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Notícias com a tag: Moro

Mensagens revelam Moro orientando Dallagnol em processos sobre Lula

access_time29/01/2021 10:38

Nesta quinta-feira, 28, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou o sigilo sobre a ação em que a defesa do ex-presidente Lula conseguiu acesso às mensagens da operação Spoofing, que investiga a invasão de dispositivos eletrônicos de autoridades. O ministro informou que o sigilo foi pedido pela defesa do petista, por "haver nos autos material que a defesa considerou sigiloso". As informações foram divulgadas pela revista Veja. Na quarta-feira, 27, antes do sigilo ser determinado, a defesa de Lula havia incluído na ação uma petição em que os próprios advogados divulgam algumas mensagens já analisadas por um perito judicial. A Veja teve acesso ao conteúdo e divulgou diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dellagnol. Em uma das mensagens, de 2016, Moro pergunta se a denúncia contra Lula seria "sólida" o suficiente. Em outro momento, orienta Deltan a validar as provas na PF. Na vexatória troca de conversas, Deltan diz ao juiz como conduzir o interrogatório de um réu. Confira abaixo: Cobrança por denúncia Em uma das mensagens que foram incluídas pela defesa de Lula na ação, de 2016, Moro pergunta se os procuradores têm uma "denúncia sólida o suficiente". Em seguida, Dallagnol informa a ele linhas gerais do que os procuradores pretendiam apresentar contra Lula. (Imagem: Reprodução/Veja) Reunião sigilosa com suíços Entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2015, Deltan e Moro trocam mensagens que tratam de investigações da Lava Jato sobre contas no exterior. O procurador cita uma reunião com "os suíços, que vêm pra cá pedindo extremo sigilo quanto à visita". Em seguida, diante de informações de Dallagnol sobre contas da Odebrecht no exterior, Moro pergunta se o beneficiário dos repasses delas seria "JS", referência a João Santana, responsável por campanhas presidenciais do PT, preso em 2016. O procurador responde que sim e informa o nome de uma conta no exterior usada por Santana para receber pagamentos da empreiteira, a "shellbill". (Imagem: Reprodução/Veja) Léo Pinheiro Dallagnol pede a Moro que limite o depoimento do empreiteiro da OAS Léo Pinheiro, aos fatos pelos quais ele era acusado em uma ação penal, não permitindo que ele ampliasse os relatos em busca de benefícios penais sem ser delator. (Imagem: Reprodução/Veja) Manifestação do MP (Imagem: Reprodução/Veja) Celulares Um dia antes da prisão de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, em 2016, Dallagnol tentava combinar um horário para encontrar Moro e falar com ele sobre "apreensão dos celulares". Ele também menciona reuniões com representantes suíços e americanos para "discutir e negociar percentuais da divisão do dinheiro". (Imagem: Reprodução/Veja) (Imagem: Reprodução/Veja) "Respirar fundo" Em agosto de 2017, após a Folha de S. Paulo publicar uma reportagem sobre o advogado Rodrigo Tacla Durán, acusado de ser operador de propinas da Odebrecht, o procurador e o ex-juiz conversaram sobre o assunto. (Imagem: Reprodução/Veja) Orientação Em 2017, Moro orienta Deltan sobre sistemas da Odebrecht. (Imagem: Reprodução/Veja) Processo: Rcl 43.007

