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'Vamos ter problemas', disse G. Dias, ao ser avisado sobre risco de invasão
Foto: Reprodução/YouTube

'Vamos ter problemas', disse G. Dias, ao ser avisado sobre risco de invasão

Ex-Abin informou ao ministro sobre o risco de depredação às 8 horas da manhã de 8 de janeiro

access_time01/08/2023 13:08

Às 8 horas de 8 de janeiro, Saulo Moura Cunha, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviou uma mensagem diretamente ao então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, com todos os alertas que haviam sido anteriormente enviados, por WhatsApp, a membros do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e da Célula Integrada de Inteligência de Segurança Pública do Distrito Federal.

As mensagens informavam sobre o risco eminente de manifestações violentas e de depredação de prédios públicos. Dias não estava no grupo, mas um representante do GSI estava nele. Apesar de tudo, Saulo comunicou diretamente o militar.

"Comecei a passar informações para o G. Dias às 8 horas do 8 de janeiro", disse Saulo, nesta terça-feira, 1°, aos membros da CPMI do 8 de Janeiro. "Repassei para ele todos os alertas da Abin e algumas informações do grupo da célula integrada de segurança pública, inclusive de manifestantes que cobriram os rosto com uma máscara. Ele me respondeu dizendo: 'Acho que vamos ter problemas'".

Ao receber a mensagem de Saulo, G. Dias poderia ter agido para blindar o Palácio do Planalto e, talvez, pedido ajuda para ajudar na segurança dos demais prédios, como os do STF e do Congresso. O ministro, no entanto, não o fez.

Às 13h30, o então diretor da Abin ligou para G. Dias, pois recebeu informações de que havia um chamamento para a invasão dos prédios públicos.

"Quando a marcha começou, um colega, responsável pela segurança de um dos Poderes, conversou comigo e pediu o contato do G. Dias", explicou. "Passei o contato e liguei para o G. Dias, às 13h30. Eu disse ao ministro que tínhamos a convicção de que as sedes dos Poderes seriam invadidas. Nesse momento, a marcha ainda não havia rompido nenhuma barreira, mas tínhamos a certeza e comunicamos ao G. Dias.

Às 15 horas, os manifestantes furaram o bloqueio da polícia e foram em direção ao Congresso Nacional, ou seja, daria tempo para, de alguma forma, tentar contê-los.

Cerca de dez minutos depois, a Casa Legislativa começou a ser depredada. Às 15h50, o Palácio do Planalto foi invadido e, cinco minutos depois, o Supremo Tribunal Federal foi vandalizado.

Em depoimento à CPI do Distrito Federal, G. Dias negou ter recebido o informe oficial por meio do grupo. Ele foi demitido depois da divulgação de imagens do circuito interno do Palácio do Planalto pela emissora CNN. Nas cenas, o general aparece à paisana interagindo com os manifestantes.

Na oitiva aos membros da CPI do DF, o ex-ministro já havia dito que conversou por telefone com o Saulo Moura. Contudo, disse que "não havia nenhuma informação que indicasse" os atos de depredação.

"Troquei ideias genéricas com ele sobre a segurança palaciana em 6 de janeiro", contou G. Dias. "Não falamos de nenhum esquema especial para o dia 8 de janeiro, domingo, porque não havia nenhuma informação que nos indicasse que ocorreria o que ocorreu. Deixei o Palácio do Planalto por volta das 18h."

Ainda conforme G. Dias, a conversa com Saulo não o fez ficar em alerta, mas ele havia deixado o Plano Escudo do Planalto acionado. Contudo, o então secretário-executivo do GSI, general Carlos José Russo Assumpção Penteado, não teria montado o planejamento.





Por: Rute Moraes / No Ponto / Revista Oeste

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