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Comunicado de abastecimento

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access_time13/08/2018 13:43

A Águas de Peixoto de Azevedo informa a população que devido à necessidade de manutenções emergência

Todos os municípios de Mato Grosso apresentam risco baixo de contaminação da Covid-19

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access_time04/12/2020 07:43

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou nesta quinta-feira (03.12) o Boletim Informativo nº

Passageira morre e quatro pessoas ficam feridas em acidente entre carro e carreta

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access_time14/01/2019 09:59

Uma mulher morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após um acidente entre um carreta e um car

Notícias com a tag: garimpo

Garimpo e loteamento rural ilegais são multados em R$ 628 mil em Carlinda e Paranaíta

access_time09/06/2021 13:29

Equipes de fiscalização aplicaram multas de R$ 628 mil durante fiscalização de um loteamento rural em Paranaíta e um garimpo em Carlinda, ambos flagrados sem licença ambiental. A ação ocorreu nos dias 6 e 7 de junho, no extremo norte de Mato Grosso, como parte das ações da Operação Amazônia.  A operação foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) de Alta Floresta, e a Polícia Judiciária Civil (PJC), por meio da Delegacia de Alta Floresta.  Nessa terça-feira, houve o embargo de um Loteamento Rural que estava sendo instalado às margens do Rio Paranaíta, na área do reservatório da Usina Hidrelétrica Teles Pires, sem possuir Licença de Instalação. Uma pessoa foi conduzida para a delegacia.  Foram aplicadas duas multas, uma no valor de R$ 58.250,00, por destruir 11,65 hectares de vegetação nativa da Floresta Amazônica, sem possuir autorização do órgão ambiental, e a maior multa, de R$ 500.000,00, por instalar empreendimento potencialmente poluidor, também sem autorização. Foram apreendidas duas escavadeiras hidráulicas e uma motoniveladora.  No município de Carlinda, a fiscalização flagrou um garimpo que estava funcionando sem Licença de Operação, e quatro pessoas foram conduzidas à delegacia. O empreendimento foi multado em R$70 mil.  Na ocasião, foram apreendidos uma escavadeira hidráulica e dois motores, que foram removidos e ficaram sob a guarda da Prefeitura Municipal.  A delegada regional de Alta Floresta, Ana Paula Reveles, destaca que a Polícia Civil tem feito constantes ações em conjunto com a Sema buscando o combate aos crimes ambientais ocorridos em toda a região. Pelo garimpo ilegal em Carlinda, não houve apreensão de matéria-prima, porém foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo artigo 55 da Lei de Crimes Ambientais. Pelo loteamento rural ilegal localizado em Paranaíta, também foi instaurado um TCO pelo desmate para construção de obras, previstos nos artigos 60 e 50, da Lei  9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). Operação Amazônia A operação Amazônia é contínua, mas teve as ações intensificadas na segunda fase, que tem como objetivo combater os crimes ambientais nos municípios que mais desmatam. Os principais instrumentos da operação foram o reforço das forças de Segurança, o monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, a fiscalização contínua, o embargo de áreas, a apreensão e remoção de maquinários flagrados em uso para o crime, e a responsabilização de infratores.  Integram a iniciativa as Secretarias de Estado de Meio Ambiente, de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ibama.

Dono de garimpo ilegal é multado em R$ 2,5 milhões

access_time30/05/2021 19:40

Uma equipe do Batalhão de Proteção Ambiental descobriu na quinta-feira (27/05) um garimpo ilegal em pleno funcionamento na cidade de Aripuanã. O alerta de irregularidade foi emitido pela Plataforma Planet SCCON e a multa aplicada chegou a R$ 2,5 milhões. A ação faz parte da Operação Arco Norte, que começou dia 25 de maio e segue até 07 de junho. Na área localizada na zona rural da cidade conhecida como Baixão da Serra, os maquinários trabalhavam normalmente na extração do minério. Um homem de 42 anos apresentou como proprietário do empreendimento. Questionado se teria licença ou autorização para o funcionamento do garimpo, respondeu que não. Em consulta na base de sistema da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a propriedade constou no Cadastro Ambiental Rural (CAR), no nome de uma mulher. Na ação, foram apreendidos seis tratores escavadeira hidráulica, um trator pá carregadeira e 14 motores bomba estacionários, sendo três deles no local. Conforme toda irregularidade encontrada, foram emitidos cinco autos de inspeção, cinco autos de infração, nove termos de apreensão, 11 temos de depósito, um termo de inutilização, além da multa.

