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Sem chuva há quase 90 dias, Cuiabá está encoberta de fumaça e em estado de alerta

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access_time17/08/2020 10:23

A segunda-feira (17) amanheceu com muita fumaça em Cuiabá. Desde a semana passada, a capital está en

Relator da Previdência adia apresentação de relatório para quinta

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access_time10/06/2019 12:31

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) confirmou que vai a

Horário de verão começa à 0h deste domingo; mato-grossenses devem adiantar relógio em 1 hora

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access_time03/11/2018 15:36

O horário de verão deste ano começa à meia-noite deste domingo (4), quando os moradores de Mato Gros

Notícias com a tag: China

Apetite chinês faz exportação de soja crescer 33% e impulsa agronegócio

access_time12/08/2020 11:07

Quando o produtor de soja Rodrigo Pozzobon acelera a picape em direção à sua fazenda, situada no norte de Mato Grosso, no coração do pujante agronegócio no país afirma: "preciso tirar férias para ir à Europa passear, quando passar a pandemia". A frase desse engenheiro agrônomo resume o estado favorável do agronegócio no país, responsável por mais de um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Uma solidez estimulada pelo cenário favorável da demanda chinesa por grãos para alimentar frangos e porcos em meio à crise do novo coronavírus, pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, e pela desvalorização de 25% do real em relação à moeda americana. Segundo dados oficiais, entre janeiro e julho as vendas externas de soja, principal produto de exportação do país, cresceram 36,3% em volume e 33,3% em faturamento em relação ao mesmo período de 2019. Foram quase 70 milhões de toneladas exportados, por US$ 23,8 bilhões. De acordo com analistas, isso pode reduzir o estoque de soja do maior produtor mundial do grão aos seus mínimos históricos, apesar da safra recorde deste ano. Após percorrer uma longa estrada de terra avermelhada, chega-se à "Fazenda Jaçanã", a propriedade de Pozzobon, que possui 2.350 hectares. Situada no município de Vera, a fazenda está dentro de Sorriso, considerada a capital do agronegócio no país, com uma área de 1,5 milhão de hectares cultiváveis, equivalente a metade do território da Bélgica. Os imensos campos de soja e milho estão vazios. A colheita aconteceu há algumas semanas e já foi vendida para as grandes tradings instaladas na área, como Cargill, Dreyfus, Bunge ou Cofco, que transporta esses grãos principalmente para a China, compradora de 72,6% da produção nos primeiros sete meses do ano. O cenário favorável no campo brasileiro contrasta com o restante da economia da principal economia latino-americana. Para 2020, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê uma redução histórica de 6% no PIB, apesar do crescimento de 2% na agropecuária. "Impunidade" O agronegócio brasileiro, que entre janeiro e julho viu as exportações de carne bovina e suína crescerem respectivamente 32,3% e 51,7%, avança em clima de tensão por causa do aumento do desmatamento, que segue a tendência dos níveis altíssimos registrados no último ano. Uma vista aérea de Sorriso, Vera ou Sinop, grandes municípios produtores localizados no Mato Grosso, é suficiente para verificar a redução da vegetação original. A Amazônia estava relativamente protegida da expansão da soja graças a uma moratória negociada em 2006 entre ONGs, empresas e autoridades. Porém, as tensões aumentaram desde a chegada ao poder do presidente Jair Bolsonaro, abertamente defensor do uso da floresta para atividades de mineração e agricultura. "Há uma sensação de impunidade no campo que faz com que muitos fazendeiros avancem sobre a floresta, e esse pode estar sendo o caso de áreas que em breve serão convertidas em soja", contou Cristiane Mazzetti, da campanha do Amazonas do Greenpeace Brasil, à AFP. "Pecamos" Pozzobon, cuja família de descendência italiana faz parte da migração de produtores vindos do sul do país a partir dos anos 70, acredita que seja possível aumentar a produção sem devastar a floresta. Por exemplo, transformando em áreas de cultivo os milhões de hectares já desmatados e usados para pastagem. Segundo o produtor, há alguns anos os proprietários rurais são obrigados a deixar 80% de suas fazendas como reserva e usar apenas 20% para cultivo. "No passado pecamos porque desmatamos, algumas propriedades foram desmatadas mais do que o autorizado. Isso foi corrigido, e tiveram que fazer compensações ambientais", ressalta o engenheiro agrônomo. A destruição da floresta é uma das origens das queimadas que se espalham pela região amazônica durante a seca, que teve início em julho. Nas proximidades de Sinop, a AFP verificou várias áreas contendo palha seca de milho queimada, que chegavam a entrar na reserva florestal, até sumir naturalmente. Apesar de proibidas por lei desde julho, as queimadas são principalmente causadas por fazendeiros que usam o fogo para limpar uma área para o pasto ou por invasores que o utilizam para limpar áreas desmatadas.

