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Notícias com a tag: EUA

EUA: delegacia é queimada em ato contra morte de homem negro

access_time29/05/2020 08:11

No terceiro dia de protestos contra a ação da polícia que terminou na morte George Floyd, os manifestantes invadiram e incendiaram uma delegacia em Minneapolis, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira (28). Segundo a CNN norte-americana, que citou um comunicado de John Elder, diretor do Escritório de Informações Públicas do departamento, a delegacia foi evacuada após as 22h (horário local) para preservar a segurança "do nosso pessoal". O incêndio ainda estava ativo por volta da 1h desta quinta-feira (horário local). John Fruetel, chefe do Corpo de Bombeiros de Minneapolis disse à CNN norte-americana que ainda está avaliando a situação. E que não há informações sobre os danos na estrutura do prédio. "Eu sei que eles (manifestantes) estavam tentando incendiar a porta do prédio", disse ele. "Ainda não sei se (o incêndio) atingiu estrutura". Fruetel acrescentou que esse é um "momento desafiador" para os bombeiros, que foram chamados para conter diversos incêndios nos últimos dias à medida que os protestos pela morte de George Floyd se intensificaram. Mais cedo, um carro foi incendiado. A polícia usou gás lacrimogênio para conter os manifestantes, que responderam com garrafas de vidros e pedras. Morte durante abordagem policial George Floyd, de 46 anos, morreu durante uma abordagem policial na última segunda-feira. Ele foi abordado por policiais na entrada de um supermercado em Minneapolis, suspeito de usar notas falsas ao fazer compras no estabelecimento. Durante a abordagem, um policial se ajoelhou sobre o pescoço de Floyd, que estava desarmado e algemado, enquanto ele reclamava que não conseguia respirar. A abordagem foi filmada por um pedestre. A divulgação do vídeo causou revolta entre os internautas e incentivou protestos contra a atuação da polícia. Quatro agentes envolvidos na morte de Floyd foram demitidos. Mas a família da vítima quer que eles respondam por homicídio. Desde então, os protestos estão se intensificando e, nesta quinta-feira, a Guarda Nacional de Minnesota informou que enviou mais 500 soldados para St. Paul e Minneapolis para ajudar a conter os manifestantes. "Nós temos mais de 500 soldados em St. Paul, Minneapolis e comunidades vizinhas. Nossa missão é proteger a vida, preservar a propriedade e o direito ao protesto pacífico", informou a Guarda Nacional de Minnesota pelo Twitter. A polícia de St. Paul, em Minnesota, informou que mais de 170 empresas foram danificadas ou saqueadas pelos manifestantes. Protestos se espalham As manifestações contra a morte de Floyd tomaram conta de pelo menos cinco  cidades norte-americanas. Além de Minneapolis e St. Paul, os protestos foram registrados em Louisville (Kentucky), Denver (Colorado) e Columbus (Ohio).

Trump ameaça mudar local de Convenção Republicana em razão de restrições do coronavírus

access_time25/05/2020 18:49

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta segunda-feira que pode mudar de lugar a Convenção Nacional Republicana marcada para acontecer na Carolina do Norte em agosto, se o evento enfrentar restrições estaduais de distanciamento social devido ao coronavírus. A pandemia do Covid-19 tem forçado Trump e o provável candidato democrata, Joe Biden, a interromperem comícios de campanha. Alguns têm levantado preocupações de que as grandes convenções formais de nomeação, geralmente lotadas de participantes, poderiam criar problemas de segurança sanitária. No Twitter, Trump disse que se o governador democrata da Carolina do Norte, Roy Cooper, não responder imediatamente “se o espaço poderá ou não ser totalmente ocupado”, então o partido irá encontrar “juntamente com todos os empregos e desenvolvimento econômico que ele traz”, outro local para a Convenção Nacional Republicana. As convenções incluem discursos em TV no horário nobre que servem para iniciar a corrida final em direção às eleições presidenciais de novembro. O evento republicano está marcado para começar em 24 de agosto, em Charlotte. Em um comunicado nesta segunda-feira, o gabinete de Cooper afirmou que “as autoridades estaduais de saúde estão trabalhando com a Convenção Nacional Republicana e irá revisar seus planos, enquanto tomam decisões sobre como realizar a convenção em Charlotte. A Carolina do Norte depende de dados e da ciência para proteger a saúde pública do nosso Estado e a segurança.” Mais tarde, Trump tuitou que tinha “zero interesse” em mudar a convenção para o seu resort de golfe, “Trump National Doral”, próximo de Miami. “O salão de baile não é grande o suficiente”, escreveu ele.