CPI revela que esquemas impedem MT de ser "potência mineral"

access_time26/05/2021 06:52

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa voltou aos trabalhos na manhã desta segunda-feira (24), com a oitiva do gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM), Roberto da Silva Vargas. O secretário de Estado de Fazenda (Sefaz/MT), Rogério Gallo também estava programado para participar do evento, no entanto, não compareceu por conta de outro compromisso, devendo a CPI remarcar nova data para ouvi- lo. Durante os questionamentos parlamentares, Vargas deixou de responder algumas perguntas. Por isso, com a falta de dados e com o quadro de funcionários escasso do órgão, para fiscalizar as atuações dos trabalhos das mineradoras, o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), solicitou que a equipe técnica da agência envie os documentos com as respostas para a comissão nos próximos dias, além de apresentar um requerimento prorrogando por mais 180 dias os trabalhos da CPI. “Sem dúvida, Mato Grosso pode se tornar uma potência em exploração mineral. No entanto, a subfaturação da mineração no país invade bilhões de reais por ano porque é um setor de difícil fiscalização que sofre com a falta de pessoal e estrutura”, apontou Santos. Conforme o parlamentar, a falta de dados para compor o relatório da comissão se deu em razão da parte numérica. “Aqueles [dados] que dependem de números serão encaminhados para a equipe técnica da CPI, pois existe um único objetivo que é prestar serviço ao Estado detectando os vazamentos oriundos da evasão fiscal, sonegação e da corrupção”, destacou o deputado. Thank you for watching O representante da ANM explicou a respeito das atividades de mineração em Mato Grosso, e ainda, sobre o Relatório Anual de Lavras (RAL). Segundo ele, o RAL é um documento que os mineradores devem encaminhar, anualmente, à Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão do Ministério de Minas e Energia.  O documento contém informações sobre a área onde as atividades de mineração são realizadas, além de informações importantes relacionadas à produção da mina no ano anterior, como volume de vendas, mercado consumidor, projeções de produção e valor recebido da Compensação Financeira de Exploração de Recursos Minerais (CFEM).  “Este documento deve ser entregue à ANM, anualmente, por todos os proprietários de minas ou arrendatários em atividade no país, ativos ou não. O principal objetivo é formar um banco de dados sobre o setor de mineração no Brasil”, falou Vargas. Ainda sobre o RAL, Vargas destacou que trata-se de uma obrigação prevista na legislação em vigor (Portaria nº 11 do diretor-geral da Agência Nacional de Mineração -ANM), que visa obter dados estatísticos sobre a produção mineral brasileira. “Portanto, é a principal fonte de informações técnicas para a indústria mineral do país”, disse.  Vargas fez um breve relato sobre a ANM para a mineração de Mato Grosso e explicou que o objetivo do relatório anual de lavra não é apenas cumprir os requisitos dos regulamentos de mineração, mas também formar um banco de dados da indústria para apoiar o Anuário Mineral Brasileiro. “Com isso, a ANM e a Receita Federal vão verificar os dados entre os órgãos para eliminar as fraudes e comparar as informações declaradas pelos mineradores no RAL com as declaradas na Receita Federal. O subsolo de Mato Grosso é um dos mais ricos da União”, apontou ele. Retrospectiva A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal foi instalada no dia 12 de março de 2019. Para otimizar os trabalhos, os deputados optaram por dividir a CPI em cinco sub-relatorias.  O deputado Ondanir Bortolini (PSD) - Nininho –  foi alçado como sub-relator do setor de mineração. Valmir Moretto (Republicanos) o responsável pela sub-relatoria do agronegócio. Carlos Avallone (PSDB) designado sub-relator do setor de combustíveis; Janaina Riva (MDB) ficou com setor de frigoríficos e  Wilson Santos (PSDB) dos incentivos fiscais. Relatório final No final do ano passado, o vice-presidente da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, deputado Carlos Avallone (PSDB), apresentou o relatório da sub-relatoria do setor de combustíveis.  Segundo ele, o documento elaborado expôs números que comprovam sonegações, irregularidades, fraudes operacionais, tributação e adulteração de combustíveis em Mato Grosso. O relatório apontou que, em 2018, o Brasil deixou de arrecadar R$ 626,8 bilhões (7,7% do PIB nacional). No mesmo ano, em Mato Grosso, o Estado deixou de arrecadar cerca de R$ 1,9 bilhão por causa da sonegação, que corresponde a 1,5% do PIB estadual. Em números globais, de acordo com o documento, a cadeia produtiva de combustíveis em Mato Grosso teve um faturamento da ordem de R$ 20,4 bilhões, o que corresponde a 14% do PIB do estado. Missão da CPI Um das missões da CPI, de acordo com Wilson Santos, é desmistificar o adágio de que as CPIs sempre acabam em pizza. Segundo ele, toda CPI tem três fases: a primeira delas é a fase do inquérito. A investigação é feita no Parlamento, por isso é chamada de Comissão Parlamentar de Inquérito. “Não cabe à CPI o condão do julgamento, da condenação e muito menos da prisão. Apesar de a CPI ter poderes judiciais”, explicou. A segunda fase, segundo Santos, vem quando é terminada a investigação. A CPI é encaminhada para os órgãos de controle como, por exemplo, a Polícia Federal, para o Ministério Público Estadual e Federal, para a Controladoria-Geral da União ou do Estado, para o Tribunal de Contas e ao Tribunal de Justiça. Nessa fase, eles têm a prerrogativa constitucional de ofertar as denúncias. “Feita a denúncia, vai à terceira fase, que é o julgamento”, disse Santos. "A terceira fase, que é o julgamento”, disse Santos.

