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Notícias com a tag: indio

MT é o segundo estado com mais mortes de indígenas por Covid-19, diz Apib

access_time24/08/2020 11:11

Mato Grosso é o segundo estado brasileiro com mais mortes de indígenas por coronavírus (Covid-19). Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), já são 118 indígenas vítimas da doença no estado. Mato Grosso fica atrás somente do Amazonas, que registra 190 mortes dos povos indígenas. As mortes foram registradas nas etnias Xavante, Kalapalo, kurâ Bakairi, Bororo-Boe, Umutina, Chiquitano, Kamayurá, Apyãwa Tapirapé, Paresi, Kaiabi, Rikbaktsa e Kuikuro. De acordo com a Apib, o povo xavante lidera os casos de mortes em Mato Grosso: foram 47 indígenas mortos. Os casos se concentram nos municípios de Barra do Garças, Rondonópolis, Campinápolis e General Carneiro. Em todo o país são mais de 27 mil casos confirmados de Covid-19 entre indígenas, com 717 mortos e 155 povos afetados. Mato Grosso registrou, até a tarde deste domingo (23), 2.572 óbitos em decorrência da Covid-19, sendo 14 nas últimas 24 horas. Conforme boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), o estado tem 81.822 casos confirmados da doença.

Índios Yanomami denunciam risco de massacre em reserva no AM e RR e exigem saída de garimpeiros

access_time27/11/2019 12:47

Lideranças da Terra Indígena Yanomami, localizada nos estados de Roraima e Amazonas, divulgaram uma carta aberta em que voltam a denunciar a presença de garimpeiros ilegais na região e alertam para risco de um massacre na reserva. O texto, que é assinado por lideranças da etnia Yanomami e Yekuana, foi elaborado durante uma reunião que ocorreu na reserva, na região do Demini, em Roraima, na semana passada. Ele foi lido pela deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados na terça (26). No início deste mês, uma manifestação de garimpeiros deixou a BR-174, principal rodovia de Roraima, fechada por quatro dias. O ato foi em protesto contra a operação que desmontou focos de garimpo ilegal na região e para cobrar a regularização da mineração em áreas indígenas, projeto em fase de estudo pelo governo federal, mas rechaçado pelos índios. "Os garimpeiros estão envenenando as pessoas e contaminando nossos rios, nossos peixes, nossos alimentos e espantando nossa caça. Sabemos que o mercúrio usado no garimpo está contaminando nosso povo", diz um dos trechos da carta. "Essa é a mensagem de todos os Yanomami e Ye’kwana juntos para todo o planeta". No documento, as 116 lideranças que participaram da reunião e elaboraram a carta cobram que o governo retire os garimpeiros que estão na região e impeça a entrada de novos, citando tensão e casos de violência que ocorrem na área em razão da presença de invasores. "Trazem todo tipo de bebidas, drogas e doenças. Eles têm muitas armas e são violentos também entre eles. Eles matam uns aos outros e enterram os corpos na beira dos rios ou jogam nos rios", relataram os indígenas relembrando também mortes em conflitos por causa do garimpo, como massacre de Haximu que na década de 90 deixou 12 índios mortos na região. "Nossos avós e tios morreram por causa dos garimpeiros. Nós não queremos repetir essa história de massacre". A carta, que é endereçado ao Executivo e Legislativo Federal, também diz que os índios "decidem de forma coletiva, escutando vários pensamentos de homens, mulheres, xamãs, jovens, lideranças tradicionais, todos reunidos. E isso deve ser respeitado pelo governo brasileiro". "As nossas riquezas são os nossos conhecimentos tradicionais, a nossa saúde, nossos rios limpos e nossas crianças crescendo felizes. Os garimpeiros estão destruindo a nossa riqueza", escreveram, afirmando que "o governo tem o dever de acabar com isso e trabalhar para cuidar da saúde dos povos Yanomami e Ye’kwana e proteger a terra-floresta". Procurado pela reportagem para comentar as denúncias feitas pelas lideranças indígenas, um representante do movimento de garimpeiros em Roraima disse que "há ONGs e grupos estrangeiros que estão por trás dos indígenas, os manipulando conforme seus próprios interesses". "Existem muitas distorções e a gente sabe que a população indígena não só do nosso estado, mas de todo o país é tratada como massa de manobra", disse Clayton Alves. "Se a gente for ver a fundo situação dos indígenas em Roraima e no Brasil vai ver o quanto é precária e quanto foi usada por governos passados". Maior terra indígena do Brasil Com quase 10 milhões de hectares a reserva Yanomami é a maior terra indígena do Brasil, e tem atualmente cerca de 27 mil índios. O território também contém a referência confirmada de um povo indígena isolado, além de seis outras referências em estudo, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). A estimativa da Funai é que há entre 7 e 10 mil garimpeiros operando ilegalmente na Terra Indígena. Já a Hutukara Associação Yanomami fala em 25 mil garimpeiros na área. Um estudo feito em 2016 pela Fiocruz apontou que mais de 90% dos indígenas que vivem em uma comunidade do Rio Uraricoera, uma das regiões mais afetadas pelo garimpo ilegal na reserva yanomami, tem alto índice de contaminação por mercúrio. O metal, que é altamente tóxico, é usado para separar o ouro dos demais sedimentos e acaba lançado em rios, igarapés e na atmosfera.