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Notícias com a tag: PSL

“Sou um dos deputados mais fiéis ao Bolsonaro”, diz Barbudo

access_time28/10/2019 22:39

O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) afirmou nesta segunda-feira (29) ser um dos parlamentares mais fieis ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), não tendo votado em nenhuma pauta desfavorável ao Governo.  Recentemente, o site da Revista Época divulgou uma lista com sete deputados e um senador do PSL que o presidente Jair Bolsonaro consideraria tê-lo traído na crise interna da sigla. Dentre os nomes, estava o de Barbudo. Bolsonaro está em rota de colisão com o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. A briga, inclusive, pode levar o presidente a deixar o partido. “Procurem onde o Bolsonaro disse que eu sou traidor. Ache uma palavra dele. Não houve. Aconteceu todo esse barulho em Mato Grosso. Eu nunca dei um voto contra o Governo. Eu sou o terceiro do PSL que mais deu votos para Bolsonaro”, disse Barbudo. Questionado sobre se uma possível desavença política pode ter levado à "plantação" da informação na revista, Barbudo afirma ter certeza de que se trata de "fogo amigo", ou seja, de que a informação veio de alguém do partido. “Eles queriam atingir a Joice Hasselmann, Felipe Francischini, Delegado Waldir e mais um. E um caboclo do PSL, que eu não vou falar o nome, falou: ‘Põe o nome daquele barbudão, eu não gosto daquele m...’ O cara me contou. Usou meu nome, cara. Onde que eu tive um entrevero com o Bolsonaro?”, indagou. Ele disse que após a publicação procurou o presidente na pessoa do ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. Conforme Barbudo, o general lhe disse que a questão já estava clara para Bolsonaro e que ele sabia que a notícia era falsa.  Foi então que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) ligou para Barbudo para marcar um encontro. Na ocasião, o filho do presidente gravou um vídeo falando da fidelidade do peesilista. A lista O site da Revista Época divulgou no dia 15 de outubro uma lista com os nomes de Barbudo, os deputados Delegado Waldir (GO), Júnior Bozzella (SP), Joice Hasselmann (SP), Julian Lemos (PB), Nereu Crispim (RS) e Felipe Francischini (PR) como sendo um dos “traidores” do presidente. Na lista ainda figurava o senador Major Olímpio (SP). Os nomes foram divulgados após o presidente entrar em rota de colisão com o presidente da sigla, Luciano Bivar.

Bolsonaro poderá indicar até 50 integrantes para equipe de transição de governo

access_time29/10/2018 07:49

Eleito neste domingo (28) presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) poderá indicar até 50 pessoas para cargos temporários na equipe que fará a transição de governo. Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial e, em 1º de janeiro de 2019, assumirá o governo no lugar de Michel Temer. O número de cargos em comissão disponíveis para o presidente eleito e o momento da indicação estão previstos na lei 10.609/2002, que trata do processo de transição de um governo para outro, junto com o decreto 7.221/2010. Conforme a legislação, a equipe de transição tem o objetivo de garantir o acesso a dados, documentos e informações do governo federal para que a futura gestão possa: tomar conhecimento do funcionamento dos órgãos e entidades da administração pública federal; receber informações sobre as contas públicas; receber informações sobre implementação, acompanhamento e resultados dos programas do governo federal; preparar os atos que o novo presidente tomará após a posse. Cargos em sete níveis Segundo a Casa Civil, os 50 cargos especiais de transição governamental são de livre nomeação, ou seja, não precisarão ser ocupados por servidores de carreira. De acordo com lei, os cargos serão extintos em janeiro, 10 dias após a posse. Jair Bolsonaro também poderá, segundo a Casa Civil, requisitar servidores federais que seriam cedidos para a equipe de transição sem ocupar os cargos especiais. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou em entrevistas que a equipe de Bolsonaro terá 52 pessoas. A legislação ainda prevê que a equipe de transição tenha um coordenador indicado pelo futuro presidente, que poderá ser nomeado ministro extraordinário por Temer, caso o escolhido seja deputado federal ou senador – o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) deve assumir a função. Cargos e salários na transição de governo Cargo Salário Nº de servidores CETG VII R$ 16.581,49 1 CETG VI R$ 16.215,22 4 CETG V R$ 13.036,74 10 CETG IV R$ 9.926,60 25 CETG III R$ 5.440,72 2 CETG II R$ 5.440,72 3 CETG I R$ 2.585,13 5 Fonte: Casa Civil Transição Neste domingo (28), após votar em São Paulo, o presidente Michel Temer disse que a transição está praticamente toda organizada e já deve começar nesta segunda-feira (29). "Vamos começar a transição logo, prontamente amanhã, e faremos uma transição muito tranquila, muito sossegada. Já está praticamente organizada em relação a todos os setores do governo, os tópicos da transição. De modo que a equipe do eleito, quando contatar já praticamente recebe todos os dados do atual governo, daquilo que foi feito e daquilo que ainda precisa ser feito", explicou o presidente da República. Pelo lado do atual governo, Temer centralizou a coordenação dos trabalhos no ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, responsável pela interlocução com a equipe de Bolsonaro. Temer já havia falado sobre a transição na última semana em vídeo publicado no Twitter. Michel Temer✔@MichelTemer Em poucos dias, o País vai decidir o próximo presidente da República. Hoje, me reuni com ministros para avançarmos no tema da transição de governo e garantirmos uma condução tranquila e transparente do repasse dos trabalhos. A gestão de Temer trabalhou na montagem de uma espécie de “livro de transição”, que será entregue a Bolsonaro e seus assessores. A equipe do presidente eleito terá acesso a um sistema digital chamado “Governa”, com informações sobre legislação, números de servidores, contas públicas e ações realizadas pelo governo federal. A futura administração ainda receberá sugestões de medidas para 2019. Conforme o blog de João Borges, do G1, o livro de transição do Ministério da Fazenda faz uma radiografia completa das contas públicas e aponta a necessidade da reforma da Previdência e do cumprimento do teto dos gastos. Fachada do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, onde funcionará o gabinete de transição Equipe de transição em Brasília A equipe de Jair Bolsonaro terá um espaço de trabalho próprio em Brasília durante a transição. O gabinete funcionará em uma ala do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a cerca de 6,5 km do Palácio do Planalto. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, responsável pela logística do local, esta será a terceira vez que o CCBB receberá uma equipe de transição presidencial. O centro destinado ao novo governo foi montado com gabinete para o presidente eleito, mais de 20 salas, espaço para reuniões e para coletivas de imprensa. O local tem capacidade para receber de imediato 250 pessoas. O centro da transição passou por reforma recente, realizada pelo Banco do Brasil, que também forneceu a mobília. O espaço será utilizado pelo banco após a posse do novo governo.