Bolsonaro diz que 'só prestigia manifestações' e alfineta Moro

access_time01/06/2020 10:54

O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta segunda-feira (1º), o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro e afirmou a apoiadores que não coordena e "só prestigia" as manifestações favoráveis ao governo, como a do último domingo.  "Eu não coordeno nada, não sou dono de grupo, não participo de nada. Só vou prestigiar vocês que estão me apoiando. Pessoal do movimento limpo, decente, pela democracia, pela lei e pela ordem. Eu apenas compareço. Não conheço praticamente ninguém desses grupos", afirmou em conversa com apoiadores. "Acho que já que marcaram para domingo, deixem eles no domingo lá [em referência a outro ato]", completou. Agora desafeto, Moro também foi alvo de Bolsonaro, que disse que o ex-ministro estava "perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era a nossa". O presidente afirmou que o novo ministro da Justiça, André Mendonça, revogou uma portaria assinada por Moro e pelo então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que permitia a prisão de civis que desrespeitassem as normas de isolamento social. Segundo o presidente, Moro teria dificultado a posse e o porte de armas aos cidadãos comuns, tema defendido pelo presidente.  “Essa IN é da Polícia Federal, mas é por determinação do Moro. É uma instrução normativa que ignorou decretos meus, ignorou lei, para dificultar a posse e porte de arma de fogo para as pessoas de bem. Assim como essa IN, tem uma portaria também que o ministro novo revogou, que, apesar de não ter força de lei, ela orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta, de forma covarde, ele [Moro] ficou calado. E ele queria uma portaria ainda depois que multasse quem estivesse na rua. Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era a nossa. Graças a Deus, ficamos livres disso", disse o presidente. O assunto armas veio à tona da conversa com os apoiadores depois que um deles, que é cadeirante, agradeceu pela derrubada da instrução normativa. "Uma arma legal não é para cometer crime, é para evitar crime", afirmou Bolsonaro ao lado do cadeirante, que disse que era comerciante e afirmou ter sido impossibilitado de se defender ao ser alvejado por um disparo. 

Moro diz que Bolsonaro pediu chefia da PF no Rio: "Você tem 27 superintendências, quero apenas uma"

access_time05/05/2020 19:44

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro informou ter recebido uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro em que ele cobrava a substituição do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Carlos Henrique de Oliveira, segundo íntegra do depoimento prestado por Moro e obtido pela Reuters nesta terça-feira. “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”, disse Moro no depoimento prestado no sábado em Curitiba, dizendo que a mensagem enviada por Bolsonaro por WhatsApp tinha “mais ou menos” este teor. O depoimento de Moro foi dado no âmbito da investigação sobre pronunciamento em que o ex-ministro, ao apresentar sua demissão do cargo, acusou Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal. O inquérito tramita perante o Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro esclareceu no depoimento que não nomeou e não era consultado sobre as escolhas dos superintendentes da PF. Disse que essa escolha cabia exclusivamente ao então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, e destacou que nem sequer indicou o superintendente da PF do Paraná, Estado de origem dele. A Procuradoria-Geral da República informou nesta terça-feira que vai investigar, no âmbito do STF, a troca do comando da PF no Rio. Nesta manhã, em entrevista a jornalistas, Bolsonaro confirmou a troca do superintendente da PF naquele Estado. PRESSÃO No depoimento, Moro disse que os motivos para a troca do superintendente da PF no Rio deveriam ser questionados ao presidente da República. Ele afirmou ter conversado com Valeixo sobre a solicitação de Bolsonaro e que o então diretor-geral ameaçou se demitir, mas foi demovido. O ex-ministro afirmou que, “principalmente” após a tentativa frustrada de Bolsonaro de trocar o comando da PF no Rio, o “presidente passou a insistir na substituição do diretor da PF, Maurício Valeixo”. Moro disse que Valeixo declarou a ele que “estava cansado” da pressão para a sua substituição e para trocar o superintendente da corporação no Rio. Afirmou que, por esse motivo e também para evitar conflito com o presidente, Valeixo disse que concordaria em sair. “Nesse momento, não havia nenhuma solicitação sobre interferência ou informação de inquéritos que tramitavam no Rio de Janeiro”, declarou. Moro chegou a admitir no depoimento que, apesar da resistência, cogitou aceitar as trocas, desde que o novo diretor-geral da PF fosse “de sua escolha técnica e pessoa não tão próxima ao presidente”. “Depois, porém, entendeu que também não poderia aceitar a troca do SR/RJ (superintendente do Rio de Janeiro) sem causa”, complementou o ex-ministro.

