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Cesare Battisti, 64 anos, chegou hoje (14) ao aeroporto de Ciampino, em Roma. Vestindo calça jeans e

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Notícias com a tag: MPF

MPF afirma que vida de luxo de Rei Arthur em Miami é com dinheiro tirado de cofres públicos brasileiros

access_time19/08/2019 10:55

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o empresário Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur e considerado um dos maiores foragidos da Justiça brasileira, usufrui uma vida de luxo em Miami, nos Estados Unidos, com o dinheiro que foi tirado dos cofres públicos do RJ. A TV Globo localizou Rei Arthur na Flórida. A reportagem, exibida neste domingo (18) no Fantástico (veja o vídeo no final da reportagem), mostrou o empresário circulando num carro de luxo e indo à praia. “Nós podemos dizer, com certeza, que ele está usufruindo do dinheiro que ele tirou dos cofres públicos brasileiros, dos cofres públicos da sociedade carioca, e que o cidadão carioca deixou de ter um serviço pra que ele pudesse desfrutar da sua Maserati", explicou o procurador da República Stanley Valeriano. O carro que Rei Arthur dirige nos Estados Unidos e a que o procurador se refere custa R$ 530 mil no Brasil. O empresário é acusado de envolvimento em um escândalo internacional: a compra de votos para a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Desde 2017 existe uma ordem de prisão contra Arthur, que também está na lista de procurados da Interpol. As autoridades estimam que as empresas de Arthur Soares faturaram pelo menos R$ 3 bilhões nos governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Atualmente, como foragido da Justiça, o empresário não se preocupa em se esconder pela cidade onde mora e anda livremente pelas ruas, como mostrou o Fantástico. "Ele é chamado de Rei Arthur porque, ao longo de muitos anos, ele teve os maiores contratos com o Estado do Rio de Janeiro. Isso possibilitou a ele arrecadar um patrimônio milionário, talvez bilionário", explicou o procurador. Em um dos momentos de lazer, Arthur Soares foi visto almoçando em um dos melhores restaurantes japoneses de Miami, onde uma refeição custa, em média, o equivalente a R$ 600 por pessoa. Quando saiu do país, em abril de 2017, Arthur Soares foi morar em uma mansão, na ilha de Key Biscaine, um dos bairros mais caros de Miami. Atualmente, Arthur Soares deixou a mansão de luxo no condomínio fechado onde morava e foi para outra casa, aparentemente mais simples, com acesso direto para rua. Empresário continua trabalhando em Miami Em Miami, o Fantástico encontrou imóveis ligados a ele em oito endereços diferentes. No Brasil, Rei Arthur chegou a ter 38 empresas. Uma investigação da Receita Federal brasileira mostra que, ano após ano, ele foi transferindo patrimônio para o exterior, preparando uma fuga. A partir de 2007, começou a levar empresas e contas para paraísos fiscais no Caribe e para os Estados Unidos. Só no Estado da Flórida, chegou a ter pelo menos 14 empresas, além de uma casa na estação de esqui de Aspen, no Colorado, e uma base na Europa, em Paris. Quando se tornou o foco de um escândalo de proporções mundiais, Rei Arthur tentou sair de cena. A primeira medida foi transferir as empresas que ele tinha para o nome dos filhos. Só que, apesar de Arthur estar oculto nos negócios, o Fantástico comprovou que o empresário continua indo trabalhar todos os dias em um prédio onde funcionam cinco dessas empresas. O que diz o MPF sobre a fuga "O Ministério Público Federal requereu aos Estados Unidos uma série de diligências em cooperação internacional, dentre eles busca e apreensão, prisão e extradição, e também a apreensão dos bens do Arthur Soares nos Estados Unidos. Nós fizemos esses pedidos e nós não tivemos nenhuma resposta formal, concreta, sobre o cumprimento desses pedidos, então nós não temos como presumir qual é a causa do não cumprimento", completou o procurador.

Ministro do STF da fim ao sigilo em delação de empresário acusado de esquema na Secretaria de Educação

access_time19/10/2018 17:25

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (19) a suspensão do sigilo na delação do empresário Alan Malouf sobre um esquema de desvio de verba na Secretaria Estadual de Educação (Seduc). O esquema foi descoberto durante a Operação Rêmora, deflagrada em 2015, primeiro ano da atual gestão. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Justiça que circula nesta sexta-feira. A Procuradoria-Geral da República afirmou ao ministro que como o governador Pedro Taques (PSDB) e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) já tiveram acesso à delação do empresário não há justificativa para manter o sigilo. Em depoimento já prestado ao Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Malouf disse à Justiça à época que o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do esquema de pagamento de propina na Seduc e da existência de "caixa 2" na campanha eleitoral de 2014, quando concorreu ao governo do estado. Do dinheiro doado, Malouf disse ter recebido de volta R$ 260 mil de forma parcelada. Em duas ocasiões, o dinheiro foi entregue na empresa dele e, em outra, na casa. Ele disse que, no final da campanha de Pedro Taques, restou um débito e que ele ajudou a saldá-lo. A reportagem tentou contato com o deputado Nilson Leitão, mas ele não atendeu as ligações. A assessoria do governador Pedro Taques disse que responderia a demanda no decorrer do dia. “Deve o sigilo ser mantido se houver necessidade concreta, sobretudo como forma de garantir o êxito das investigações. No caso, em 30 de agosto de 2018, em virtude da ampla divulgação, em noticiário nacional, sobre a existência deste processo, bem assim a relevância do que articulado por José Pedro Gonçalves Taques e Nilson Aparecido Leitão, ambos citados pelo delator, foi deferido, estritamente a esses últimos e respectivos patronos, o acesso aos autos e ao conteúdo do acordo homologado, assentando a manutenção do sigilo quanto ao público em geral”, diz trecho da publicação. O Ministério Público Federal afirma na ação que já não há interesse na preservação do sigilo, já que o conteúdo foi amplamente divulgado. “Cumpre acolher o pleito, no que a manifestação do órgão acusador, titular da ação penal, revela não mais subsistir justificativa, sob a óptica do sucesso da investigação, para a manutenção do sigilo”, diz trecho do documento. O ministro determinou o envio dos anexos e cópias dos autos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e à 7ª Vara Criminal de Cuiabá. ”Quanto à solicitação revelada no item II, observem que nas decisões de folha 984 a 987 e 1.003 a 1.005, foi determinado o envio dos anexos e cópias especificadas ao Superior e ao Tribunal de Justiça do Estado, bem assim a remessa de reprodução do acordo homologado ao Juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá”. O ministro não autorizou, no entanto, o cumprimento da pena do empresário, que já foi condenado a 11 anos e 6 meses de prisão pelos fatos em regime fechado. Ele está atualmente cumprindo a pena em prisão domiciliar. Segundo o ministro, a solicitação deve ser feita para o órgão competente do caso, quando a ação penal for julgada. "Em relação ao eventual cumprimento de pena, o regime, bem assim abertura de conta bancária judicial, a fim de viabilizar o cumprimento, pelo delator, das obrigações pactuadas, observem que, na decisão mediante a qual homologado o acordo, foi destacado que os ônus do delator e os benefícios correspondentes serão objeto de análise quando do julgamento de possível ação penal decorrente de inquérito ou procedimento de investigação criminal conduzido pelo Ministério Público. Os pedidos devem ser dirigidos aos Juízos competentes", declarou.