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Notícias com a tag: AFTOSA

Brasil inicia 2ª etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa

access_time01/11/2021 07:47

Cerca de 78 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade são o alvo da segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021, que começa nesta segunda-feira (1º). A doença, que também afeta caprinos, ovinos e suínos, traz prejuízos e restrições na comercialização de produtos pecuários. O último foco da doença no Brasil ocorreu em 2006. Desde 2018, todo o território brasileiro é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa (zonas com e sem vacinação) pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Das 19 unidades da Federação que fazem a vacinação neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não têm reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Zonas livres de aftosa sem vacinação Nos estados reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, parte do Amazonas e Mato Grosso –, é proibida a aplicação e comercialização desse imunizante. Conforme o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa) 2017-2026, a meta é que todo o território brasileiro seja considerado livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Atualmente, em torno de 70 países têm esse reconhecimento pela OIE. Recomendações Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), os criadores devem adquirir as vacinas em revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 mililitros na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser feita de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Em caso de dúvidas, o criador deve procurar o órgão de defesa sanitária animal da sua região.

Interatividade e 5G podem atrair jovem de volta ao campo, diz ministra

access_time28/05/2021 10:29

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que a chegada da interatividade e do 5G pode fazer com que o jovem volte a se interessar pelo trabalho no campo. Para ela, o agricultor conectado traz grandes benefícios não apenas na área da produção, mas também na social. "[Com a interatividade] ele [o agricultor] vai poder interagir com as áreas urbanas. Tenho muita esperança de que o jovem se interesse em voltar para o campo para trabalhar com seus pais. A nossa população rural está envelhecida e precisamos de mais jovens trabalhando no campo. Com essa ferramenta [o 5G], tenho uma esperança muito grande de trazer esse jovem para o campo novamente", afirmou. A ministra estima que 60% dos produtores rurais estão conectados e, com o 5G, ela acredita que a situação vai melhorar e se democratizar mais rapidamente. Cadastro Ambiental Rural Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cristina também falou sobre a ferramenta de análise dinamizada que vai agilizar a verificação de dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), lançada pelo governo federal no início do mês. A análise dos dados declarados no CAR é fundamental para a implantação efetiva do Código Florestal Brasileiro. O estado do Amapá será o primeiro a usar a ferramenta, mas outras unidades da Federação também já assinaram o termo para a utilização. A ministra explicou que atualmente os estados fazem o processo de forma manual por meio de seus técnicos, o que demanda uma equipe muito grande. "[O produtor] já recebe o seu CAR, o seu certificado, ou se ele não estiver conforme [as normas], vai para o Programa de Recuperação Ambiental fazer então o que é necessário e o que está no Código Florestal que precisa implementar. Isso vai dar uma agilidade e uma segurança jurídica a todos aqueles que participarem desse programa." l  Febre aftosa Durante participação no programa A Voz do Brasil, Tereza Cristina destacou o reconhecimento de seis estados brasileiros como áreas livres de febre aftosa sem vacinação, concedido nessa quinta-feira (27) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).  "Nós temos até 2026 para cobrir todo o Brasil, e a gente espera que realmente todos os outros estados agora fiquem mais animados porque vão ver o que temos de vantagem com esse reconhecimento para a produção, para exportação a mercados mais exigentes, que pagam melhor. Na parte da suinocultura, é fundamental ser livre de aftosa com vacinação", disse. "Nós temos aí um longo caminho, ainda é um desafio para os outros estados brasileiros porque temos mais 21 que precisam estar também nesse cronograma e atingir esse status".

RS, Rondônia, Acre e Paraná viram zona livre de vacinação da febre aftosa

access_time12/08/2020 06:23

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconheceu, nesta terça-feira (11), os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Acre, além de duas regiões do Amazonas e do Mato Grosso, como zonas livres da vacinação para febre aftosa. A medida, que já havia sido anunciada, foi confirmada com a assinatura de uma instrução normativa pela ministra Tereza Cristina. A mudança passa a valer em 1º de setembro. Com isso, o ano de 2020 será o último com vacinação nestes estados. A normativa, que deve ser publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (12), dá reconhecimento nacional à medida. A partir disso, o governo federal poderá encaminhar o pedido de status internacional à Organização Mundial de Saúde Animal. Com assembleia prevista para maio do ano que vem, a entidade internacional pode emitir a certificação que vai permitir a entrada dos estados em novos mercados mundiais. Técnicos e especialistas apontam que a retirada da vacinação tem potencial de abrir mercados como Japão, Coreia do Sul, México, Estados Unidos, Chile, Filipinas, China (carne com osso) e Canadá. No setor dos suínos, a expectativa é de que haja um incremento nas exportações em cerca de R$ 600 milhões anuais. 90% do rebanho vacinado no RS Até agora, o RS já vacinou 90% do rebanho, segundo o secretário da Agricultura, Covatti Filho. Na semana passada, auditores do ministério estiveram na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS para avaliar o cumprimento das exigências feitas para a obtenção do novo status sanitário. “Vai gerar imenso impacto na economia gaúcha. Com a retirada da vacina, o estado poderá alcançar 70% dos mercados mundiais disponíveis”, afirma Covatti Filho. A febre aftosa é uma das principais doenças da criação de gado, que começa com aftas na boca dos animais, podendo levar a problemas cardíacos e até a morte. Ela é contagiosa entre os animais, mas não infecta humanos. Conforme o governo federal, o Brasil não registra novos casos desde 2006. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul se manifestou favoravelmente à instrução normativa. Leia abaixo: A Farsul comunica que, após reunião realizada com os representantes dos sindicatos rurais integrantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, apoia o processo de retirada da vacinação contra a febre aftosa no estado. A decisão foi tomada por meio de votação entre os participantes, mantendo a tradição democrática da entidade de ser representante das demandas e posições dos produtores rurais do Rio Grande do Sul. É sabido que ainda existem itens a serem concluídos pelo Governo do Estado para o cumprimento de todo o protocolo estipulado para que o Rio Grande do Sul receba o status de livre de aftosa sem vacinação, pela OIE. Competirá a nós o acompanhamento da evolução desses pontos, auxiliando no que nos cabe e cobrando os que são compromissos de outros. Somos cientes das responsabilidades que cairão sobre os produtores, especialmente quanto a vigilância no campo. Pois, além das dificuldades conhecidas do setor público para tal, são os produtores os principais interessados na manutenção da segurança sanitária no nosso setor. Entretanto, necessitamos que, após a conclusão do processo, tenhamos a garantia do Poder Público de que as medidas apresentadas serão, efetivamente, colocadas em prática para que aquele que é o principal interessado, o produtor rural, tenha tranquilidade em exercer sua atividade sabendo que está respaldado jurídica e sanitariamente.