Após 147 mortes, Moro chega ao Ceará para discutir segurança

access_time24/02/2020 14:12

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, chegou na manhã desta segunda-feira (24) a Fortaleza, no Ceará. Acompanhado do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, ele chegou às 10h50 no Comando da 10ª Região Militar. Pelas redes sociais, Moro havia anunciado a presença na capital cearense:: "É tempo de superar a crise e serenar os ânimos. Servir e proteger acima de tudo." Os ministros e o advogado-geral da União deixaram Brasília às 7h30 e fizeram um sobrevoo em Fortaleza por volta das 10h. A reunião tem como objetivo discutir o impasse com os policiais militares que fazem uma paralisação desde a terça-feira (18) em diversas cidades do Ceará.  As informações são da repórter Alethea Leitão Morel, da Record TV, que acompanha o motim dos policiais no estado. O estado enfrenta uma onda de violência desde que os policiais militares entraram em greve por falta de acordo com o governo do estado quanto à reestruturação salarial dos servidores. Os protestos que começaram na terça-feira culminaram com o senador Cid Gomes (PDT-CE) baleado na quarta-feira (19), ao tentar negociar a liberação da entrada de um batalhão em Sobral. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará informou que somente no domingo (23) foram registrados 25 assassinatos em todo o estado. Desde quarta-feira (19) até o domingo foram registradas 147 mortes. Os crimes englobam homicídio doloso, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. No sábado (22), o número de mortes chegou a 34. Na sexta-feira (21), a 37. Na quinta (20), foram contabilizados 22 homicídios, enquanto que na quarta (19), 29 casos entraram na estatística. Na terça-feira (18), cinco casos de mortes foram computados. Na segunda-feira (17), foram registradas três mortes. Ao todo, 2,8 mil homens das Forças Armadas ocupam as ruas da capital e de algumas cidades do interior com o intuito de amenizar os efeitos da crise na segurança pública. Após a reunião no comando da 10ª Região Militar, sobre as atividades que estão sendo realizadas pelas Forças Armadas e pelos órgãos de Segurança Pública federais, estaduais e municipais, a comitiva seguirá para o Palácio do Governo onde se reunirá com o governador Camilo Santana (PT). Mesmo com o reforço policial do Exército e das Forças Nacionais no Ceará, pelo menos nove cidades cearenses cancelaram oficialmente as festas de Carnaval e vão destinar os recursos a outras ações de serviço público. A proposta de reajuste anunciada pelo governo do Ceará no dia 13 de fevereiro estabelecia aumento o salário de um soldado da PM dos atuais R$ 3,2 mil para R$ 4,5 mil em reajustes progressivos até 2022. A proposição foi comemorada por parte da categoria como conquista, mas um grupo permaneceu insatisfeito.

Pacote anticrime de Moro vai ao Congresso na terça-feira, diz Bolsonaro

access_time17/02/2019 10:43

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que o Projeto de Lei Anticrime apresentado no início do mês pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, será enviado ao Congresso Nacional na próxima terça-feira. “Na próxima terça-feira apresentaremos projeto de lei Anticrime ao Congresso”, afirmou Bolsonaro num postagem em sua conta no Twitter. “Elaborado pelo Ministro Sérgio Moro o mesmo visa endurecer as penas contra assassinos, líderes de gangues e corruptos”, conclui o post. Entre outros pontos, o pacote altera 14 leis, como o Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral. Ao apresentar o pacote, no último dia 4, Moro afirmou que o objetivo do projeto é tornar mais eficaz o combate contra a corrupção, os crimes violentos e o crime organizado. Oo texto quer assegurar o cumprimento da pena do condenado após julgamento em segunda instância, e aumentar as previsões legais para o Ministério Público propor acordos. Outra importante inovação é a mudança na legislação sobre organizações criminosas e que prevê que líderes e integrantes que sejam encontrados com armas iniciem o cumprimento da pena em presídios de segurança máxima, assim como condenados que sejam comprovadamente integrantes de organizações criminosas não terão direito a progressão de regime. O texto ainda prevê a criminalização do caixa 2, ao tornar crime arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral. Esse foi um dos pontos mais questionados por deputados na legislatura passada no chamado pacote de 10 medidas de combate à corrupção que contou com o aval da força-tarefa da operação Lava Jato. A declaração de Bolsonaro confirma indicações de que seu governo vai tentar trabalhar simultaneamente no Congresso o pacote anticrime e a reforma da Previdência, que também será enviada ao Legislativo na próxima quarta-feira.