Sema multa áreas de desmatamento ilegal e garimpo em R$ 6,1 milhões em MT

access_time08/05/2021 09:15

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) realizou uma operação que resultou na autuação e embargo de áreas de desmatamento ilegal, garimpo e um posto de gasolina em Alta Floresta. A multa foi de R$ 6,1 milhões e um total de 1,2 mil hectares de área embargada. Dois dos garimpos foram multados em R$ 200 mil cada e o terceiro em R$ 500 mil, 9 motores a diesel foram apreendidos e 2 pessoas foram presas em flagrante durante a operação. A multa do posto de gasolina foi de R$150 mil. A fiscalização começou na segunda-feira (3) e terminou nessa sexta (7) nos municípios de Apiacás, Paranaíta e Nova Canaã. Quatro pessoas foram presas. A operação ocorreu em parceria com a Polícia Civil de Alta Floresta, Apiacás e Monte Verde. A equipe formada por servidores da Sema e policiais civis também autuaram e embargaram três garimpos e um posto de gasolina que estavam atuando de forma ilegal, sem licença de operação, em Apiacás. O diretor da Regional de Alta Floresta, Vinicius Rezek, destacou que as ações da Regional estão voltadas para a tentativa de frear o desmatamento, realizando operações de fiscalização e de combate à crimes ambientais na região. A Regional de Alta Floresta embargou 2,3 mil hectares e aplicou multas no valor de R$14,6 milhões entre janeiro e março deste ano durante operações de fiscalização na região. Também foram realizados 49 autos de infração, 41 termos de embargo, 12 termos de apreensão e 58 notificações nos três primeiros meses do ano. A fiscalização que resultou no embargo e autuação de áreas de desmate ilegal de Apiacás e região foram resultados do monitoramento e alertas emitidos pela Plataforma de Satélite Planet. Já as ações nos garimpos foram motivadas por monitoramento das imagens e denúncias. Denúncia O cidadão pode denunciar crimes ambientais à Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-65-3838 ou via WhatsApp no (65) 99281- 4144, nas unidades regionais da Sema ou aplicativo MT Cidadão.

Garimpeiro morre após ser atingido por rocha em Pontes e Lacerda

access_time22/04/2021 09:17

O garimpeiro Judson Fernandes de Moraes, de 26 anos, morreu nesta quarta-feira (21) após ser soterrado enquanto trabalhava em um garimpo ilegal em Pontes e Lacerda. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a vítima estava trabalhando na região conhecida como Garimpo Serra Dourada quando foi esmagada por uma rocha, que rolou do alto de um monte. O local onde a vítima foi encontrada é conhecido por ser onde garimpeiros ilegais tentam achar pedras preciosas. Havia mais cinco homens trabalhando com a vítima no momento do acidente. Todos testemunharam o acidente e um deles teve a perna atingida, mas conseguiu escapar do buraco. A equipe do Bombeiros iniciou os trabalhos de resgate por volta das 9h30. No entanto, o homem estava em um local de difícil acesso, o que dificultou o trabalho. Foram realizadas as ancoragens de várias rochas que se encontravam instáveis com o aparelho Tifor, e calçadas várias rochas, a fim de resguardar a segurança dos bombeiros. Após todo esse processo, o corpo da vítima foi resgatado às 18h30. Ele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Ladrões usam retroescavadeira para roubar quatro tachos com ouro de garimpo em Poconé

access_time09/04/2021 10:02

Ladrões roubaram quatro tachos com ouro de um garimpo em Poconé. O assalto ocorreu na quarta-feira (7) e nenhum suspeito foi preso até esta sexta-feira (9). Na ação, eles usaram uma retroescavadeira da própria empresa para carregar os tachos. Outro assalto, também em mineradora, ocorreu na quinta-feira (8) em Paranaíta. No entanto, a Polícia Civil não acredita que se trata da mesma quadrilha. De acordo com a Polícia Civil, os funcionários estavam realizando a manutenção na máquina de moinho e foram surpreendidos por seis homens armados que anunciaram o assalto. Eles chegaram ao local a pé. Os suspeitos obrigaram as vítimas a recolher o ouro e também levaram duas motocicletas. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos estavam encapuzados e usavam revólveres. Eles utilizaram a retroescavadeira do garimpo para levar os tachos até onde estava o veículo da quadrilha e colocaram os tachos no automóvel. Após carregar o carro, abandonaram a retroescavadeira e fugiram. Eles ainda levaram duas motocicletas dos funcionários do garimpo. Os policiais militares realizaram rondas na região e conseguiram localizar as duas motocicletas levadas no roubo.

