Kurupí
Notícias recentes
OAB cobra do Tribunal de Justiça abertura e reativação de varas em Peixoto e Guarantã do Norte

OAB cobra do Tribunal de Justiça abertura e reativação de varas em Peixoto e Guarantã do Norte

access_time15/05/2018 08:21

O presidente da 14ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Augusto Giraldi Macedo (foto)

Danilo sofre lesão no tornozelo e está fora da Copa do Mundo

Danilo sofre lesão no tornozelo e está fora da Copa do Mundo

access_time06/07/2018 08:14

Chegou ao fim a Copa do Mundo de Danilo. O lateral-direito sofreu uma lesão no ligamento do tornozel

STF autoriza acordo da Telebras com Viasat para uso de satélite

STF autoriza acordo da Telebras com Viasat para uso de satélite

access_time17/07/2018 16:31

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, suspendeu a liminar que impedia o cont

Notícias com a tag: silval-barbosa

Prefeita de Sinop afirma que compra de fazendas de Peixoto por R$ 36 milhões foi "bom negócio"

access_time11/11/2019 18:40

A empresa Selo Verde Empreendimentos Imobiliários e Participações, que pertence à família da prefeita de Sinop Rosana Martinelli (PL), arrematou as três fazendas entregues pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa à Justiça após acordo de delação premiada. As fazendas, localizadas em Peixoto de Azevedo (a 700km de Cuiabá), foram arrematadas por R$ 36,1 milhões na última sexta-feira (8) em audiência realizada na 2ª Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá. São elas: a Fazenda Serra Dourada II (4,1 mil hectares), Fazenda Lagoa Dourada (1,2 mil) e a Fazenda Lagoa Dourada (1,2 mil). Apesar de possuírem matrículas diferentes, as terras são contínuas. De acordo com a prefeita, a família já possui negócios na região e viu uma possibilidade de ampliá-los com a compra das propriedades. As terras foram avaliadas em R$ 46 milhões. “A minha família achou interessante arrematar as fazendas do leilão. Achou que seria um bom negócio. Usaremos as terras para exploração comercial que ela permite. A família tem mais outras atividades na região”, disse a prefeita. As terras arrematadas pela família Martinelli já tiveram duas grandes invasões em 2017. Para a prefeita, no entanto, isso não lhe causa preocupação, visto que a questão já foi resolvida judicialmente. “Nós compramos a fazenda livre e desembaraçada. O Estado se comprometeu a entregar a área livre e assegurou que na área não teria mais ninguém [em seu interior]. Essa é a responsabilidade do Estado. Ela é entregue com licença e documentações em dia”. Conforme apurou o MidiaNews, nos bens declarados nas eleições de 2016, a prefeita apontou ser a maior acionista da empresa com 90% das cotas, num montande avaliado em R$ 1,01 milhão. Trâmites do leilão O leilão para o arremate das terras teve duração de mais de duas horas e receberam 131 lances. Essa foi a terceira tentativa do leilão, pois nem na primeira e nem segunda praça houve lances para a compra das fazendas. Conforme o juiz Leonardo Pitaluga, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, o pagamento deve ter o percentual mínimo de 15% quitado no último dia útil do mês de março de 2020, cujo valor será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde a data do certame. Isso se traduz em R$ 5,4 milhões. O restante do valor deve ser pago em 60 vezes, ou seja, em cinco anos.

Silval e Nadaf prestam depoimento à CGE sobre suposta fraude

access_time30/05/2018 09:05

O ex-governador Silval Barbosa e o ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, prestaram depoimento na tarde desta terça-feira (29) à Controladoria Geral do Estado (CGE) em um procedimento administrativo que apura a conduta de três servidores em uma aquisição milionária e supostamente fraudulenta de softwares para escolas estaduais em 2014. A suspeita, reforçada pelo resultado de uma auditoria, é que a empresa contratada, a Avançar Tecnologia em Software Ltda, com sede em Goiás, tenha recebido R$ 5 milhões em troca de pacotes de aulas interativas com conteúdo defasado, inadequado à faixa etária dos alunos ou até mesmo em branco. De acordo com o relatório da CGE, a empresa vendeu licenças de softwares que, embora desenvolvidos por meio de uma plataforma livre, eram maquiados para remeterem ao sistema operacional Windows 7 Professional, da Microsoft. "Tal situação colocou o Estado de Mato Grosso em situação de risco com relação à violação de direitos autorais, configurando prática de pirataria de software", apontou a CGE. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD), em andamento desde 2015 na controladoria, foi aberto contra o ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica da Seduc, Francisvaldo Pereira de Assunção, o então fiscal do contrato, Edevamilton de Lima Oliveira, e o diretor de Gestão de Tecnologia de Informação do antigo Cepromat (hoje MTI), Djalma Souza Soares. Silval, Nadaf e também o ex-presidente do Cepromat, Wilson Teixeira, o Dentinho, foram convocados e prestaram depoimento como testemunhas. Não foi divulgado o teor das declarações. Contratos O primeiro dos contratos que motivou o PAD — nº013/2014/Cepromat — foi firmado em fevereiro de 2014 para a aquisição de 250 mil licenças de uso de software educacionais, destinados a aulas interativas no ensino fundamental e no ensino de jovens e adultos em 30 escolas de Cuiabá, Várzea Grande e outros 11 municípios. Encerrada em fevereiro de 2015, a negociação foi inteiramente liquidada e paga no valor de R$ 5,0 milhões, embora os serviços tenham sido apenas "parcialmente executados", segundo a auditoria da CGE. Uma das irregularidades foi a entrega de aulas interativas em quantitativo inferior ao estabelecido no contrato. "Dos 815 títulos de aulas interativas fornecidos, 101 não possuíam nenhum conteúdo (em branco) e 38 tinham a inserção de uma figura com status 'carregando'. Assim, a empresa entregou efetivamente 676 títulos, ao passo que o contrato previa o fornecimento de 900", diz a CGE. Uma inspeção nas escolas que supostamente receberam os softwares revelou que, em 60% delas, nada havia sido instalado e, no restante, as instalações eram irregulares. "Para a instalação do software educacional foi utilizado um software emulador que 'virtualizou' o sistema operacional Windows 7 Professional dentro Linux Educacional, sendo que o Windows 7  Professional é um software Copyright, ou seja, é utilizado apenas com a permissão do autor, que nesse caso é utilizado um código denominado licença na qual é adquirido através de uma compra ou cessão", aponta a controladoria. O segundo contrato — nº 040/2014/Cepromat — foi firmado em dezembro de 2014, prevendo gastos de R$ 4,99 milhões para aquisição de 188.400 licenças de uso de softwares educacionais a serem instalados em 157 salas de aulas de 30 escolas de Mato Grosso (educação básica). A auditoria revelou que, nas inspeções em nove das 30 escolas previstas, nenhum software havia sido instalado.  "Todos os entrevistados, entre diretores de escolas e servidores, foram unânimes em dizer que não receberam a capacitação nos softwares e seus conteúdos educacionais nas quais seriam ministrados nas suas próprias escolas, de acordo com as cláusulas contratuais. Mesmo nas escolas com softwares instalados, os responsáveis das escolas não receberam o treinamento", aponta a CGE. Neste caso, a CGE conseguiu suspender os pagamentos à empresa, quando já havia cerca de R$ 3 milhões a pagar. Em 2016, a controladoria abriu um Processo Administrativo de Responsabilização para apurar a conduta da empresa contratada.