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Notícias com a tag: pcc

Investigação da PF indica pagamentos do PCC ao The Intercept Brasil

access_time24/03/2023 14:15

A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) indica possíveis pagamentos da facção criminosa ao The Intercept Brasil. O site ganhou notoriedade depois de divulgar mensagens hackeadas de procuradores e juízes da Operação Lava Jato. O documento apresentado pelo delegado Martin Bottaro Purper mostra uma espécie de prestação de contas entre os bandidos. Há uma lista de despesas com viagens, que previam encontros com ex-promotores, deputados e prefeitos, além de gastos com advogados, imóveis, cursos de especialização e assinaturas de revistas nacionais e internacionais. O The Intercept Brasil negou ter recebido dinheiro do PCC. “Esta é uma ilação falsa”, alegou a direção do site, em nota enviada a Oeste. “O documento apresentado sequer [sic] aponta quem teria doado ou quanto.” Confira na íntegra a nota do The Intercept Brasil “O Intercept Brasil não recebeu dinheiro do PCC. Esta é uma ilação falsa, que não encontra nenhum respaldo na realidade. O documento apresentado sequer aponta quem teria doado ou quanto. O Intercept recebe contribuições de mais 40 mil pessoas físicas, via a página ajude.intercept.com.br. As contribuições têm valor médio de R$ 40. Todos os nomes mencionados no referido documento foram checados em nossa base de doadores e não foram encontrados. Contribuições de valores maiores são examinadas previamente e, caso sejam consideradas incompatíveis com a nossa missão, são recusadas. Apesar de não haver menção ao nome da pessoa que supostamente escreveu tal relatório, é importante frisar que há no mesmo documento, imediatamente após a referência ao Intercept Brasil, itens relacionados a assinaturas de revistas nacionais e internacionais. Portanto, dizer que o PCC financiou o Intercept é tão errado quanto dizer que o PCC financia a Revista Oeste ou qualquer outro veículo porque um de seus integrantes comprou uma assinatura ou clicou no anúncio de um dos vídeos do canal.” Vazamento de mensagens “Um pirata digital, até hoje sabe-se lá a serviço de quem, dessas coisas na história que nunca terão resposta certeira, entregou o tesouro a setores da imprensa ávidos por uma revanche contra a direita em curso no país”, escreveu Silvio Navarro, em reportagem sobre a Lava Jato. O The Intercept Brasil foi o veículo de comunicação escolhido pelos hackers para divulgar mensagens privadas do ex-juiz Sergio Moro, do ex-procurador Deltan Dallagnol e dos demais integrantes da Operação Lava Jato. “A partir dali, a narrativa seria: foi tudo um jogo combinado à revelia do processo legal e a hashtag #LulaLivre viraria bandeira dos derrotados nas urnas em 2018. Foi um golpe no fígado. Não é exagero afirmar que esse foi o estopim da derrocada da força-tarefa”, observou Navarro. “Meses se passaram e o então novo procurador-geral da República, Augusto Aras, escolhido pelo presidente, e sua copilota, a procuradora Lindôra Maria Araújo, decidiram interferir no coração da operação na capital paranaense.” Navarro acrescentou que os terabites coletados durante anos foram levados a Brasília — inclusive, a mando do então presidente do Supremo, Dias Toffoli. Com a saída de Dallagnol, foi nomeado um substituto para chefiar o time, o procurador Alessandro José Fernandes de Oliveira.

Dallagnol: ‘Querem ‘ferrar’ Sergio Moro, cada um com suas armas’

access_time22/03/2023 11:30

O deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), ex-procurador federal e ex-coordenador da Operação Lava Jato, comentou o plano de assassinato do senador Sergio Moro (União-PR) pelo PCC, revelado nesta quarta-feira, 22, pela Polícia Federal. No Twitter, Dallagnol escreveu: “Chocado, indignado e motivado a lutar ainda mais contra o crime. Minha total solidariedade a Sergio Moro e sua família, pessoas de honra que querem e lutam por um Brasil melhor. Os criminosos querem vingança. Querem ‘ferrar’ Sergio Moro, cada um com suas armas. O deputado federal se referia à fala do presidente Lula dada na segunda-feira 21, em entrevista ao Brasil 247, que manifestou desejo de vingança contra Moro. Enquanto comentava sobre o período em que esteve preso em Curitiba, depois de ser condenado em sentença proferida por Moro e mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em decorrência das investigações da Lava-Jato, Lula contou que quando era visitado por procuradores na sede da PF, em Curitiba, e eles perguntavam se estava tudo bem, ele respondia: “Não está tudo bem. Só vai ficar tudo bem quando eu f* esse Moro. Eu sempre dizia que estava lá para me vingar dessa gente.” O plano de assassinato do PCC também levou outros parlamentares a se manifestarem. O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) também relacionou a investigação à fala de Lula. Ele escreveu: “As prisões de criminosos que queriam assassinar autoridades, dentre elas o senador Sérgio Moro, pode ser a ponta do iceberg num esquema que a PF precisa rapidamente apurar, sobretudo por ameaças que vieram a público contra o senador, disparadas por um ex-condenado do então juiz Moro.” O deputado Osmar Terra (MDB-RS) classificou o plano de assassinato como “o horror máximo” e perguntou? “Quem seria o mandante? O governo tem q tomar medidas duras e exemplares para que isso sequer seja cogitado por bandidos!” O ex-deputado Paulo Martins (PL-PR) afirmou que o “Brasil não pode se tornar um narcoestado, mas o risco é real. É preciso enfrentar a realidade e aniquilar essas organizações com toda a força disponível”. A Polícia Federal deflagrou a Operação Sequaz na manhã desta quarta-feira para cumprir 24 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rondônia e no Distrito Federal.