EUA decidem proibir entrada de viajantes do Brasil no país

access_time25/05/2020 07:12

Os Estados Unidos anunciaram neste domingo (24) que vão proibir a entrada no país de pessoas vindas do Brasil. A decisão foi tomada por causa da pandemia do novo coronavírus. O decreto já foi assinado pelo presidente Donald Trump. Mais cedo, a Casa Branca já havia dito que haveria a possibilidade de barrar os viajantes do país. O governo teme maior número de contaminação, já que o Brasil é o epicentro do surto da covid-19 na América do Sul. Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a situação do Brasil e destacou que as curvas são alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde do país, são 354.460 casos de infecção e 22.412 mortes. Isenção da restrição Em comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, informou que a medida protetiva vale também para todos que passaram pelo Brasil nos últimos 14 dias. Voos comerciais entre os dois países não sofrerão a imposição. O mesmo vale para membros de tripulações de companhias aéreas e para pessoas que forem convidadas pelo governo dos EUA a ingressem no país. Da mesma forma, pessoas que residem nos EUA ou que sejam casadas com cidadão ou cidadã, ou que tenham residência permanente não terão restrição aos Estados Unidos. Filhos e irmãos destes, desde que seja menor de 21 anos, também estão isentos da medida. Presidência da República Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República, publicou em seu perfil no Twitter um comentário sobre a decisão de Trump: "ao banir temporariamente a entrada de brasileiros nos EUA, o governo americano está seguindo parâmetros quantitativos previamente estabelecidos, que alcançam naturalmente um país tão populoso quanto o nosso. Não há nada específico contra o Brasil. Ignorem a histeria da imprensa". Agora, no final da noite de domingo, o Ministério das Relações Exteriores se manifestou por meio de nota e reafirmou que "Brasil e Estados Unidos têm mantido importante cooperação bilateral no combate à Covid-19" e salienta que os EUA já fizeram doações de cerca de US$ 6,5 milhões ao Brasil para o combate da doença. O Ministério relata ainda a decisão do governo norte-americano de suspender temporariamente a entrada de viajantes provenientes do Brasil "tem teor idêntico a medidas anteriores que suspenderam a entrada de viajantes de outros países afetados pelo Covid-19 como China, Irã, Reino Unido e Irlanda, bem como os países que fazem parte do Espaço Schengen da União Europeia".

EUA fecham acordo de US$ 2 tri para aliviar economia na crise

access_time25/03/2020 07:28

Nos Estados Unidos, senadores dos partidos Republicano e Democrata e a Casa Branca chegaram na madrugada desta quarta-feira (25) a um acordo sobre um plano federal de estímulos de US$ 2 trilhões para aliviar as consequências da pandemia do coronavírus sobre a economia do país. O pacote deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde. "Por fim, temos um acordo", afirmou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, antes de citar um "nível de investimentos de tempos de guerra". O valor equivale a aproximadamente R$ 10,2 trilhões, o que representa um montante maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em valores correntes, que em 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões. O acordo, porém, ainda precisa ser afinado e detalhado. O pacote de estímulo poderá ser o mais amplo da história moderna americana. O texto do acordo só deve ser disponibilizado mais tarde nesta quarta-feira. Senado e Casa dos Representantes precisam aprovar a legislação antes de enviá-la à sanção do presidente Donald Trump. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, chamou a medida de "maior pacote de resgate na histórica norte-americana", descrevendo-a como o "Plano Marshall" para hospitais e necessidades médicas, em referência ao programa financiado pelos EUA que ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial. O que está previsto O pacote prevê remuneração direta à maioria dos americanos, ampliação de benefícios de seguro-desemprego, dinheiro para estados e um programa para pequenas empresas poderem remunerar funcionários que precisam ficar em casa para conter o contágio do coronavírus no país. Entre outras provisões, segundo a agência Reuters, o plano deve incluir: US$ 500 bilhões para fundo voltado a ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia similar para pagamentos diretos de até US$ 3 mil para milhões de famílias dos EUA US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas e 250 bilhões para auxílio-desemprego US$ 100 bilhõespara hospitais e sistemas de saúde, junto com dinheiro adicional para outras necessidades ligadas a saúde US$ 150 bilhões para ajuda a governos locais e estatais para combaterem o surto Negociações A maratona de negociações envolveu senadores republicanos e democratas e a equipe do presidente Donald Trump. O pacote quase não saiu porque legisladores democratas insistiram numa proteção mais ampla de trabalhadores e apontaram que um novo fundo de US$ 500 bilhões para auxiliar empresas em dificuldades devido à crise havia sido ignorado. Os democratas chegaram a barrar o acordo duas vezes, pedindo mais concessões. Os democratas desejavam uma supervisão maior dos empréstimos para as grandes empresas, além do pagamento de salários para os funcionários demitidos e mais recursos para os hospitais. Covid-19 nos EUA Desde o primeiro caso nos Estados Unidos em janeiro, o novo coronavírus matou 796 pessoas, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins. Mais de 55.000 pessoas foram infectadas no país. Para evitar contágios que poderiam provocar o colapso dos hospitais, 100 milhões de pessoas, quase um terço da população, receberam determinações para permanecer em suas casas, provocando a suspensão de aulas, o fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais e a demissões de milhões de trabalhadores. Três congressistas foram diagnosticados com a COVID-19 e pelo menos 10 estão em quarentena, impedidos de votar.