Desaparecidos há 9 dias são encontrados após se perderem em região de garimpo em MT

access_time12/01/2021 06:31

Dois homens que haviam desaparecido no dia 2 de janeiro foram localizados nesta segunda-feira (11) após ficarem perdidos na mata na zona rural de Comodoro, a 452 km de Cuiabá. Adilson Oliveira da Silva, 41 anos e Nilson Sinhori Hartwig, 33 anos, haviam saído de casa em uma motocicleta para um local denominado antiga fazenda Rio Vermelho com a intenção de garimpar ouro no local, sem autorização legal. Eles haviam combinado de retornar no dia seguinte. Como não voltaram, a mulher de um deles procurou a Polícia Civil para denunciar o desaparecimento dos dois. Ela disse à polícia que foi até o local onde os dois supostamente estavam e encontrou diversos pertences pessoais e a motocicleta, mas não havia nenhum sinal dos desaparecidos. Conforme informações da Polícia Civil, os dois ficaram perdidos na mata, onde estavam em busca de garimpar próximo a um rio. Nesta segunda-feira, eles conseguiram chegar até a sede de uma fazenda da região e funcionários da propriedade fizeram contato com familiares e com a Polícia Civil. Os dois foram encaminhados para atendimento em um hospital da cidade.

Ibama multa 11 pessoas por garimpo ilegal de ouro no norte de Mato Grosso

access_time30/08/2020 11:06

O Ibama, com o apoio da Polícia Federal, realizou uma operação de combate a crimes ambientais na região norte de Mato Grosso. A ação teve como finalidade fiscalizar e reprimir as atividades ilícitas de garimpos de ouro na região da Gleba Nhandu, no município de Novo Mundo, no norte de Mato Grosso. A operação ocorreu entre quinta-feira (27) e sexta-feira (28) e foi divulgada neste sábado (29). Os locais foram previamente levantados através de imagens de satélites, que demonstraram a abertura de diversas lavras garimpeiras em áreas de reserva legal. A região abrange assentamentos, propriedades rurais e áreas de preservação permanente (APPs) dos rios Braço Norte e Peixoto de Azevedo. Onze pessoas responsáveis pelas lavras, entre elas garimpeiros, proprietários rurais e proprietários de maquinário, foram identificadas. Os suspeitos foram multados e autuados administrativamente e criminalmente por usurpação de bens da União, extração ilegal de minério e crimes ambientais, entre eles, o desmatamento sem autorização, poluição de recursos hídricos e uso de substância perigosa (mercúrio). No decorrer dos trabalhos foram apreendidas duas escavadeiras hidráulicas, um trator de esteira, um caminhão prancha, seis dragas e 3 mil litros de óleo diesel. Todo o maquinário e o combustível foram destinados às prefeituras locais. Dois garimpeiros foram presos em flagrante por porte ilegal de armas e encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal em Sinop/MT, unidade da PF responsável pela operação. A Polícia Federal realizou uma operação de combate a crimes ambientais na região norte de Mato Grosso — Foto: Polícia Federal de Mato Grosso

SEMA embarga garimpo ilegal no Nortão com auxílio de satélite; multa de R$ 100 mil

access_time07/08/2020 06:17

Agentes da Unidade Desconcentrada da secretaria de Meio Ambiente de Alta Floresta e a Polícia Civil embargou um garimpo ilegal e apreendeu uma escavadeira hidráulica e quatro motores. Cinco pessoas foram presas em flagrante. A fiscalização na região está sendo realizada desde o início da semana devido aos alertas emitidos pela Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que utiliza Imagens de Satélite Planet. Um dos alertas indicava o desmatamento e foi verificado in loco que era uma área de garimpo. A equipe de fiscalização aplicou uma multa de R$ 100 mil por atividade de empreendimento poluidor sem possuir licença do órgão ambiental. A multa pelo desmate ainda será aplicada pela equipe que se encontra em campo. Os equipamentos foram removidos do local e depositados no pátio da prefeitura de Apiacás. O combate ao desmatamento ilegal faz parte da política pública do Governo do Estado de Mato Grosso de tolerância zero para crimes ambientais.  A meta é que por meio da fiscalização em campo e da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal que utiliza Imagens de Satélite Planet a pasta possa agir de forma preventiva, minimizando os danos e aumentando a celeridade na resposta. O diretor da Unidade Desconcentrada de Alta Floresta, Vinicius Rezek, destacou que a plataforma utiliza imagens de Satélite Planet e permitiu que a fiscalização nas regionais da Sema ficasse mais eficientes “É muito importante para acompanharmos em tempo real com imagens atualizadas. Com os alertas gerados pela ferramenta cruzamos com as informações que temos no banco de dados da secretaria. As imagens por satélites nos auxiliam muito”.