Chuvas na bacia do Yangtze, na China, são as mais fortes desde 1961

access_time14/07/2020 08:48

As autoridades chinesas mobilizaram o exército nesta terça-feira (14) para tentar conter as inundações que deixaram mais de 140 mortos ou desaparecidos na bacia do rio Yangtze, onde não eram registradas tempestades tão fortes desde 1961. As imediações do terceiro maior rio do mundo registram chuvas recordes este ano, afirmou o vice-ministro de Situações de Emergência, Zheng Guoguang. "Desde junho, as chuvas na bacia do Yangtze são as mais fortes desde 1961", declarou. O volume de chuva no período é 51% superior à média, informou Guoguang. As autoridades estão especialmente preocupadas com a cidade de Wuhan (centro), onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019. Mas ao que tudo indica, o pico da cheia na metrópole de 11 milhões de habitantes aconteceu na segunda-feira e não provocou muitos danos. Agora a atenção está voltada para o lago Poyang, o maior da China, na província de Jiangxi (centro). Segundo a agência de notícias Xinhua, o nível de água registrado por uma estação de controle superou o recorde estabelecido em 1998, quando quando aconteceram as inundações mais graves das últimas décadas, que deixaram mais de 4 mil mortos em toda China. Quase 100 mil pessoas foram mobilizadas para lutar contra as inundações em Jiangxi, entre militares, membros das equipes de emergência e civis. A maioria foi enviadas para os arredores do lago Poyang, onde vários diques cederam, de acordo com a televisão nacional. Na cidade de Jiujiang, onde o lago se encontra com o rio Yangtze, soldados reforçavam os diques com sacos de areia. Quase 400 milhões de pessoas - um terço da população chinesa - vivem na bacia do Yangtze. A China é cenário frequente de inundações a cada verão devido às fortes chuvas e ao derretimento das geleiras, nas montanhas do Himalaia.

China anuncia fim do pico do surto do coronavírus no país

access_time12/03/2020 08:46

O governo da China declarou nesta quinta-feira (12) que o pico do surto do novo coronavírus acabou no país. Os novos casos de Covid-19 continuam em declínio, afirmou o porta-voz da Comissão Nacional de Saúde, Mi Feng, em entrevista coletiva em Pequim. Nas últimas 24 horas, foram registrados apenas 15 novos casos no país. A província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, considerada o epicentro da epidemia, registrou apenas oito novas infecções. É a primeira vez que Hubei registra uma contagem diária de menos de 10 novos casos. Entre os novos casos figuram seis pessoas que chegaram do exterior. Nas últimas 24 horas, 11 pessoas morreram, e esse é o menor número desde 24 de janeiro no país mais populoso do mundo. Ao todo, o novo coronavírus já matou 3.173 pessoas na China, o país que mais foi afetado pela doença. Impactos na economia chinesa O avanço do novo coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais e elevado as preocupações de investidores e governos sobre o impacto da pandemia nas cadeias globais de suprimentos, nos lucros das empresas e na atividade econômica, aumentando o risco de uma recessão global. Na China, o surto tem fechado fábricas e centros comerciais e deixado muitos cidadãos trancados em suas casas por medo do contágio, reduzindo dessa forma o consumo e a produção industrial. A China é a segunda maior economia do mundo, com uma participação no PIB global da ordem de 18%. Embora ainda seja difícil estimar a magnitude do choque na economia, já é praticamente consenso que a economia global e o PIB (Produto Interno Bruto) da China deverão crescer menos que o esperado em 2020. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a previsão de crescimento da economia mundial para 2020, passando a projetar um crescimento de 2,4%, menor expansão desde 2009 e ante expectativa anterior de 2,9%, citando o coronavírus e as contrações na produção chinesa. A projeção da OCDE para a China é de uma taxa de crescimento de 4,9% em 2020, 0,8 ponto a menos do que as estimativas de novembro. Em 2019, o PIB chinês desacelerou para 6,1%, o menor crescimento em 29 anos. Flexibilização de restrições Com os resultados positivos das últimas semanas, as autoridades chinesas começaram a flexibilizar as restrições sobre os 56 milhões de habitantes da província de Hubei, que tem Wuhan como capital. Muitas cidades de Hubei estavam isoladas, mas agora as pessoas saudáveis já podem viajar dentro das fronteiras da província. Várias empresas estão retomando progressivamente suas atividades em Wuhan e no restante de Hubei. Com os seis novos casos "importados" anunciados nesta quinta-feira, o total de infectados que vieram do exterior chega a 85. Para tentar evitar a propagação, Pequim anunciou na quarta-feira que qualquer pessoa que chegue à capital de outro país ficará em quarentena por 14 dias. No total, a China registrou 80.980 casos do novo coronavírus e 3.173 mortes.