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, diz que ele e esposa farão testes do coronavírus

access_time21/03/2020 13:38

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, disse que ele e a esposa farão testes do coronavírus. Um membro do gabinete de Pence teve resultado positivo para seu teste de coronavírus na sexta-feira (20). Neste sábado (21), ele participou de um pronunciamento com o presidente americano Donald Trump sobre mais medidas de combate à doença. De acordo com um comunicado da secretária de imprensa de Pence, Katie Miller, o vice e Trump não tiveram contato próximo com a pessoa diagnosticada com Covid-19. Miller disse que o gabinete foi informado na noite de sexta-feira sobre o resultado do teste. O comunicado não informa o nome do funcionário. Pence chefia a força-tarefa criada pela Casa Branca para o combate ao coronavírus nos Estados Unidos.

Suprema Corte dos EUA suspende audiências pela 1ª vez em um século devido ao coronavírus

access_time16/03/2020 13:30

Pela primeira vez em um século, a Suprema Corte dos EUA anunciou nesta segunda-feira, 16, adiamento de audiências devido a coronavírus.  O Tribunal tomou medidas semelhantes em outubro de 1918, durante o surto da gripe espanhola, e em 1793 e 1798, quando encurtou os calendários de audiências devido a surtos de febre amarela. A Corte também está ampliando o trabalho remoto para reduzir funcionários no edifício, que permanecerá fechado ao público até novo aviso. Alguns juízes podem participar de conferência agendada para sexta-feira, 20, por telefone.  Na Corte Suprema dos EUA, seis dos nove juízes têm mais de 60 anos de idade:  John Roberts (65), Clarence Thomas (71), Ruth Bader Ginsburg (83), Stephen Breyer (81) e Sonia Sotomayor ( 65). O tribunal disse que analisará as opções para reagendar as audiências. Veja o comunicado disponibilizado no site da Suprema Corte. ______________ "In keeping with public health precautions recommended in response to COVID-19, the Supreme Court is postponing the oral arguments currently scheduled for the March session (March 23-25 and March 30-April 1).  The Court will examine the options for rescheduling those cases in due course in light of the developing circumstances.  The Court will hold its regularly scheduled Conference on Friday, March 20. Some Justices may participate remotely by telephone. The Court will issue its regularly scheduled Order List on Monday, March 23 at 9:30 a.m. The list will be posted on the Court’s Website at that time: https://www.supremecourt.gov/orders/ordersofthecourt/19. The Building will continue to be open for official business, and filing deadlines are not extended under Rule 30.1. The Court is expanding remote working capabilities to reduce the number of employees in the Building, consistent with public health guidance. The Building will remain closed to the public until further notice. The Court’s postponement of argument sessions in light of public health concerns is not unprecedented. The Court postponed scheduled arguments for October 1918 in response to the Spanish flu epidemic. The Court also shortened its argument calendars in August 1793 and August 1798 in response to yellow fever outbreaks."