Operação apreende máquinas em garimpo ilegal e prende cinco pessoas por crime ambiental

access_time31/07/2020 11:10

Cinco homens foram detidos na tarde de quinta-feira (30) na zona rural de Apiacás, a 1.010 km ao norte de Cuiabá, durante uma ação da Polícia Civil e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) de combate a crimes ambientais na região. Eles trabalhavam em um garimpo ilegal. Os suspeitos de 51, 52, 55, 58 e 65 anos foram autuados em flagrante por usurpação (produzir bens ou explorar matéria prima pertencente à União sem autorização legal) e por poluição (construir ou fazer funcionar, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença). O trabalho foi deflagrado em apoio à equipe da Sema para fiscalização de um garimpo situado em uma propriedade rural situada na estrada W3. Chegando às proximidades, as equipes avistaram uma escavadeira e barulho de motores em funcionamento. Os policiais e fiscais foram recebidos por um homem que se apresentou com o proprietário do local e foi solicitado que o mesmo desligasse o motor que estava na beira do córrego e chamasse as outras pessoas que estavam garimpando dentro de uma escavação. No local foram encontrados três motores, sendo dois em funcionamento de uma s draga de seis polegadas. Foi constatada a existência de um córrego, que passa ao lado do garimpo, um braço do rio Das Primas, cujas águas estavam sendo utilizadas para a garimpagem. Também foi localizada uma máquina escavadeira, que não estava em funcionamento, porém, utilizada no garimpo. As equipes constataram quatro garimpeiros trabalhando dentro de um buraco. As cinco pessoas foram conduzidas para a Delegacia de Apiacás. Todos os materiais utilizados no garimpo foram apreendidos pela Sema. Os conduzidos foram interrogados e responderão pelos crimes de usurpação (produzir bens ou explorar matéria prima pertencente à União sem autorização legal) e por poluição (construir ou fazer funcionar, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença). Cinco homens foram detidos na tarde de quinta-feira (30) na zona rural de Apiacás, a 1.010 km ao norte de Cuiabá — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Operação apreende mais de R$ 1 milhão em máquinas e fecha garimpos ilegais em Peixoto

access_time10/07/2020 08:25

Uma operação deflagrada por órgãos de segurança, hoje, resultou no fechamento de dois garimpos ilegais, no distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo. De acordo com o delegado Getúlio Daniel, foram apreendidos mais de R$ 1 milhão em bens nos dois locais. “Uma operação muito exitosa. Deflagramos operação contra garimpo ilegal e degradação ambiental. Conseguimos fechar dois garimpos ilegais e apreender duas PCs (pás-carregadeiras), duas retroescavadeiras, três motores bombas d’água e duas armas com munições (espingardas calibre 12 e 20)”, disse Getúlio. Um dos garimpos fechados ficava ao lado de uma mineração legalizada, segundo o delegado. A operação contou com a participação da Polícia Civil, Ministério Público do Estado, secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Polícia Federal, IBAMA e Exército fazem operação contra extração ilegal de ouro no Nortão

access_time01/07/2020 13:11

Os agentes da Polícia Federal de Sinop em parceria com fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e apoio aéreo do Exército Brasileiro deflagrou, ontem, a operação Solea para combater a extração ilegal de ouro na região de Novo Mundo. A coordenação da operação confirmou que a ação abrangeu uma área de aproximadamente 450 hectares na região do encontro dos rios Braço Norte e Peixoto. Foram constadas quatro frentes de lavra de grandes dimensões em meio a floresta, operando com máquinas de grande porte sendo cinco escavadeiras hidráulicas e quatro tratores de esteira. Foram constados também danos ambientais graves como desmatamento e degradação de Áreas de Preservação Permanente (APP), incluindo destruição de igarapés e nascentes, além do uso não autorizado de mercúrio na depuração do ouro. Desdobradas em campo as equipes de policiais conseguiram identificar os responsáveis pelos delitos, efetuando prisão em flagrante e realizando perícias para quantificar os danos ambientais. O IBAMA autuou os responsáveis pelas infrações, apreendendo o maquinário utilizado nos delitos, além de vários conjuntos moto bomba e milhares de litros de óleo diesel. As máquinas apreendidas foram deixadas a disposição de prefeituras da região para uso em benefício das comunidades locais em apoio às atividades de melhoria da infraestrutura desses municípios.