OMS não classifica coronavírus como pandemia, mas é emergência

access_time24/02/2020 14:18

A Organização Mundial da Saúde não trabalha mais com a classificação "pandemia", mas o surto de coronavírus continua sendo uma emergência internacional, que provavelmente se espalhará mais, disse um porta-voz na segunda-feira. O medo de uma pandemia de coronavírus aumentou após o crescimento acentuado em novos casos relatados no Irã, Itália e Coreia do Sul, embora a China tenha relaxado as restrições ao movimento em vários lugares, incluindo Pequim, à medida que as taxas de novas infecções diminuíram. A OMS, com sede em Genebra, declarou que o surto de gripe suína H1N1 de 2009 foi uma pandemia, que acabou sendo leve, levando a algumas críticas depois que as empresas farmacêuticas aceleraram o desenvolvimento de vacinas e medicamentos. Coronavírus é questão se saúde pública A OMS declarou o novo coronavírus que surgiu em Wuhan, China, em dezembro, como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, conhecida como PHEIC, em 30 de janeiro. A designação, que permanece em vigor, tinha como objetivo ajudar países com sistemas de saúde mais fracos em suas defesas, especialmente na África. Desde então, o vírus se espalhou, com mais de 77.000 infecções conhecidas na China, incluindo 2.445 mortes e 1.769 casos e 17 mortes em 28 outros países, mostram os últimos números da OMS. Coreia do Sul, Japão e Itália estão enfrentando grandes surtos. O que é uma pandemia? "Não existe categoria oficial (para uma pandemia)", disse o porta-voz da OMS Tarik Jasarevic. "Para fins de esclarecimento, a OMS não usa o antigo sistema de 6 fases - que vai da fase 1 (sem relatos de influenza animal causando infecções humanas) à fase 6 (uma pandemia) - com a qual algumas pessoas podem estar familiarizadas devido ao H1N1 em 2009 ", disse ele. Coloquialmente, pandemia é usado para indicar o surto de um novo patógeno que se espalha facilmente de pessoas a pessoa em todo o mundo, disse Jasarevic. Copyright © Thomson Reuters.