Trump suspende viagens da Europa para os EUA por 30 dias para frear coronavírus

access_time11/03/2020 21:35

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (11) que o país está suspendendo a entrada de todos os viajantes vindos da Europa por um período de 30 dias, a partir de sexta-feira. A única exceção será para o Reino Unido, que tem 460 casos. As medidas foram tomadas para tentar conter o novo coronavírus, no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de Covid-19. Em pronunciamento na TV, Trump disse que os norte-americanos estão "respondendo com grande velocidade e profissionalismo" à crise. O presidente ainda acusou a Europa de não ter tomado as medidas necessárias para evitar o crescimento da pandemia. Trump comparou a medida à restrição de voos imposta à China no início da crise do novo coronavírus. Segundo ele, a Europa errou ao não fazer o mesmo. "Tomamos uma ação dura com a China, e agora estamos fazendo o mesmo com a Europa", afirmou. Até a última atualização desta reportagem, havia mais de 1 mil casos de Covid-19 nos EUA. De acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins, 36 pessoas morreram no país por causa da doença. 'Não é crise financeira' O presidente também afirmou que a situação não é uma crise financeira, e que tomará ações de emergência — com apoio do Congresso — para providenciar auxílio financeiro para trabalhadores que estejam doentes, em quarentena ou afastados para cuidar de pessoas afetadas pelo coronavírus. Trump disse ainda que está instruindo setores do governo que lidam com pequenas empresas a garantir capital e liquidez para aqueles que forem afetados pelo coronavírus, fornecendo empréstimos com pequenos juros. Ele pediu também ao Congresso que vote a favor de reduções fiscais para ajudar a combater possíveis perdas econômicas causadas pelo vírus.

Coronavírus: Nova York decreta estado de emergência

access_time08/03/2020 07:58

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, decretou estado de emergência no sábado (7), devido a propagação do coronavírus no estado americano, onde 76 pessoas já foram diagnosticadas com a Covid-19, sendo que dez ainda estão internadas. "A declaração de emergência nos dá certos poderes", afirmou o chefe do governo regional. Com a medida, será possível comprar produtos e contratar mais funcionários para os serviços de saúde para atuarem junto aos órgãos públicos no combate a doença provocada pelo coronavírus surgido na China. Em entrevista coletiva, Cuomo anunciou que serão proibidas as visitas aos asilos da cidade de New Rochelle, no condado de Westchester, onde foi registrado o maior número de casos no estado. Na localidade, as aulas já estavam suspensas. Segundo o governador, em 24 horas foram diagnosticados novos 21 pacientes apenas em Westchester, elevando o total para 57. Além disso, há 11 diagnosticados com Covid-19 na cidade de Nova York, quatro no condado de Nassau, dois em Saratoga e dois em Rockland. Cuomo revelou ainda que houve resultados positivo para coronavírus entre pessoas que estavam em quarentena, mas que saíram de casa, o aumenta o risco de contágio. O governador ainda fez críticas ao governo dos EUA e ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país, por não estarem auxiliando da maneira necessária para que os estados tenham aumentada a capacidade de analisar amostras de suspeitos de infecção.