Homem suspeito de roubos em garimpos é preso com armas, R$ 7,3 mil e roupas camufladas

access_time25/05/2020 07:28

Um homem suspeito de participar de assaltos em garimpos foi preso nesse sábado (23) em Peixoto de Azevedo. De acordo com a Polícia Militar, ele foi preso com armas, R$ 7,3 mil em dinheiro e várias roupas camufladas usadas nos roubos. A PM recebeu informações de que o suspeito estava em uma região da cidade e conseguiu localizá-lo. Ele foi flagrado com munições. Na casa dele a polícia encontrou uma espingarda, uma pistola, o dinheiro e as roupas camufladas. Ele faria parte de uma quadrilha que assalta garimpos na região de Peixoto de Azevedo. A mulher dele usava pulseiras e correntes de ouro que foram apreendidas. Os policiais ainda encontraram munições na gaveta das roupas íntimas dela. O casal foi encaminhado à Polícia Civil. Ele foi preso com armas, R$ 7,3 mil em dinheiro e várias roupas camufladas usadas nos roubos — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso

ABRAMP cria programa de auxílio para garimpeiros regularizarem atividade

access_time17/03/2020 17:27

O garimpo de metais preciosos movimenta parte importante da economia brasileira. Segundo estimativas da ABRAMP – Associação Brasileira de Metais Preciosos – o país produz cerca de 81,2 toneladas por ano. Para contribuir com o desenvolvimento desse setor, a ABRAMP criou um programa especial de apoio para que os garimpeiros possam regularizar suas áreas de extração. O objetivo é facilitar a esses trabalhadores o acesso às certidões, comprovações, relatórios e documentações para que ele possa desenvolver o seu trabalho dentro da legislação, com tranquilidade. Atualmente, para se ter um garimpo legalizado, é preciso requerer o local do garimpo através de uma PLG - Permissão de Lavra Garimpeira. A burocracia que envolve essa área é muito grande e acaba desestimulando os trabalhadores. Para a obtenção da PLG, a ABRAMP ajuda o garimpeiro em todas as etapas do processo, desde o requerimento ANM, até as licenças ambientais e Permissão de Lavra Garimpeira. Tudo de modo prático e sem que o trabalhador perca tempo ou corra o risco de não ter aprovado o seu requerimento. A Associação reforça a importância dos garimpeiros legalizarem suas áreas, principalmente em função do Brasil de hoje, no qual as áreas de garimpo estão no foco das autoridades. Entre os muitos benefícios de regularizar as atividades, está o fato de poder trabalhar com tranquilidade e segurança. Os garimpeiros interessados em conhecer mais detalhes do programa da ABRAMP, podem entrar em contato direto com a entidade através do WhatsApp (93) 99144-9711. Visite nosso site: http://www.abramp.org.br/ Curta Nossa Pagina: https://www.facebook.com/associacaoabramp/ Contato: atendimento@abramp.org.br (11) 3271-6652 / WhatsApp: (93) 99144-9711

Bandidos roubam garimpo e levam caminhonete em Peixoto de Azevedo

access_time06/12/2019 13:55

Segundo informações repassadas a nossa reportagem três elementos chegaram no garimpo quando os trabalhadores faziam apuração do ouro e de posse de armas de fogo efetuaram vários disparos, aproximadamente dezesseis tiros foram dados para intimidar os garimpeiros e concluir o roubo, ninguém foi ferido. Foram encontradas no local cápsulas de pistola 380 e cartuchos de espingarda calibre 12 todos disparados pelos ladrões, que após pegarem o ouro ainda levaram caminhonete, que foi abandonada nas proximidades da 6ª agrovila. Após a ação dos bandidos, as vítimas entraram em contato com a Polícia Militar. Os policiais chegaram ao local, colheram as informações e saíram em diligências no intuito de localizar os suspeitos, porém sem êxito. O Major Vieira relatou a nossa reportagem que estará disponibilizando uma guarnição para estar atuando na Zona Rural do município para tentar coibir este tipo de crime que começou a ocorrer com frequência na área do 22º Batalhão. A quantidade de ouro levada pelos bandidos não foi revelada pela vitima.

Índios Yanomami denunciam risco de massacre em reserva no AM e RR e exigem saída de garimpeiros