EUA e China redefinem relação comercial com "Fase 1" de acordo

access_time15/01/2020 21:37

Os Estados Unidos e a China anunciaram nesta quarta-feira um acordo comercial inicial que irá reduzir algumas tarifas e aumentar as compras chinesas de bens e serviços dos EUA, aliviando um conflito de 18 meses entre as duas maiores economias do mundo. Pequim e Washington classificaram a “Fase 1” do acordo como um passo importante depois de meses de negociações pontuadas por retaliações em tarifas que atingiram as cadeias de suprimentos e alimentaram temores de uma desaceleração maior na economia global. “Juntos, estamos corrigindo os erros do passado e entregando um futuro de justiça e segurança econômicas para trabalhadores, agricultores e famílias norte-americanos”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, ao anunciar o acordo na Casa Branca ao lado do vice-premiê chinês, Liu He, e outras autoridades. A peça central do acordo é uma promessa da China de comprar pelo menos mais 200 bilhões de dólares em produtos agrícolas e outros bens e serviços dos EUA ao longo de dois anos, sobre uma base de 186 bilhões de dólares de compras em 2017. O acordo incluirá 50 bilhões de dólares em pedidos adicionais de produtos agrícolas dos EUA, afirmou Trump, acrescentando estar confiante de que os agricultores norte-americanos seriam capazes de atender à demanda maior. Ele também disse que a China comprará de 40 bilhões a 50 bilhões de dólares em serviços adicionais dos EUA, 75 bilhões de dólares a mais em produtos manufaturados e 50 bilhões de dólares a mais em suprimentos de energia. Autoridades de ambos os países anunciaram o acordo como uma nova era para as relações sino-americanas, mas ele não aborda muitas das diferenças estruturais que levaram o governo Trump a iniciar a guerra comercial. Entre as diferenças está a prática de longa data de Pequim de apoiar empresas estatais e inundar os mercados internacionais com produtos de baixo preço. Trump, que adotou uma política “Estados Unidos Primeiro” visando reequilibrar o comércio global em favor de empresas e trabalhadores dos EUA, disse que a China prometeu ações para enfrentar o problema de produtos pirateados ou falsificados e que o acordo incluía forte proteção aos direitos de propriedade intelectual. Mais cedo, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse à Fox News que o acordo adicionaria 0,5 ponto percentual ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2020 e 2021. Mas alguns analistas expressaram ceticismo de que o acordo colocará o comércio entre EUA e China numa nova trajetória. “Acho improvável uma mudança radical nos gastos chineses. Tenho baixas expectativas sobre o cumprimento das metas estabelecidas”, disse Jim Paulsen, estrategista-chefe de investimentos do Leuthold Group em Mineápolis. “Mas acredito que toda a negociação foi um avanço tanto para os EUA quanto para a China.” A “Fase 1” do acordo, alcançada em dezembro, cancelou as tarifas planejadas dos EUA sobre celulares, brinquedos e laptops fabricados na China e reduziu pela metade, para 7,5%, a tarifa sobre cerca de 120 bilhões de dólares em outros produtos chineses, incluindo televisores, fones de ouvido bluetooth e calçados. Mas manterá tarifas de 25% em uma gama de 250 bilhões de dólares em bens e componentes industriais chineses usados pelos fabricantes dos EUA. Trump, que tem tratado a “Fase 1” do acordo como um pilar de sua campanha de reeleição em 2020, disse que concordaria em remover as tarifas remanescentes assim que os dois lados negociarem uma “Fase 2”. Ele acrescentou que essas negociações começarão em breve. Ele também disse que visitará a China em um futuro não muito distante.