EUA e China redefinem relação comercial com "Fase 1" de acordo

access_time15/01/2020 21:37

Os Estados Unidos e a China anunciaram nesta quarta-feira um acordo comercial inicial que irá reduzir algumas tarifas e aumentar as compras chinesas de bens e serviços dos EUA, aliviando um conflito de 18 meses entre as duas maiores economias do mundo. Pequim e Washington classificaram a “Fase 1” do acordo como um passo importante depois de meses de negociações pontuadas por retaliações em tarifas que atingiram as cadeias de suprimentos e alimentaram temores de uma desaceleração maior na economia global. “Juntos, estamos corrigindo os erros do passado e entregando um futuro de justiça e segurança econômicas para trabalhadores, agricultores e famílias norte-americanos”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, ao anunciar o acordo na Casa Branca ao lado do vice-premiê chinês, Liu He, e outras autoridades. A peça central do acordo é uma promessa da China de comprar pelo menos mais 200 bilhões de dólares em produtos agrícolas e outros bens e serviços dos EUA ao longo de dois anos, sobre uma base de 186 bilhões de dólares de compras em 2017. O acordo incluirá 50 bilhões de dólares em pedidos adicionais de produtos agrícolas dos EUA, afirmou Trump, acrescentando estar confiante de que os agricultores norte-americanos seriam capazes de atender à demanda maior. Ele também disse que a China comprará de 40 bilhões a 50 bilhões de dólares em serviços adicionais dos EUA, 75 bilhões de dólares a mais em produtos manufaturados e 50 bilhões de dólares a mais em suprimentos de energia. Autoridades de ambos os países anunciaram o acordo como uma nova era para as relações sino-americanas, mas ele não aborda muitas das diferenças estruturais que levaram o governo Trump a iniciar a guerra comercial. Entre as diferenças está a prática de longa data de Pequim de apoiar empresas estatais e inundar os mercados internacionais com produtos de baixo preço. Trump, que adotou uma política “Estados Unidos Primeiro” visando reequilibrar o comércio global em favor de empresas e trabalhadores dos EUA, disse que a China prometeu ações para enfrentar o problema de produtos pirateados ou falsificados e que o acordo incluía forte proteção aos direitos de propriedade intelectual. Mais cedo, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse à Fox News que o acordo adicionaria 0,5 ponto percentual ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2020 e 2021. Mas alguns analistas expressaram ceticismo de que o acordo colocará o comércio entre EUA e China numa nova trajetória. “Acho improvável uma mudança radical nos gastos chineses. Tenho baixas expectativas sobre o cumprimento das metas estabelecidas”, disse Jim Paulsen, estrategista-chefe de investimentos do Leuthold Group em Mineápolis. “Mas acredito que toda a negociação foi um avanço tanto para os EUA quanto para a China.” A “Fase 1” do acordo, alcançada em dezembro, cancelou as tarifas planejadas dos EUA sobre celulares, brinquedos e laptops fabricados na China e reduziu pela metade, para 7,5%, a tarifa sobre cerca de 120 bilhões de dólares em outros produtos chineses, incluindo televisores, fones de ouvido bluetooth e calçados. Mas manterá tarifas de 25% em uma gama de 250 bilhões de dólares em bens e componentes industriais chineses usados pelos fabricantes dos EUA. Trump, que tem tratado a “Fase 1” do acordo como um pilar de sua campanha de reeleição em 2020, disse que concordaria em remover as tarifas remanescentes assim que os dois lados negociarem uma “Fase 2”. Ele acrescentou que essas negociações começarão em breve. Ele também disse que visitará a China em um futuro não muito distante.

Trump acusa o Brasil de desvalorizar o real e anuncia retaliação

access_time02/12/2019 10:19

Sobretaxa sobre produtos foi adotada no ano passado em meio à guerra comercial com a China, mas Brasil e Argentina tiveram 'alívio' da cobrança em agosto O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem "maciçamente" suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países. "Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores", escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e o alumínio enviados para os EUA a partir desses países". Trump ainda usou a oportunidade para criticar o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. "O Federal Reserve deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa", disse ele, que frequentemente tem defendido juros mais baixos nos Estados Unidos. Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que falará com Trump sobre o anúncio referente às tarifas. Na Argentina, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que iniciará as negociações com o Departamento de Estado dos Estados Unidos após a decisão do presidente Donald Trump. O dólar opera com pequenas variações nesta segunda-feira. Desvalorização do real Do início do ano até a última sexta-feira (29), o dólar já subiu 9,43% frente ao real, barateando as exportações brasileiras e aumentando a competitividade dos produtos do país lá fora. Somente em novembro, a alta foi de 5,73%. O real foi a quarta moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar no mês de novembro, segundo levantamento da Austin Rating, com uma desvalorização de 5,2%. A moeda brasileira ficou atrás somente do bolívar soberano, da Venezuela (-36,1%), do kwacha, da Zâmbia (-9,3%), e do peso do Chile (-8,1%). O ranking considera as variações de 121 moedas no mundo. No acumulado no ano, o Brasil ocupa a 13ª posição. A liderança é da Venezuela (-98,3%), seguida pela Argentina (-37,2%). Brazil and Argentina have been presiding over a massive devaluation of their currencies. which is not good for our farmers. Therefore, effective immediately, I will restore the Tariffs on all Steel & Aluminum that is shipped into the U.S. from those countries. The Federal.... — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 2 de dezembro de 2019 Em agosto de 2018, Trump anunciou um alívio nas cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos em março do mesmo ano. A decisão de flexibilizar a tarifa atingiu as cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina, além do alumínio da Argentina. Desde então, as empresas americanas que compram aço do Brasil não precisam pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno. Histórico A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando a atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país. Em março do ano passado, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos. Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio como medida 'injustificada e ilegal', com potencial de provocar "dano significativo" para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Twitter apaga 10 mil perfis falsos nos EUA

