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Notícias com a tag: OMS

OMS: não há expectativa de vacinação até início de 2021

access_time23/07/2020 07:54

Pesquisadores têm alcançado progresso no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, com alguns estudos em estágio avançado, mas o uso não é esperado até o início de 2021, disse o chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, nessa quarta-feira. A OMS está trabalhando para garantir uma distribuição justa das vacinas, mas neste meio tempo é essencial conter a disseminação do novo coronavírus, disse Ryan, já que os novos casos diários estão quase em níveis recordes em todo o mundo. "Estamos fazendo um bom progresso", afirmou o especialista, observando que várias vacinas já estão em testes de Fase 3 e que até agora nenhuma fracassou em termos de segurança ou capacidade de provocar uma reação imunológica. "Realisticamente, só na primeira parte do próximo ano começaremos a ver as pessoas serem vacinadas", disse Ryan em um evento público nas mídias sociais. A OMS está empenhada em ampliar o acesso a possíveis vacinas e a ajudar a aumentar a capacidade produtiva, acrescentou. "Precisamos ser justos nisto, porque este é um bem global. Vacinas para esta pandemia não são para os ricos, não são para os pobres, são para todos." O governo dos Estados Unidos pagará US$ 1,95 bilhão por 100 milhões de doses de uma vacina contra covid-19 que está sendo desenvolvida pela Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech, se ela se mostrar segura e eficiente, disseram as empresas. Mike Ryan também alertou as escolas a serem cautelosas com reaberturas, até a transmissão comunitária da covid-19 estar sob controle. O debate norte-americano sobre a retomada das aulas se intensificou agora que a pandemia está se alastrando em dezenas de estados. "Temos que fazer todo o possível para levar nossas crianças de volta à escola, e a coisa mais eficiente que podemos fazer é deter a doença em nossa comunidade", disse. "Porque se você controla a doença na comunidade, pode abrir as escolas."

OMS diz que América do Sul ainda não atingiu pico da epidemia

access_time01/06/2020 16:42

“Eu certamente caracterizaria hoje as Américas Central e do Sul como as zonas de intensa transmissão desse vírus nesse momento. Eu não acredito que tenhamos atingido o pico da transmissão e nesse momento não tenho como prever quando atingiremos”, afirmou Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS, durante conferência de imprensa em Genebra. O Brasil é citado por Ryan, juntamente com Colômbia, Chile, Peru, Haiti, Argentina, e Bolívia, como os países que registraram maior crescimento no número de casos nos últimos dias, e também entre os cinco países que reportaram o maior número de novas infecções nas últimas 24 horas. O Brasil teve 16.409 casos no domingo, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas, na sexta-feira e no sábado, bateu dois recordes seguidos de registros, com 26.928 e 33.274, respectivamente. No total, o país alcançou 514.849 casos —segundo no mundo— e 29.314 mortes, ultrapassando nos últimos dias Espanha e França e chegando a quarto lugar no mundo em óbitos. “Há algumas semanas o mundo estava extremamente preocupado com o que iria acontecer no Sudeste Asiático e na África, e lá a situação ainda é difícil, mas estável. Claramente a situação em vários países da América do Sul está muito longe da estabilidade. Tem havido um aumento rápido dos casos e os sistema de saúde tem vivido um aumento da pressão”, afirmou. Ryan não fala especificamente no Brasil. Afirma, no entanto, que há respostas variadas para a epidemia na região, alguns bons exemplos, outros nem tanto. “Tivemos respostas diferentes em diferentes países na região. Vemos ótimos bons exemplos de governos que adotaram uma estratégia ampla, de toda sociedade, dirigida pela ciência. Em outras situações, vemos a ausência e fraqueza nisso”, analisou. Apesar de ser um dos países onde a epidemia ainda cresce aceleradamente, o Brasil começou, em diversos Estados, a abrir empresas e afrouxar as regras de isolamento. Um dos primeiros a colocar em prática um processo elogiado de fim da quarentena, o Rio Grande do Sul viu o número de casos saltar 44% em uma semana, de 6.470 para 9.332. No Distrito Federal, que também abriu a maior parte do setor de serviços, o aumento foi de 31,4% no mesmo período. Em todo o Brasil, na última semana, o número de casos confirmados cresceu 37,3%.