access_time27/11/2019 12:47

Lideranças da Terra Indígena Yanomami, localizada nos estados de Roraima e Amazonas, divulgaram uma carta aberta em que voltam a denunciar a presença de garimpeiros ilegais na região e alertam para risco de um massacre na reserva. O texto, que é assinado por lideranças da etnia Yanomami e Yekuana, foi elaborado durante uma reunião que ocorreu na reserva, na região do Demini, em Roraima, na semana passada. Ele foi lido pela deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados na terça (26). No início deste mês, uma manifestação de garimpeiros deixou a BR-174, principal rodovia de Roraima, fechada por quatro dias. O ato foi em protesto contra a operação que desmontou focos de garimpo ilegal na região e para cobrar a regularização da mineração em áreas indígenas, projeto em fase de estudo pelo governo federal, mas rechaçado pelos índios. "Os garimpeiros estão envenenando as pessoas e contaminando nossos rios, nossos peixes, nossos alimentos e espantando nossa caça. Sabemos que o mercúrio usado no garimpo está contaminando nosso povo", diz um dos trechos da carta. "Essa é a mensagem de todos os Yanomami e Ye’kwana juntos para todo o planeta". No documento, as 116 lideranças que participaram da reunião e elaboraram a carta cobram que o governo retire os garimpeiros que estão na região e impeça a entrada de novos, citando tensão e casos de violência que ocorrem na área em razão da presença de invasores. "Trazem todo tipo de bebidas, drogas e doenças. Eles têm muitas armas e são violentos também entre eles. Eles matam uns aos outros e enterram os corpos na beira dos rios ou jogam nos rios", relataram os indígenas relembrando também mortes em conflitos por causa do garimpo, como massacre de Haximu que na década de 90 deixou 12 índios mortos na região. "Nossos avós e tios morreram por causa dos garimpeiros. Nós não queremos repetir essa história de massacre". A carta, que é endereçado ao Executivo e Legislativo Federal, também diz que os índios "decidem de forma coletiva, escutando vários pensamentos de homens, mulheres, xamãs, jovens, lideranças tradicionais, todos reunidos. E isso deve ser respeitado pelo governo brasileiro". "As nossas riquezas são os nossos conhecimentos tradicionais, a nossa saúde, nossos rios limpos e nossas crianças crescendo felizes. Os garimpeiros estão destruindo a nossa riqueza", escreveram, afirmando que "o governo tem o dever de acabar com isso e trabalhar para cuidar da saúde dos povos Yanomami e Ye’kwana e proteger a terra-floresta". Procurado pela reportagem para comentar as denúncias feitas pelas lideranças indígenas, um representante do movimento de garimpeiros em Roraima disse que "há ONGs e grupos estrangeiros que estão por trás dos indígenas, os manipulando conforme seus próprios interesses". "Existem muitas distorções e a gente sabe que a população indígena não só do nosso estado, mas de todo o país é tratada como massa de manobra", disse Clayton Alves. "Se a gente for ver a fundo situação dos indígenas em Roraima e no Brasil vai ver o quanto é precária e quanto foi usada por governos passados". Maior terra indígena do Brasil Com quase 10 milhões de hectares a reserva Yanomami é a maior terra indígena do Brasil, e tem atualmente cerca de 27 mil índios. O território também contém a referência confirmada de um povo indígena isolado, além de seis outras referências em estudo, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). A estimativa da Funai é que há entre 7 e 10 mil garimpeiros operando ilegalmente na Terra Indígena. Já a Hutukara Associação Yanomami fala em 25 mil garimpeiros na área. Um estudo feito em 2016 pela Fiocruz apontou que mais de 90% dos indígenas que vivem em uma comunidade do Rio Uraricoera, uma das regiões mais afetadas pelo garimpo ilegal na reserva yanomami, tem alto índice de contaminação por mercúrio. O metal, que é altamente tóxico, é usado para separar o ouro dos demais sedimentos e acaba lançado em rios, igarapés e na atmosfera.

DNPM determina fim de exploração em garimpo ilegal invadido há cerca de 2 meses

access_time12/11/2018 12:59

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) determinou a paralisação das atividades no garimpo clandestino de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá. A medida foi tomada após uma reunião na semana passada entre órgãos e autoridades na cidade. Há dois meses aproximadamente mil pessoas ocupavam a área, localizada em uma área particular em uma fazenda. A notícia de que tem ouro no local se espalhou rapidamente por meio de fotos divulgadas em aplicativos de celulares e redes sociais. O local chegou a ser chamado de a 'Nova Serra Pelada'. Segundo o superintendente do DNPM em Mato Grosso, Serafim Carvalho Melo, atualmente, aproximadamente 500 pessoas estão no garimpo ilegal. Pouco ouro foi encontrado no local e provocou a saída de muitos 'aventureiros'. Na semana passada o órgão classificou a invasão no, como uma 'violenta agressão ambiental'. Participaram da reunião representantes da Polícia Federal, Polícia Militar, Ministério Público, membros da Cooperativa dos Produtores de Diamantes de Juína (Coooprodil), a Cooperativa de Garimpeiros de Aripuanã (COOGAR), garimpeiros e moradores. "Ficou acordado a saída imediata dos garimpeiros. Se houver alguma operação, os materiais e maquinários serão apreendidos. O responsável pela invasão não foi identificado",  — Serafim Carvalho Melo. O DNPM já havia comentado que as pessoas que estão ocupando a área não têm autorização do órgão para qualquer tipo de extração mineral. O órgão também alerta que toda e qualquer atividade de extração mineral no país sem autorização é caraterizada como usurpação do patrimônio mineral da União, uma atividade ilegal à luz da legislação mineral brasileira. A invasão foi comunicada à Secretaria de Meio Ambiente e Ministério Público Federal (MPF).