access_time03/11/2018 15:06

A rede social Twitter apagou mais de 10 mil perfis automatizados que postavam mensagens falsamente atribuídas a membros do Partido Democrata, desencorajando os eleitores a irem às urnas nas eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para o dia 6 de novembro. A medida teria sido tomada após a sigla de oposição alertar a empresa. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (02/11) a empresa afirma ter removido uma série de perfis por "se envolverem em tentativas de compartilhar desinformação de maneira automatizada". A eliminação dessas contas ocorreu entre o final de setembro e o início de outubro. "Para essas eleições, estabelecemos linhas abertas de comunicação e acessos diretos e simples para as autoridades eleitorais nos estados, o Departamento de Segurança Interna e organizações de campanha de ambos os partidos majoritários", dizia a nota. A empresa disse que os perfis aparentemente eram de fora dos Estados Unidos, mas não forneceu maiores detalhes sobre a forma como funcionavam. Há meses o Twitter vem agindo para eliminar contas falsas e automatizadas que visam manipular o debate na rede social, em resposta às preocupações sobre uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas de 2016. Em outubro, a plataforma informou que o número de usuários foi reduzido em 9 milhões no último trimestre em razão desses esforços. O número de 10 mil contas apagadas foi mencionado por fontes ligadas ao Partido Democrata. A quantidade é modesta em comparação com os milhões de perfis removidos durante as eleições presidenciais de 2016, os quais o Twitter considerou responsáveis pela disseminação de informações falsas. Mesmo assim, a medida representa uma vitória para o Comitê Congressional Democrata de Campanha (DCCC), um grupo do partido que apoia os candidatos à Câmara dos Representantes. Os esforços do DCCC surgiram como reação à incapacidade dos democratas de agir contra os milhões de perfis no Twitter e em outras redes sociais que espalharam informações negativas ou falsas sobre a candidata à presidência Hillary Clinton na campanha de 2016. O Comitê Nacional do Partido Democrata (DNC) trabalha com um grupo de consultores e parceiros na tentativa de identificar rapidamente as campanhas de desinformação, incluindo empresas que desenvolvem tecnologias capazes de detectar os chamados robôs e mensagens consideradas politicamente tendenciosas. Segundo o DNC, essa colaboração resultou na descoberta de perfis e postagens falsas atribuídas a empresas de mídias sociais e autoridades de campanha. Na próxima terça-feira, os americanos vão eleger parlamentares para todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, além de 35 novos senadores de um total de 100, 36 governadores e dezenas de legislaturas estaduais, num pleito que poderá transformar o cenário político do país, com um possível avanço da oposição democrata no Congresso.

EUA anunciam saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU

access_time19/06/2018 18:44

Os Estados Unidos se retiraram do Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta terça-feira, depois que nenhum outro país "teve coragem de se juntar à nossa luta" para reformar o órgão "hipócrita", disse a embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley. "Ao fazê-lo, quero deixar bem claro que este passo não é um recuo em relação aos nossos compromissos com os direitos humanos", afirmou Haley. Os EUA estavam na metade de um mandato de três anos no principal organismo de direitos humanos da entidade e há tempos vinham ameaçado se desfiliar se este não fosse reformado, acusando o conselho de 47 membros sediado em Genebra de ser anti-Israel. Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, fala em reunião do Conselho de Segurança (Foto: Seth Wenig/ AP Photo) Na semana passada a Reuters noticiou que ativistas e diplomatas disseram que as conversas com os EUA sobre uma reforma do órgão não atenderam às exigências de Washington, dando a entender que o governo Trump abandonaria o fórum. A saída de Washington marca a rejeição norte-americana mais recente em engajamento multilateral desde que o país se desligou do acordo climático de Paris e do pacto nuclear com o Irã. Imigrantes que atravessaram a fronteira do México com os EUA aguardam para serem encaminhados a centros de detenção em Rio Grande Valley, no Texas (Foto: Loren Elliott/File Photo/Reuters) Crise com a ONU Os EUA estão enfrentando fortes críticas por deterem crianças separadas de seus pais imigrantes na fronteira EUA-México. Na segunda-feira Zeid Ra'ad al-Hussein, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, pediu que Washington suspenda sua política "impiedosa". Um ano atrás Haley disse que Washington estava analisando sua filiação ao conselho e pediu uma reforma e a eliminação de um "viés anti-Israel crônico". O conselho criado em 2006 tem como item permanente de sua agenda as supostas violações cometidas por Israel nos territórios palestinos ocupados, item que Washington quer ver removido.