentos de inúmeros delegados federais ouvidos confirmam que nunca solicitei informações a qualquer um deles”, disse o presidente, na nota. “Por questão de Justiça, acredito no arquivamento natural do Inquérito que motivou a divulgação do vídeo”, referindo-se ao registro de reunião ocorrida em 22 de abril, requisitado pela Justiça no inquérito que investiga uma tentativa de interferência do presidente na PF e divulgado na última sexta-feira. O presidente disse ainda, na nota, esperar que o “assunto” referente ao inquérito seja tratado com “responsabilidade e serenidade”. A manifestação de Bolsonaro ocorre no dia em que veio a público a admissão, em ofício encaminhado pela Secretaria-Geral da Presidência da República à Polícia Federal, que a assinatura do então ministro da Justiça, Sergio Moro, foi usada sem a autorização dele no ato de exoneração do então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, publicada no Diário Oficial da União (DOU). O documento reforça a acusação de Moro, em pronunciamento quando deixou o cargo no mês passado e em depoimento posterior à PF, que não havia assinado a exoneração de Valeixo, publicada no DOU no dia 24 de abril “a pedido”. A Secretaria-Geral afirma que a praxe da administração pública é colocar o nome do presidente da República e, em seguida, do ministro da área — no caso, o da Justiça — independentemente da autorização do próprio. O órgão acrescentou que, diante da discordância externada por Moro, “deliberou-se internamente em republicar o ato” para adicionar as assinaturas dos ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira. Nesta manhã, Bolsonaro se convidou e foi à sede da Procuradoria-Geral da República (PGR). Trocou rápidas palavras de cumprimento com o procurador-geral da República, Augusto Aras, e outros presentes à solenidade de posse do novo procurador Federal dos Direitos do Cidadão, subprocurador Carlos Vilhena, posando para fotos, segundo a assessoria do órgão. Na avaliação de uma fonte da PGR, o presidente está fazendo pressão em razão de reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta segunda em que, segundo procuradores da equipe de Aras, Bolsonaro pode ter cometido crime de advocacia administrativa na questão da troca de cargos de comando da Polícia Federal. Há 10 dias, reportagem da Reuters citou que a PGR teria elementos para oferecer uma denúncia contra o presidente pelos crimes de advocacia administrativa e prevaricação — delitos de menor potencial ofensivo — no caso referente às denúncias feitas por Moro, na avaliação de duas fontes do MPF.

EUA decidem proibir entrada de viajantes do Brasil no país

access_time25/05/2020 07:12

Os Estados Unidos anunciaram neste domingo (24) que vão proibir a entrada no país de pessoas vindas do Brasil. A decisão foi tomada por causa da pandemia do novo coronavírus. O decreto já foi assinado pelo presidente Donald Trump. Mais cedo, a Casa Branca já havia dito que haveria a possibilidade de barrar os viajantes do país. O governo teme maior número de contaminação, já que o Brasil é o epicentro do surto da covid-19 na América do Sul. Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a situação do Brasil e destacou que as curvas são alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde do país, são 354.460 casos de infecção e 22.412 mortes. Isenção da restrição Em comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, informou que a medida protetiva vale também para todos que passaram pelo Brasil nos últimos 14 dias. Voos comerciais entre os dois países não sofrerão a imposição. O mesmo vale para membros de tripulações de companhias aéreas e para pessoas que forem convidadas pelo governo dos EUA a ingressem no país. Da mesma forma, pessoas que residem nos EUA ou que sejam casadas com cidadão ou cidadã, ou que tenham residência permanente não terão restrição aos Estados Unidos. Filhos e irmãos destes, desde que seja menor de 21 anos, também estão isentos da medida. Presidência da República Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República, publicou em seu perfil no Twitter um comentário sobre a decisão de Trump: "ao banir temporariamente a entrada de brasileiros nos EUA, o governo americano está seguindo parâmetros quantitativos previamente estabelecidos, que alcançam naturalmente um país tão populoso quanto o nosso. Não há nada específico contra o Brasil. Ignorem a histeria da imprensa". Agora, no final da noite de domingo, o Ministério das Relações Exteriores se manifestou por meio de nota e reafirmou que "Brasil e Estados Unidos têm mantido importante cooperação bilateral no combate à Covid-19" e salienta que os EUA já fizeram doações de cerca de US$ 6,5 milhões ao Brasil para o combate da doença. O Ministério relata ainda a decisão do governo norte-americano de suspender temporariamente a entrada de viajantes provenientes do Brasil "tem teor idêntico a medidas anteriores que suspenderam a entrada de viajantes de outros países afetados pelo Covid-19 como China, Irã, Reino Unido e Irlanda, bem como os países que fazem parte do Espaço Schengen da União Europeia".

Celso de Mello repassa à PGR pedidos de apreensão de celulares de Bolsonaro e Carlos

access_time22/05/2020 13:48

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República três notícias-crimes apresentadas por parlamentares e partidos políticos que pedem medidas no inquérito que apura uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, incluindo o depoimento do presidente e a apreensão do seu celular e de seu filho Carlos. Celso de Mello é o relator do inquérito aberto logo que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro deixou o governo acusando o presidente de tentar interferir na PF por ter interesse em inquéritos que podem envolver sua família. As notícias-crimes a serem analisadas agora pela PGR foram apresentadas pela deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR) e pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), e pelas bancadas do PDT, PSB E PV. Em sua conta no Twitter, Carlos Bolsonaro reagiu com ironia ao pedido, criticando a velocidade da ação do ministro, enquanto outros processos contra políticos estariam parados há anos. “Que crime teria cometido para tamanha velocidade e abuso? Nenhum. A narrativa do sistema continua em pleno vapor (sic)”, escreveu. O envio de pedidos do tipo para análise da PGR dentro de uma investigação é praxe. Em seu despacho, o ministro ressalta o “dever jurídico do Estado de promover a apuração da autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’. A PGR propôs a investigação sobre o caso, mas em outras oportunidades dentro do processo o procurador-geral da República, Augusto Aras, foi criticado por tomar posições favoráveis à defesa de Jair Bolsonaro. Também em outros pedidos apresentados por parlamentares e partidos, a PGR tem se manifestado contrária, alegando que a competência sobre os pedidos de investigação são da Procuradoria.