China inaugura maior ponte marítima do mundo com números assombrosos

access_time23/10/2018 12:32

O presidente chinês, Xi Jinping, inaugurou oficialmente a maior ponte de travessia marítima do mundo, nove anos após o início da construção e em meio a críticas de que o projeto - concebido para impulsionar o crescimento econômico - não passa de um "elefante branco" e de que causou "sérios danos" à vida marinha em seu entorno, além de mortes de trabalhadores. Incluindo as estradas de acesso, a ponte abrange 55 km e liga Hong Kong a Macau e à cidade chinesa de Zhuhai. A estrutura custou cerca de US$ 20 bilhões (o equivalente a R$ 73,7 bilhões) e registrou vários atrasos no cronograma. Seu prazo inicial de conclusão era o ano 2016, que acabou postergado devido à escassez de mão de obra e de materiais de construção. A obra também foi marcada por problemas em questões de segurança - pelo menos 18 trabalhadores morreram em serviço. Xi participou da cerimônia de inauguração, que aconteceu nesta terça-feira em Zhuhai, junto com os líderes de Hong Kong e Macau. A ponte será aberta ao tráfego regular na quarta-feira. Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, que tem 55 km, foi inaugurada nesta terça-feira (23) O que há de tão especial nessa ponte? A travessia conecta as três principais cidades costeiras no sul da China - Hong Kong, Macau e Zhuhai. A ponte, projetada para resistir a terremotos e tufões, foi construída usando 400 mil toneladas de aço, o suficiente para erguer 60 torres Eiffel. Cerca de 30 km do seu comprimento total atravessa o mar do delta do Rio das Pérolas. Para permitir a passagem de navios, uma seção de 6,7 km no meio mergulha em um túnel submarino que passa entre duas ilhas artificiais. As seções restantes são estradas de ligação, viadutos e túneis terrestres que conectam Zhuhai e Hong Kong à ponte principal. Por que ela foi construída? A ponte faz parte do plano da China de criar uma Grande Área de Baía, incluindo Hong Kong, Macau e outras nove cidades no sul da China - na esperança de competir com as de São Francisco, Nova York e Tóquio. A área é atualmente habitada por 68 milhões de pessoas. E a expectativa é transformá-la em uma zona econômica com ênfase em tecnologia, como uma espécie de concorrente ao Vale do Silício dos Estados Unidos. Obra de maior ponte marítima na China — Foto: BBC As indústrias de logística e turismo também esperam um grande crescimento na esteira do projeto. A expectativa é por uma melhor integração entre essas áreas, mas não só isso. A redução do tempo de viagem que ela proporcionará entre Zhuhai e Hong Kong é apontada como um dos ganhos: a expectativa é de que o percurso, antes feito em até quatro horas, seja concluído em 30 minutos. Qualquer um pode atravessar a ponte? Não. Aqueles que querem atravessar a ponte devem obter licenças especiais, distribuídas por um sistema de cotas. E todos os veículos pagam um pedágio. A ponte não é atendida por transporte público, mas ônibus privados farão o percurso. Não há ligação ferroviária. Autoridades inicialmente estimaram que 9,2 mil veículos atravessariam a estrutura todos os dias. Posteriormente, depois que novas redes de transporte foram criadas na região, eles reduziram suas estimativas. Dirigir ao longo da estrutura promete ser um desafio: em Hong Kong e em Macau, as pessoas dirigem à esquerda, como no Reino Unido, mas o resto da China dirige à direita, tal como na Europa continental e nos EUA. Presidente chinês, Xi Jinping, inaugurou nesta terça-feira (23) a maior ponte marítima do mundo, que liga a cidade de Zhuhai a Macau e Hong Kong — Foto: Andy Wong/AP O que as pessoas estão dizendo a respeito? O projeto tem sido alvo de muitas críticas. A ponte foi apelidada de "ponte da morte" pela mídia local. Pelo menos nove trabalhadores do lado de Hong Kong morreram, e autoridades disseram à BBC que outros nove também morreram no continente - atingidos por máquinas ou após despencarem no mar. Centenas de trabalhadores chegaram a sofrer acidentes e a ficarem feridos durante a obra. Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau em frente à Ilha Artificial Oriental em Hong Kong Foto: Anthony Wallace / AFP Também houve problemas relacionados ao impacto ambiental. Grupos ambientalistas dizem que o projeto pode ter causado sérios danos à vida marinha na área, incluindo ao golfinho branco chinês, espécie considerada "criticamente rara" e "vulnerável". A quantidade desses golfinhos vista nas águas de Hong Kong caiu de 148 para 47 nos últimos 10 anos, e eles agora estão ausentes da região próxima à ponte, de acordo com a filial de Hong Kong do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, da sigla em inglês). "O projeto causou danos irreversíveis ao mar. Receio que o número (de animais) nunca mais volte a subir", disse Samantha Lee, diretora-assistente de preservação marinha na WWF. As autoridades disseram que "fizeram o melhor possível" para proteger o meio ambiente ao longo da ponte. O investimento vai ser recuperado? A ponte, estradas de acesso e ilhas artificiais que compõem o projeto custaram impressionantes US$ 20 bilhões (R$ 73,72 bilhões) para serem construídas - a ponte principal consumiu, sozinha, US$ 6,92 bilhões (R$ 25,51 bilhões). Autoridades chinesas dizem que tal infraestrutura vai gerar até 10 trilhões de yuans (US$ 5,31 trilhões) para a economia, mas uma parlamentar de Hong Kong questionou essa cifra. "Eu não tenho tanta certeza de como a ponte pode se sustentar se não houver muitos carros passando por ela. Tenho certeza de que nunca conseguiríamos recuperar (o valor investido na construção).", disse Tanya Chan à BBC News Chinesa. De acordo com uma estimativa da BBC Chinesa, a ponte só vai gerar arrecadação de cerca de US$ 86 milhões (R$ 317 milhões) em pedágios por ano. Um terço dessa receita, contudo, teria de ser usadas nos custos de manutenção. Críticos chamaram a ponte de "grande elefante branco" que não garante retorno econômico. Outros disseram que seu principal objetivo é simbólico, assegurando que Hong Kong esteja fisicamente conectada ao continente. *Reportagem adicional de Lam Cho Wai, da BBC China.