Garimpo em Aripuanã é batizado de nova 'Serra Pelada' e atrai centenas de pessoas

access_time31/10/2018 08:37

Três anos após ganhar os noticiários nacionais por causa de um garimpo ilegal que atraiu milhares de pessoas de várias partes do Brasil em busca de ouro no município de Pontes e Lacerca em 2015, Mato Grosso volta a vivenciar um clima semelhante na cidade de Aripuanã (1.002 Km a noroeste de Cuiabá). Um garimpo ilegal descoberto no município de 21,9 mil habitantes está atraindo centenas de pessoas que já chamam batizaram o local como a nova “Serra Pelada”. Fotos e vídeos divulgados em redes sociais de pessoas exibindo pedras douradas, que afirmam ser ouro retirado do garimpo, começam a circular nas redes sociais e já causam uma movimentação de pessoas se deslocando para o local que fica a cerca de 11 km do centro de Aripuanã. A reportagem conversou com jovem de 21 anos que é morador de Aripuanã e confirmou que na cidade não se fala em outra coisa a não ser o garimpo “Serra Pelada”. Ainda não se sabe quem é o dono da área que está sendo explorada. Ele, inclusive, está querendo ir tentar a sorte no garimpo já que está desempregado, mas por enquanto está avaliando a situação. “Tem bastante gente indo, acho que vou ir hoje pra lá também. Tem um monte de amigos meus indo. Eles falam que tem bastante ouro por lá”, relata o rapaz, cujo nome será preservado pela reportagem. De acordo com ele, tem cerca de uma semana que “todo mundo ficou sabendo” que está tendo ouro e mais pessoas começaram a se deslocar para o local, cujo trajeto dura cerca de 10 minutos para quem sem desloca de carro ou motocicleta. “Meu tio foi pra lá e veio me chamar, falei que não ia. Mas daí uns amigos meus começaranm a mandar fotos e postar no status do Facebook que estão encontrando ouro” relata o morador ao explicar que o tio dele foi para o garimpo na manhã desta terça-feira (30). “Bem cedinho ele estava comprando umas coisas para comer e levar pra lá”, relata. A reportagem questionou o jovem se ele sabe dos riscos que a atividade de garimpo oferece, principalmente quando se trata de um local de extração clandestino bem como as dificuldades de encontrar ouro, ele disse que sim, mas continua animado. “Meus amigos também não são garimpeiros e eles já acharam ouro”, argumenta. “Eu não queria ir, meu tio veio me chamar. Eu estava até zuando meus amigos, mas parece que a coisa está boa mesmo”, diz ele ao acrescentar que as conversas que circulam na cidade também já apontam que forças policiais já estariam se mobilizando em Aripuanã por causa do garimpo. “Parece que já tem polícia na cidade, mas só ouvi dizer, não tenho certeza”. A reportagem ele enviou fotos, e áudios de conversas que recebeu de amgios que foram para o garimpo e estão tentando convencê-lo a ir também. “Nós fomos de tarde e ficamos até de madrugada, é de boa lá”, diz um dos áudios. “Moscou, tinha que ter ido, é uma vez na vida e outra na morte que tem uma parada dessa ai”, diz outro áudio enviado por um dos amigos dele. Pelas fotos enviadas do local é possível perceber que até uma máquina escavadeira está sendo utilizada no garimpo clandestino. Pelas imagens já se vê enormes buracos e valas sendo escavadas entre rochas e paredões. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra dezenas de pessoas com sacos e pás remexando em montes de terras retirados pela escavadeira. “Vamos pegar ouro pessoa, ataca, irru, o trem tá bão”, diz alguém na gravação. “Leva pedra também porque é a pedra que dá o ouro pra moer, tem ouro de montão ai, pode pegar, é bom demais”, diz o homem que aparenta ser o autor da gravação.

Governo federal autoriza exploração de área de garimpo em Pontes e Lacerda (MT)

access_time01/06/2018 07:59

O governo federal autorizou a exploração de áreas de garimpo em Mato Grosso em Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, a 483 km e 562 km de Cuiabá, respectivamente. O ato é assinado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Westphalen e foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) que circulou na terça-feira (29). De acordo com a publicação, o governo dá assentimento prévio para que uma cooperativa explorem ouro as áreas que, ao todo, somam 4.257,06 hectares. As áreas estão liberadas para uso sob o regime de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). Em 2015, uma área foi invadida por garimpeiros no município. O local ficou conhecido como a 'Nova Serra Pelada'. A busca pelo ouro chegou a reunir oito mil pessoas, que se instalaram de forma precária em busca de ouro e enriquecimento fácil. O MPF ajuizou uma ação contra as três mineradoras que entraram com pedido de lavra junto ao Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNMP) e contra os três proprietários da área onde o garimpo está localizado.